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#3183 - Hans Zimmer ft Lisa Gerrard & Moya Brennan - Sorrow

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.10.21

 

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publicado às 18:02


#3182 - SLOWDIVE - CATCH THE BREEZE (Official Video)

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.10.21

 

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publicado às 17:36


#3181 - TRABALHOS 105

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.10.21

 

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publicado às 22:28


#3180 - TRABALHOS 102

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.09.21

 

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publicado às 09:05


#3179 - TRABALHOS 103

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.09.21

 

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publicado às 09:01


#3178 - QUESTÕES DE SEMÂNTICA

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.09.21

Se eu fosse borboleta, assumia como minha casa o teu coração.

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publicado às 19:58


#3177 - UMA VEZ QUE JÁ TUDO SE PERDEU ||| POEMA DE RUY BELO

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.09.21

UMA VEZ QUE JÁ TUDO SE PERDEU

 

Que o medo não te tolha a tua mão

Nenhuma ocasião vale o temor

Ergue a cabeça dignamente irmão

falo-te em nome seja de quem for

 

No princípio de tudo o coração

como o fogo alastrava em redor

Uma nuvem qualquer toldou então

céus de canção promessa e amor

 

Mas tudo é apenas o que é

levanta-te do chão põe-te de pé

lembro-te apenas o que te esqueceu

 

Não temas porque tudo recomeça

Nada se perde por mais que aconteça

uma vez que já tudo se perdeu

 

Poema de Ruy Belo in "Homem de Palavra[s]", pág. 312 da colectânea "Todos os Poemas", edição Assírio & Alvim de Abril de 2014 (4.ª Edição)

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publicado às 10:17


#3176- Hans Zimmer ft Lisa Gerrard & Moya Brennan - Sorrow

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.08.21

 

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publicado às 05:50


#3175 - James Blake - When We’re Older (Lyrics)

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.08.21

 

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publicado às 05:40


#3174 - LIVROS E LEITURAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 17.08.21

SINOPSE

Entrada essencial no vasto universo de Theroux e na sua constante procura pelo autêntico dos lugares, das pessoas e dos livros.
Nesta sequência de grandes lugares, pessoas e prosas, os ensaios de viagem levam-nos ao Equador, ao Zimbabwe, ao Havai e muito além; as pérolas de crítica literária revelam fascinantes profundezas (e facetas pouco conhecidas) nas obras de Henry David Thoreau, Graham Greene, Joseph Conrad e Georges Simenon, entre outros; e a série de impressionantes perfis pessoais levam-nos numa viagem aérea com Elizabeth Taylor, a envolver-nos com a neurologia de rua de Oliver Sacks e a explorar Nova Iorque com Robin Williams.

A este variadíssimo leque de temas, experiências, gostos, encontros, autores, celebridades, artistas e geografias não podiam faltar as reflexões mais íntimas e as histórias e recordações mais pessoais e familiares - em textos como «O verdadeiro eu: uma recordação», «A vida e a revista Life» ou «Paizinho querido: recordações do meu pai».

Figuras numa Paisagem é uma entrada essencial no vasto universo de Theroux, cuja argamassa é uma ampla meditação e a procura constante do autêntico nas pessoas, nos lugares e nos livros.
 
 
______________________________________________________________________________________________________________
 

BIOGRAFIA

Paul Theroux nasceu em Medford, no Massachusetts, em 1941. O pai era franco-canadiano e a mãe italiana, e Paul era um dos sete irmãos. Frequentou as Universidades do Maine e, posteriormente, do Massachusetts. O curso de Escrita Criativa que realizou com o poeta Joseph Langland fê-lo descobrir que escrever era o que queria fazer na vida. Viveu em Itália, onde foi leitor; no Malawi, onde também ensinou e esteve envolvido no golpe de Estado que tentou depor o então presidente-ditador; em Singapura e no Uganda, onde deu aulas de Inglês e não só conheceu a sua futura mulher como também encontrou, pela primeira vez, V.S. Naipaul (que viria a ser seu grande amigo e mentor). Paul Theroux vive atualmente entre Cape Cod e o Havai.
A par das colaborações regulares que manteve ao longo dos anos com as revistas PlayboyEsquire e Atlantic Monthly, escreveu dezenas de romances (alguns adaptados ao cinema), ensaios e alguns dos melhores livros de viagens de sempre, como O Velho Expresso da PatagóniaComboio Fantasma para o Oriente e O Grande Bazar Ferroviário, todos publicados pela Quetzal.
 
FONTE: QUETZAL

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publicado às 18:24


#3173 - LIVROS E LEITURAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.06.21

 

CNC-Irene-Vallejo-_-O-Infinito-num-Junco-.jpg

A Invenção do livro na antiguidade e o nascer da sede dos livros.
Este é um livro sobre a história dos livros. Uma narrativa desse artefacto fascinante que inventámos para que as palavras pudessem viajar no tempo e no espaço. É o relato do seu nascimento, da sua evolução e das suas muitas formas ao longo de mais de 30 séculos: livros de fumo, de pedra, de argila, de papiro, de seda, de pele, de árvore, de plástico e, agora, de plástico e luz.

