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#2543 - CASARIO E FIGURAS DE UM SONHO

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.08.17

Casario e Figuras de um Sonho - Dominguez Alvarez

 

Na rua cheia de sol vago há casas paradas e gente que anda.

Uma tristeza cheia de pavor esfria-me.

Pressinto um acontecimento do lado de lá das frontarias

e dos movimentos.

 

Fernando Pessoa in «Poemas Ocultistas»

(Selecção e Glosa de Petrus - O. C., 2.º v., p.262),

C.E.P., s/d (p.43)

Retirado do Catálogo "Azares da Expressão ou a Teatralidade na Pintura Portuguesa - Algumas obras do CAM

 

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publicado às 21:38

 GRAPHIDIS SCIENTIA 5

Linhas de algodão cosidas em papiro

35cm x 35cm   -   2010

AUTORA: ALEXANDRA DE PINHO

 

 

Sente-se.

Está sentado?

Encoste-se tranquilamente na cadeira.

Deve sentir-se bem instalado e descontraído.

Pode fumar.

É importante que me escute com muita atenção.

Ouve-me bem?

Tenho algo a dizer-lhe que vai interessá-lo.

 

Você é um idiota.

Está realmente a escutar-me?

Não há pois dúvida alguma de que me ouve com clareza e distinção?

Então

Repito: você é um idiota.

Um idiota.

I como Isabel, D como Dinis, outro I como Irene, O como Orlando, T como Teodoro, A como Ana.

Idiota.

 

Por favor não me interrompa.

Não deve interromper-me.

Você é um idiota.

Não diga nada. Não venha com evasivas.

Você é um idiota.

Ponto final.

 

Aliás não sou o único  a dizê-lo.

A senhora sua mãe já  o diz há muito tempo.

Você é um idiota.

Pergunte pois aos seus parentes

Se você não é um I.

Claro, a você não lho dirão

Porque você se tornaria vingativo como  todos os idiotas.

Mas

Os que o rodeiam já há muitos dias e anos sabem que você é um idiota.

 

É típico que você o negue.

Isso mesmo: é típico que o I negue o que é.

Oh, como se torna difícil convencer um idiota de que é um I.

É francamente fatigante.

 

Como vê, preciso de dizer mais uma vez

Que você é um I.

E no entanto não é desinteressante para você saber o que você é

E no entanto é uma desvantagem para você não saber o  que toda a gente sabe.

Ah, sim, acha você que tem exactamente as mesmas ideias do seu parceiro.

 

Mas também ele é um idiota.

Faça favor, não se console a dizer

Que há outros I.

Você é um I.

 

De resto isso não é grave.

É assim que você poderá chegar aos 80 anos.

Em matéria de negócios é mesmo uma vantagem.

E então na política!

Não há dinheiro que o pague.

Na qualidade de I você não precisa de se preocupar com mais nada.

 

E você é I.

(Formidável, não  acha?)

 

Você ainda não está ao corrente?

Quem há-de então dizer-lho?

O próprio Brecht acha que você é um I.

Por favor, Brecht, você que é um perito na matéria, dê a sua opinião.

 

Este homem é um I.

Nada mais

 

Não basta tocar o disco uma só vez.

 

Poema de Bertolt Brecht, in Colecção Forma da Editorial Presença, selecção e estudo de Arnaldo Saraiva.

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publicado às 15:06

 

 

vitoria.jpg

 

 

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publicado às 18:54

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 "Reencontro" é o título da exposiçao de pintura de Fernando Rocha que pode ser vista até 14 de Janeiro de 2017 na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.

