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#2437 - Prémio Camões 2017 - Manuel Alegre, o eleito

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.06.17
 

 

Manuel Alegre venceu o Prémio Camões 2017, foi anunciado no dia 8 de junho de 2017, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Em comunicado enviado às redações, o Ministro da Cultura anunciou que o "Prémio Camões 2017 foi atribuído ao escritor Manuel Alegre" no "seguimento da reunião do júri da 29ª edição do Prémio Camões, que decorreu no Rio de Janeiro no dia 8 de junho".
O prémio reconhece a "vasta obra literária, traduzida e publicada em diversos países".

O "Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa. Com a sua atribuição, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa", lê-se no comunicado.

Manuel Alegre disse à RTP que ficou surpreendido porque não "sabia que o júri estava reunido" e considerou "natural" que lhe tivesse sido "atribuído o Prémio Camões" por causa do impacto "que os meus livros tiveram".

Manuel Alegre nasceu em Águeda em 1936. Foi o primeiro português a receber o diploma de membro honorário do Conselho da Europa. Entre outras condecorações, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (Portugal), a Comenda da Ordem de Isabel a Católica (Espanha) e a Medalha de Mérito do Conselho da Europa.

Como poeta, "começou a destacar-se nas coletâneas Poemas Livres (1963-1965). Mas o grande reconhecimento nasce com os seus dois volumes de poemas, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), apreendidos pelas autoridades antes do 25 de Abril, mas com grande circulação nos meios intelectuais".

O júri da 29ª edição do Prémio Camões foi constituído por Paula Morão, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Maria João Reynaud, professora associada jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal); Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Brasil); José Luís Jobim, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil); pelos PALOP, Lourenço do Rosário, Doutor em Literaturas Africanas pela Universidade de Coimbra e Reitor da Universidade Politécnica de Maputo (Moçambique); José Luís Tavares, poeta (Cabo Verde).

"O Prémio Camões foi já atribuído, por ordem cronológica a Miguel Torga (Portugal), João Cabral de Mello Neto (Brasil), José Craveirinha (Moçambique), Vergílio Ferreira (Portugal), Rachel de Queiroz (Brasil), Jorge Amado (Brasil), José Saramago (Portugal), Eduardo Lourenço (Portugal), Pepetela (Angola), António Cândido (Brasil), Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal), Autran Dourado (Brasil), Eugénio de Andrade (Portugal), Maria Velho da Costa (Portugal), Rubem Fonseca (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Lygia Fagundes Telles (Brasil), Luandino Vieira (Angola), António Lobo Antunes (Portugal), João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Arménio Vieira (Cabo Verde), Ferreira Gullar (Brasil), Manuel António Pina (Portugal), Dalton Trevisan (Brasil), Mia Couto (Moçambique), Alberto da Costa e Silva (Brasil), Hélia Correia (Portugal), Radouan Nassar (Brasil)."

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publicado às 02:29


#2037 - Raduan Nassar galardoado com o Prémio Camões 2016

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.06.16

REDUAN NASSAR

 

Raduan Nassar Vence o Prémio Camões 2016

 

O Prémio Camões de 2016 foi atribuído ao escritor brasileiro Raduan Nassar. O anúncio foi feito no dia 30 de maio, às 19h00, em Lisboa, pelo Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado e pelo júri da 28ª edição do concurso.

Descendente de libaneses, nasceu em Pindorama, Estado de São Paulo, em 1935. Estudou Direito e Letras na Universidade de São Paulo, apesar de ali ter concluído a sua formação académica em Filosofia. É autor de uma obra de intervenção, promovendo uma consciência política e social contra o autoritarismo.

Raduan Nassar estreou-se na literatura em 1975, com o romance Lavoura arcaica. Em 1978, foi publicada a novela Um copo de cólera, e em 1997  a coletânea de contos Menina a caminho.

Com apenas três livros publicados, é considerado pela crítica como um grande escritor e comparado a nomes consagrados da literatura brasileira, como Clarice Lispector e Guimarães Rosa, graças à extraordinária qualidade da sua linguagem e da força poética da sua prosa. Os seus livros tornaram-se conhecidos do público em geral com as versões cinematográficas de Um copo de cólera e Lavoura arcaica.

Com a obra traduzida em várias línguas, Raduan Nassar está publicado pela Penguin no Reino Unido, tendo feito parte, em 2016, da longlist do MAN Booker International Prize com a tradução de Um copo de cólera.

