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Um partido com duas caras

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.05.08

Por outras palavras,  de Manuel António Pina

Termina hoje a visita de uma delegação do PCP, chefiada por Albano Nunes, membro da Comissão Política, à China. E são chocantes os elogios dos comunistas portugueses aos "êxitos chineses na construção socialista", obtidos, como o PCP não ignora, à custa do mais selvagem capitalismo ultraliberal e, levados a níveis extremos, de todos os pecados que o PCP aponta em Portugal às políticas económicas do Governo fome, desemprego, precariedade, salários (de miséria) em atraso, segurança social inexistente, fosso abissal entre ricos e pobres, gritantes e escandalosas injustiças sociais. E que dizer do apoio do PCP à repressão no Tibete e às políticas chinesas de direitos humanos, apoio que o secretário do Comité Central do PC Chinês, Liu Yunshan, já enalteceu e agradeceu? Arauto das "amplas liberdades" e denunciante de qualquer pontual deriva autoritária em Portugal, o PCP aceita com normalidade as prisões arbitrárias, a tortura, a ausência de liberdade de expressão ou de liberdade de associação política na China (como as aceitara antes na URSS). Talvez, depois de apresentar uma moção de censura ao Governo a pretexto do novo Código do Trabalho, o PCP queira explicar aos portugueses os direitos de que gozam os trabalhadores no paraíso "socialista" chinês.

 

Crónica de Manuel António Pina, publicada no "JN", de hoje

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publicado às 12:42


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