É também um livro de viagens, com escalas nos campos de batalha de Alexandre, o Grande, na Villa dos Papiros horas antes da erupção do Vesúvio, nos palácios de Cleópatra, na cena do homicídio de Hipátia, nas primeiras livrarias conhecidas, nas celas dos escribas, nas fogueiras onde arderam os livros proibidos, nos gulag, na biblioteca de Sarajevo e num labirinto subterrâneo em Oxford no ano 2000.

Este livro é também uma história íntima entrelaçada com evocações literárias, experiências pessoais e histórias antigas que nunca perdem a relevância: Heródoto e os factos alternativos, Aristófanes e os processos judiciais contra humoristas, Tito Lívio e o fenómeno dos fãs, Sulpícia e a voz literária de mulheres.

Mas acima de tudo, é uma entusiasmante aventura coletiva, protagonizada por milhares de personagens que, ao longo do tempo, tornaram o livro possível e o ajudaram a transformar-se e evoluir - contadores de histórias, escribas, ilustradores e iluminadores, tradutores, alfarrabistas, professores, sábios, espiões, freiras e monjes, rebeldes, escravos e aventureiros.

É com fluência, curiosidade e um permanente sentido de assombro que Irene Vallejo relata as peripécias deste objeto inverosímil que mantém vivas as nossas ideias, descobertas e sonhos. E, ao fazê-lo, conta também a nossa história de leitores ávidos, de todo o mundo, que mantemos o livro vivo.

Um dos melhores livros do ano segundo os jornais El Mundo, La Vanguardia e The New York Times (Espanha).

CRÍTICAS
 
«Uma obra-prima.»
Mario Vargas Llosa

«Uma homenagem ao livro, de uma leitora apaixonada.»
Alberto Manguel

«É uma felicidade ler a prosa de Irene Vallejo, ela é uma criadora brilhante e sensível.»
Luis Landero

«Uma exploração admirável sobre as origens da maior ferramenta da liberdade alguma vez dado ao ser humano: o livro.»
Rafael Argullol

«Um livro muito original: sobre a história dos livros, o alfabeto, as bibliotecas… narrado com erudição e envolvência, sentido de humor e elegância, faz paralelos com o presente.»
Laura Freixas

«Amigos leitores: corram a ler O Infinito num Junco.»
Maruja Torres

 

CRÍTICAS DE IMPRENSA
 
«Os livros que nos desbravam, que nos domesticam, que nos impõem o seu ritmo de leitura, que nos dão cabo dos nervos, não se encontram facilmente entre as novidades nas livrarias e contudo são tão necessários. A mais recente destas descobertas que fiz intitula-se O infinito num Junco e é de Irene Vallejo.»
Juan José Millás, El País

«Vallejo decidiu, sabiamente, libertar-se do estilo académico e optou pela voz do contista, a História entendida não como lista de documentos citados mas como fábula. Para o leitor comum e ávido (de que Virginia Woolf falava) este ensaio encantador torna-se mais comovente e mais cativante por se assumir como uma homenagem ao livro, por parte de uma leitora apaixonada.»
Alberto Manguel, Babelia, El País

«Irene Vallejo criou um livro genial, universal e único.»
Jordi Carrión, The New York Times (ES)

«É possível ser-se um filólogo de exceção e escrever como os anjos. Irene Vallejo enlaça-nos nas suas palavras e transforma o diálogo com o leitor num verdadeiro festival literário.»
Luis Alberto de Cuenca, ABC
 
 

BIOGRAFIA

Irene Vallejo (Saragoça, 1979) é apaixonada pela mitologia Grega e Romana desde tenra idade. Estudou Filologia Clássica, doutorando-se nas universidades de Saragoça e Florença. É escritora, colunista do El País e do Heraldo de Aragón, palestrante e promotora de educação e do conhecimento sobre o mundo clássico. Partilha com os outros, diariamente, a sua paixão pela Antiguidade, pelos livros e pela leitura.

 

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publicado às 18:51


#3172 - TRABALHOS 97

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.06.21

 

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publicado às 06:21

Ana Luísa Amaral, poetisa, venceu o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda 2021, pela obra "Ágora" editada pela Assírio & Alvim. Este prémio é promovido pelo Município de Amares.

 

Duas semanas antes, Ana Luísa Amaral tinha sido  galardoada com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana atribuído pela Universidade de Salamanca e o Património Nacional de Espanha.

