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Sem título

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.12.08

Oreste Zevola

 

A mão que estendes é o prolongamento da tua boca.

Os teus dedos, a

língua húmida escondida

na vergonha da fala;

 

tu não falas,

por pudor, receio;

apenas gesticulas com o coração

- vê-se nas pequenas gotas que iluminam o teu peito -

são as tuas palavras visíveis,

incandescentes

escritas por pequenos pontos

em redor dos teus mamilos, e

que, nas madrugadas de corpo perro,

se refugiam no teu umbigo

porque, enfim, já estás só na companhia do teu corpo,

o lugar onde as falas não precisam de ser

explicadas, gritadas, escritas.

 

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publicado às 19:12


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