 

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publicado às 15:35

 
“Falar do processo que levou à concretização desta exposição, é falar do desenho; isto se pensarmos que na atualidade deixou de se considerar relevante aquilo que se representa ou se reconhece no desenho, para se realçar a importância do como é desenhado, do processo. No seguimento deste raciocínio, as obras a selecionar estariam à partida marcadas quanto à sua especificidade conceptual. Abrangendo grande variedade de suportes, do papel ao cartão, da tela à madeira; e de técnicas ou meios, do simples lápis riscador, ao marcador, à lata de aerossol, do uso da luz néon, ao vídeo e à forma tridimensional o desenho em manifesta pulsão”. - Paulo Moreira

Local:
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
horário:
segunda a sexta: 09h30 às 19h00
sábado: 10h00 às 17h00.

patente até 07 de maio de 2015

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publicado às 17:48

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publicado às 20:30


#1684 - Gustav Klimt, "As Três Idades da Mulher" (1905)

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.05.12

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publicado às 16:44


#1648 - Os Livros

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.03.12

quadro de joana rego

 

 

É então isto um livro,

este, como dizer?, murmúrio,

este rosto virado para dentro de

alguma coisa escura que ainda não existe

que, se uma mão subitamente

inocente a toca,

se abre desamparadamente

como uma boca

falando coma nossa voz?

É isto um livro,

esta espécie de coração (o nosso coração)

dizendo 'eu' entre nós e nós?

 

Poema de Manuel António Pina, "como se desenha uma casa", edição Assírio & Alvim, 2011

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publicado às 16:07


#1616 - Marc Chagall: o poeta da pintura

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.02.12

'La habitación amarilla' (1911), Fondation Beyeler, Riehen/Basel.

 

'La novia de las dos caras' (1927). Colección privada

 

'El poeta tumbado' (1915). Tate: adquirido en 1942

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publicado às 21:27

 

O pintor e arquitecto Fernando Lanhas, uma das maiores referências das Artes Plásticas portuguesas, morreu no sábado, aos 88 anos, em sua casa, no Porto.

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publicado às 00:00


#1531 -

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.11.11

Caravaggio, St. Thomas Putting His Finger on Christ’s Wound (detail), c. 1602-03

 

In http://proustitute.tumblr.com/

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publicado às 19:26


#1447 - Morreu pintor inglês Lucian Freud

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.07.11

O pintor britânico Lucian Freud, que se distinguiu na arte figurativa, nomeadamente através das suas representações cheias de corpos nus, morreu, em Londres, aos 88 anos.

 

Lucian Freund, neto do neurologista Sigmund Freud (fundador da Psicanálise), era considerado o artista vivo mais caro do mundo.

 

 

In ""


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publicado às 23:15

 

De 22 de Maio a 27 de Junho na sala de exposições da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

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publicado às 23:46


#1231 - Leques e Quimonos - As obras de David de Almeida

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.03.10




Foi inaugurada, ontem, uma exposição de pintura de David de Almeida na "Ao-Quadrado - Galeria de Arte Contemporânea", em Santa Maria da Feira.


David de Almeida nasceu no ano de 1945 em S. Pedro do Sul. Frequentou a Escola António Arroio, a Gravura-Cooperativa de Gravadores Portugueses, o Atelier 17 em Paris e a Goldsmiths University of London .


Participa regularmente em Feiras de Arte como a Artexpo - Nova Iorque, LA - Los Angeles, Estampa, Arte Madrid e Arco Madrid, Frankfurt, etc, e em Bienais Internacionais em S. Paulo, Ljubljana, Cracóvia, Paris, São Francisco e outras.

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publicado às 20:09


#1145 - 2009 | Eruptio

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.01.10

2009 | Eruptio

Eruptio técnica mista sobre tela, 160x160 cm
 
Autora: Alexandra de Pinho

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publicado às 22:52


#1074 - O menino prodígio na pintura

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.12.09




Não sabia desenhar, mas, de um ano para o outro, passou a criar aguarelas, óleos e pastéis com o nível de Picasso, quando tinha a sua idade, garante um galerista. O caso atraiu atenção mundial.

 

No ano passado, Kieron Williamson desenhava como quase todos os meninos de seis anos. Hoje, alegadamente após umas férias inspiradoras, é conhecido em todo o Mundo como o "novo Picasso". Bastaram 15 minutos para vender 16 obras por cerca de 18 mil euros.

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publicado às 18:13


#1027 - Jacinto Lucas Pires apresenta ‘Os Quais’

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.11.09

Faro: Sexta-feira, dia 13, no Centro de Artes Performativas


O escritor Jacinto Lucas Pires e o pintor Tomás Cunha Ferreira conheceram-se há cerca de duas décadas. Os gostos comuns pelos diversos aspectos da arte, leva-os, de vez em quando, a juntarem-se em espectáculos de música de qualidade.

