Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




A inquietação de um caboverdeano

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.10.08

 "... a  chuva que não quer chover..."

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:04


Rupturas

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.10.08

Fotografia de Pedro E.G.Guedes

 

A rotina que bate na parede

húmida,

desenhando slogans sobre algas emaranhadas

de cor verde -

fluidez da esperança;

de cor vermelha -

de sangue, violência;

do embate,

milhões de rabiscos

incendeiam  a praia, iluminando

corpos frenéticos

gaivotas absurdas, e nas

areias 

sulcos rasgados a madeira

onde se lê os gemidos da

palavra

amo-te.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 13:29


Provérbio

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.10.08

Vai ali um burro que custa cinco tostões, mas como não tenho cinco tostões tenho que deixar ir o burro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:15


Bomarzo

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

"...Inquieta luz do mundo..."

 

Do livro Bomarzo, de Miguel Angelo Buonarroti

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:05


Guerreiras

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Vozes que gritam

Bocas que gemen

Gargantas que proclamam

 

Dentes afiados cravados na

luz da lua

até que a manhã rompa

dos cabelos desgrenhados e

ilumine a sombra da raiva de

olhos sonolentos e

pálpebras cansadas da

cor de castanhas despidas

da sua couraça.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 21:46


Memória - Pesadelos

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

 A importância da memória, para lembrarmos!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:29


BOM DIA, PARAÍSO!

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Não é de hoje nem de ontem que os sexagenários se refugiam, no seu soturno convívio, na cansada graçola de que, daí para a frente, o seu destino é perderem a identidade, em caso de atropelamento. Tenhamos sido o mais desenvolto e transpirado na estiva dos trabalhadores do porto de Lisboa, ou o melhor professor de Filosofia dos liceus deste país, os jornais dirão "sexagenário mortalmente atropelado na Avenida da Índia". Mas o que eles calam - entre várias outras coisas que fazem muitíssimo bem em calar - é que a idade lhes rouba também o nocturno e o onírico. Esse mundo que, mesmo fugido ao território da vontade, nos alça em deuses fazedores, criadores do que ninguém controla ou condiciona. De tal modo que tem de ser a imaginação vigil a preencher esse vazio. Não vou por isso dizer que sonhei, mas, mais humilde e honestamente imaginei, o que se segue - reivindicando contudo o mesmíssimo estatuto de inimputabilidade do sonho, o que nem sequer Freud questionou.

Aconteceu então que acordei com aquela antiquíssima vontade de tomar café. Lavei-me (mas não muito, porque a água deixou de correr na pendência do sacramento), vesti-me (mas não muito, porque do último fato já só me restavam as calças) e desci ao jardim público. Bebi no quiosque meio café aguado por quinze cêntimos e fui sentar-me no meu banco habitual, munido de um cartuchinho de papel pardo com os salvados do milho que compro ao mês. Sentei-me e, enquanto os pombos afluíam de todos os lados, pus-me a pensar, prazenteiro, na extraordinária fortuna que a Fortuna reservou à minha geração. Talvez não tenhamos sido melhores do que as outras. Mas, que raio!, investimos nas incertezas (sem qualquer pulsão de jogadores de casino); suámos brio e privámo-nos de muitos dos deleites sem alma que o quotidiano oferecia ao preço da uva mijona; e alguns - tantas vezes os melhores de entre nós - deram o sangue. Tudo isto porque - fôssemos da esquerda católica, ou da laica, ou comunistas, ou libertários - tínhamos o crânio povoado pelos fantasmas difusos, mas estimáveis, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, do fim da exploração do homem pelo homem, das mãos dadas sem olhar a quem, do amor como irmão gémeo da razão - enfim, da vida como festa a ser fruída.

