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De 23 de Setembro a 11 de Novembro de 2017, na Sala de Exposições da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.

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publicado às 19:55

No âmbito da programação de artes plásticas, a biblioteca municipal apresenta a exposição de desenho e escultura "Figuras de estilo" de Eduarda Coimbra e Telmo Mota.


“Simbiose entre desenho e escultura, gravitando em redor de referências literárias, esta exposição propõe uma viagem às fronteiras da representação onde as técnicas académicas se fundem com uma estética maneirista, conceptual e contemporânea." Eduarda Coimbra e Telmo Mota.


patente de 23.set.2017 a 11.nov.2017

horário: 
seg. a sex. 10h00 » 19h00 
sáb. 10h00 » 17h00


Informação retirada da página do Facebook da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

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publicado às 22:25


#2582 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.09.17

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publicado às 09:25


#2578 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.09.17

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publicado às 10:24


#2575 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.09.17

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publicado às 11:09


#2573 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.09.17

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publicado às 19:04


#2572 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.09.17

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publicado às 14:29


#2571 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.09.17

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publicado às 17:20


#2570 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.09.17

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publicado às 22:15


#2548 - "VIAGEM MEDIEVAL" - SANTA MARIA DA FEIRA

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.08.17

 «Gosto muito» da «Viagem Medieval» que se realiza todos os anos em Santa Maria da Feira.

Aprecio, de maneira particular, o «perfume» que envolve o corpo do seu velho burgo.

 

Mas há um dia muito especial do qual gosto ainda mais: o dia a seguir ao seu encerramento...

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publicado às 16:53

 

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publicado às 12:53


#2467 - Poema de Pedro Homem de Melo

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.06.17

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Guimbras - adjacente ao lago - Santa Maria da Feira

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publicado às 22:41


#2439 - Castelo - Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.06.17

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publicado às 22:36

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 Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua

25, 26, 27 de Maio de 2017

Santa Maria da Feira

 

Ver programação aqui

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publicado às 17:17

 

 

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publicado às 18:54

 Notícia retirada do Jornal on-line DIÁRIO DE NOTÍCIAS

 

 

Este tipo de intervenção "tem ainda a vantagem de diminuir a exposição do doente ao ambiente hospitalar e de reduzir os inerentes custos do SNS com essa estadia", de acordo com Miguel Paiva

O Centro Hospitalar  de Entre Douro e Vouga (CHEDV) revelou esta sexta-feira ter realizado com sucesso as primeiras cirurgias endoscópicas a hérnias discais pelo Serviço Nacional de Saúde, num procedimento menos invasivo, com agressão mínima e mais fácil recuperação.

Em causa estão quatro discectomias (excisão parcial ou total de um disco intervertebral herniado) lombares totalmente endoscópicas, realizadas em Santa Maria da Feira pelo Serviço de Ortopedia e Unidade de Coluna do Hospital São Sebastião, que é um dos três sob administração do CHEDV.

"O Hospital São Sebastião é o primeiro hospital público do país a realizar esta cirurgia inovadora que, sendo muito menos invasiva do que uma intervenção convencional aberta, representa maior conforto para o doente e menos tempo de internamento pós-cirúrgico", declarou à Lusa Miguel Paiva, presidente do conselho de administração do CHEDV.

 

 

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publicado às 19:27


#2213 - Responda se souber; se não souber especule, invente

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.03.17

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As imagens dizem respeito a um espaço situado no coração da cidade de Santa Maria da Feira, junto das piscinas municipais.

 

Proponho que responda ao seguinte questionário:

 

(Responda se souber... Se não souber faça como alguns políticos, alguns comentadores, alguns jornalistas: especule, invente.)

 

1 - É um «sítio» arqueológico

2 - Espaço onde se experimenta e ensaia novos conceitos de arquitectura e "design"

3 - Uma aldeia abandonada depois de ser atacada por melgas

4 - Cenário de um "western"

5 - Desleixo, desmazelo, incúria

6 - Novas perspectivas de integração de construções na paisagem

7 - Novos conceitos de promoção turística

8 - Novas formas de "ver" e "ocupar" o espaço público e o território

9 - ........................................................................................................

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publicado às 18:24


#2135 - FESTA DAS FOGACEIRAS - 20 DE JANEIRO

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.17

AS FOGAÇAS E OS CALADINHOS - PERCURSOS

 

Com percursos históricos diferentes e motivações sociais, culturais, políticas, religiosas e psicológicas bem diversas, as fogaças e caladinhos que conhecemos e adoptamos como um dos ex-libris do concelho de Santa Mara da Feira, são, hoje, extremamente importantes para a economia de algumas unidades industriais e comerciais da cidade.

 

As fogaças e caladinhos encerram dentro de si uma parte importante da nossa história enquanto testemunhos da nossa memória colectiva. Mas, mais importante do que as formas, os sabores e os gestos que ensinam as receitas, é permitir que cada porção de farinha, de açucar, de ovos e manteiga seja a descoberta da alma, das emoções, dos conflitos, da dor, morte, esperança e vida do  povo anónimo das Terras de Santa Maria.

 

Houve, nos séculos XV e XVI, uma grande epidemia. E o povo foi dizimado. E aqueles que restaram levantaram os braços e os olhos em direcção ao Céu e dirigiram as suas súplicas carregadas de fé ao mártir S. Sebastião. E fizeram promessas e empenharam as suas vidas.

 

O mártir sorriu. E o sorriso limpou-lhes a alma e as lágrimas. E as lágrimas transfiguraram-se  e tomaram a forma de fogaças.

 

E, todos os anos, no dia 20 do mês de Janeiro, somos cúmplices e testemunhos vivos de uma promessa que nos pediram para cumprir. E cumprimos. Por isso descemos à cidade e enfeitamos as velhas ruas do burgo e damos-lhe vida, cor e emoções. E vivemos a História, e aprendemos que a Fogaça não é apenas um símbolo, mas toda a alma do povo das Terras de Santa Maria.

 

E, ao enterceder, quando a penumbra do dia confunde os rostos e transforma as sombras em silhuetas, o povo junta-se em pequenos grupos e regressa a casa transportando consigo as fogaças e caladinhos. Durante a viagem relembram momentos já passados e contam histórias que fazem parte da História da cidade. E recordam, a propósito de caladinhos, os anos 30, a polícia política, as tertúlias na Farmácia Araújo, e a perspicácia do Augusto Padeiro. E contam como simples biscoitos passaram do anonimato para a ribalta da glória.

 

"...Um dia, à noite, aqui em Santa Maria da Feira, o Augusto Padeiro e seus empregados estavam a fazer biscoito sortido com forma arredondada e achatada. De repente, entraram elementos da polícia política e o Augusto Padeiro, com medo, disse aos empregados: Shiu! Calados!.

Um dos elementos da Polícia perguntou: - Porque disse calados?

O Augusto Padeiro, respondeu: Porque estamos a fazer Calados. Estes biscoitos são os Caladinhos"...

 

E de memórias em memórias, sob a égide do castelo altaneiro, num ritual marcado pelo tempo, o povo cumpre o voto e, de uma forma cúmplice e intimista, ergue o olhar ao Céu e o Santo sorri.

 

 

 

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publicado às 12:05

FESTA DAS FOGACEIRAS

 

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publicado às 23:04


#2133 - A Europa na Geografia da História

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.01.17

VASCO GRAÇA MOURA

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"Antes de mais eu queria agradecer este convite para vir a Santa Maria da Feira e ainda agradecer, pela sua presença aqui, ao José Saramago com quem, desde há muitos anos, tenho uma excelente relação de amizade e de grande admiração pela sua obra. Acontece que no meu curriculum isso está exarado, uma vez que fui Presidente do Júri que,em '86, atribuiu o Prémio D. Dinis a O Ano da Morte de Ricardo Reis, antes, portanto, do Prémio Nobel. E, singularmente, tanto O Ano da Morte de Ricardo Reis como um outro livro que José Saramago publicou mais tarde, e de que eu, devo dizer incidentalmente, gosto menos,Jangada de Pedra, consistem de algum modo em meditações sobre a Europa. A Europa dos anos trinta, no caso de "Ricardo Reis", portanto a Europa das inquiteções que se desenhavam e acumulavam no horizonte europeu a partir de '36; a Europa da adesão de Portugal e Espanha à CEE, no caso da "Jangada". Esta Europa foi objecto de uma meditação sob forma, digamos, de parábola literária por parte de José Saramago. Por sinal na Jangada de Pedra, trata-se de uma parábola extremamente clara da concepção que o José Saramago fazia, e faz ainda hoje, de um papel histórico para Portugal e para Espanha como ponte priveligiada situada no Atlântico, algures entre o Brasil e África; concepção que eu respeito, não correspode à minha, mas que é, sem dúvida, importante e tanto mais 

importante o é quando se trata de obras excelentemente bem escritas e coroadas, no seu conjunto, por um prémio da envergadura do Prémio Nobel.

 

Devo também dizer que comungo de algumas perplexidades, provavelmente não com o mesmo fundamento ideológico, que foram expressas por José Saramago. Sou profundamente céptico, por exemplo, quanto à veleidade federadora da Europa, tal como parece estar a desenhar-se no quadro da Convenção. Sou profundamente céptico quanto à maneira como certas ópticas de Bruxelas encaram uma série de problemas sectoriais e gerais da Europa. E penso, sobretudo, que a Europa existe, que é um continente com um conteúdo e que tem uma série de traços específicos, muitos dos quais, de resto, exportou para fora das suas fronteiras, mas penso também que há uma coisa que falta para que possamos falar de uma verdadeira cidadania europeia. Não é apenas uma maior transparência, uma mais cuidada e completa informação dos cidadãos sobre o que se passa nos centros de decisão das instituições europeias; a questão é que não temos uma relação afectiva com a Europa. Podemos ter uma excelente relação intelectual, podemos problematizar, construir, desenvolver, tecer todas as considerações que quisermos sobre a Europa, a História da Europa, a Geografia da Europa, o papel da Europa no mundo, mas falta-nos aquilo que nos une à nossa terra, que une aos que são daqui a Santa Maria da Feira, aos que são do Porto à cidade do Porto, aos que são portugueses a Portugal, aos que são espanhóis a Espanha, aos que são italianos a Itália, falta essa componente afectiva que faz com que, por exemplo, um americano quando fala em the nation, a nação, ponha a mão no peito e se sinta norteamericano. Nós, nesse sentido, ainda não nos sentimos europeus, e vai certamente faltar bastante tempo para que consigamos (o que não quer dizer que vamos desistir). Posto isto, queria abordar o tema que me foi proposto: "Dante ou Shakespeare, qual o poeta desta hora absurda?". E, de algum modo, temos de considerar que há uma matriz europeia que permite pegar em dois autores tão diferentes como Dante ou Shakespeare e tentar, a partir deles, encontrar uma resposta a esta questão. Eu devo dizer que prefiro transformar este díptico, Dante ou Shakespeare, num tríptico, e acrescentar um terceiro nome que é o de Balzac, porque penso que ele abre algumas pistas importantes para a questão. E, por isso, vou utilizar partes de um ensaio que tenho andado a escrever, de que farei uma síntese, que é mais ambicioso, digamos assim, mas que nalguns aspectos é mais do que um título, prenuncia, de algum modo, quanto a esses autores aquilo que no século XX já veio a chamar-se o teatro do absurdo, ou seja, uma certa consciência do absurdo, na sua forma de espectáculo, ou, pelo menos, de encenação.