BIOGRAFIA

Ana Luísa Amaral ensinou na Faculdade de Letras do Porto e tem um doutoramento sobre Emily Dickinson. É autora de mais de duas dezenas de livros de poesia e livros infantis, e traduziu diversos autores para a nossa língua, como John Updike ou Emily Dickinson. A sua obra encontra-se traduzida e publicada em vários países, tendo obtido diversos prémios, de que destacamos o Prémio Literário Correntes d'Escritas, o Premio Letterario Poesia Giuseppe Acerbi ou o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. Em outubro de 2020, foi galardoada com o prémio literário espanhol Leteo. Em novembro do mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Literário Vergílio Ferreira pela totalidade da sua obra. Em maio de 2021, foi galardoada com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, atribuído pelo Património Nacional Espanhol e pela Universidade de Salamanca, pelo seu contributo para o património cultural do espaço ibero-americano. Escuro (2014), E Todavia (2018), What’s in a Name (2018) e Ágora (2020) são os seus títulos publicados pela Assírio & Alvim.
 
FONTE DA BIOGRAFIA: Editora Assírio & Alvim

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publicado às 19:53

David Diop

David Diop, escritor francês e professor de literatura do século XVIII, vencedor do Prémio Literário «THE INTERNATIONAL BOOKER PRIZE 2021» com o livro "At Night all Blood is Black", vai ter uma edição em português pela editora Relógio D'Água até final deste mês de Junho.

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publicado às 08:56


#3169 - HOMEM PERTO DO CHÃO |||| POEMA DE RUY BELO

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.06.21

 

HOMEM PERTO DO CHÃO

 

Na primavera quando as tardes se arredondam

e já nas praias nascem as primeiras ondas

e volta sobre o mar a ave solitária

o homem enche de ar o peito vespertino

arranca o corpo à chuva e às nuvens do inverno

e chega a ter desejos de ficar

 

Mas em que rosto isento de contradição

há-de ele peregrino erguer a tenda?

Não abrem na cidade à sua frente as ruas

caminha ante deus como se visse

esse deus invisível

 

Florescem quando passa contraditórios clarins

cantando cada um sua ideia diversa

nenhuma o levará à pátria que procura

Tenham outros tambores ele tem

a pesada cabeça entre as mãos caída

Ele que desça ao fundo de todos os olhos

que nos trazem a alma à flor da pele

também não serão lá o coração ou a infância

 

Quando a tarde morrer ou o outono vier

do seu olhar é que as aves todas partirão

Aí temos um homem perto como nunca nem ninguém do chão

 

POEMA DE RUY BELO in " AQUELE GRANDE RIO EUFRATES"

 

 

 

 

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publicado às 16:44

 

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publicado às 10:33


#3167 - Shearwater - Missing Islands

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.06.21

 

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publicado às 10:25

 

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publicado às 10:14


#3165 - Lost Horizons feat. John Grant - Cordelia (Official Video)

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.06.21

 

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publicado às 20:18


#3164 - A MULTIPLICAÇÃO DO CEDRO [POEMA DE RUY BELO]

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.06.21

A MULTIPLICAÇÃO DO CEDRO

 

O senhor deus é espectador  desse homem

Encheu-lhe o regaço de dias e soprou-lhe

nos olhos o tempo suave das árvores

Deu-lhe e tirou-lhe uma por uma

cada uma das quatro estações

A primavera veio e ele árvore singular

à beira do tempo plantada

vestiu-se de palavras

E foi a folha verde que deus passou

pela terra desolada e ressequida

Quando as palavras o deixaram de cobrir

ficaram-lhe dois dos olhos por onde

o senhor olha finitamente a sua obra

Até que as chuvas lhe molharam os olhos

e deles saíram rios que foram desaguar

ao grande mar do princípio

 

POEMA DE RUY BELO "IN AQUELE GRANDE RIO EUFRATES"

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publicado às 19:41


#3163 - O Chamamento Ao Concílio Das Palavras Essenciais

por Carlos Pereira \foleirices, em 31.05.21

 

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publicado às 06:59


#3162 - TRABALHOS 96

por Carlos Pereira \foleirices, em 31.05.21

 

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publicado às 06:55


#3161 - TRABALHOS 95

por Carlos Pereira \foleirices, em 31.05.21

 

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publicado às 06:49


#3160 - TRABALHOS 94

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.04.21

 

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publicado às 22:26


#3159 - TRABALHOS 76

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.02.21

 

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publicado às 09:15


#3158 - PRÉMIO LITERÁRIO INTERNACIONAL DE DUBLIN

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.02.21

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

 

António Lobo Antunes, escritor português, é um dos nomeados para o Prémio Literário Internacional de Dublin com o livro «Até que as pedras se tornem mais leves que a água».

Este Prémio Literário é promovido pela autarquia da capital da Irlanda e gerido pelas Bibliotecas Públicas da cidade.

O vencedor será conhecido a 20 de Maio.

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publicado às 07:09


#3157 - EM TEMPOS DE IRA

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.02.21

EM TEMPOS DE IRA

 

O vento esfrega-lhe o peito,  e a alma agita-se como lençol debruçado no fio do arame.

O coração soluça entre assobios e guinchos produzidos pela passagem do ar nos poros da pele.

 

O comboio das cinco horas rola sobre as tiras de ferro e  avisa a sua passagem com um silvo agudo que faz estremecer os pássaros escondidos num robusto carvalho fortemente amarrado

no mais fundo da terra.