Estava eu nisto quando, da minha esquerda, oiço uma voz: "Como está? Já não se lembra de mim? Sou o Varela, o sem-abrigo que, na Rua 4 de Infantaria, dormia e tomava conta, durante a noite, do Citroën Dyane do seu amigo Luís…" "Ó sr. Varela, está bom?", tropecei eu, que o não reconhecera. Já o Varela, que trazia um pacotinho igual ao meu, deitava alpista aos pombos, quando me tocaram o braço direito. Era um senhor andrajoso e afável, sobraçando outro magro pacote de milho, a perguntar se podia sentar-se do outro lado do banco. Que sim, claro, entaramelei eu - e ele sentou-se. E atirou-me: "Posso-me apresentar? Eu sou o Américo. Tive mais cortiça que ninguém e na companhia dos petróleos nada se fazia sem o meu consentimento. Mas isso foram outros tempos…" "Ah", disse eu, no esbugalho de olhos que as pálpebras ainda aguentam, "muito gosto"…

E então conversámos os três, distribuindo, com a parcimónia dos tempos, o milho pelos pombos, que já nos trepavam pelas calças. Falámos da vida, do destino e da cidade, de vista cansada e hemorróidas, de flores, pinguins ameaçados e economias emergentes. Depois, por sugestão do Varela, cada qual torceu o papo ao seu pombo e lá fomos - naquela ternura inconfessada e a fingir frieza com que o Claude Rains tomou o braço do Humphrey Bogart, a fechar o Casablanca - até ao meu quintal, para uma cabidela alternativa de que só o Américo sabia a receita.

Foi bom, foi solto, distendido, irresponsável. Os amanhãs não cantaram, mas os ontens não pesaram. No fim, talvez o Américo tenha contido uma lágrima pelo charuto perdido, o Varela pelo charro e eu pelo cigarro, mas não mais do que isso.

E eu dei comigo a pensar, mas sem gozo nem rancor: como é possível que o empenho generoso de tantos tenha falhado, tão dolorosamente e durante tanto tempo, para agora, em menos de duas décadas, a pura inépcia de um bando mundial de yuppies, que restauraram o blazer (mas também a peúga branca) e cuja cabecinha jamais foi visitada por um qualquer conhecimento que a aritmética não possa exprimir, vir entregar-nos, de bandeja, a liberdade, a igualdade, a fraternidade, o fim da exploração, as mãos dadas sem olhar a quem… etc. A propriedade, não a tendo Proudhon abolido, exauriu-se e, com isso, a igualdade e a fraternidade instalaram-se, de seu natural. A liberdade acabou feita: talvez pelo desinteresse, mas aí está. Exploração, não tem como nem para quê. E eis que a vida virou festa a ser fruída. (Ainda que um tanto à custa dos pombos.) Qual quê! Nem Criação nem Big Bang. Nem Deus nem Darwin. Viva a escola de Chicago! | 

 

 Crónica de Nuno Brederode Santos no "DN"

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:08


Perspectivas

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Ninguém morre de véspera; nem em tempos de crise.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:50


Reflexos

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Olho o teu rosto

no meu corpo e

nos dedos que escorregam

sobre os teus olhos azuis

suspensos num

corpo de mulher. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 17:42


Retratos

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Retratos

encerrados em molduras

que já não respiram.

Apenas um bafo morno da

pequena luz que ilumina

as tardes eternas

do silêncio.

 

Retratos mudos de gentes

paradas no tempo,

graves,

desbotadas,

indiferentes ao ziguezaguear das borboletas.

Apenas o brilho de minúsculas partículas de pó

lhes dão vida e 

incendeiam as suas cabeças.

 

Retratos.

O tempo parado.

É hora do descanso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 17:23


Sussurros

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Roço as minhas pálpebras no

teu rosto e

murmuro:

- Amo-te.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 15:34


Regressos

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Voltaste.

não estávamos à espera.

há muito tempo as sementes foram lançadas à terra.

Os montes e os vales estão

prenhes de vida, prestes a rebentar antes

das primeiras trovoadas de Outono.

As leiras foram regadas com as

lágrimas da saudade,

mas as raízes não são de

desespero, nem de raiva,

mas de alegria plena e contida.

Voltaste.

Sorri.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 15:25


Juliette Greco

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Uma mulher extraordinária que aos 81 anos de idade vem a Portugal para dois espectáculos

Bonjour Tristesse

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:19


Lugares de afecto

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:05


Lugares de afecto

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

 

"Está deitado, só, de costas para o mar, num canapé instalado na paria. O vento está forte. O céu está claro, nem um vestígio de nuvens, o mar reflecte a luz resplandecente do sol, o rosto suaviza-se."