 

Penso que Dante, Shakespeare e Balzac são os três maiores autores da literatura ocidental, depois de Homero. O José Saramago ainda não chegou à canonização post mortem, portanto não tem que figurar nesse panteão, e digo isto com muito boas razões: um dos maiores críticos americanos - agora permitam-me um parêntesis - Harold Bloom que, de resto, fez há tempos uma conferência sobre José Saramago, em Lisboa, acaba de publicar um livro chamado Genius (génio), em que procura percorrer a obra de uma série de génios, para ele praticamente todos europeus, e ligados àquilo que ele considera ser o cânone ocidental; ora bem, na introdução ele diz: "Só falo dos mortos e não falo de Saramago porque ele ainda não morreu", o que é, portanto, um bom álibi para mim, por referir Dante, Shakespeare e Balzac como os três maiores autores da literatura ocidental, depois de Homero, e que são, também em minha opinião, os que mais profundamente compreenderam e organizaram na sua obra o espectáculo da condição humana no confronto violento dos seus comportamentos, dos sentimentos e dos conflitos com as normas supostamente aplicáveis e os chamados códigos de comportamento corrente.

 

Cada um à sua maneira, não apenas pela via do teatro, porque só Shakespeare é que no fundo cultivou o teatro, eles dramatizaram, no caso de Dante, o percurso do ser humano pela via da regeneração estra-terrena, o chamado status animarum post mortem, o estado das almas depois da  morte; no caso de Shakespeare, a paixão amorosa e a paixão política e o seu terrível efeito nos protagonistas, no caso de Balzac, o papel do dinheiro, do interesse económico e do individualismo egoísta como mola real das sociedades modernas. São três vias do espectáculo no sentido globalizador. Provavelmente são, para a nossa civilização europeia, no plano da criação literária, as três matrizes principais dela, para além das múltiplas metáforas que o termo espectáculo proporciona.

 

São três vias do espectáculo, mas que também podemos considerar aproximadas de uma noção de absurdo, embora sejam diferentes os termos em que essa noção se põe em cada um dos casos considerados, como também será diferente a nossa própria procura de sentido a empreender na leitura de cada um deles. No caso de Dante, por exemplo, o absurdo, para ele, só poderia estar correlacionado com a transgressão dos códigos de Deus. Não há absurdo gratuito nem as suas descrições do inferno se pretendem absurdas, o inferno dele é uma consequência absolutamente lógica daquela transgressão dos códigos de Deus e, por sua vez, é uma consequência simbolicamente ilustrada em cada um dos horrores e abjecções que nos descreve como correlativos dos vícios e das degradações da vida terrena.

 

Para a mentalidade religiosa medieval, o inferno, enquanto ausência de Deus, tinha de ser uma presença, era um vazio que tinha de ser um "cheio" (cheio de casos exemplares de expiação e lamento). Talvez por isso pudéssemos dizer que, nesse sentido, o absurdo não tem lugar na catedral minuciosamente agenciada que é a Divina Comédia, uma vez que nela o horror, sendo uma forma de castigo, é ainda uma forma de sentido. Mas é claro que hoje, numa sociedade laica que há muito perdeu a força no senti´do escatológico, tal como ele era vivido no tempo de Dante, a maior parte dos casos do labirinto dantesco surge-nos como outras tantas figurações do absurdo que tendemos a aproximar, por exemplo, do impacto visual da pintura de um Jeronimus Bosch, produzida dois séculos mais tarde, em relação à qual perdemos uma chave de leitura coerente, talvez por ser uma chave iniciática que nunca chegou a ser bem explicitada. Há quem sustente que aqueles horrores, aquelas figuras monstruosas do Bosch, eram pintados com vista à contemplação por parte dos iniciados de uma seiat existente nos Países Baixos a que ele pertenceria e, portanto, seria uma meditação que no fundo faria sentido a partir da contemplação do absurdo.

 

Mas para lermos Dante correctamente, não podemos esquecer que nele o verdadeiro espectáculo está ligado ao cenário cósmico supremo e a um Deus feito de luz, espectáculo total e totalizante, em que todo o universo se subsume e que não exclui a inúmera série de espectáculos menores que nos é dado presenciar, muito em especial no Inferno e no Purgatório, e que nesse pulular concreto, nesse fervilhar vivencial, tornam o texto repassado de humanidade e realismo, do vício à regeneração e do castigo à recompensa. À sua maneira, Dante cria a obra de arte total, a que os alemães do fim do século XIX chamavam Gesamtkunstwerk, e convoca todos os saberes, todas as instâncias da criação cultural, todas as tradições cultas, todos os mitos, todos os seres, todas as paisagens, todas as invenções linguísticas e todas as experiências. Parte do labirinto das abjecções para a rarefação etérea da pureza, parte do espectáculo aviltante do pecado para a cena sublime e inatingível de Deus. Mas ele assume tudo isso na sua própria personalidade. Escreve o guião, faz a encenação, faz o ensaio, faz as marcações, puxa a cortina, apupa, aplude, pune, salva, o que torna o espectáculo ainda mais intrinsecamente complicado e, talvez, mais absurdo. Um homem arroga-se o lugar de Deus, de uma espécie de lugar-tenente e de intérprete autorizado de Deus, e fala em nome dele. A sua comédia polariza-se entre o absurdo de Deus e a prerrogativa de quem, assim como quem dele usurpa o lugar, contra todas as ortoxodias, fabrica uma diva, a Beatriz, para, na luz de Deus, só contemplar uma bem-aventurança e, como nas grandes feéries dos espectáculos humanos, conclui sobre os focos das girândolas da luz da metafísica e das gambiarras divinas. E também duplica os jogos dos actores. De algum modo, Dante está para Deus como Beatriz está para a vergine madre, a virgem mãe, filha do seu filho, e como Adão e Eva evocam ser o primeiro homem e a primeira mulher, emblemáticos progenitores de todos os espectáculos e de todos os absurdos, que hão-de reconduzir sempre à vertigem do logos divino e do seu sentido, pelo menos no que deles nos é dado entrever como ultimo fim do ser humano.

 

Muito diferente é Sakespeare. Ele problematiza de outra maneira os conflitos, os vícios e as paixões do mundo. Conhece, imagina e encena a disputa do poder e a violência amorosa, o desastre e a guerra, a verdade e a mentira, a intriga e o crime. Mostra a História e as histórias como espectáculo permanentemente nosso contemporâneo, entrecruza o destino com as molas reais do comportamento dos homens e disso se faz o trágico inevitável e irreversível do seu e do nosso teatro. Diz Harold Bloom, de quem já falei, que Shakespeare é quem conhece melhor a nossa natureza porque foi ele quem os inventou. Será de acrescentar que nos inventou como bodes expiatórios e sem outra saída, ou seja, cada um só lhe interessa como bode expiatório verídico da tragédia. Nele o ser humano só existe à luz insidiosa da traição ou para ser traído. Pode haver fontes conhecidas de muitas das suas peças, nomeadamente das históricas,mas não há precedentes consistentes nem do Hamlet, nem do Rei Lear, nem de Macbeth, nem de Otelo, antes dessas peças serem escritas. E Shakespeare não conhece Deus. Ele cria as suas criaturas, cria a sua medida e desmedida do humano, do humano sacrificado ao altar da fatalidade irreversível, não por uma evolução de razões de predestinação, não por um destino fixado nos astros, uma rejeição do livre arbítrio que, para o mundo religioso da época, era conferido ao homem por Deus, mas porque o crer das suas personagens acaba por ser um crer confinado a si mesmo, à luz de um mal sem alternativa. Todos os homens são maus e reinam na sua maldade, diz-se num dos sonetos, de um mal que é tão natural, como é natural a humana desumanidade nos conflitos a que conduz. Mesmo através das hesitações de Hamlet, em que afinal é meramente ilusório o esboçar das possibilidades de escolha.

 

Só o maneirismo shakespeareano poderia tornar possíveis todas as violências, todas as dilacerações, todas as interrogações e todas as ferocidades à escala de um palco de instabilidade e de almas estruturadas. Em Shakespeare todo o mundo é um palco, all the world is a stage, não um curso alu.cinado de sombras e de sonhos como em Calderón,  mas sim um entrechocar pungente de seres vivos a culminar na tragédia e na solidão de que os restantes humanos, os que sobreviveram, apanham os restos e os cacos, para deles formarem uma imagem do mundo e de si mesmos. Por isso, o absurdo do Shakespeare nos toca pelo seu teor de crua deumanidade. Por isso, também, surge numa altura em que o individualismo renascentista da confiança do homem já está em decadência, já está em crise. É uma confiança que já está a ser triturada por um feroz mecanicismo do Estado absoluto que se vai impondo cada vez mais. Na obra de Shakespeare, Deus como sentir supremo do universo jã não se encontra aos comandos. O absurdo shakespeareano  tem a ver com a trágica falta de sentido da sociedade humana, prolongando mais violenta e radicalmente os tópicos renascentistas da "nave dos loucos", do "mundo às avessas", dos disparates e do "desconserto do mundo", que também foram tema para o nosso Camões. O homem deixa de compreeder o seu destino e tende a ser apresentado como joguete de forças e de catástrofes que não controla. O nosso poeta nacional também o intuiu e apresentou uma saída que para ele acabaria por corresponder à formulação de uma hipótese de sentido metafisicamente alicerçada. Há um soneto em que o Camões descreve uma série de problemas para os quais não encontra solução e termina dizendo: "Mas  o melhor de tudo é crer em Cristo".

 

Quanto a Balzac, ele escreve numa sociedade aparentemente mais demesticada no tocante à violência física e sangrenta nua e crua, mas compreende todos os mecanismos da paixão, do poder e do funcionamento do dinheiro, da estruturação social em função dele, da sujeição dos comportementos e dos sentimentos à sua força, da violência social e moral que ele pode acrretar.

 

O seu espectáculo, a "comédie humaine", já não "a comédia divina", vive dessa encenação de aristocratas e plebeus, de banqueiros e de políticos, de magistrados e de comerciantes, de aventureiros e de arrivistas, de rurais e citadinos, de herdeiras e de cortesãs, cujos nós seriam urdidos pelo seu conterrâneo Joseph Fouché, o chefe da polícia, a orientar-se friamente por um Nasdaq avant la lettre, tudo reconduzido a uma ordem cujas leis implacáveis relevam o poder económico e os ditames da burguesia instalada. O espectáculo está mais próximo de nós e poe em cena toda a sociedade. Marx valorizava-o nas suas análises, porque Balzac tinha compreendido essa específica actuação entre a ficção e a realidade.

 

À sua maneira, Balzac é ainda shakespeareano, descontados o sangue derramado e a brutalidade dos meios de liquidação das personagens. E domestica o romantismo dos impulsos, a dominar o século XIX, que por alguma razão fez leituras próprias de Dante e Shakespeare, várias vezes no tablado da ópera e no teclado das escalas, no ritmo e na orquestração das emções. A tudo isso, Balzac substitui, no seu universo, as noções de processo judicial, de mecanismos de crédito, de especulação, de ganho e de falência, de crimes de colarinhos brancos e de crime tout court, as ambições e as frustrações, as regras sombrias de uma entidade difusa - o Estado -  e de um demónio omnipresente - o dinheiro - , as manhas e expedientes de  cada um, que funcionam em vez das vias do pecado, da perdição e da expiação de que fala Dante, e em vez dos punhais sub-reptícios e dos venenos isabelinos apresentados em Stratford-on-Avon.

 

Se quisermos referi-lo a Dante, em Balzac o inferno chama-se falência, o purgatório chama-se carreira, o paraíso chama-se sucesso. O espectáculo, com ele, transfere-se definitivamente para a ordem do imanente. Com Dante, somos uma nostalgia do divino; com Shkespeare, somos um arrepio catártico ante a ferocidade do mundo; com Balzac tornamo-nos todos participantes do grande espectáculo da sociedade moderna. Correspondentemente, a noção de sentido foi mudando e a de absurdo também. O século XIX português fez nele uma primeira incursão com o Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, embora orientada para o absurdo da decadência nacional. Mas também o nosso século XIX revisita rapidamente o mundo às avessas, dando-nos a faceta de um Faustino Xavier de Novais; os defuntos a tremer, / com desejo de aquecer, / buscam serviços activos: / vão à caça, pescam, dançam, / e quando lassos descansan, / rezam por alma dos vivos.