É o caso da apresentação do musical ‘Os Quais’, sexta--feira, dia 13, às 21h30, no CAPa- Centro de Artes Performativas, em Faro.

 

Lucas Pires será a voz e a guitarra eléctrica deste duo, que não quer ser apresentado como um dueto e muito menos como um projecto.

 

Lucas Pires será acompanhado por Tomás Cunha Ferreira em omnichord e violão. A voz e pianet T de Madalena Sassetti completa o elenco do programa do espectáculo.

 

Jacinto Lucas Pires tem vários livros publicados. ‘Azul turquesa’ (ficção 1998), ‘Livro usado’ (viagem ao Japão 2001), ‘Perfeitos milagres’ (romance 2007), ‘Assobiar em público’ (contos 2008). Realizou duas curtas-metragens e escreve teatro para diversos grupos e encenadores.

 

Tomás Cunha Ferreira é pintor e expõe regularmente desde 2000. Actualmente, é professor de Pintura, Desenho e Comunicação social na Universidade de Évora.

Os bilhetes para o espectáculo custam seis euros, havendo descontos para menores de 26 anos e maiores de 65 bem como para estudantes.

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publicado às 13:12


#949 - Marc Chagall

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.09.09

La Musicienne (A Musicista), tela de 1978. As figuras flutuantes são comuns na arte popular russa
La Musicienne (A Musicista), tela de 1978. As figuras flutuantes são comuns na arte popular russa

 

Revista BRAVO! | Agosto/2009

O Mastigador de Vanguardas

O russo Marc Chagall incorporou diversas tendências da arte europeia e, a partir delas, criou uma obra totalmente original. Seu estilo é tão marcante que ninguém ousou fazer algo parecido

Por Gisele Kato

 

 

Um episódio perdido na trajetória do russo Marc Chagall (1887-1985) é a chave para a entrada em seu universo de noivas flutuantes e bichos equilibrados em telhados. Aconteceu quando o pintor era comissário das artes em sua cidade natal, Vitebsk. Empolgado com a chance de levar à nova Rússia comunista os ideais das vanguardas europeias, o artista inaugurou uma escola em 1918 e chamou o também russo Kazimir Malevich para integrar o corpo docente. Em pouco tempo, o colega seduziu os alunos com suas figuras geométricas simplificadas ao máximo, pedras de toque da escola conhecida como suprematismo. O famoso quadrado negro sobre o fundo branco de Malevich foi interpretado pelos jovens revolucionários como um caminho rápido para a transformação visual que tanto perseguiam. Diante da força e simplicidade do suprematismo, a popularidade de Chagall, com sua linguagem de excessos, perdeu força dentro da luta bolchevique. Em 1920, bastante magoado, ele abandonou o cargo em Vitebsk, deixando espaço para Malevich, inventor de uma proposta estética praticamente oposta à sua. Chagall seguiu para Moscou, onde começou logo a produzir sete grandes painéis para o Teatro Yiddish. Em um dos trabalhos, pintou um quadrado negro, em uma referência clara ao movimento preconizado pelo recente rival. Ver a homenagem como um gesto incoerente do artista é, no entanto, um equívoco. A citação, na verdade, resume o espírito de toda a sua obra.

Com o painel A Música, Chagall dizia que estava atento às inovações artísticas da época, mas que não iria endossá-las por completo. Durante os mais de 60 anos de carreira, o pintor flertou com muitos grupos modernos, observou com atenção o que surgiu no período, mastigou as ideias lançadas e devolveu tudo na forma de telas, gravuras e esculturas absolutamente originais. Por isso, é tão fácil reconhecer uma criação sua. E, por isso, seu legado provou-se tão singular. Ao mesmo tempo em que o artista se manteve antenado com as correntes artísticas de sua época, desenvolveu um estilo pessoal, quase impossível de ser seguido. Como uma referência a Chagall sempre corre o risco de se tornar uma imitação barata, as gerações seguintes o admiram, mas não são diretamente influenciadas por ele — o que, de modo algum, tira seu lugar entre os protagonistas mais geniais da arte do século 20. Esse percurso de certa forma "alternativo" no rígido mundo das vanguardas modernas fica evidente na mostra O Mundo Mágico de Marc Chagall — O Sonho e a Vida, que a Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, recebe neste mês — e que, em outubro, segue para o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