Do livro "Uma cana de pesca para o meu avô, de Gao Xingjian, publicações D. Quixote, 2001

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:23


Luminis

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Alexandra de Pinho

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:20


LER 73 já na rua!

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

 

Já sabe: a LER está nas bancas — com um conto inédito de José Cardoso Pires, que  morreu a 26 de Outubro de 1998 – mas ainda parece que foi ontem que entrou na antiga redacção da LER para entregar o conto. Revisitar a obra do autor de O Delfim é ir para além de todas as páginas que escreveu. Textos de Alexandre Pinheiro Torres (recuperado da época), Pedro Tamen, João Rodrigues, Nelson de Matos, Fernando Venâncio, José Mário Silva, Filipa Melo, Inês Pedrosa e Francisco José Viegas. Fotografias de João Francisco Vilhena (que assina a bela foto da capa).

 

Entrevista com António Manuel Pires Cabral: o jornalista Carlos Vaz Marques deixou-se conduzir pelo poeta transmontano através das ruas de Vila Real sempre com poemas por perto – e polémicas, recordações, histórias, Camilo e Torga. E termina com um aviso: Pires Cabral tem tudo para ser uma extraordinária revelação para muita gente.

 

Nobel: Retratos do galardão mais cobiçado. Olhámos para a história e fizemos as nossas escolhas: os galardoados que nunca mais se recompuseram, os eternos favoritos, os que caíram no esquecimento, os que recusaram, etc. Por José Mário Silva.

 

José Mattoso surpreendeu-se como livro O Mito das Nações, de Patrick J.Geary — e escreve sobre isso.

 

Listas: Miguel Real escolhe os cinco personagens que gostaria de ter criado nos seus romances e Maria Filomena Mónica aponta, um a um, os livros da sua vida.

 

Rogério Casanova sobre G.K. Chesterton: Cem anos depois, a leitura de O Homem Que Era Quinta-Feira continua a ser uma boa maneira de combater a anarquia do aborrecimento, garante Casanova, que também escreve sobre Martin Amis na sua coluna Pastoral Portuguesa, onde analisa os «programas culturais» da SIC e da TVI.

 

A Sala do Escritor: Manuel António Pina trabalha prerencialmente de madrugada, entre gatos, livros e fotografias – à espera do «remorso» de Borges.

 

Frederico Lourenço. Novos Ensaios Helénicos e Alemães é o próximo livro deste escritor e tradutor premiado. Como sempre, editado pela Cotovia.

 

Crónicas de Abel Barros Baptista, José Eduardo Agualusa, Pedro Mexia, Eduardo Pitta, Filipe Nunes Vicente, Francisco Belard, Inês Pedrosa e Onésimo Teotónio de Almeida. Colunas sobre livros de ensaio, de Rui Bebiano, de economia & gestão, de Fernando Sobral, e infantis, de Carla Maia de Almeida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:06


O AMOR

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.10.08

CRUA E FABULOSA

 

(Mário Cesariny)

Amor é quando a gente pensa que pode engolir a vida toda. Amor é quando a gente espreita pelo buraco da fechadura para ver outra nudez. Amor é quando a gente explica às amigas que respira mais fundo.
Amor é quando a gente abraça um filho e entende que o mundo é muito mais bonito do que julgávamos. Amor é quando a gente desmancha a cama inteira de cheiro e pensa que os próximos lençóis vão também cheirar assim. Amor é quando a gente sabe que o silêncio pode ser mais gordo que as palavras.
Amor é quando a gente calça os sapatos pretos e se transforma em mulher rainha. Amor é quando a gente se despe devagar e pede ao céu uma luz que grite o desejo. Amor é quando a gente chega a casa com o fôlego preparado para entregar tudo. Amor é quando a gente ensina a nossa filha a ser mulher, sem pressa de a tornar adulta. Amor é quando a gente telefona porque sim. Amor é quando a gente pensa, todos os dias, coisas surpreendentes. Amor é quando a gente abre um livro de histórias e julga que as letras são nossas. Amor é quando a gente explica aos alunos que existe paixão.
Amor é quando a gente fica com dor nas costas porque descuidou um só dia de respiração. Amor é quando a gente mata o ego e percebemos que ele existia só para dificultar. Amor é quando a gente principia fins que julgávamos terem ido embora. Amor é quando a gente estica os braços até ao que o outro não disse. Amor é quando a gente faz tudo com a carne de quem agarra a vida, crua e fabulosa.
 