 

Para a hora de hoje, para esta hora absurda, e já que não falamos em Kafka, qual dos autores referidos poderá ilustrá-la melhor? Se formos por essa via, tenho para mim que qualquer um deles nos oferece textos que podemos ler como parábolas a tal respeito. Só que provavelmente elas ficam todas aquém da realidade. Assim como George Steiner observa que os horrores de Dante não são nada comparados com os dos  campos de concentração nazis, também podemos dizer que os de Shakespeare, no esbracejar impotente de cada personagem condenada na sua individualidade única, não são nada ao pé das purgas, torturas e genocídios provocados por totalitarismos e fundamentalismos de vária ordem ao longo do século XX, e ainda que os de Balzac não ultrapassam a infância da arte, no confronto com a selva que é hoje a vida financeira internacional e a desmultiplicada hipocrisia do poder.

 

Poderes absurdos, portanto, que não estão quantitativamente à medida dos que conhecemos em tempos muito mais próximos de nós, mas que dão bem a medida da aspiração da alma humana a um sentido da harmonia e da felicidade, nas expressões mais genialmente artísticas que lhe couberam e que, por isso mesmo, comportam, de algum modo, uma hipótese de redenção se neles procurarmos um sentido".

 

Intervenção de Vasco Graça Moura no Simpósio sete sóis sete luas realizado no ano de 2002 em Santa Maria da Feira no Auditório da Biblioteca Municipal e subordinado ao tema "A Europa na Geografia da História". Participaram, além de Vasco Graça Moura, José Saramago,  Antonio di pietro e Carlos Magno como moderador.

 

 

 

 

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publicado às 17:47


#2131 - A Europa na Geografia da História

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.17

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 JOSÉ SARAMAGO

 

"A minha função aqui é muito simples. Sou o porteiro, sou o homem que abre a porta, e portanto, como um daqueles educados porteiros de outras épocas, abrirei a porta, afastar-me-ei para o lado e deixarei passar, com a vénia devida, os convidados que neste encontro têm efectivamente importância, isto é, o juiz Antonio di Pietro e Vasco Graça Moura, meu velho conhecido.

 

Não pareceria mal que porteiro tão atento como me prezo de ser perguntasse às pessoas a quem abriu a porta se fizeram boa viagem, se estão bem de saúde, se gostam de estar em Feira, etc.. Se não faço tais perguntas é apenas para encurtar razões, mas quero deixar claro que me sinto muito feliz por ter sido o porteiro deste  acontecimento e que pela porta que abri tenham entrado as duas pessoas a quem estou acompanhando nesta mesa. Propõem-se Antonio di Pietro e Vasco Graça Moura desenvolver um assunto à primeira vista algo intrigante, nada mais nada menos que Europa na Geografia da História. Que Europa, como qualquer outra região do mundo, seja Geografia e seja História, é uma obviedade demonstrável num sem-fim de mapas e livros, mas que possa ser observada e analisada de uma perspectiva que toma a História como coisa "geografável" (com perdão do neologismo), eis uma proposta capaz de excitar a mais renitente falta de curiosidade. Esperemos, portanto, que Antonio di Pietro e Vasco Graça Moura, eurodeputados ambos, bons conhecedores das malhas que Europa tece, nos iluminem os caminhos para um saber cuja falta se vai sentindo cada vez mais: um real conhecimento da Europa. Para esta Europa que nos puseram nas mãos ninguém nos pediu antes que contribuíssemos com a nossa razão e a nossa inteligência de cidadãos. Salvo alguma raríssima excepção, não se realizaram debates públicos nem referendos, não se ponderaram certezas, não se esclareceram dúvidas, Europa saiu da cabeça dos seus criadores com Atena da cabeça de Zeus: armada e equipada. Ou, talvez com maior rigor, como um fato pronto-a-vestir onde se esperava que se sentissem igualmente cómodos tanto os  altos como os baixos, tanto os gordos como os magros, tanto os pernaltas como os de perna curta. Pensava-se que era tudo uma questão de capacidade de aguante nosso e que, com o tempo e a rotina, nos acabaríamos por acostumar. Ora, sucede que são eles precisamente quem se está a aguentar mal. Algumas das ideias e dos projectos que fervem nos meios dirigentes da Europa dão francamente que pensar, como dariam que pensar acções de um aprendiz de feiticeiro incapaz de disciplinar e manter no bom caminho as forças que imprudentemente acaba de pôr em movimento. Não vou discutir o alargamento da Europa, não vou discutir a constituição em projecto, em parte porque me falta a necessária competência, em parte porque não devo esquecer que neste acto sou apenas o porteiro. O  que não me impede de pensar que Europa simplesmente não existe, ou não existe ainda. Há um lugar geográfico que recebeu o nome Europa, há  uma história a que chamamos europeia, e esse lugar e essa história foram, no passado, desgraçadamente, palco de ambições nacionais destrutivas e cenário de conflitos terríveis. O século XX propôs-se unir a Europa, mas o século XXI não veio encontrar unidos os europeus. Estou disposto a acreditar que a União Europeia não é uma mera associação de interesses preocupados em manter e prolongar um determinado sistema económico, mas preocupa-me a escassa atenção que se vem dando aos factores sociais, culturais e políticos, que, a persistir, poderá levar a que um dia vejamos países com regimes pré-fascistas, se não fascistas mesmo, numa União que faz gala em reger-se por princípios e valores democráticos. Visão pessimista, sem dúvida, mas não inteiramente destituída de razão de ser. Fico-me por aqui, eu sou apenas aquele que abriu a porta e agora vai apresentar os oradores do colóqui.

 

O juiz Antonio Di Pietro é conhecido por haver metido ombros ao décimo terceiro trabalho de Hércules, esse que teve o feliz nome de mani pulite, e digo feliz porque entre todas as coisas que necessitamos deveriam ocupar lugar principal as mãos limpas, um detergente ético que as lave, uma honradez que as mantenham imaculadas. Antonio Di Pietro, que é agora um político, não esqueceu, não pode ter esquecido o que foi essa admirável odisseia nem por que acabou por sair dela vencido. O sistema, aparentemente derrotado, contra-atacou e expulsou-o do campo de batalha. A Itália de hoje não é um espelho em que um italiano honesto tenha prazer em contemplar-se. Será preciso voltar outra vez à luta pela igualdade, pela justiça, pela limpeza moral, essa santíssima trindade que guiou Antonio di Pietro quando juiz.

 

Quanto a Vasco Graça Moura, embora seja legítimo considerar que esta minha observação vem fora de propósito, não resisito a dizer que existem entre nós conflitos resultantes de diferenças e oposições, e mesmo uma certa impaciência mútua, que é quando cada um pergunta como e porquê o outro continua a pensar o que pensa. Fechado este parêntesis, creio que a Vasco Graça e Moura assenta bem o qualificativo de homem dos sete ofícios, expressão que certamente não se usava em Itália na época do Renascimento, mas que, pensando bem, se podia aplicar a artistas que eram, muitas vezes, ao memo tempo, arquitectos, escultores, pintores e poetas. Digamos então que a Vasco Graça Moura, pela diversidade e qualidade de ofícios que pratica, o  anima o espírito renascentista. É poeta, ensaísta, romancista, tradutor, e se até este momento só estou contando quatro ofícios, não duvido que ele poderá, se quiser, acrescentar os três ofícios que faltam e talvez  alguns mais.

 

Foi para mim uma grande satisfação ter-me sido proporcionada a ocasião de apresentar os nossos convidados, mas não é menor a satisfação de me encontrar em Feira, no coração do que no passado se chamou Terra de Santa Maria, nesta cidade de dez mil habitantes onde há uma orquestra sinfónica juvenil com 120 músicos que actuam com regularidade, onde há uma biblioteca que tem treze mil inscritos, o que faria pensar que o autor do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não foi quem julgávamos, ou então que nesta cidade de Feira as pessoas são inscritas como leitores mesmo antes de terem nascido... A verdadeira explicação é outra, claro está, são pessoas da região que, vivendo fora da cidade, utilizam os serviços da biblioteca. Tudo isto nos dá uma impressão de refrescante vitalidade cultural que, infelizmente, não é regra no nosso país.

 

E agora termino. Durante muitos anos andaram a querer convencer-nos de que a palavra é de prata e o silêncio é de ouro, o que, se repararmos bem, era uma maneira de nos dizer que estivéssemos calados. Pois eu dir-vos-eis que a palavra é que é de ouro,e que o silêncio, muitas vezes, nem a prata chega. Portanto, quando chegar a hora de falar, e estou a dirigir-me particularmente aos jovens, façam-nos o favor de perguntar, de duvidar, de interpelar. Perguntem o que é isso da História e para que serve, se é apenas um conto que nos contam para que o vamos repetindo, ou se é algo vivo

que devemos questionar? E a Geografia? Nos últimos anos as fronteiras da Europa levaram um sopro que varreu tudo. Talvez seja preciso repor algumas coisas nos seus lugares, enfrentando o problema de que perdemos o sentido do lugar das coisas. Essa é a grande questão europeia, não saber onde estão os lugares das coisas.

 

Muito obrigado. Passo a palavra a Antonio Di Pietro e a Vasco Graça Moura.

 

Eles que falem."

 

INTERVENÇÃO DE JOSÉ SARAMAGO NO SIMPÓSIO SETE SÓIS SETE LUAS SOB O TEMA "A EUROPA NA GEOGRAFIA DA HISTÓRIA" QUE TEVE LUGAR NO ANO DE 2002 NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA E COMO CONFERENCISTAS JOSÉ SARAMAGO, ANTONIO DI PIETRO E VASCO GRAÇA MOURA E COMO MODERADOR CARLOS MAGNO.

 

 

 

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publicado às 18:58


#2110 - XX Festival de cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.12.16

xx festival cinema023.jpg

 

VER PROGRAMAÇÃO AQUI

 

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publicado às 15:55

 20 e 21 de Maio de 2016

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publicado às 21:48

 

Ver programação aqui

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publicado às 15:55

 
“Falar do processo que levou à concretização desta exposição, é falar do desenho; isto se pensarmos que na atualidade deixou de se considerar relevante aquilo que se representa ou se reconhece no desenho, para se realçar a importância do como é desenhado, do processo. No seguimento deste raciocínio, as obras a selecionar estariam à partida marcadas quanto à sua especificidade conceptual. Abrangendo grande variedade de suportes, do papel ao cartão, da tela à madeira; e de técnicas ou meios, do simples lápis riscador, ao marcador, à lata de aerossol, do uso da luz néon, ao vídeo e à forma tridimensional o desenho em manifesta pulsão”. - Paulo Moreira

Local:
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
horário:
segunda a sexta: 09h30 às 19h00
sábado: 10h00 às 17h00.

patente até 07 de maio de 2015

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publicado às 17:48

 

golden slumbers.jpg

 

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publicado às 18:29

logo cineteatro antonio lamoso.jpg

jorge palma.jpg

21 de Março, 22 horas, Auditório do Cineteatro António Lamoso, Santa Maria da Feira

 

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publicado às 19:57


#1914 - Exposição colectiva de desenho

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.02.15

 Esta exposição pode ser vista na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira a partir do dia 7 de Fevereiro e até 12 de Março.

 

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publicado às 18:12

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publicado às 20:30


#1898 - 17.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.11.13

 

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publicado às 17:17


#1852 - I Concurso Nacional de Música Gilberta Paiva

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.05.13

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publicado às 23:07

 

VER PROGRAMAÇÃO AQUI

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publicado às 19:51


#1778 - Metamorfoses

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.11.12

Guimbras - Santa Maria da Feira

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publicado às 19:40


#1777 - Poetas

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.11.12

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publicado às 19:36


#1737 - Luis Goes canta a minha terra

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.09.12

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publicado às 20:08


#1647 - Festival para gente sentada em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.03.12
Festival Para Gente Sentada a 24 e 25 de março em Santa Maria da Feira      

 

Ponto alto da cena independente de música confirma “Tindersticks” em cartaz

 

 

Como tem sido habitual, de há vários anos a esta parte, o Festival Para Gente Sentada, que em 2012 conta a sua 8ª edição, marca o roteiro nacional de festivais, sendo único no seu género.