 

E o vento continua a roçar-se no peito do homem, deitado em cima de si mesmo, e os dois, deitados em cima do delírio e dos soluços do coração.

 

A pele da alma enfuna-se empurrando o corpo para fora do caos e do medo.

 

E os comboios passam sempre às horas certas.

Indiferentes, metálicos, mais pesados que o vento, param nos mesmos sítios todos os dias,

como se fossem penitentes, para recolher os corpos, as almas e os corações dos homens roçados pelo vento.

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publicado às 00:15


#3156 - A ESPUMA DOS DIAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.01.21

 

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publicado às 23:49

 

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publicado às 23:41


#3154 - ARTURO PÉREZ-REVERTE

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.01.21

Arturo Pérez-Reverte

Arturo Pérez-Reverte nasceu em Cartagena, Espanha, em 1951. Foi repórter de guerra durante vinte e um anos. Com mais de vinte milhões de leitores em todo o mundo, muitos dos seus romances têm sido adaptados ao cinema e à televisão. Em 2017, foi premiado com o Prix Littéraire Jacques Audiberti. Atualmente, divide a sua vida entre a literatura, o mar e a navegação. É membro da Real Academia Espanhola.

INFORMAÇÃO RETIRADA DO SITE DA WOOK

 

Frases retiradas de uma entrevista feita ao escritor por Luciana Leiderfare, e publicada na Revista "E" do Jornal Expresso,

edição 2518,  de  29 de Janeiro de 2021.

 

"O ser humano é o único que mata aquele que se rende e, isso vi-o com os meus olhos, ninguém me contou."

" O homem que acredita que o mundo  é um lugar bom e que somos todos irmãos é um imbecil, não é bom, é um idiota, um ingénuo".

"Um homem bom é aquele que, vendo o mundo como um lugar hostil, não perde a lealdade e a compaixão."

"Para mim, o ser humano é a soma daquilo que viveu e do que leu."

 

 

 

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publicado às 19:58


#3153 - REVISTA LER

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.01.21

ler1072.jpg

Já se encontra disponível nas bancas e nos sítios habituais a Revista Ler, n.º 158, edição Inverno 2020/2021.

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publicado às 17:56


#3152 - POEMA DE JOSÉ LUÍS PEIXOTO

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.21

 

Olho agora para o livro que me emprestaste

e que nunca devolvi. Também ele olha para mim.

Tem as marcas da tua leitura, certos vincos

no branco das páginas, manchas subtis e difusas

como nuvens, restos das tuas mãosou do teu olhar.

Espero que não penses sobre mim o que penso

sobre as pessoas que nunca me devolveram

os livros que emprestei. O que pensarás tu

sobre mim? Nunca li o livro que me emprestaste,

preferi sempre imaginá-lo. Suponho que ainda

se sinta estrangeiro entre os meus livros,

mas agora é demasiado tarde para devolvê-lo,

há tanto tempo que não falamos, não sei

se ainda guardo o teu número de telefone.

O que pensarias se agora, a despropósito,

te quisesse devolver o livro? Havias de pensar

que queria alguma coisa. Sabes, fico com o teu

livro porque não quero nada. Provavelmente,

nunca te devolverei este livro, fará parte do

meu espólio, é a última ligação que temos.

 

POEMA DE JOSÉ LUÍS PEIXOTO RETIRADO DO LIVRO "REGRESSO A CASA", EDIÇÃO QUETZAL, AGOSTO DE 2020

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publicado às 16:34


#3151 -JULIANNA BARWICK - HEALING IS A MIRACLE

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.11.20

 

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publicado às 19:47


#3150 - TRABALHOS 93

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.11.20

 

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publicado às 18:22


#3149 - PRÉMIO JABUTI DE LITERATURA

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.11.20

O escritor brrasileiro Itamar Vieira Júnior venceu  o Prémio Jabuti de Literatura 2020, com o livro "Torto Arado".

O livro retrata o mundo da ruralidade brasileira e mostra a realidade dos trabalhadores que vivem num estado de servidão igual ao da escravatura.

 

 

 

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publicado às 22:46


#3148 - REVISTA LER

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.11.20

ler070.jpg

REVISTA LER, Edição Primavera/Outono, n.º 157, já se encontra disponível nas bancas e nos sítios habituais.

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publicado às 17:19


#3147 - PRÉMIO LITERÁRIO OCEANOS - LISTA DOS DEZ FINALISTAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.11.20

Três Escritores portugueses fazem parte da lista dos dez finalistas do Prémio Oceanos que, todos os anos, distingue os melhores livros publicados em língua portuguesa.

