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#1946 - A FADIGA

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.02.16

A FADIGA

 

Nada me  prende à vida

e se vivo,

só vivo de fadiga e se forçado

sou a continuar a fatigar-me

como sucede agora, e me nutro

de desgostos veementes e absurdos

nestes climas atrozes, a existência

receio abreviar

 

Outrora está tão perto que está longe:

que diferença fazem as idades, que muralha

as separa?

Nada posso dizer: o que perdi

esqueci porque as palavras

não formam já o mundo nem o mundo

forma já as palavras;

para poder beber destilo o mar

 

POEMA DE GASTÃO CRUZ, in Óxido, Assírio & Alvim, 2015

 

 

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publicado às 18:30


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