O júri foi constituído pela professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Paula Mourão, pelo escritor português Pedro Mexia, pela escritora e professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Flora Sussekind, pelo escritor e professor da Universidade Federal de Minas Gerais Sérgio Alcides do Amaral, pelo reitor da Universidade Politécnica de Maputo, Lourenço do Rosário, e pela professora da Faculdade de Letras de Lisboa e da Universidade de Macau Inocência Mata, natural de S. Tomé e Príncipe.

O Prémio Camões foi instituído por Portugal e pelo Brasil, em 1988, e atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor Miguel Torga (1907-1995), autor, entre outras obras, de “Os bichos”, “Contos da montanha” e “Criação do mundo”.

Em 2015, o prémio foi atribuído à escritora portuguesa Hélia Correia e, em 2014, ao historiador e ensaísta brasileiro Alberto da Costa e Silva.

O moçambicano Mia Couto (2013), os brasileiros Dalton Trevisan (2012), Ferreira Gullar (2010) e João Ubaldo Ribeiro (2008), os portugueses Manuel António Pina (2011) e António Lobo Antunes (2007) e o cabo-verdiano Arménio Vieira (2009) são outros vencedores recentes.

Dos 27 distinguidos, apenas o angolano Luandino Vieira, de 79 anos, autor de “Luuanda”, atualmente a viver no Alto Minho, em Portugal, recusou o prémio.

João Cabral de Melo Neto (1990), Vergílio Ferreira (1992), Jorge Amado (1994), José Saramago (1995) e Eduardo Lourenço (1996) foram outros galardoados com o Prémio Camões.

Rachel Queiroz (1993), Sophia de Mello Breyner Andresen (1999), Maria Velho da Costa (2002), Agustina Bessa-Luís (2004), Lygia Fagundes Telles (2005) e Hélia Correia são as seis mulheres distinguidas, até agora, com o Prémio Camões.

 

Notícia retirada do site «Camões, Instituto da Cooperação e da Língua

 

 

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publicado às 16:56


#1862 - Mia Couto distinguido com o Prémio Camões 2013

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.05.13

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publicado às 22:04


#1699 - Dalton Trevisan distinguido com o Prémio Camões

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.05.12

 

Dalton Trevisan foi distinguido com o Prémio Camões, no valor de cem mil euros, anunciou, esta segunda-feira, em Lisboa, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

A atribuição do Prémio ao autor de "O Vampiro de Curitiba" foi feita por unanimidade.

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publicado às 14:55


#1364 - Manuel António Pina ganha prémio Camões

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.05.11

 

O escritor português Manuel António Pina ganhou o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. A decisão foi consensual e unânime numa reunião que durou menos de meia hora, disseram os membros do júri no final da reunião na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Manuel António Pina (Sabugal, 18 de Novembro de 1943) é um jornalista e escritor português.

O autor licenciou-se em Direito em Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas. É actualmente cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.

A sua obra é principalmente constituída por poesia e literatura infanto-juvenil. É ainda autor de peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco.

Está traduzido em França (francês e corso), EUA, Espanha (espanhol, galego e catalão); Dinamarca, Alemanha, Holanda, Rússia, Croácia e Bulgária.

 

Prémios

(1978)Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (“Aquele que quer morrer”); (1987)Prémio Gulbenkian 1986/1987 (“O Inventão”); (1988)Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália (“O Inventão); (1988)Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil); (1993)Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas; (2002)Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários” ("Atropelamento e fuga"); (2004)Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa (crónicas publicadas na imprensa em 2004).

2004 - Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2003 (Os livros).

2005 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros)

2011 - Prémio Camões

 

 Bibliografia

1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil)

1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia)

1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil)

1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil)

1978 - Aquele que quer morrer (poesia)

1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia)

1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia)

1983 - "Os dois ladrões" (teatro)

1984 - "Nenhum sítio" (poesia)

1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil)

1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil)

1986 - Os piratas(ficção)

1989 - "O caminho de casa" (poesia)

1987 - "O inventão" (teatro)

1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia)

1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia)

1993 - "Farewell happy fields" (poesia)

1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil)

1994 - "Cuidados intensivos" (poesia)

1994 - "O anacronista" (crónica)

1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil)

1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro)

1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia)

1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil)

2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia)

2001 - "A noite" (teatro)

2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil)

2002 - "Poesia reunida" (poesia)

2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro)

2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica)

2003 - Os livros (poesia)

2003 - "Os papéis de K." (ficção)

2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil)

2005 - "Queres Bordalo?" (ficção)

2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil)

2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas)

2008 - "Gatos" (poesia)

2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro)

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publicado às 22:20


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