Post retirado do blog "A Dobra do Grito" e escrito pela Paula Capaz

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:48


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

Amanhã  (hoje) , o novo opus de Herberto Helder, A Faca não Corta o Fogo - súmula & inédita (Assírio & Alvim), começa a chegar às livrarias. É, não tenham dúvidas, um dos maiores acontecimentos editoriais do ano. E para o comprovar basta que leiam três dos poemas inéditos do livro:

a vida inteira para fundar um poema,
a pulso,
um só, arterial, com abrasadura,
que ao dizê-lo os dentes firam a língua,
que o idioma se fira na boca inábil que o diga,
só quase pressentimento fonético,
filológico,
mas que atenção, paixão, alumiação
¿e se me tocam na boca?
de noite, a mexer na seda para, desdobrando-se,
a noite extraterrestre bruxulear um pouco,
o último,
assim como que húmido, animal, intuitivo, de origem,
papel de seda que a rútila força lírica rompa,
um arrepio dentro dele,
batido, pode ser, no sombrio, como se a vara enflorasse com as faúlhas,
e assim a mão escrita se depura,
e se movem, estria atrás de estria, pontos voltaicos,
manchas ultravioletas a arder através do filme,
leve poema técnico e trémulo,
linhas e linhas,
línguas,
obra-prima do êxtase das línguas,
tudo movido virgem,
e eu que tenho a meu cargo delicadeza e inebriamento
¿tenho acaso no nome o inominável?
mão batida, curta, sem estudo, maravilhada apenas,
nada a ver com luminotecnia prática ou teórica,
mas com grandes mãos, e eu brilhei,
o meu nome brilhou entrando na frase inconsútil,
e depois o ar, e os objectos que ocorrem: onde?
fora? dentro?
no aparte,
no mais vidrado,
no avêsso,
no sistema demoroso do bicho interrompido na seda,
fibra lavrada sangrando,
uma qualquer arte intrépida por uma espécie de pilha eléctrica
como alma: plenitude,
através de um truque:
os dedos com uma, suponhamos, estrela que se entorna sobre a mesa,
poema trabalhado a energia alternativa,
a fervor e ofício,
enquanto a morte come onde me pode a vida toda

*

aparas gregas de mármore em redor da cabeça,
torso, ilhargas, membros e nos membros,
rótulas, unhas,
irrompem da água escarpada,
o vídeo funciona,
água para trás, crua, das minas,
tu próprio crias pêso e leveza,
luz própria,
levanta-os com o corpo,
cria com o corpo a tua própria gramática,
o mundo nasce do vídeo, o caos do mundo, beltà, jubilação, abalo,
que Deus funciona na sua glória electrónica

*

rosto de osso, cabelo rude, boca agra,
e tão escuro em baixo até em
cima a linha
de ignição das pupilas
¿em que te hás-de tornar, em que nome, com que
potência e inclinação de cabeça?
o rosto muito, o ofício turvo, o génio, o jogo,
as mãos inexplicáveis,
a luz nas mãos faz raiar os dedos,
que a luz se desenvolva,
e a madeira se enrole sobre si mesma e teça e esconda a obra
e retorne e abra e mostre então
a abundância intrínseca,
porque se eriça num arrepio e se alvoroça
o espaço, e brilha quando,
no dia global,
espacial, no visível,
o caos alimenta a ordem estilística:
iluminação,
razão de obra de dentro para fora
— mais um estio até que a força da fruta remate a forma

 

 

publicou o Bibliotecário de Babel às 19:49 de Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

 

Post retirado do blog "Bibliotecário de Babel" 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:18


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

 

A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio, Edição Companhia das Letras, 1997, Editora Schwarcz, Lda, Brasil

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:55


Contraluz

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

Tantas vezes o cântaro partido vai à fonte até que esta seca.

 

                                    ****************                      

 

Fala-se em vão de justiça enquanto o maior dos navios de guerra não se despedaçar contra a fronte de um afogado.

 

Do livro "Arte Poética - O Meridiano e outros textos", de Paul Celan, Edições Cotovia, 1996, e organizado por João Barrento que, também, escreveu o posfácio e as notas.