 

Eis os nomes dos livros finalistas e respectivos autores:

A cidade inexistente, de José Rezende Jr. (7Letras) ~ romance brasileiro
A ocupação, de Julián Fuks (Companhia das Letras Brasil e Portugal) ~ romance brasileiro
A visão das plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida (Relógio D’Água) ~ romance português
As durações da casa, de Julia de Souza (7Letras) ~ poesia brasileira
As solas dos pés de meu avô, de Tiago D. Oliveira (Patuá) ~ poesia brasileira
Autobiografia, de José Luís Peixoto (Quetzal, em Portugal, e TAG Livros, no Brasil) ~ romance português
Carta à rainha louca, de Maria Valéria Rezende (Alfaguara) ~ romance brasileiro
Obnóxio, de Abel Barros Baptista (Tinta-da-China) ~ crônicas portuguesas
Sombrio ermo turvo, de Veronica Stigger (Todavia) ~ contos brasileiros
Torto arado, de Itamar Vieira Junior (Todavia, no Brasil, e LeYa, em Portugal) ~ romance brasileiro

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publicado às 10:37


#3146 - LIVROS ("TROPEL" - O NOVO ROMANCE DE MANUEL JORGE MARMELO)

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.11.20

TROPEL
ISBN: 978-972-0-03181-5
Edição/reimpressão: 09-2020
Editor: Porto Editora
Código: 03181
 
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
 

SINOPSE

Fica o leitor advertido de que esta ficção é completamente alheia à realidade. Tudo nela é falso, desconcertante, fictício e quase nada verídico. A viagem que aqui se empreende ao âmago da pungente metáfora que anima o Clube dos Caçadores de Székely é, todavia, inspirada em factos absolutamente reais.
Atanas Viktor, o desamparado adolescente herdeiro de uma longa linhagem de caçadores impiedosos, é a personagem central desta incursão a um tempo de ódio e de uma história apartada do mundo, marginal e contada a partir de um lugar ermo, espantoso e medonho que só existe na literatura — mas cada vez mais próximo da soleira da nossa porta.
 

PORTO EDITORA

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publicado às 09:22


#3145 - QUESTÕES DE SEMÂNTICA

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.11.20

Há duas coisas verdadeiramente infinitas, o universo e a estupidez humana

 

Einstein

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publicado às 06:11

 

The Winner

Shuggie Bain

1981. Glasgow. The city is dying. Poverty is on the rise. People watch the lives they had hoped for disappear from view. Agnes Bain had always expected more. She dreamed of greater things: a house with its own front door, a life bought and paid for outright (like her perfect – but false – teeth). When her philandering husband leaves, she and her three children find themselves trapped in a mining town decimated by Thatcherism. As Agnes increasingly turns to alcohol for comfort, her children try their best to save her. Yet one by one they have to abandon her in order to save themselves.

It is her son Shuggie who holds out hope the longest. But Shuggie has problems of his own: despite all his efforts to pass as a ‘normal boy’, everyone has decided that Shuggie is ‘no right’. Agnes wants to support and protect her son, but her addiction has the power to eclipse everyone close to her, including her beloved Shuggie.

Laying bare the ruthlessness of poverty, the limits of love, and the hollowness of pride, Shuggie Bain is a blistering and heartbreaking debut, and an exploration of the unsinkable love that only children can have for their damaged parents.

Winning Author

Douglas Stuart

Douglas Stuart was born and raised in Glasgow. After graduating from the Royal College of Art in London, he moved to New York City, where he began a career in fashion design. His work has appeared in the New Yorker and on LitHub. Shuggie Bain is his first novel.

Read our interview with shortlisted author Douglas Stuart here.

The List of Finalists

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publicado às 21:00

A editora Planeta lançou esta semana  "Cidade de Vapor - Todos os Contos", um livro que reúne os contos do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón falecido em Junho passado.

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Carlos Ruiz Zafón (1964-2020) nasceu em Barcelona. Iniciou a sua carreira literária em 1993 com El Príncipe de la Niebla (Prémio Edebé), a que se seguiram El Palacio de la MedianocheLas Luces de Septiembre (reunidos no volume La Trilogía de la Niebla) e Marina. Em 2001 publicou A Sombra do Vento, que rapidamente se transformou num fenómeno literário internacional. Com O Jogo de Anjo (2008) regressa ao Cemitério dos Livros Esquecidos. As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram numerosos prémios e milhões de leitores nos cinco continentes. Carlos Ruiz Zafón viveu em Los Angeles e, além dos seus romances, colaborou em jornais como La Vanguardia ou o El País.

FONTE:  WOOK

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publicado às 20:05

CARTA A MEUS FILHOS SOBRE OS FUZILAMENTOS DE GOYA

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente â secular justiça,
para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue.»
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de urna classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadela de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de té-1a.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -
não hão-de ser em vão. Confesso que
multas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E. por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

 

POEMA DE JORGE DE SENA

 

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publicado às 16:10


#3141 - ACONTECEU-ME ||| Poema de José de Almada Negreiros

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.11.20

 

ACONTECEU-ME

 

Eu vinha de comprar fósforos

e uns olhos de mulher feita

olhos de menos idade que a sua

não deixavam acender-me o cigarro.

Eu era eureka para aqueles olhos.