 

Com 275 gravuras, duas esculturas e 26 pinturas, todas inéditas no Brasil, esta é a maior exposição do artista já vista no país desde a sala especial na 4ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1957. O conjunto, vindo de instituições russas e suíças, além de coleções particulares, convida o público a se entregar a uma atmosfera única, bela no sentido mais genuíno da palavra. E encantadora como só a imagem de uma cabra tocando violino ou um peixe voador podem ser. "Chagall é um caso curioso porque é um artista de expressão extraordinária, mas que não deixa escola. Sua influência na arte é muito pequena. E, mesmo assim, ele tem uma presença definitiva na produção moderna", diz o curador Fábio Magalhães, que, para a individual, garimpou obras do pintor russo ao longo de dois anos. Embora concorde que não exista um herdeiro assumido de Chagall, o curador optou por sugerir ainda aproximações com alguns artistas brasileiros, como Ismael Nery e Cícero Dias. "Mas o próprio Cícero negou a vida inteira ter qualquer relação com Chagall", ressalta. Para Magalhães, o mestre russo construiu um repertório com tamanha personalidade por contar, a seu favor, com uma circunstância histórica: "Ele teve a sorte de viver em um momento incrível e soube ser sensível a esse tempo". Chagall, assim, teria sido uma espécie de mastigador de vanguardas.

EUROPA E RÚSSIA
Chagall pisou na França pela primeira vez em 1911 e, entre idas e vindas a Paris, conviveu com uma avalanche de pensamentos que interfeririam nos sonhos e ilusões de muitas décadas posteriores. Logo quando chegou à capital francesa, ele foi morar no lendário prédio La Ruche, no bairro de Montparnasse. Com aluguel barato, o endereço funcionava como albergue para jovens artistas ainda em busca de reconhecimento. Nomes como os dos poetas Guillaume Apollinaire e Blaise Cendrars e dos pintores Fernand Léger, Amedeo Modigliani e Constantin Brancusi estavam entre seus vizinhos. O La Ruche somava-se, na época, ao Bateau-Lavoir, edifício no bairro operário de Montmartre, onde ficava o ateliê de Pablo Picasso, para fazer de Paris o centro artístico do mundo. Lá, Chagall aprendeu a questionar as regras estéticas estabelecidas, experimentou as premissas do cubismo, do fauvismo e do expressionismo e intensificou sua relação com a poesia e com a literatura. Foi moldando, assim, uma plástica própria, misto de tudo o que borbulhava ao redor.

Além do privilégio de assistir e se envolver com o surgimento dos novos movimentos da arte, Chagall se beneficiou de um período de interesse voltado para as culturas russa e judaica. Como mais uma das coincidências felizes de sua vida, isso ocorreu logo após a Primeira Guerra Mundial, quando ele estava de volta à Rússia. Nascido em uma comunidade judia de Vitebsk, o artista soube tirar vantagem de sua origem e adaptar as lições da tradição às causas da modernidade. E isso se deu em várias camadas: "Ele é o artista oficial do judaísmo até hoje, mas suas criações englobam também noções cristãs", diz Magalhães. Chagall pairou acima das tendências sem, no entanto, ignorar nenhuma delas. As cores vibrantes de suas telas têm muito da arte popular russa. O clima leve e alegre das composições revela plena sintonia com a dissidência hassídica do judaísmo, que pregava o êxtase no encontro com Deus.

