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Génese

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.04.09

 

Quando o sossego é só sossego  e a visão do mar espraia a nossa identidade

sentimo-nos cúmplices da terra na densidade azul

e respirando pertencemos à leve viração

de um ser anónimo vagamente feliz

que renova em nós os alvéolos do sangue

e dança na linfa com os seus élitros verdes

O peito levanta-se com os seus campos e regatos

e ergue-se até à cúpula das estrelas latentes

O ócio murmura nas esferas e cintila nos monótonos fulgores

e o sentido de tudo liberta-se de si mesmo

para ser a  liberdade de um presente inextinguível

Se se pode tocar o ardor na sua fuga tentamos projectá-lo em grãos incandescentes

para que a boca que os lê possa reencontrar o seu sabor primordial.

 

Poema de António Ramos Rosa do livro "Génese seguido de Constelações", Edição Roma Editora, Colecção Sopro dirigida por Casimiro de Brito, e posfácio de Pascal Fleury, 2005, 2007.

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publicado às 11:38



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