Entre mim e ela passava gente como se não passasse

e ela não podia ficar parada

nem eu vê-la sumir-se.

Retive a sua silhueta

para não perder-me daqueles olhos que me levavam espetado.

E eu tenho visto olhos!

Mas nenhuns que me vissem

nenhuns para quem eu fosse um achado existir

para quem eu lhes acertasse lá na sua ideia

olhos como agulhas de despertar

como íman de atrair-me vivo

olhos para mim!

Quando havia mais luz

a luz tornava-me quase real o  seu corpo

e apagavam-se-me os seus olhos

o mistério suspenso por um cabelo

pelo hábito deste real injusto

tinha de pôr mais distância entre ela e mim

para acender outra vez aqueles olhos

que talvez não fossem como eu os vi

e ainda que o não fossem, que importa?

Vi o mistério!

Obrigado a ti mulher que não conheço.

 

Poema de Almada Negreiros  (ALMADA: O Escritor - O Ilustrador, 1993) 

 

____________________________________________________________________________________

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS,  um dos autores fundamentais do Modernismo português, foi uma personalidade eclética: poeta, ficcionista, ensaísta, dramaturgo, mas também bailarino, artista plástico (pintor, desenhador, ilustrador, gravador, cartoonista, caricaturista, etc.). Poeta original, provocador, "sensacionista", tanto se empenhou na problemática do homem moderno como na de Portugal, e alternou os poemas crítico-satíricos com poemas (às vezes em prosa) que remetem para os mistérios da criação.

Nasceu na Ilha de São Tomé, São Tomé e Príncipe, em 1893 e morreu em Lisboa em 1970.

 

 

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publicado às 17:23


#3140 - REQUIEM PARA UM DEFUNTO VULGAR ||| Poema de Daniel Filipe

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.11.20

REQUIEM PARA UM DEFUNTO VULGAR

 

Antoninho morreu. Seu corpo resignado

é como um rio incolor, regressando à nascente

num silêncio de espanto e mistério revelado.

Está ali - estando ausente.

 

Jaz de corpo inteiro e fato preto,

Ele, da cabeça aos pés,

trivial e completo,

estátua de proa e moço de convés.

 

Jaz como se dormisse (pelo menos

é o que dizem as velhas carpideiras).

Jaz imóvel, sem gestos, sem acenos.

Jaz morto de todas as maneiras.

 

Jaz morto de cansaço,  de pobreza,  de fome

(sobretudo, de fome). Jaz morto sem remédio.

É apenas, sobre um papel azul, um nome.

De ser mais qualquer coisa, a morte impede-o.

 

Jaz alheio a tudo à sua volta,

à grita dos parentes, companheiros,

como um cavalo à rédea solta

ou no mar largo, os rápidos veleiros.

 

Jaz inútil, feio, pesado,

a colcha de crochet aconchega-o na cama.

Nunca esteve tão quente e animado.

Nunca foi tão menino de mama.

 

Os filhos olham-no e fazem contas cuidadosas:

padre, enterro, velório, certidão

de óbito... E discutem, com manhas de raposas,

os parcos bens e a possível divisão.

 

Entanto, sobre o leito que foi da vida de casado,

Antoninho jaz morto. Definitivamente.

Os parentes e amigos falam dele no passado.

A viúva serve copos de aguardente.

 

Poema de Daniel Filipe, in "Pátria, Lugar de Exílio, 1963"

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publicado às 18:51


#3139 - A GRANDE VOZ DA "CHANSON FRANÇAISE"

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.09.20

 

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publicado às 21:40

Em 114 edições do Nobel da Literatura, apenas 15 mulheres foram premiadas.

 

O Prémio Nobel da Literatura é atribuído, desde 1901, pela Acadenia Sueca, a escritores que deram contribuições relevantes à literatura. A lista de premiados evidencia uma enorme desigualdade entre escritores homens e mulheres.

 

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publicado às 19:20

Em 114 edições do Nobel da Literatura, apenas 15 mulheres foram premiadas.

 

O Prémio Nobel da Literatura é atribuído, desde 1901, pela Acadenia Sueca, a escritores que deram contribuições relevantes à literatura. A lista de premiados evidencia uma enorme desigualdade entre escritores homens e mulheres.

 

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publicado às 18:46


#3136 - GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.09.20

Francisco Duarte Mangas venceu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, com o livro "Pavese no Café Ceuta", editado pela Teodolito.

O Prémio instituído em 1991 é atribuído em conjunto pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e tem o valor de 7500 euros.

 

Francisco Duarte Mangas nasceu em Vieira do Minho, em 1960. É jornalista, poeta, ficcionista, com uma extensa e premiada bibliografia - Prémio Carlos de Oliveira, Prémio Eixo Atlântico de Narrativa Galega e Portuguesa e Grande Prémio de Literatura ITF. A Rapariga dos Lábios Azuis foi o seu primeiro romance publicado na Quetzal.

 

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publicado às 18:08


#3135 - JULIETTE GRECO (FEVEREIRO 1927-SETEMBRO 2020)

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.20

Juliette Greco, ícone da música francesa, faleceu ontem, com 93 anos de idade.

