Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Bob Dylan - O Caminhante Solitário

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09
Bob Dylan em Manhattan, em 1983. Ele gosta de passear a pé pelas ruas de Nova York desde a época em que namorava Suze Rotolo, nos anos 60

Bob Dylan em Manhattan, em 1983. Ele gosta de passear a pé pelas ruas de Nova York desde a época em que namorava Suze Rotolo, nos anos 60

 

Revista BRAVO! | Janeiro/2009

O Caminhante Solitário

Gravações inéditas trazem Bob Dylan “do puro, do legítimo, do escocês”, sem interferência de parceiros ou produtores

Por Eurípedes Alcântara

 

Quando as coisas não dão muito certo em suas parcerias artísticas, Bob Dylan ativa um mecanismo de sobrevivência que parece ser seu estado natural. Ele some. Desaparece. Abandona tudo. Sai andando pela noite de New Orleans, Los Angeles, São Francisco, Montreal, Berlim, São Paulo... ou aonde quer que o leve a Never Ending Tour, o pé na estrada sem fim que serve de metáfora da sua vida. Nas caminhadas ele recupera um pouco daquela liberdade da juventude, quando subia a enregelada rua Thomas Paine, no Village nova-iorquino, de braços dados com a namorada Suze Rotolo apenas para "tomar um pouco de ar". Hoje ele anda só e busca sons novos, se detém a cada quebrada onde alguém toque algum instrumento. Na mais extraordinária dessas fugas, Dylan deixou o grande Grateful Dead, da lenda Jerry Garcia, no palco durante um dos ensaios do que viria a ser descrito por alguns críticos como uma bem-sucedida turnê. Não foi. Foi um porre. Um desencontro quase tão grande quanto Mick Jagger cantando Like a Rolling Stone como se a canção fosse uma homenagem a ele, ou Dylan e Paul Simon se apresentando juntos no Madison Square Garden. Os shows eram cabos-de-guerra com aquela química artificial de casais tentando se acertar com a ajuda de conselheiros externos. Dylan não via a hora de o tormento acabar — e acabou numa das caminhadas em São Francisco. Ele ouviu um velho e desconhecido tocar e cantar jazz de um jeito que descreveu mais tarde ao produtor musical Daniel Lanois como "o ruído feito por alguém dizendo uma verdade".

 

Ler resto da crónica aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:39


Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog




Links

Outras Foleirices

Comunicação Social

Lugares de culto e cultura

Dicionários

Mapas

Editoras

FUNDAÇÕES

Revistas