VACA NO TELHADO
Se até os anos 20 essa combinação original se concentrava nas telas, depois o artista direcionou seu talento também para as gravuras. O curador da exposição em Belo Horizonte iguala a importância dos dois suportes na carreira de Chagall: "Diria até que nessa época de maturidadea gravura ocupa um papel mais importante do que a pintura em seu trabalho. Ele renova e cresce muito no domínio da técnica", diz Magalhães. Amigo de vários escritores, Chagall sempre fez ilustrações. Após o período na Rússia, na Primeira Guerra, ele voltou a Paris já como talento reconhecido e se dedicou com mais afinco à tarefa, muitas vezes sob encomenda de marchands e galeristas bem-sucedidos, como Paul Cassirer e Ambroise Vollard. Ele apostou primeiro na gravura em metal e, nessa fase inicial, assinou pelo menos três séries importantes: Les Âmes Mortes (As Almas Mortas), baseada na obra de Nicolai Gógol e apresentada em 1923; Fables (Fábulas), feita entre 1926-1927 para as fábulas de La Fontaine; e La Bible (A Bíblia). No último conjunto, executado entre 1931 e 1939, o artista, que costumava criar em guache e transferir para a matriz de metal, começou a sentir dificuldade em obter os mesmos resultados de cor planejados na aquarela. "Por isso, encontramos gravuras em metal coloridas depois à mão por ele", diz Magalhães. Na mostra montada no Brasil, estão os conjuntos completos de La Bible e Les Âmes Mortes, além de exemplares das Fables. Junta-se à seleção a série inteira de litogravuras Daphnis et Chloé, baseada no idílio pastoral da Grécia antiga e finalizada nos anos 60. Com os exemplares tirados de matrizes de pedra, Chagall obteve as tonalidades desejadas.

A preocupação com as cores ganha mais sentido quando se vê sua obra como uma espécie de fábula, visão defendida pelo crítico italiano Giulio Carlo Argan. Para ele, Chagall subverteu planos, quebrou parâmetros espaciais e chegou a uma perspectiva inédita, em que situações a princípio absurdas acabam se passando como cenas naturais. Vacas vermelhas andam em telhados? Diante de um trabalho de Chagall, é possível acreditar que sim. Ante suas telas, fazem-se ainda as pazes com a arte bela, vítima do preconceito da vanguarda segundo o qual essa proposta estética seria menor, mais fácil de produzir. Uma obra de Chagall convida a um comentário na linha "gosto disso e não sei bem explicar por quê". Isso basta. Ele é a prova de que beleza, inovação e talento podem caminhar juntos.

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publicado às 00:11


#911 - Matisse

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.07.09

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publicado às 12:54

 

Santa Maria da Feira

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publicado às 13:23

A exposição pode ser vista até 30 de Agosto.

 

André Silva

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publicado às 12:55


#846 - Eugénio de Andrade

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.07.09



Retrato de Eugénio de Andrade por Mário Botas, 1980

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publicado às 00:24


#830 - Leitura de Blogs

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.06.09

ERUDITO E PORNOGRÁFICO


José de Guimarães

Traz o sorriso dentro de um bolso. Usa-o em correcta medida. Cansa-se em corridas pela cidade, coisa de muita importância para quem acredita. Entra na sala cheia de poucas pessoas e encosta-se ao balcão. Ao canto olha melhor para todos. A tatuagem escondida na perna significa muito, tudo.
É cordial. Tira o sorriso do bolso quando a conversa inquieta. Escolhe o momento. Em silêncio diz que está, para continuar o caminho ou para travar a fundo.
Todos os dias de manhã, o copo de leite serve de desculpa. Bebe em goles pequenos, enquanto olha para o que à volta lhe interessa. Coisa pouca o interrompe. Dentro, para lá da cara bonita e do corpo vitaminado, existe outro, bem mais inteiro.
A gargalhada é ferramenta de trabalho e de alguma defesa. Encetou vida muito cedo, construiu valores sólidos. Olha para a frente com a convicção conduzida pelas pernas que correm todos os dias.
As mãos são sinal de um trabalho na alma e na terra, capaz de agarrar mundos distintos. Quando pega no copo cheio do que pediu e lhe foi concedido, percebem-se as intenções.
A atitude ocupa espaço. Perto de quem se encosta ao balcão, a energia é diferente. Agora é tempo de convívio, pensa. Ouvem-se dislates e todas os risos se soltam, todos os corpos balançam. A sala alheia-se do que, no canto, acontece. Melhor assim.
Olha nos olhos de quem lhe fala. Atento. Disse-me, um dia, que a erudição e a pornografia se podem ver no sorriso das pessoas. Assenti.