 

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publicado às 08:23


#3134 - POEMA DE ANA LUÍSA AMARAL

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.20

Quando a cegueira

relâmpago de fogo que me incendiou,

me fez olhar a luz

 

não vi sequer as patas do cavalo,

nem o seu dorso inverso e ameaçante

que eu nunca pressentira,

eu à sua mercê

- e à mercê d'Ele

 

Abri os braços em fervor recente

de crente convertido

e nada disse

agi

 

Só mais tarde falei

 

Não sei se pressenti

dos gestos das palavras que no futuro

disse

 

e como o seu futuro

incendiou cidades e poluiu nascentes,

pisou até à morte

gente que não a minhha

 

Ainda que, por dentro,

naquele breve instante da cegueira,

eu sentisse

reconvertida e breve: a confusão

do amor -

 

DE ÁGORA, EDIÇÃO ASSÍRIO & ALVIM, 2019

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publicado às 07:04


#3133 - ELOGIO DO PRAZER

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.20

ELOGIO DO PRAZER

 

O que é a vida? O que é o prazer, sem a dourada Afrodite?

Que eu morra, quando estas coisas já não me interessarem:

o amor secreto, as suaves ofertas e a cama,

que são flores da juventude sedutoras

para homens e mulheres. Mas quando chega a dolorosa

velhice, que faz até do homem belo um homem repulsivo,

tristes preocupações sempre lhe moem os pensamentos

e já não sente prazer em contemplar a luz do sol,

mas é odiado pelos rapazes e desonrado pelas mulheres.

Assim áspera foi a velhice que o deus impôs.

 

Mimnermo [Grécia, Esmirna (hoje Turquia). Séc. VII a.C]

 

Tradução de Frederico Lourenço.

Poesia Grega. De Hesíodo a Teócrito, edição Quetzal, 2020

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publicado às 06:38


#3132 - QUE GRANDE MERDA, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.09.20

Que grande merda...parece um principiante, Senhor Primeiro-Ministro, daqueles que tudo fazem para serem notados, falados, comentados, fotografados, partilhados.

Vossa Excelência invoca a qualidade de cidadão para ter a liberdade de fazer o que lhe apetece, como integrar comissões de honra de candidatos a presidente de clubes de futebol. No entanto, acontece que Vossa Senhoria não é um cidadão qualquer - eu sou - V. Ex.ª é O PRIMEIRO-MINISTRO DE UM PAÍS CHAMADO PORTUGAL (estou a gritar) e como tal deve entender que há assuntos que misturados se tornam perigosos, explosivos, principalmente quando se trata de um candidato que a ser verdade o que se lê e o que se ouve, tem sérios problemas com a justiça e avultadas dívidas a um Banco que já foi Santo, já foi Mau e agora é Novo e que cada um de nós, que somos vulgares cidadãos, somos forçados a pagar como se tivéssemos sido fiadores do seu candidato a presidente de um clube de futebol.

 

Que grande merda... não havia necessidade!

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publicado às 09:11


#3131 - GRANDE PRÉMIO DA NOVELA E DO ROMANCE DA APE

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.09.20

Mário Claúdio foi distinguido pela Associação Portuguesa de Escritores com o Grande Prémio da Novela e do Romance pela obra "Tríptico da Salvação"

É a terceira vez que Mário Claúdio é distinguido com este Prémio:

- 1984, com "Amadeo";

-2014, com "Retrato de Rapaz";

-2020, com "Tríptico da Salvação".

 

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publicado às 08:21


#3130 - ALBERTO MANGUEL "O DON JUAN DAS BIBLIOTECAS"

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.09.20

Alberto Manguel nasceu em 1948, em Buenos Aires, e cresceu em Telavive e na Argentina. Tem como línguas maternas o inglês, o espanhol e o alemão (que aprendeu com a ama).
Aos 16 anos, trabalhava na livraria Pygmalion, em Buenos Aires, quando Jorge Luis Borges lhe pediu que lesse para ele em sua casa. Foi leitor de Borges entre 1964 e 1968. Frequentou o Colegio Nacional de Buenos Aires e, em 1968, mudou-se para a Europa. Viveu em Espanha, França, Itália e Inglaterra, ganhando a vida como leitor e tradutor para várias editoras.
Editou cerca de uma dezena de antologias de contos sobre temas tão díspares como o fantástico ou a literatura erótica. É ensaísta, romancista premiado e autor de vários best‑sellers internacionais, como Dicionário de Lugares Imaginários (2013) ou Uma História da Curiosidade (2015), ambos publicados pela Tinta-da-china. É actualmente cidadão canadiano e foi director da Biblioteca Nacional da Argentina entre 2016 e 2018. Foi galardoado com o Prémio Formentor das Letras em 2017.