 

Contraluz foi publicado nio Jornal  DIE TAT, de Zurique, em 12 de Março de 1949

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:37


Palavras mágicas do respeito

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

 

"(...) Há palavras mágicas. Juiz é uma palavra mágica. Como Deus, como morte, como criança e outras mais. São palavras que suscitam respeito, diga-se o que se disser. Além disso , juiz causa arrepios na espinha, mesmo quando não temos nada a censurar-nos e estamos inocentes como uma pomba. Toda a gente sabia que o juiz era Mierck. A história dos pequenos mundos tornara-se conhecida - deliciar-se a comer ovos cozidos, de gema mal passada, em frente de um cadáver! - e também o desprezo que manifestara pela garota, nem uma palavra, nem um gesto de compaixão. Seja como for, mesmo detestado, para todos aqueles brutamontes ele era o juiz: aquele que detém o poder de nos mandar meditar entre quatro paredes por meio de uma simples assinatura. Aquele que se entende com o carrasco. Uma espécie de papão para adultos. ..."

 

Excerto extraído do livro "Almas Cinzentas" - Prémio Renaudot 2003 - de PHILIPPE CLAUDEL, edição Asa Editores, 2004

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:10


Livros

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

 O duelo mais aguardado em França

 

O livro mais esperado em França é lançado hoje. Ennemis Publics(Flammarion/Grasset) reúne a correspondência entre Michel Houellebecq e Bernard-Henri Levy.

 

Informação recolhida no blog "LER"

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:25


Prémio Nobel da Literatura 2008

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

 

 Jean-Marie Gustave Le Clézio foi a escolha da Academia Sueca para o Prémio Nobel da Literatura 2008

Le Clézio, Nobel de 2008.

Reacções na imprensa para primeiras leituras: no LiberationLe Figaro, e Le Monde.

Textos de Jean-Michel Maulpoix, site da Association des Lecteurs de Le Clézio. Texto fundamental no L'Express, e conjunto de críticas na revista Lire.

 

Lista dos premiados desde 1901

 

Parte deste post foi retirado do blog "LER"

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:15


Por outras palavras, de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08
A grande evasão
 

A grande evasão

Se não ficasse na história da educação em Portugal como autora do lamentável "pastiche" de Woody Allen "Para acabar de vez com o ensino", a actual ministra teria lugar garantido aí e no Guinness por ter causado a maior debandada de que há memória de professores das escolas portuguesas. Segundo o JN de ontem, centenas de professores estão a pedir todos os meses a passagem à reforma, mesmo com enormes penalizações salariais, e esse número tem vindo a mais que duplicar de ano para ano.

Os professores falam de "desmotivação", de "frustração", de "saturação", de "desconsideração cada vez maior relativamente à profissão", de "se sentirem a mais" em escolas de cujo léxico desapareceram, como do próprio Estatuto da Carreira Docente, palavras como ensinar e aprender. Algo, convenhamos, um pouco diferente da "escola de sucesso", do "passa agora de ano e paga depois", dos milagres estatísticos e dos passarinhos a chilrear sobre que discorrem a ministra e os secretários de Estado sr. Feliz e sr. Contente. Que futuro é possível esperar de uma escola (e de um país) onde os professores se sentem a mais?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:43


Lugares

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.10.08

"Estou aqui. O meu destino é estar aqui"


Jean-Claude Pirote - Un voyage en automne

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:46


Leitura de outros blogs

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.10.08

Éramos felizes e não sabíamos

 

De repente o mundo mergulhou numa absoluta incerteza. As ameaças que antes nos atormentavam parecem agora meros episódios de rotina perante a enormidade da confusão que se instalou e, antes de se instalar o pânico, ainda estamos perante o estupor da perplexidade, como se um dique considerado absolutamente firme e inexpugnável tivesse subitamente começado a desabar por todos os lados, como se a sua estrutura de aço estivesse afinal corroída, assente numa matéria viscosa que escapa por entre os dedos que lhe querem restituir a firmeza perdida.

