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Fernando Pessoa e o Modernismo Português

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.12.08

 

"Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português" já está nas livrarias
 
Tem quase mil páginas o "Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português" com coordenação de Fernando Cabral Martins, editado pela Caminho, e que está nas livrarias portuguesas desde ontem. Demorou dois anos a ser concretizado é um dos mais importantes lançamentos editoriais deste ano.
 

 

Fernando Pessoa é o "centro" deste livro que pretende reunir a soma dos conhecimentos actuais sobre a sua obra e sobre o Modernismo. "A ideia de um dicionário sobre o Modernismo tinha-se revelado de todo impraticável a princípio, dada a dificuldade conceptual de definir Modernismo", escreve Fernando Cabral Martins no capítulo de apresentação. O professor universitário também explica que havia a dificuldade prática de estabelecer balizas cronológicas que tornassem aceitável a sua transformação em período. Mas tudo isto foi ultrapassado quando decidiram centralizar todas as matérias na figura de Fernando Pessoa e nas datas da sua aparição pública entre 1912 e 1935. O coordenador desta obra foi tradutor e crítico de cinema, doutorou-se na Universidade Nova de Lisboa onde é professor de crítica textual e de literatura portuguesa, e reuniu neste projecto mais de 80 especialistas da área da literatura e das artes visuais (desde Abel Barros Baptista a Zília Osório de Castro), autores das cerca de 600 entradas deste dicionário que ajudam a definir os traços culturais do tempo em que Pessoa viveu. Os principais nomes, títulos, imagens e temas que se relacionam com Fernando Pessoa estão lá. O "Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português" começa com uma cronologia de Fernando Pessoa e depois segue com as entradas. Uma delas é sobre a "arca": a arca dos inéditos que foi leiloada na semana passada em Lisboa. E que nos primeiros tempos albergava sacos de papel e embrulhos atados com cordéis contendo os escritos do poeta. Outra entrada é sobre "cafés" onde se formavam tertúlias, onde se discutia pintura, literatura e política. O dicionário começa com "À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais" e termina com a palavra "Zen".
 

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publicado às 19:40



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