 

Ocupando o intimismo do Cine Teatro António Lamoso em Santa Maria da Feira, o “Gente Sentada” confirma datas para 2012 a 24 e 25 de março, com os cabeças de cartaz a dar mote prometedor – Low, para a noite de 24 e Tindersticks a prometer casa cheia no dia 25.

  

Sendo uma das bandas de referência da música independente no seu característico estilo indie rock, os Low, originários do estado do Minnesota (EUA), apresentam, na sua formação original, Alan Sparhawk na voz e na guitarra e Mimi Parker na percussão e na voz, desde 2010 a banda contam com a incontornável presença de Steve Garrington na guitarra baixo. Como marcas de referência no seu caráter singular distinguem-se a combinação da delicadeza com a distorção, como nenhuma outra.

 

 

Com várias presenças e passagens marcantes por Portugal, de norte a sul do país, do Coliseu dos Recreios à Casa da Música, a banda inglesa de Nottingham promete o que de melhor este festival tem para oferecer aos seus seguidores mais fiéis – intimismo, harmonia e a autenticidade de song writers distintos. Os britânicos apresentarão no Festival Para Gente Sentada o seu mais recente álbum – “The Something Rain” – que só chegará às lojas em Portugal no final do mês de fevereiro, sendo este o 9º álbum de originais da banda, a reafirmar o caráter imperativo e incontornável da banda está o single de apresentação do álbum “Medicine”.

 

 


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publicado às 18:02


#1529 - Festival de Cinema Luso-Brasileiro em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.11.11

SESSÃO DE ABERTURA [ DOM | 04 DEZ | 21H30 ]

A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM – Nelson Pereira dos Santos [BR]

O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras. Foi com essa idéia em mente e a sensibilidade aguçada que o diretor Nelson Pereira dos Santos, ao lado de Dora Jobim, se dispôs a encarar o desafio de desvendar em filme a trajetória musical do grande compositor brasileiro, autor de uma obra eterna,
de alcance internacional.

SESSÃO DE ENCERRAMENTO [ DOM | 11 DEZ | 21H30 ]

AS CANÇÕES – Eduardo Coutinho [BR]

Coutinho dá vida a um mosaico de homens e mulheres que contam e cantam músicas que marcaram suas vidas. Com habilidade, o enredo liga por canções a vida de desconhecidos.

 

 

 

REALIZADOR EM FOCO – GUSTAVO SPOLIDORO

Gustavo Spolidoro é um realizador brasileiro que no início da sua carreira nutria um gosto muito particular pela construção de ficções em plano sequência (inclusive realizou uma longa metragem em plano sequência, o extraordinário “Ainda Orangotangos”) e que migrou para o documentário.

  • DOM | 11 DEZ | 19H00
    errante
    ERRANTE
    BR | 2012 | FIC | HD | DOC | 70’
    RESUMO DO PROJETO ERRANTE - UM FILME DE ENCONTROS é um longa-metragem documental, com financiamento do FUMPROARTE/RS, feito em conjunção com o projeto de Mestrado que Gustavo S...
  • SAB | 10 DEZ | 00H15
    AINDA ORANGOTANGOS
    BR | 2007 | FIC | 35mm | COR | 81’ Durante 14 horas de um dia quente de verão, quinze personagens transitam pelas ruas e prédios de Porto Alegre. Japoneses vão ao limite no metrô. Garotas se beijam em um ônibus enquanto discutem futebol ...
  • SEX | 09 DEZ | 18H00
    MORRO DO CÉU
    BR | 2007 | DOC | HD | COR | 71’ Morro do Céu é uma pequena comunidade de descendentes de italianos, localizada no alto de uma montanha no sul do Brasil. Lá, o jovem Bruno Storti e seus amigos preenchem os dias de verão entre túneis de tr...
  • SEX | 09 DEZ 16H30
    DE VOLTA AO QUARTO 666
    BR | 2008 | DOC | VIDEO | COR | 15’ Qual o futuro do cinema? Em 1982, em Cannes, Wim Wenders convidou diversos cineastas a responderem esta pergunta. 26 anos depois, a pergunta continua a mesma, mas Wenders está do outro lado da câmera. <...
  • SEX | 09 DEZ | 18H00
    PEQUENOS TORMENTOS DA VIDA
    BR | 2006 | DOC | VIDEO | COR | 20’ Em uma escola, crianças da terceira série descobrem o universo do Poeta Mario Quintana. REALIZAÇÃO: Gustavo Spolidoro ARGUMENTO: Gustavo Splidoro PRODUTORES:  Jaquelin...

 

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publicado às 18:47


Ver programa aqui

 

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publicado às 11:51

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publicado às 16:04


#1338 - ALL ABOUT DANCE, Os espectáculos em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.03.11

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publicado às 17:11


#1337 - Festival para gente sentada em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.03.11

 

 

Festival para Gente Sentada


18 Março
- The Legendary Tigerman
- B Fachada
- Nuno Prata

 

19 Março
- Piano Magic
- Laetitia Sadier
- Spokes

 

 

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publicado às 14:16

 

Shirin Ebadi, Prémio Nobel da Paz em 2003, iraniana, advogada e activista dos Direitos Humanos, e Kurt Westergaard, cartoonista dinamarquês que criou o controverso cartoon do profeta muçulmano Maomé, são duas presenças confirmadas no X Simpósio, organizado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sobre o tema “Identidade, Liberdade e Violência”, a realizar a 2 de Outubro, pelas 15h00, no auditório da Biblioteca Municipal.


O X Simpósio reúne, à semelhança das edições anteriores, personalidades com experiências de vida diversas, o que determina que este encontro constitua um momento único de reflexão e discussão sobre um tema candente.

Shirin Ebadi, primeira mulher iraniana nomeada juíza e presidente de um tribunal legislativo, foi, por imperativo dos clérigos conservadores, impedida de exercer estes cargos, o que a motivou para a militância da defesa dos Direitos Humanos, reconhecida pela atribuição do Nobel da Paz.

A primeira cidadã iraniana e a primeira mulher muçulmana a receber um Nobel é, actualmente, professora da Universidade de Teerão e está envolvida numa campanha a favor do estatuto legal das mulheres e crianças, no Irão.

Kurt Westergaard, caricaturista profissional durante mais de 20 anos, alcançou a notoriedade ao criar um desenho do profeta muçulmano Maomé, com uma bomba no turbante, o que determinou uma violenta e expressiva reacção de muçulmanos no mundo inteiro. Sujeito a uma tentativa de assassinato, na sua casa em Aarhus, em 2010, Westergaard vive sob fortes medidas de segurança.

 

Dez edições do Simpósio

Desde 2000, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira organiza este Simpósio, coordenado por Renzo Barsotti. No ano passado, Roberto Saviano, jornalista, condenado à morte pela máfia napolitana, autor do livro Gomorra, foi um dos conferencistas do IX Simpósio, dedicado às “Máfias e mercado global”. Depois de Salman Rushdie, que esteve em Santa Maria da Feira em 2006, Saviano foi o segundo escritor perseguido a marcar presença neste encontro.

Refira-se que já participaram no Simpósio inúmeras personalidades de relevo, como Eduardo Lourenço, Francesco Alberoni, António Di Pietro, Vasco Graça Moura, José Saramago, Oliviero Toscani, Gianni Vattimo, Giuliana Sgrena, Bernard Henri-Lévy, Paul Rusesabagina e Fernando Savater, entre outros.

A realização deste Simpósio contextualiza-se na actividade cultural da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, considerada um equipamento cultural de referência a nível nacional e internacional, não só por ser a primeira biblioteca pública do País a obter certificação de qualidade, em 2006, mas também pelos relevantes serviços que tem prestado à comunidade e pelos projectos culturais que tem desenvolvido, onde pontuam nomes como Fernanda Fragateiro, Spencer Tunick, Luca Allinari, Manoel Oliveira, Walter Salles, Raul Solnado, António Chainho e tantos outros.

 

Data: 2 de Outubro de 2010

Hora: 15h00

Local: Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

Inscrições: até 30 de Setembro [gratuitas e limitadas]

Contactos: tel. 256 377 030 | fax. 256 377 031 | e-mail biblioteca@cm-feira.pt

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publicado às 20:09

Seminário debate valor da Biodiversidade

O projecto do Parque das Ribeiras do Uíma, que se encontra em fase de arranque, após a aprovação de uma candidatura a fundos comunitários, vai ser apresentado no seminário “Biodiversidade. Qual o seu Valor?”, que o Município de Santa Maria da Feira promove no dia 18 de Junho, das 09h30 às 17h00, no auditório da Biblioteca Municipal.

Seminário debate valor da Biodiversidade

Este seminário pretende ser um espaço de reflexão sobre a complexidade dos efeitos que temos sobre os ecossistemas e os desafios e pressões que temos de enfrentar para valorizar e preservar a biodiversidade. A iniciativa assinala o Ano Internacional da Biodiversidade.

O seminário divide-se em três sessões: “Valor Ecológico da Biodiversidade”, “Valor Social da Biodiversidade” e “Valor Económico da Biodiversidade”. Em cada uma delas serão apresentadas três comunicações. As intervenções estarão a cargo de técnicos do Instituto Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, Parque Ornitológico de Lourosa, Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH Norte), Município de Santa Maria da Feira, Faculdades de Engenharia e Economia da Universidade do Porto, Cantinho das Aromáticas, e Quercus/Condomínio da Terra.

A sessão de abertura, marcada para as 09h30, será presidida por Emídio Sousa, vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, e conta ainda com a intervenção de representantes do Centro Regional de Excelência do Porto (CRE – Porto) e da Comissão Nacional da UNESCO.

Enquadramento

No ano em que se comemora o Ano Internacional da Biodiversidade, uma avaliação realizada pela Agência Europeia do Ambiente (AEA) mostra que, de facto, estamos a perder biodiversidade a um ritmo sem precedentes. Apesar dos inúmeros “serviços ecossistémicos” prestados pela biodiversidade, sem os quais não seria possível a vida na Terra, raramente lhes é atribuído o devido valor, pois constituem predominantemente bens públicos, sem mercado, nem preço.

‘Fotografia da Natureza’ e ‘Observação de Aves’

No âmbito deste seminário, o município promove ainda duas actividades complementares: um curso de Iniciação à Observação e Identificação de Aves, a realizar nos dias 19 e 20 de Junho, das 09h00 às 18h30, no Parque Ornitológico de Lourosa e no Parque das Ribeiras do Uíma, em Santa Maria da Feira. Paulo Travassos, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves orienta esta actividade, limitada a 20 participantes.

No dia 26 de Junho, das 08h30 às 18h30, realiza-se o curso de Fotografia da Natureza, também no Parque Ornitológico e no Parque das Ribeiras do Uíma, local de grande beleza paisagística e ambiental. João Luís Teixeira, do Parque Biológico de Gaia, é o formador. A actividade é limitada a 15 participantes.

O programa e as fichas de inscrição encontram-se disponíveis neste portal (Ambiente e Obras Municipais). Para mais informações, os interessados devem contactar o Gabinete de Ambienta da Câmara Municipal, através do telefone 256 370 800 ou e-mail gabinete.ambiente@cm-feira.pt.