À medida a que assistimos a mais e mais notícias sobre o que nos pode acontecer, apercebemo-nos, com igual estupefacção, de como afinal éramos felizes. Ao que agora nos dizem, vivemos até agora tempos de prosperidade em que dispúnhamos da matérias primas baratas, de petróleo ao preço da chuva, de liquidez financeira, de acesso fácil ao crédito, de casas ao alcance de (quase) todos, de automóveis em permanente renovação, de viagens ao virar da esquina, enfim, podíamos confiar no futuro que só nos desafiava a ter mais e mais. A banca era o exemplo do sucesso das reestruturações, as políticas de recursos humanos eliminavam os menos produtivos em cada momento, quase não havia oportunidade para falhar, tudo girava perto da eficácia absoluta. A tecnologia garantia transparência, rapidez, informação a tudo e a todos.

As crises do passado que ainda era há uns meses, afinal eram só uma questão de velocidade, a maior ou menos capacidade de andar mais depressa, de progredir ainda mais, de ter o que ainda não tínhamos.

Ao que hoje sabemos, vivíamos tempos gloriosos de prosperidade e não nos deixaram descansar nisso, o mundo viveu numa velocidade vertiginosa e parece que se despistou.
Aturdidos pelo impulso da ganância e pelo deslumbramento do progresso meteórico e da riqueza fácil, nem reparámos no muito que já possuíamos.

Se recuperarmos os jornais da última década, a palavra crise repete-se a todo o tempo, as ameaças do terrorismo, da pirataria informática, do desemprego, da competitividade impiedosa, eram sistemáticas, não havia quase espaço para a esperança e para a confiança no futuro. De repente, sentimo-nos a perder tudo o que nem sequer chegámos a valorizar, o mundo avançou e a sua alma ficou para trás.
Éramos felizes e não sabíamos.

posted by Suzana Toscano

 

Post retirado do blog 4R-Quarta República

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:32


Miguel Esteves Cardoso

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.10.08

Gosta de peixe, de livros, de blogues e confessa que é um homem de excessos, embora esteja a fazer dieta. Miguel Esteves Cardoso acaba de publicar o livro “Em Portugal não se come mal” e é o convidado de Carlos Vaz Marques, ao fim da tarde, numa conversa em que não se fala só de comida.

Clik no link abaixo para ouvir a entrevista na TSF conduzida por Carlos Vaz Marques

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1022971

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:20


Leitura de outros blogs

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.10.08

Em tempos de vacas gordas somos todos pelo mercado. Em tempos de vacas magras somos todos socialistas. O liberalismo é proporcional à camada adiposa da vaca.


publicado por Rodrigo Moita de Deus, do blog "31 da Armada"

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:15


Siza Vieira

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.10.08

O arquitecto português Álvaro Siza Vieira vai receber a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects (RIBA), recompensando o conjunto do seu trabalho ao longo de cinco décadas. Esta distinção, comunicada ontem no final de uma reunião do conselho da entidade britânica, contou com a aprovação da rainha de Inglaterra, Isabel II.

 

Notícia publicada no "Correio da Manhã"

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:56


Por outras palavras - Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.10.08
 
 
"Inteiramente português"
 

"INTEIRAMENTE PORTUGUÊS"

O tempo (e não foi preciso muito) acabou por fazer justiça à proclamação do Governo, repetida por jornais e TV, de que o "Magalhães" é "inteiramente português". Que não, gritou-se por aí (especialmente na blogosfera, esse submundo, como diz António Costa, presidente, pelo que tem vindo a saber-se, de uma câmara do outro mundo), que, de português, a jóia da família do Plano Tecnológico só tinha a embalagem e algum software. Notícias de ontem dão finalmente sentido à expressão "inteiramente português".

Parece que a empresa que o produz vai ser julgada por ser uma das artistas de um número de circo fiscal internacional designado "carrossel do IVA", onde teria o papel de destinatário final de um animado circuito de vendas fictícias de material informático. Portanto, uma empresa portuguesa com certeza, e um computador "inteiramente português" por genéticas e inteiríssimas razões. Isto acrescendo ao facto, não menos português, de a ideia do Classmate/"Magalhães" ter sido posta pela Intel no ninho do XO de Negroponte. O nome "Magalhães" é que foi mal escolhido. Devia ser "Fernão Mendes Minto".