 

George Steiner chamou-lhe "O Don Juan das Bibliotecas". Bibliófilo, Alberto Manguel decidiu doar a sua fabulosa colecção de 40 000 volumes à cidade de Lisboa e cuja biblioteca irá funcionar no palacete dos Marqueses de Pombal, na Rua das Janelas Verdes. Neste espaço funcionará, além da biblioteca, um Centro de Estudos sobre História da Leitura.

 

 

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publicado às 20:29


#3129 - Tinha eu 17 ou 18 anos...quando ouvia esta música

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.08.20

 

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publicado às 10:22


#3128 - Waiting for you

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.08.20

 

 

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publicado às 10:09


#3127 - FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO DE GUADALAJARA

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.08.20

LÍDIA JORGE

 

A escritora portuguesa Lídia Jorge vence o Prémio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. É o segundo autor português a ser distinguido com este prémio. O primeiro foi António Lobo Antunes.

 

Lídia Jorge, 74 anos de idade, foi já distinguida com os seguintes prémios:

- Grande Prémio de Literatura dst (2019);

- Prémio Vergílio Ferreira (2015);

- Prémio Luso-Espanhol de Cultura (2014);

- Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass (2006);

- Grande Prémio de Romande da Associação Portuguesa de Escritores (2002);

- Prémio Corrente d'Escritas (2002)

- Prémio Jean Monet de Literatura Europeia (2000);

- Prémio D. Diniz da Casa de Mateus (1998).

 

«O Dia dos Prodígios», de 1989, foi o primeiro livro de Lídia Jorge.

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publicado às 09:22


3126 - BODE INSPIRATÓRIO

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.08.20

Por acordo entre os autores, os tradutores e a editora, uma parte das receitas líquidas da venda desta obra será entregue ao Serviço Nacional de Saúde.

«Mais de quarenta escritores voluntariaram-se para criar este projecto, trabalhando à vez e criando um capítulo por dia (…)
O projecto já se disseminou internacionalmente, com traduções para italiano, francês, holandês, e agora, inglês.»
[The Guardian]

«Grupo de 40 escritores vai publicar diariamente um novo capítulo de uma história que começa com Mário de Carvalho e termina, no final de abril, com Luísa Costa Gomes (…)
Segundo Ana Margarida de Carvalho, o projeto vai funcionar “como um folhetim à antiga. Um começa e o outro tem que continuar, lendo os anteriores, mas mais apegado ao que o precede. A ideia é cada um ter 24 horas para escrever o capítulo e sair um por dia”.»
[Expresso]

Mário de Carvalho
Inês Pedrosa
Ana Cristina Silva
Ana Luísa Amaral
Patrícia Reis
Ana Bárbara Pedrosa
Cláudia Lucas Chéu
Gabriela Ruivo Trindade
Carlos Campaniço
Afonso Cruz
Jaime Rocha
Hugo Gonçalves
António Ladeira
José Mário Silva
António Jorge Teixeira Serafim
Ana Saragoça
Luís Miguel Rainha
Adélia Carvalho
Cristina Carvalho
Rui Zink
José Fanha
Hugo Mezena
Domingos Lobo
Raquel Ribeiro
Licínia Quitério
Afonso Reis Cabral
Joel Neto
Maria Manuel Viana
Raquel Patriarca
Julieta Monginho
Tiago Salazar
Isabel Rio Novo
Helena Vasconcelos
Tiago Patrício
Ricardo Fonseca Mota
Paulo M Morais
Gonçalo M Tavares
Álvaro Laborinho Lúcio
Rita Ferro
Luís Castro Mendes
Dulce Garcia
Nara Vidal
Valério Romão
Filipa Leal
Norberto Morais
Luísa Costa Gomes

 

FONTE: RELÓGIO D'ÁGUA

 

 

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publicado às 07:23


#3125 - CIDADE INFECTA, O NOVO LIVRO DE TERESA VEIGA

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.08.20

NOVO ROMANCE DE TERESA VEIGA

Autora três vezes vencedora do Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco/APE.

Numa pequena cidade do interior, onde a vida segue os trilhos da tradição, a tranquilidade dos moradores é violentamente interrompida pelo assassínio de uma mulher, e as ruas pacatas ganham sombras suspeitas sempre que cai o entardecer. Raquel e Anabela nada teriam em comum, não fossem uma determinação férrea em conduzir a vida familiar e a frequência de um curso de infor­mática. Mas apesar de diametralmente opostos, ou precisamente por isso, os seus traços de carác­ter acendem de imediato a chama da amizade.

Quanto estão prestes a desvendar uma à outra os seus mais inconfessáveis segredos, eis que se abate sobre Oliveira uma nova e devastadora tragédia.

FONTE: EDITORA TINTA-DA-CHINA

 

 

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publicado às 07:08


#3124 - QUESTÕES DE SEMÂNTICA

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.08.20

"Os que falam de mim dizem  que sou pobre de espírito; talvez nem tenha espírito. Existo como um fruto, um copo de vinho, uma árvore", diz um bobo em "O Tempo Esse Grande Escultor", de Marguerite Yourcenar.

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publicado às 06:48


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