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publicado às 23:52


#1316 - Exposição de Fotografia

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.06.10

 

Exposição de fotografia de Eugénio/Helena Homem de Melo para ver até ao dia 21 de Maio na Ao Quadrado - Galeria de Arte Contemporânea, em Santa Maria da Feira

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publicado às 23:45


#1314 - Os 10 anos da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.06.10

 

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publicado às 23:31


#1300 - Viagens na minha terra

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.06.10

 

 

 

 

 

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publicado às 00:07

 

Começa amanhã

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publicado às 23:53

 

Programa disponível em

http://www.imaginarius.pt/

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publicado às 23:40


#1201 - Festival para gente sentada

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.02.10

www.feiraviva.com/index.php

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publicado às 20:26


#1088 - Realizador brasileiro roda em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.12.09

O realizador brasileiro André Francioli está a rodar, até depois de amanhã, na Mata das Guimbras, junto ao castelo de Santa Maria da Feira, a curta-metragem "Hai Kai Diamante", que conta "a história algo assombrada de um rockabilly perseguido no bosque".

 

O calendário de filmagens enquadra-se na 13.ª edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro, a decorrer na cidade até amanhã. Baseando-se numa "tirinha de banda desenhada que apresentava um jogo de signos gráficos muito interessantes", o filme aplica à imagem real não só os símbolos da micropoesia japonesa conhecida como "hai kai" mas também a estética própria da manga, conduzindo a "um final surpreendente com desdobramento de sentidos", explicou o cineasta.

 

André Francioli reconhece que essa diversidade de estilos não será habitual no Brasil, onde "a maior parte do cinema tem hoje pouco interesse para o público e para a crítica porque há uma estandardização da forma determinada pela linguagem das telenovelas".

"Isso leva a que filmes mais interessantes do ponto de vista da linguagem fiquem muito marginalizados e não encontrem espaço no circuito comercial", explica o realizador.

"O grosso da produção média acaba, portanto, por não aprofundar a pesquisa de novas linguagens nem atingir as massas, ficando num limbo sem qualquer interesse", considera.

O cinema português também não se consegue afirmar no Brasil, porque, como refere André Francioli, "não chega ao circuito comercial e passa apenas em festivais".

In JN

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publicado às 23:15


#1072 - 13.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.12.09

Começa, hoje, no Auditório da Biblioteca Municipal, o 13.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro.

 

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publicado às 00:43


#1055 - 13.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.12.09



Tem início no próximo Domingo, 6 de Dezembro, o 13.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro organizado pelo Cineclube da Feira. Este festival terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.

Pode consultar a programação aqui.

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publicado às 23:28


#952 - ROBERTO SAVIANO EM SANTA MARIA DA FEIRA - BIBLIOTECA MUNICIPAL

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.09.09

 

ROBERTO SAVIANO EM SANTA MARIA DA FEIRA

Simpósio em Santa Maria da Feira subordinado ao tema "Máfias e Mercado Global" no dia 19 de Setembro de 2009 na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira,  com início às 15 horas.

 

Este simpósio tem como conferencistas, além do Roberto Saviano, Mário Mendes, Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna,  e como moderador Carlos Magno.

 

 

Dia 19 de Setembro, na Biblioteca Municipal

 

Autor do livro “Gomorra” no Simpósio

 

Roberto Saviano vem falar de “Máfias e mercado global”

 

 

 

Roberto Saviano, jornalista infiltrado no império económico da máfia napolitana, autor do livro “Gomorra”, vai estar no auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira no próximo sábado, dia 19 de Setembro, às 15h00, para falar de “Máfias e mercado global”. A par do jornalista e escritor italiano, que vive desde há alguns anos sob protecção policial permanente, vai estar Mário Mendes, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, que desempenha um papel institucional de primeiro plano na luta contra o crime organizado. O encontro é moderado pelo jornalista e comentador Carlos Magno.

 

Desde a primeira edição, realizada no ano 2000, que o Simpósio de Santa Maria da Feira debate temas ligados à actualidade internacional. Nesta oitava edição, será abordada a problemática da proliferação de fenómenos criminais de tipo mafioso e o papel dos processos de globalização no favorecimento e expansão de tais fenómenos. Do tráfico de drogas às “novas máfias” e ao “crime transnacional”, passando pela crise da legalidade internacional, com a comparação entre guerras e terrorismos, no mundo contemporâneo cruzam-se problemas que, frequentemente, são encarados como estereótipos enganosos ou com paradigmas parciais e inadequados.

 

 

 

Para que possa participar neste simpósio, deverá proceder à sua inscrição de acordo com as indicações dadas na ficha que se anexa.

 

 

Por questões de segurança, e dado que haverá controlo de acesso, os participantes do Simpósio terão de apresentar o Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão e deverão comparecer na Biblioteca até às 14h00, para que se proceda à respectiva identificação.

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publicado às 22:55



Santa Maria da Feira, de 30 de Julho a 9 de Agosto


Ver programação aqui

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publicado às 12:13


9.ª Edição do Imaginarius

por Carlos Pereira \foleirices, em 28.05.09

 

Começa hoje, em Santa Maria da Feira,  a 9.ª Edição do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua.

 

Pode ver toda a informação em posts anteriores.

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publicado às 12:38


IMAGINARIUS

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.05.09


mais imaginarius

mais imaginarius

teatro | dança | música | circo | performance

CONTEXTUALIZAÇÃO

A secção Mais Imaginarius é dedicada a todos os artistas que têm projectos a propor para o espaço público. Actores, músicos, acrobatas, artistas plás-ticos, vão directamente ao encontro do público através deste convite para “ocupar a cidade”.
Uma cidade livre e orgulhosa por dar voz à liberdade de expressão de cada um.
Todos os artistas que participam nesta secção não recebem cachet.
Secção organizada em colaboração com Radar 360 e Alexandra Pinho.


 

grupo de teatro espaço t portugal
‘quá-quá-quá’

Este é um dos grupos de teatro formados nos ateliês lúdico-terapêuticos do Espaço T. Com o crescimento da instituição, e o aumento da produção artística da mesma no campo teatral, foram sendo criados diversos grupos, que com o passar dos anos e evolução do trabalho realizado semanalmente em ateliê, criaram uma identidade própria no que diz respeito ao trabalho produzido e apresentado.
Pata aqui, pata acolá, fecharam os olhos e Quá-Quá-Quá…

http://www.espacot.pt

 

 

 

 

projecto in-out/door portugal
‘et's outdoor’

O “projecto in-out/door” é um formato de animação teatral que utiliza técnicas teatrais que vão do teatro físico à pantomima e clown, aliado à performance.

Pretende-se cativar, surpreender e divertir desde os mais novos aos mais velhos ou até o mais distraído dos espectadores, apostando no inesperado e no insólito, no cómico ou no dramático, no belo ou no grotesco, no real e no imaginário.
Dois extraterrestres, a(alfa) e ß (beta) do planeta “zeta-dine”, embarcam a caminho do planeta azul, com uma única e peculiar missão: Descobrir vida inteligente no Festival Imaginarius.

 

 

lisa giorgi espanha
‘a dama branca’

Lisa giorgi é uma artista circense e bailarina. Estudou acrobacias aéreas na Moscow State Circus School e tem actuado a solo ou com diferente parceiros, em Itália e Espanha.

O espectáculo A Dama Branca é um espectáculo de rua, silencioso, retratando uma mulher que faz magia e que é, simultaneamente uma estátua, um mimo, uma malabarista e uma bailarina. Ela é branca. Veste-se em laços. Move-se lentamente. Ela tem uma bola mágica que reflecte o mundo que a rodeia e as pessoas que nele participam. Mas… ela tem também um segredo…. por debaixo da sua saia! Raramente o mostra, mas pode ser que você tenha sorte!

 

 

ass. crème de la crème portugal
‘monsieur pipon, cabaret internacional’

Esta é a história de Monsieur Pipon que apresenta um cabaret internacional com artistas de várias nacionalidades. Assim, vamos encontrar ao longo do espectáculo: Gilbert Bóbó de França, Billy the Magic Kid do Arizona, Mumba Macumba de um país desconhecido de Africa e directamente da Índia, Swami Pipananda, todos interpretados por Monsieur Pipon.

Nada acontece como previsto: nos momentos mais inconvenientes o telefone toca, acontecem sistematicamente acidentes, fazendo o nosso herói tropeçar em fracasso sucessivos.

Um género clássico do entretenimento teatral, que pretende proporcionar um encontro divertido com a arte teatral inspirada num universo lúdico de gestos, magias, pantomimas, faquirismos e da comicidade do Clown.

 

 

projecto anagrama portugal
‘jôglitron’

A companhia Projecto Anagrama tem como objectivo principal a aglomeração de diferentes vivências pessoais e profissionais, e canalizá-las para um objectivo comum, que é a produção e co-produção de espectáculos.

Jôglitron, o malabarismo como um exercício onde se pratica um jogo, onde há regras, há jogadores, há um objectivo, há perdas, há ganhos, mas essencialmente existe o simples facto de o executar. A partir desta quadratura, desenvolvem-se movimentos e combinações com corpos, objectos circenses, música, cores e emoções, onde se joga com as leis naturais da física, desafiando-as, ou apenas aliando-se a elas para projectar um resultado: movimento.

 

 

juliana da silva martins portugal
‘aprisionada no eu?’

E se a prisão se encontra dentro de ti mesmo e o confronto com o eu te faz querer desaparecer... Este trabalho retrata a temática dos limites  e dos constrangimentos daquilo que não controlamos e do qual não podemos escapar. Entre ataduras e laços intransponíveis, desenha-se uma luta, um questionar, uma dança, um desfrutar, um trajecto de descoberta e aceitação. No tumulto de emoções deste caminho, mudam perspectivas, mudam sensações, mudam olhares e aprende-se a saborear.

Ataduras, laços, barreiras, memórias, família, desejos insatisfeitos, dúvidas. Uma prisão de medos que nos obriga a enfrentar-nos connosco mesmos.
Esta peça reflecte o processo de descobrir as nossas prisões, os limites que colocamos a nós próprios, na luta por aprender a viver em harmonia com a nossa consciência.
Descobrir como romper estes limites, como fazer para que o nosso corpo se libere deste aprisionamento, aceitando-nos, respirando e desfrutando da vida tal como ela é: sem limites, sem ataduras, livre.

 

 

colectivo artístico nome portugal
‘no can do’ filme-concerto-performance

“nome” é um colectivo artístico multidisciplinar que tem como suporte o formato de concerto performativo. O colectivo é composto por artistas plásticos, músicos e performers com o intuito de fundir linguagens plásticas e performativas numa única apresentação ao vivo.

A projecção de um filme de uma hora em que se apresentam várias coreografias de expressão corporal, é complementada e ampliada pela improvisação sonoplástica ao vivo. Este espectáculo tem como objectivo provocar uma nova experiência áudio-visual criando intensidades expressivas que promovem uma experiência subjectiva e singular.

www.myspace.com/projectonome

 

 

inês negrão portugal
‘versão 2.0’

Tenho versões de mim. Crio duelos de versões para conseguir esticar a realidade. Não chegam a ser heterónimos, não são autónomos. Não são múltiplas personalidades, não são disfuncionais. São variações do eu.

Esta versão coloca-se na dimensão do movimento, na esquizofrenia dentro de um estúdio, na criação de um ponto no espaço. É o equilíbrio entre a razão com a emoção, sendo o corpo quem impõe os limites, pelos seus próprios limites.

Criação e Interpretação Coreográfica: Inês Negrão
Modelação e Animação 3D: Luís Mouta
Sonoplastia e Interpretação: Jorge Loura
Apoios e patrocínios: Universidade Lusófona de Lisboa, Fool's Gold - outlet store

 

 

joana bergano & tiago cerqueira portugal
‘projecto arruinado: a medida do nada’

O PROJECTO ARRUINADO surge da cumplicidade entre os seus autores, Joana Bergano e Tiago Cerqueira, e da sua vontade em criar objectos artísticos site-specific no formato vídeo-dança, a partir da pesquisa interdisciplinar em torno do movimento e do diálogo directo que se estabelece entre a Performance, o local e a filmagem, e que funde corpo, movimento, música e imagem.