_________________________________________________________

 

E o "Diário de Notícias" noticia que:

JP Sá Couto não informou Governo
Processo. Presidente da empresa fabricante do 'Magalhães', arguida num processo de fraude fiscal, (…)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:13


AI, PORTUGAL, PORTUGAL

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.10.08

Eles mentem e nós quietos, calados;

Insultam a nossa inteligência, a nossa paciência e nós mudos, pasmados;

E acusam-nos de compreensão lenta e nós envergonhados;

Se nos manifestamos, cobras e lagartos.

Ai, Portugal, Portugal...

A nossa desdita de vivermos num jardim à beira-mar plantado.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 13:24


Geografias

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.10.08

Há as ruas e os lugares. E os lugares que esqueceram como eram chamados para serem ruas, avenidas, caminhos, becos, números de polícia e códigos postais. Havia os quintais, as cortinhas e as quintinhas, os quinteiros, os aidos, a eira, o estrume, os currais e as retretes comunitárias e as folhas de jornal; as ramadas suspensas em braços de pedra;  carros de bois, desfolhadas, o milho-rei e o primeiro beijo. Capoeiras comandadas por galos emproados que comandavam galinhas e garnisés. Porcos na engorda à espera do capador, das arrobas certas e dos primeiros farrapos de geada; Os pés descalços que atropelavam "bolas de capa"; a fruta roubada no quintal do vizinho; as mestras que eram o nosso infantário; o suplício da cata de piolhos e lêndeas; a descoberta de livros que tinham cheiro; o Regedor e Salazar; as noites quentes apaziguadas nas soleiras; a cantina e a sopa dos pobres; o sangue que se ia buscar ao matadouro e que era comido depois de cozido;  as madrinhas de guerra; os soldados a desejarem na Emissora Nacional um feliz natal e um ano cheio de "propriedades"; o mata-porco e o arroz de miúdos; o vinho doce; o colo do meu avô e as sopas de cavalo cansado, e o presépio encaixado numa caixa de sapatos alcatifado com musgo verde; o Bonanza na "sede das pombas"; a alegria e a magia do circo "Arraiola Paramés"; o teatro na "Casa do Povo"; a forja do "Ti" Américo; o saco de pano a tiracolo com a lousa e o caderno de linhas. Primavera, Verão, Outono e Inverno; a Páscoa e as amêndoas e o beijar da cruz; Natal, cigarros e macinhos de chocolate embrulhados em papeizinhos brilhantes e coloridos que guardavamos entre as páginas de qualquer coisa que tivesse letras e desenhos; o tojo para a cama do gado; saquetas com cromos comprados na "Isaurinha"que trocavamos os repetidos; as mãos doridas pelas reguadas do professor Pinto, puxões de orelhas, bofetadas; a apanha diária de leitugas e carrijó; pregoeiros, vendedores de quinquilharias, amoladores, canastras de carapaus e sardinhas; as missas de domingo; os caldos de galinha que celebravam o nascimento e suavizavam as maleitas do parto, e só comidos em dias de festa; a "Ti" Margarida que nos libertava para a vida com um golpe de tesoura enferrujada;  Broa e papas de milho; almoço, janta e ceia, com merenda pelo meio; as rabanadas e malgas de vinho em Castelo de Paiva; as Segundas-Feiras de Páscoa com enguias fritas; os pirolitos e as camarinhas na Senhora da Saúde, em Fornos;  óleo-de-fígado-de-bacalhau; salgadeiras e masseiras; lareira e enchidos abençoados pelo fumo. A noite iluminada a candeias de azeite. A caixa da Sagrada Família. Colchões forrados a palha; forquilhas; brincadeiras, trepar às àrvores, brinquedos feitos de lata, uma fisga no bolso, pedrinhas, botões e berlindes, piões e faniqueiras, e várias fanfarronices; jogar à pancada, fazer recados, o acto subversivo de fabricar cigarros com barbas de milho enrolados em tiras de jornal. Risos, muitos risos que troçavam da pobreza, das doenças e da miséria.

- A bênção, meu Pai?!

- Que Deus te abençoe...

- A bênção, minha Mãe?!

- Que Deus te abençoe...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:16


Abusadores

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.10.08

As gasolineiras voltaram a aumentar o preço dos combustíveis.

Mas o petróleo não baixou de preço?

Merecem todos os nomes por que são chamados, e mesmo assim são insuficientes.

 

No século XIX este rincão de terra conheceu um famoso ladrão que roubava aos ricos para dar aos pobres - José Teixeira da Silva, mais conhecido pela alcunha de Zé do Telhado. Era ladrão, nunca o desmentiu,  era honesto....

 

E estes que vivem no século XXI?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:24


Diniz Machado (1930-2008)

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.10.08

Diniz Machado morreu hoje em Lisboa aos 78 anos.

Nasceu a 21 de Março de 1930, em Lisboa.

Foi jornalista desportivo no Record, Norte Desportivo, Diário Ilustrado e Diário de Lisboa.

Foi crítico de cinema e editor da revista de banda desenhada Tintin

 

O QUE DIZ MOLERO, publicado em 1977, foi um grande sucesso, e foi traduzido em espanhol, búlgaro, romeno e alemão.

Sob o pseudónimo Dennis McShade, escreveu alguns policiais na colecção Rififi, que estão agora a ser reeditados pela Assírio & Alvim.

Nas décadas seguintes escreveu "Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel Garcia Marques" (1984), "Reduto Quase Final" (1989) e "Gráfico de Vendas com Orquídea" (1999), livros que considerou, no entanto, esquecidos pelo público e ignorados pela crítica.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:54


Blogs - o Abrupto e os outros, e António Costa

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.10.08

António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e um dos intervenientes no programa da SIC Notícias "A Quadratura do Círculo" emitido ontem,  disse que os blogs são uma espécie de sub-mundo (onde prolifera  todo o tipo de porcaria e infecções) produzidas por uma praga de ratazanas e escaravelhos que é preciso destruir. E, mais grave ainda, é que os seus autores muitas vezes se escondem sob a capa imunda do anonimato.

 

Por sua vez, o Pacheco Pereira, que também intervém no programa e é um bloger, quase defendeu a mesma ideia ao sugerir que 99,0% dos blogs são feitos por pessoas que sofrem de uma qualquer das disfuncionalidades descritas em qualquer compêndio de psiquiatria, vertendo, portanto,  nos seus blogs as suas raivas e frustrações e revelando graves problemas de comportamento social e saúde mental.

 

Uma excepção apenas: o seu blog, o Abrupto,  escrito com uma espécie de  tinta invisível(?) e que fala de porcos, não sei se de pocilgas, mas acho não ter percebido muito bem.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:05


Leituras - Roberto Saviano

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.10.08

 

LEITURAS

 

ROBERTO SAVIANO, escreveu GOMORRA - Viagem ao império económico e ao sonho de domínio da Camorra. O livro (o primeiro), ao denunciar as actividades criminosas da máfia napolitana e  que cita nomes e lugares obriga-o a viver oculto e sob protecção policial permanente, depois de ter sofrido ameaças de morte por parte da máfia napolitana.


Roberto Saviano nasceu na cidade italiana  de Napóles em 1979. É membro do grupo  de estudos sobre a camorra e a ilegalidade e colaborador dos periódicos IL MANIFESTO e IL CORRIERE DEL MEZZOGIORNO.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:03


In Memoria (1959-2008)

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.10.08

Que as pétalas do sol caiam sobre ti

e iluminem as sombras

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:31


Desavergonhados - Lista dos credores do Estado

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.10.08

O Hélder Franco do "GERAÇÃO RASCA" escreve no seu Blog que o Estado não tem vergonha.

E diz que a lista de credores do Estado só tem três nomes.

E deve ser verdade.  Pois vivemos num país que exerce violência psicológica sobre os cidadãos e sobre as empresas e é administrado como se fosse uma quinta governada por capatazes.

É a política da intimidação e do medo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:11


O Nosso Futuro

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.10.08

Olhamos o retrato de

coração tranquilo e

olhar sereno:

Um baloiço,

Uma grinalda,

Um colibri,

Uma criança.

 

Não dizes nada,

Não digo nada,

Não dizemos nada.

 

Temos a idade em que

apenas basta que as

nossas mãos se beijem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 13:39

Pág. 2/2



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog




Links

Outras Foleirices

Comunicação Social

Lugares de culto e cultura

Dicionários

Mapas

Editoras

FUNDAÇÕES

Revistas