"Um espaço, um corpo e o outro. Os três elementos essenciais que compõem este objecto. O espaço empresta ao corpo o seu chão, as suas paredes, o seu tecto. O corpo afaga o espaço, respeita-o, sente-o, escuta-o. O outro observa, tenta compreender, aproxima-se e vê...”

Criação: Joana Bergano e Tiago Cerqueira
Interpretação: Joana Bergano
Captação de Imagem: Tiago Cerqueira
Realização e Edição: Joana Bergano e Tiago Cerqueira
Acompanhamento técnico: José Pedro Patacão
Produção executiva: Companhia Clara Andermatt
Agradecimentos: Tiago Batista

 

 

me, myself & mylove portugal
francisco cruz & mara roque
‘circus clown’

O Circo encanta a todos... Miúdos e Graúdos ficam maravilhados com o Maior Espectáculo do Mundo... Imagine... Ilusionistas, Contorcionistas, Equilibristas, Malabaristas,... que nos deixam a todos boquiabertos com os seus impressionantes números... Pois bem... No Circus Clown nada disso acontece... mas o seu sorriso acontecerá garantidamente...
Preparem-se pois, com estes dois Clowns, vão viver momentos FunTásticos!!!
Todos ao Circo... ao Circus Clown!!!

Este espectáculo recebeu no ano de 2007 o Prémio Especial do Público no 2.º Festival de Animação de Rua da Póvoa de Varzim e desde então nunca mais parou... Já marcou presença em diversas localidades, como por exemplo, na 13ª Edição do prestigiado Festival Internacional Cómico da cidade da Maia, no Hat-Weekend (S. João da Madeira), Espinho (Casino), Vizela, Trofa, Coimbra... e foi convidado especial, como cabeça de cartaz, no 3.º Festival de Animação de Rua da Póvoa de Varzim!!!

 

 

tilt! espanha
‘(sin) tiltulo’

Tilt! é uma companhia de teatro circo que nasceu do desejo de comunicar usando a linguagem universal do riso. Natalie Ravlich e Miner Montel contam as suas histórias através do humor, de personagens coloridas e de elementos cénicos como o trapézio, os elásticos e os tecidos e ainda o chicote.
Em (Sin) Tiltulo o espectador é levado numa montanha russa de riso e medo à medida em que os actores transformam o seu espectáculo de circo calmo numa caótica mistura de aéreos arrepiantes, controlos remotos mágicos e peripécias hilariantes.

 

 

duelirium espanha
‘o que queda por chover’

Este dueto artístico, composto por Raquel Oitaven e Mercé Sole, conta com 8 anos de existência e de investigação na área da criação de projectos aéreos. Ambas formadas pela prestigiada Escola Internacional, desenvolvem projectos no trapézio, espectáculos de dança vertical e ainda espectáculos de fusão, atribuindo-lhes o seu cunho pessoal. No espectáculo O que queda por chover retratam a vida de duas mulheres desde a infância, a adolescência até à vida adulta sob um ponto de vista cómico, dinâmico e visual.

 

 

flávio rodrigues portugal
‘uma coreografia de flávio rodrigues’

Flávio Rodrigues (1984) bailarino e coreógrafo residente no Porto. Concluiu o curso de dança na escola profissional Balleteatro, bolseiro do NEC no ano 2008 e especializou-se em arte pública. Desenvolve as suas próprias obras desde 2006. Produzido pela produtora de Risco / Fábrica de Movimentos.

“Uma coreografia de Flávio Rodrigues” é acima de tudo uma reflexão sobre a dança actual. Durante o processo de pesquisa para esta obra interessou-me sobretudo questões relativas ao meu percurso temporal (dança), desde a decisão em ser bailarino até o ser. Durante o processo criativo o que mais me fascinou foi a sensação de prazer… que ao longo do tempo se alterou. Eu queria acima de tudo…voltar a ter prazer em dançar…. E contudo ter um registo histórico desse prazer.

Uma coreografia de Flávio Rodrigues uma produção de produtora de risco / Fábrica de Movimentos

 

 

erva daninha portugal
vasco gomes
‘trinspira’

A Erva Daninha explora as linguagens performativas da expressão física. Faz parte do espaço cultural da Fábrica da Rua da Alegria desde 2006. Noites Brancas e Casa de Banho são alguns dos seus projectos. Ana Vargas, Gilberto Oliveira, Joana Morais, Julieta Guimarães e Vasco Gomes fazem parte da companhia.

Trinspira, uma inspiração nascida de um corpo + três objectos + um ramo. A relação de equilíbrio entre o plástico duro e a fragilidade de um ramo, o branco das massas e o castanho da madeira. A triangularidade dos elementos e das dimensões: o homem, a madeira e o plástico; o plano material, orgânico e o sagrado. Uma viagem de voos e quedas, de camadas que se despem.

Este espectáculo nasce do cruzamento das linguagens performativas e circenses, um solo de Novo Circo pelo malabarismo experimental com especial incidência nos equilíbrios. A organicidade versus a rigidez, a natureza versus a construção.
O acompanhamento musical ao vivo de uma guitarra desconsertada e de uma precursão metódica completam este ambiente de crepúsculo.
Uma inspiração que transpira emoção.

Criação e interpretação: Vasco Gomes
Música ao vivo: Baltazar Molina
Desenho de Luz: Romeu Guimarães

 

 

arsenio baruffi itália
‘my shoes’

Num contexto fora do tempo, Arsenio Baruffi vai levar-vos ao mundo envolvente do malabarismo e equilibrismo de um homem elegante e impecável de 1800...

Com uma linguagem de olhares e gestos precisos, escolhendo o teatro silencioso como forma internacional, ele vai alegrar o seu espírito com técnicas de teatro de rua, do suspense ao riso, num estilo genuíno de tempos passados.

As técnicas sucedem-se num crescendo de elegância, de destreza e risco; estão escondidas num baú antigo de onde saiem malabares prateados e chapéus, livros manipulados, cadeiras e barras em equilíbrio para chegar a um acto final feito inteiramente por rosas de metal em chamas e três barras de fogo no ar!

Tudo isto graças aos sapatos de pinta oferecidos pela rainha do circo antigo.....a Sra. Medrano!

http://arseniobaruffi.blogspot.com/

 

 

 

 

pacolmo teatro espanha
‘vagabun’dos’

Espectáculo espiritualmente inspirado no filme “Milagre em Milão” de Vittorio de Sica, no qual se recria a forma poética do Clown Barbone. Uma personagem pobre e ambulante imagina e recria situações cheias da alegria, que contrastam com sua origem e realidade.

Através de elementos cénicos como guarda-chuvas, tubos de cobre, um pequeno rádio, uma cama feita de folhas de jornal, uma concertina e uma harmónica mostram um universo utópico, o que gostariam que a sua realidade fosse.

Realizando equilibrismo nos seus objectos pessoais, brincando com balões como as crianças e efectuando coreografias imprevistas, alternam entre a mestria técnica e a experiência, entre a linguagem verbal e gestual, a improvisação circense e musical e um ritmo fresco e vivo, envolvendo o público, procurando chegar aos seus corações.

 

 

grupo pé de palco portugal
‘quixote: as peripécias de um cavaleiro doido’

O grupo realizou o seu primeiro trabalho em conjunto em 2006, com o espectáculo “Sonhos de uma noite de verão”, sob a direcção e adaptação de Claudio Hochmann. Ao longo de 2007 uniram-se como grupo e foram seleccionados para participar no Projecto Criação Teatral no Teatro Aveirense, consequentemente integrando o primeiro festival de arte dramática de Aveiro, o FADA. Assim nasceu o espectáculo infanto-juvenil Quixote: as peripécias de um cavaleiro doido, constituído também por onze músicas originais de Rafael Campanile.

Quatro actores e um músico contam a história do cavaleiro mais famoso de todos os tempos, Dom Quixote de la Mancha. Mergulhado num universo repleto de aventuras, batalhas, anseios e muita confusão, um nobre senhor rompe com a realidade em busca de vivenciar seus sonhos. A história de Miguel de Cervantes revisitada e temperada com humor, disposição e muita música.

 

 

les p'tits bras frança
‘the flying brother and sister’

Ela é pequena e inteligente. Ele é alto e tão estúpido! Mas, juntos, eles vão tentar fazer um fantástico show, num trapézio esvoaçante.

Malabarismo com 8 bolas, acrobacias malucas, muito humor e muitas técnicas circenses, caracterizam o espectáculo deste dueto maluco!

www.lesptitsbras.com

 

 

 

 

velha guarda portugal
‘uma velha na árvore’

Uma velha com as suas tralhas e um escadote de 4m numa bicicleta raquítica, vagueia pela vila em busca da melhor árvore para subir e tomar o cházinho da hora H. Performance itinerante, uma vez que vai de árvore em árvore, e diurna, pois não tem faróis.

Uma velha na árvore foi desenvolvida nas árvores da Noruega. Slapstick, clown, e acrobacias improvisadas, sem palavras exprime as dificuldades em suceder a beber o chá na hora H, a partir da árvore X.

 

 

josé fernando ramalho “côco” portugal
‘circo de uma mala só’

José Fernando, o “Côco”, começou em 1991 no Chapitô. Depois, viajou por todo o país com a Companhia Marimbondo. Mais tarde foi viver para o Brasil/Porto Alegre, onde ficou 4 anos e integrou a companhia “Stravaganza” e o circo, “Circo Girassol”.Um ano depois de ter voltado, em 2006, entra para a Operação Nariz Vermelho, uma associação que faz a visita de Palhaços a crianças hospitalizadas, para quem ainda hoje trabalha, além de seguir a sua carreira a sólo.

O fantástico e maravilhoso “CIRCO DE UMA MALA SÓ” é, como bem diz o seu nome, um espectáculo que cabe praticamente em apenas uma mala. Compacto. E ao abrir-se a mala, em primeiro lugar sairá a pista e a cortina para que o espetáculo  possa começar...ou melhor, que já começou!

 

 

assircópatas espanha
‘montagem’

A companhia nasce no 2003 com o objectivo de criar teatro usando as ferramentas do circo, ou seja, pretendem contar uma história quase sempre desde o ponto de vista do surrealismo ou da inquietude social, utilizando a sua experiência enquanto malabaristas. A partir deste pressuposto a companhia foi desenvolvendo diferentes espectáculos até chegar ao Montagem.

Montagem é um espectáculo que está em cena há já dois anos e que conta as aventuras (e desaventuras), a relação atribulada entre um operário e o seu patrão. Procuram mostrar a relação entre duas pessoas ligadas pelo poder de uma sobre a outra, no meio laboral. Estas duas personagens enfrentam o imprevisto ao ver o seu trabalho mudar e o que parecia uma simples montagem de um espectáculo, acaba por ser o próprio espectáculo.

www.myspace.com/assircopatas

 

 

 

 

companhiadança portugal
‘a (nossa) mesa’

Até que ponto a desistência de um homem e seus amigos, dos seus compromissos com o mundo e consigo próprios, podem levar a um outro encontro. Numa mesa num lugar qualquer. Sem nenhum desejo de partir. Pelo menos num futuro próximo.

Concepção: Pedro Carvalho
Criação/Interpretação: Ana Dias · Filipe Caco · Isabel Costa · Pedro Carvalho · Teresa Santos · Tiago Coimbra
Produção: CompanhiaDança

 

 

filipe caco/companhiautista portugal
‘debaixo da (minha) saia’

Performance de movimento/malabarismo experimental.
Os objectos são manipulados, percorrem o corpo, o espaço, criando caminhos e formas. O movimento torna-se livre. O corpo move-se.
Uma manipulação de objectos, em que o corpo acompanha e se funde com eles. Uma troca constante.
Os objectos manipulados vs objectos que manipulam.

Um corpo sem objecto é igual a um corpo com objecto?
É um corpo com o objecto? Ou é um objecto com corpo?

Concepção/Interpretação: Filipe Caco/Companhiautista
Produção: Pedro Carvalho/CompanhiaDança
Fotografias: Margarida Ribeiro/José Carlos

 

 

 

ramones portugal
‘a praia’

Uma viagem à praia através do universo do Clown. Tudo pode acontecer! Situações insólitas, com a dose certa de surrealismo, banhadas por um lindo sol de verão, com uma brisa de um mar imaginário. Recorrendo ao teatro físico, à manipulação de objectos e à arte do palhaço, este espectáculo encontra uma linguagem universal, capaz de fazer sonhar crianças e graúdos.

 

 

jorge freitas portugal
‘artoche de fogo e tocha humana’

Jorge Freitas, artista circense português, nascido em 1975 no Barreiro, levou a cidade do Porto a dar os primeiros passos no conceito de "Cabaret Circense". Especialista na arte de manipular e expelir fogo, no seu currículo constam também trabalhos de clown, malabarismo, acrobacia e teatro.

O Fogo desperta naturalmente em nós um medo primitivo, cultivado ao longo de toda a nossa vida. "Não brinques com o fogo", "o fogo queima"... Quem nunca colocou um dedo num fósforo aceso, atraído pela beleza da chama?
Este espectáculo consiste numa performance arriscada em que o artista manipula completamente o fogo, passando-o pelo corpo, engolindo e cuspindo o fogo. Trata-se de um espectáculo circense onde estão também presentes o malabarismo, a música, o movimento contemporâneo e a poesia.

http://jorge-freitas.blogspot.com

 

 

tosta mista o malabarista portugal / alemanha
‘palco móvel’

É uma proposta de descentralização da cultura.

Esta carrinha da marca alemã, equipado com um palco em pinho, com as dimensões de 2m x 3m, duas escadas de acesso com quatro degraus cada, serve como proposta para a descentralização da cultura.

O espaço ocupado é acompanhado por uma decoração bem bonita e em caso de espectáculos nocturnos por uma iluminação adequada bem colorida.

Os possíveis sítios para a apresentação deste projecto são inumeráveis.
Desde parques, pátios de escolas, florestas, oficinas e tantos outros lugares ainda por descobrir.

Ideia e Concepção: Thorsten Grütjen
Musicos: David Cruz · Estela Lopes · Andreia Barão · Ester Leon

www.tosta-mista.net

 

 

 

 

botproject portugal
‘collage’

A Companhia foi criada em 2007, quando Lucas e Angel reúnem os seus talentos em acrobacia teatral e decidem criar um trampolim, surgindo assim o BotProject, uma empresa de novo circo especializada em trampolim e acrobacias.

Colagem - Dois homens pairam no ar e estão prontos para mergulhar na piscina respeitando a seriedade e responsabilidade exigidas pelo guião.
No início, tudo corria como previsto, mas, de repente, os actores desta história sentem a necessidade de se revoltarem contra ela.
Entre um salto e outro, eles começam a impor suas próprias regras, a criar todos os tipos de situações cómicas, levando-os a inventar seu próprio show. Todas estas aventuras têm lugar no âmbito de um estado de leveza no ar.
Acrobacia, saldos, saltos desafiadores da gravidade, todos os tipos de objectos e manipulação, e ainda uma grande dose de humor integram "Colagem".

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publicado às 10:13


IMAGINARIUS

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.05.09



IMAGINARIUS MAIS - PRESENÇAS

mais imaginarius

 

CONTEXTUALIZAÇÃO

A secção Mais Imaginarius é dedicada a todos os artistas que têm projectos a propor para o espaço público. Actores, músicos, acrobatas, artistas plás-ticos, vão directamente ao encontro do público através deste convite para “ocupar a cidade”.
Uma cidade livre e orgulhosa por dar voz à liberdade de expressão de cada um.
Todos os artistas que participam nesta secção não recebem cachet.
Secção organizada em colaboração com Radar 360 e Alexandra Pinho.


 

lília de carvalho portugal
‘theatron sete’

Sendo o teatro uma arte materializada por um actor ou actores, que na sua capacidade multipolar, interpretam vivências e experiências. Constroem novos “eus”, movem-se entre planos distintos, parelos e perpendiculares. Pretendo criar um veículo de interacção entre a arte,teatro e o público, vindo deste modo propor, uma intervenção pública, desafiando as pessoas à criação, divagação, interpretação. Em que o cenário são sete formas, baseadas nas bonecas russas e os actores as pessoas.
Sendo o trabalho de actor, inegavelmente, um trabalho de movimento, construção, descontrução, pretendo desafiar uma releitura da cidade, do teatro e da arte perante os habitantes e visitantes.
A ideia é dispor as bonecas russas pela cidade e permitir um livre e espontâneo usufruto pelo público, habitantes, visitantes, presentes no festival. Criando um percurso imaginário de ideias, intervenções, sugestões, construir, destruir, riscar, partir, pintar, desenhar. Surgindo estes sete elementos como espaço de acção e fruição teatral, assumindo o público o papel de actor. Desta forma, pretendo também incentivar e assumir as técnicas de expressão artística utilizadas na rua, que muitas vezes, vivem à margem da sociedade, como por exemplo,o graffiti.
A arte pública é de todos e de ninguém, cada um vive e experimenta, de diversas formas, o adorar, o desprezar, ver e o não-ver, sendo estas dicotomias o mote da intervenção. De forma anárquica mas consciente, permitir uma intervenção e aproximação entre arte, teatro e pessoas.
Este projecto passa por quatro disciplinas artística, o happening, a performance, a instalação e a escultura.

 

 

pé dormente portugal
tito manuel rosa guedes de carvalho
‘carro projeccionista (via verde) estufa automóvel’

Formado em comunicação audiovisual. Abstencionista do circuito de marketing e publicidade. Freelancer das artes performativas, líricas, visuais e sonoras.

Ocupação do espaço público com carcaças automóveis, desprovidas de motores e rodas, recheadas de terra, flores e vegetação de forma a criar um jardim público alternativo, progressivo e ecológico.

Aberto a participação voluntária

 

 

inês gama e maria sottomayor portugal
‘sorry art’

Maria Sottomayor e Inês Gama nasceram no Porto, em 1982 e 1980, respectivamente. Completaram o curso de Pintura na FBAUP, em 2005. Foram bolseiras Erasmus na Akademia za Likovno Umetnosti, em Ljubljana. Em 2007, criaram o projecto Sorry Art. Ambas têm exposto regularmente desde 2004.

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Imagine-se agora as duas juntas. O projecto Sorry Art é resultado de um diálogo entre duas artistas, com processos e linguagens díspares, mas que se exponenciam uns aos outros. Actua essencialmente na rua, oferecendo desenhos e palavras a quem nela passar.

 

 

mariana piza ponpeu brasil
‘formas-me’

Artista e actriz formada pelo Instituto de Artes Cênicas (INDAC) e Bacharel em Comunicação / Jornalismo pela PUC -SP.  Actuou em diversas peças de teatro em São Paulo e no Rio de Janeiro. Morou em Nova Iorque começou a trabalhar em televisão, ora como câmara, ora como produtora. No Brasil, trabalhou nas principais emissoras de televisão. Em artes plástica, cursou, em 2007, a matéria Arte da Instalação com o Prof. e artista plástico Carlos Fajardo na pós-graduação de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo (USP). Criou e produziu a performance Formas-Me em 2008.
Procurando fazer uma reflexão sobre as relações humanas, a performer Mariana Piza senta-se em uma cadeira, vestida com um macacão de peças de Lego. O público é convidado por performers para formar uma pessoa e recebe outras peças para serem encaixadas no macacão.

Criação, concepção e produção: Mariana Piza.

 

 

luísa regina portugal
uma rua à direita’

Natural de Santa Maria da Feira, é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Porto onde está, também, a concluir o Mestrado em Design da Imagem.
Paralelamente, com o curso Complementar de Formação Musical, pelo Conservatório de Música do Porto, lecciona a disciplina de expressão musical no ensino básico.
 
Este duplo percurso gera no seu trabalho um fascínio pela criação de objectos áudio-visuais, onde a sonoplastia e a manipulação de imagem são um todo concorrente.
A narrativa apresentada admite que a cidade é uma rua, uma rua à direita de um Castelo. É a primeira rua da cidade, como todas as ruas direitas, embora o tempo já lhe tenha substituído o nome, mudado a aparência ou até criado outras rotinas de vivência do espaço. As imagens do passado diluem-se em imagens do presente no lugar onde a cidade e os seus mais variados elementos participam num verdadeiro teatro de imagens.
Como directriz do ponto que dá nome e origem à cidade, a alma desta rua tenderá a congelar a sua imagem, restando-lhe assistir com paciência à transformação visual do resto da cidade.

 

 

tony ortiz espanha
‘desenho 3d na rua’

Ortiz nasceu em Vic (Barcelona) a 24 de Março, 1968. Estudou arte em Barcelona. É especialista em murais e desenhos 3D. Ele tem viajado por toda a Europa e desenhado nos passeios e praças de grandes cidades como Barcelona, Valladolid, Paris, Ponta Delgada, LLeida ...

A arte plástica transforma-se em espectáculo: um desenho a 3D na rua e um único ponto de observação, convertem a realidade em ficção.

 

 

daniel moreira portugal
‘personagem anónima I’
‘personagem anónima II’

Daniel Moreira nasceu na Suíça, mas vive e trabalha no Porto.
Licenciado em Arquitectura em 2000 e em 2001 iniciou o seu percurso nas artes plásticas.
Paralelamente a Arquitectura, tem protagonizado diversas intervenções de Ilustração e realizou várias exposições individuais e colectivas, sendo premiado em bienais de artes plásticas e concursos de Ilustração, Fotografia e Arquitectura.

Personagens anónimas
Cada obra que faço é uma experiência não só para mim como para o espectador.
Com o objectivo de criar uma peça que tivesse uma forte ligação ao espaço urbano e ao Festival, surgiram duas personagens. Uma mais ligada ao dia e à terra e a outra mais associada à noite e ao Festival, com uma presença mais fantasmagórica.
O meu trabalho assume assim uma dimensão de construção.
Reunir objectos, com uma necessária componente de criar personagens do meu imaginário.

 

 

marina carvalho portugal
‘a floresta pica-pau’

Escultora, licenciada em Artes Plásticas - Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e formada em Música (Conservatório de Música) pela Academia de Música de Santa Maria da Feira. Profissionalmente e paralelamente à escultura, lecciona várias disciplinas da música e artes plásticas, trabalhando também na produção artística. Tem desenvolvido projectos de Arte Comunitária, Arte Ambiental, Arte Terapia, Design de Jardins e Cenografia.

'Pensar a Música na Escultura'. Deslocação espacial e temporal criada pela incrustação de formas circulares no espaço tronco. Esta rítmica visual percorre-o num movimento ondulatório. O tronco é um corpo musical. Recria o seu próprio desenvolvimento, havendo uma atracção ou força gravitacional inerente a ele.

 

 

4 pontos portugal
‘40° 55' 32.10” n | 8° 32' 32.13” w’

O grupo 4 Pontos iniciou a sua actividade em Dezembro de 2008 com a intervenção [41° 56' 44.02” N | 6° 48' 43.93” W] que teve lugar no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança. O grupo é formado pelos designers Carlos Casimiro Costa e Jacinta Costa e pelos artistas plásticos Ricardo Gonçalves e Sara Bento Botelho.
Partindo de uma fraga da região onde o festival acontece, cria-se, por um processo de molde/contramolde, um objecto escultórico translúcido implantado no fontanário da Praça da República cujas coordenadas intitulam a obra - 40° 55' 32.10'' N | 8° 32' 32.13'' W.
Trabalham-se os conceitos de mimesis, de espaço, de natureza, de (des)contexto, de envolvência, de estrutura, etc.

A alcateia actua agora noutras paragens, perscruta o território e faz suas presas outras pedras, mágicas e intemporais.
De novo captura a forma e girando em seu redor embrulha-a com suas teias.
E cria-se uma outra pele e edifica-se a crisálida.
A pedra/pupa instala-se noutro terreiro e aí aguarda a mutação; entretanto, e de novo, absorve e reflecte, acolhe e exibe, apresenta-se e representa-se e espicaça quem a olha a uivar à Lua.

 

 

bruno capucho & sandra pimenta portugal
‘utopia mecânica’

Esta peça é a primeira experiência dos artistas enquanto grupo. Conheceram-se no meio estudantil artístico do porto.
 
Sandra é licenciada em escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto e Bruno tirou o curso tecnológico de imagem comunicação na Escola Artística Soares dos Reis.

Esta obra tem como base o jogo do martelo, usado nas tradicionais feiras populares. Aqui, no entanto, o uso da força física tem o intuito mental de provocar uma experiência estética.
 
Ao martelar a alavanca o participante terá como consequência o levantar imediato do guarda-chuva. Quanto maior for a força aplicada maior será a subida do guarda-chuva e consequentemente mais prolongada a sua descida. Esta é uma peça performativa e como tal só existe na sua plenitude enquanto manipulada e o público, por sua vez, usufrui de uma experiência estética mesmo não intervindo directamente.

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publicado às 10:10


IMAGINARIUS

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.05.09


COMPANHIAS

Texturas
pele - espaço de contacto social e cultural portugal
co-produção cctar
texturas criação imaginarius
‘teatro comunitário’
‘percursos guiados - exposição fotografia e instalação vídeo’
‘conversar o processo’


Ponto de partida - a cortiça - elemento unificador das comunidades locais. Elemento comum às diferentes gerações do grupo de vinte intérpretes dos 13 aos 72 anos, presente directa ou indirectamente nos seus quotidianos. A base deste projecto assenta no colectivo, na activação de memórias, no fortalecimento de dinâmicas comunitárias, na pesquisa de rotinas e costumes locais, na visita de espaços, no cruzamento histórias de vida.  Desta forma chega-se à construção colectiva deste projecto que conta com o envolvimento de mais de 250 pessoas, através de vivências artísticas diversificadas (teatro, música, fotografia, vídeo e desenho).
 
“Texturas”
propõe uma viagem nas curvas do que somos tendo como pano de fundo vidas e histórias de três gerações de uma terra real. Num espaço que evoca memórias comuns - uma fábrica de cortiça - procuramos sentidos para o trabalho árduo de transformar a pele do sobreiro. Homens, meninas, velhos, mulheres, meninos, velhas encontram-se num espaço frio, mecânico e pesado para nos contarem as suas histórias e experiências de vida.
“Texturas” espelha reinícios, procuras, fragilidades, encon-tros, fugas e deslumbramentos com a condição humana. Nas diferentes texturas desta cortiça encontram-se novas formas de estar e comunicar.
Este é um projecto de arte comunitária que cruza várias linguagens, procurando unir três pontos geográfico-artísticos de um triângulo, próximos mas distantes, através de percursos guiados entre a fábrica da cortiça em Mozelos - espectáculo, o museu de Santa Maria de Lamas - instalação vídeo e a Casa da Cultura de Lourosa - exposição de fotografia.
“Texturas” procura homenagear e celebrar a leveza, a im-permeabilidade, a aderência, a elasticidade e a resistência da cortiça integrando-as como potencialidades nos quotidianos relacionais desta gente e desta terra.


Ficha Técnica e Artística

Interpretação
Carlos Valente · Celeste Silva · Constança Rodrigues · Diana Rodrigues · Fernanda Tavares · Gracinda Ferreira · Joaquim Amorim · José Santos · Juliana Alves · Manuel Magalhães · Margarida Teixeira · Maria Armanda Alves · Maria Bolena Mendes · Marina Sá · Miguel Marques · Nuno Almei-da · Rosa Marques · Sofia Ribas · Sónia Medas.
Rancho Folcolórico “Os Cortiçeiros de Lourosa” · António Silva [manipulação de máquinas] · Alberto J. Tavares [corte do sobreiro] · Rodrigo Malvar [clarinete]


Criação Colectiva

Concepção e Direcção: Hugo Cruz
Apoio à Direcção: Rodrigo Malvar
Direcção Musical: Artur Carvalho
Desenho de Luz: Rui Barbosa · Luís Ternus · Flávio Freitas
Vídeo: Pedro Azevedo · Paulo Castilho
Figurinos: Grupos de Mulheres das Freguesias de Sanguedo e Caldas de S. Jorge
Adereços: Alberto J. Tavares - Cortiças Lda.
Registo Fotográfico: Paula Preto
Apoio na Recolha de Imagens: “Imagens da Minha Vida” - Câmara Municipal de Santa Maria da Feira
Construção da Sinalética: Augusto Fontes
Guias Percurso: Virgínia Pereira · César Tavares · José Carlos
Criação Desenhos: Cercilamas · Obra do Frei Gil · Agência Local em Prol do Emprego · Oficina de Ideias · Centro Social de Lourosa · Associação Pelo Prazer de Viver · Associação Bem-Estar de Santa Maria de Lamas · Serviço Educativo do Museu de Santa Maria de Lamas · Nuclisol
Produção Executiva: Maria João Mota · Hugo Cruz
Co-produção: PELE - Espaço de Contacto Social e Cultural · Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua · Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira

Agradecimentos:
A todos os que de uma forma totalmente generosa contribuiram com as suas fotografias, desenhos e histórias de vida para a realização deste projecto. Alberto J. Tavares e a todos os trabalhadores da Fábrica AJT pela forma disponível como nos receberam desde o primeiro momento deste projecto. Virgínia Pereira pelo “abrir de portas”, Susana Ferreira, Ana Ramos, Marta Carvalho, Daniel Moreira, José Carlos, Carlos Silva, José Soares Albergaria, Teatro do Frio, APCOR, Ready Mind, Bombeiros Voluntários de Lourosa, Junta de Freguesia de Santa Maria de Lamas, Centro Cultural do Cartaxo, ESMAE-IPP, Centro Cultural Vila das Aves, Museu da Cortiça Fábrica do Inglês, Hospital de S. Sebastião, Charterbus, Grupo Amorim, Rivoli - Teatro Municipal
     

Pele - Espaço de Contacto Social e Cultural

É uma associação sem fins lucrativos que tem como objecto central a promoção do desenvolvimento humano e social através da intervenção pela arte.


Nota:
Todas as rolhas utilizadas neste projecto são resultado de uma selecção de rolhas usadas que no final do projecto serão recicladas.


Clube dAlegria

clube d'alegria - associação de alcoólicos recuperados de smf portugal
histórias do monstro borralhão, com e sem garrafão’

A peça “Histórias do Monstro Borralhão, com e sem garrafão” centra-se numa personagem dependente do álcool e com espírito destruidor, que se regenera através das artes circenses, da música e de outras formas de expressão, divulgando por onde passava a mensagem de luta contra a dependência do álcool.


O texto foi, a pedido da técnica de serviço social responsável pelo espaço de prevenção primária destinado a estas crianças, elaborado pela Prof. Gracinda Coelho de Sousa, que recolheu as ideias centrais das crianças com o objectivo primordial de criar equilíbrios interiores, de modo a que as crianças pudessem gerir as emoções e descompensações, fruto de marcas que o alcoolismo deixou nas suas vidas.

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publicado às 10:05


IMAGINARIUS

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.05.09


COMPANHIAS

GRUPO PUJA!
grupo puja! argentina
‘do-do land’
estreia nacional

Criado na Argentina em 1998 e sediado em Espanha desde 2002, o Grupo PUJA! fez das intervenções nos espaços urbanos e da junção de várias disciplinas a especificidade da sua identidade. Não é, portanto, em vão que esta companhia utiliza tanto a linguagem do teatro, como do circo, a dança, os desportos de altura, a arquitectura, a engenharia, os recursos multimédia e a música ao vivo.


No País de Carroll, Alice é a única excêntrica porque não cumpre a regra geral. “É a corda, é um país de loucos”.


Do-Do Land
é um espectáculo aéreo que conjuga efeitos visuais, música e imagens. Baseado nos mundos de L. Carroll, utiliza Alice como um símbolo e um pretexto para criar um espectáculo que nos ajuda a falar do Mundo às Avessas, de outras maneiras de ver a realidade.


O Mundo das Maravilhas como um mundo de sonhos onde a abstracção e a magia nos provocam emoções que nos são difíceis encontrar no dia-a-dia. Uma sucessão de imagens inspiradas num Mundo onírico.

 

E, por esta ocasião, o Mundo das Maravilhas está sobre as nossas cabeças……


KUMPANIA  ALGAZARRA
kumpania algazarra portugal
‘concerto final’

A música saiu à rua num dia assim, quase igual aos outros, no ano de 2004, em Sintra. Em jeito de brigada anti-rotina, enfeitiçados pela musa da festividade permanente, num diálogo empolgado entre música e animação, por onde quer que passassem, estava dado o mote para a dança e espalhava-se a boa disposição.


A semente plantada na rua começou a dar frutos em forma de contrabaixo e outros instrumentos que levaram a banda aos palcos. Editaram a EP em 2005, e com ela deram os primeiros passos rumo à internacionalização, marcando presença em festivais em Espanha e aventurando-se numa tournée na Eslovénia.


No seu percurso de actuações, contam também com prestações musicais que derivam do seu posicionamento interventivo, nomeadamente em iniciativas anti-guerra, causas socioculturais e artísticas ou de solidariedade com as comunidades imigrantes.


Em 2007, a par da intensificação da agenda de concertos, surgem convites e oportunidades para actuar em palco com outros projectos musicais como Terrakota, Blasted Mechanism e Tucanas.
Mas ainda houve espaço na agenda para se dedicarem à gravação do primeiro álbum de originais.
2008 começou em beleza, com o lançamento do álbum Kumpania Algazarra que serve de registo à longa travessia por ruas, jardins, praças, becos, palcos, espaços alternativos e festas improvisadas.
Música nómada, multilinguística e universal.


No baú das influências vamos encontrar as mais diversas sonoridades musicais: furor balcânico, deambulações árabes, calores latinos e requintes de afro-beat, explosões de turbofolk e ska. O resultado é um concentrado energético e contagiante, obtido através de um processo de fusão original.


As letras convidam à reflexão sobre o estado desumano do mundo e incitam à libertação do indivíduo, rumo a si mesmo.


Um projecto musical que acrescenta algo de novo à world music feita em Portugal, capaz de suprimir fronteiras geográficas e etárias.

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publicado às 10:02


IMAGINARIUS

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.05.09


COMPANHIAS

Cia. CIM | PROD voarte
cia. cim | vo'arte portugal
‘sobre rodas’

Uma pequena troupe deslizando, misteriosamente, vinda não se sabe de onde, abre um caminho e apresenta-nos uma deliciosa história percorrida pelas mais curiosas personagens que promovem o encontro entre um homem e uma mulher.


Num estado circulatório falam-nos de momentos do passado e do futuro. Rodam e dançam com a poesia de quem diz que o limite de alguns é o infinito de outros. Tudo sobre rodas, um processo de deslize e circulação. Caberá numa roda o mundo inteiro?


Sobre Rodas
é um espectáculo que integra pessoas portadoras de deficiência (Paralisia Cerebral), técnicos e artistas das artes performativas. Sobre Rodas é fruto de uma primeira experiência e de uma parceria entre a Associação Vo'Arte, a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa (APCL) e o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian - ISS, para a participação num projecto de Moda Adaptada / Dança que se realizou em França - Tours, no âmbito do ano Europeu para Inclusão e no 2º Fórum Europeu de Jovens Criadores de Moda Adaptada.


Co-Produção:
Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa (APCL) · Centro de Reabilitação de Paralisia · Cerebral Calouste Gulbenkian - ISS · Associação Vo'Arte

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publicado às 09:58


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