Publicado
 
 

 

Retirado do Blog "A DOBRA DO GRITO"

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publicado às 12:37


Leitura de outros blogs

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.06.09

JOSÉ DE GUIMARÃES


Nasceu em 1939. José de Guimarães é considerado um dos principais artistas plásticos portugueses de Arte Contemporânea.
Com uma obra notável, particularmente na pintura, fez também incursões na escultura e noutras actividades criativas a nível estético, quer nacional, quer internacionalmente.
Na sua obra, a cor desempenha um papel fundamental e a sua temática principal é o corpo humano.Um dos mais galardoados estetas portugueses, José de Guimarães encontra-se representado em museus e colecções públicas espalhados por todo o Mundo.
 

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publicado às 16:08


E o resto é silêncio - Evelina Oliveira

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.05.09

"E o resto é silêncio" é o nome dado por Evelina Oliveira à sua  exposição de pintura patente na  "Ao-Quadrado - Galeria de Arte Contemporânea", em Santa Maria da Feira.

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publicado às 15:41


CONCEIÇÃO RAMOS

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.04.09




Maria da Conceição Fernandes Ramos nasceu na Beira (Moçambique) em 1960, onde viveu até aos 15 anos de idade. Obteve a Licenciatura em Artes Plásticas - Pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1985. Concluiu o Doutoramento em Educação Artística na Faculdade de Belas Artes de Barcelona em 2006. É Professora de Artes Visuais na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa. Desenvolve uma carreira artística, tendo realizado diversas exposições individuais e colectivas desde 1992. Obteve o 1º Prémio na Bienal Cardoso Lopes em 1996 e uma Menção Honrosa em pintura no VIII Salão de Primavera da Galeria de Arte do Casino do Estoril. Realizou, por convite, os painéis alusivos à vida dos santos da Igreja de Massamá.Publicou em 2007, conjuntamente com Matilde Rosa Araújo, o livro “Nascer Mãe”.

Retirado de:
www.pnetartes.pt

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publicado às 16:52


Leeitura de outros blogs

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.04.09

LUCIEN FREUD




Nascido em Berlim em 8 de Dezembro de 1922, Lucien Freud, neto de Sigmund Freud, foi para Inglaterra, juntamente com a sua família, em 1931, tornando-se cidadão inglês em 1939. Desde muito jovem teve uma tendência enorme para o desenho. Tornou-se artista a tempo inteiro e como profissional depois de ficar inválido num ataque a um navio da Marinha Mercante onde trabalhava. Em 1951, o seu quadro "Interior at Paddington" (Walker Art Gallery, Liverpool) ganhou o primeiro prémio no festivalde Arte Britânica e, desde netão, ganhou uma reputação enorme como um dos principais pintores de arte figurativa contemporânea. Retratos e nus são a sua especialidade, vistos muitas vezes como chocantes. As suas primeiras obras eram meticulosamente pintadas. Ele próprio as classificava como "realistas ou Superrealistas. Mais tarde, adptou uma atitude mais visceral. Substituindo os pincéis de zibelina pelos de pêlo de porco, menos bons e precisos, Freud começou a esculpir com a tinta, alarganda o observação meticulosa a novos horizontes. O sua obra tem sido alvo de numerosas retrospectivas por todo o mundo. Lucien Freud nasceu em Berlim em 1922 e está naturalizado inglês.

PÁSSAROS



Lucien Freud

 

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publicado às 18:57


Exposição de pintura - Áxis Mundi

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.03.09

Para ver até 2 de Maio exposição de pintura de Alexandra de Pinho na Galeria Ao-Quadrado - Galeria de Arte Contemporânea, em Santa Maria da Feira.


"... o confronto entre as linhas do corpo e as dúvidas da humanidade inerentes ao mesmo..."

 

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publicado às 17:48


Capas de revistas - Tabacaria

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.03.09

 

Capa da revista Tabacaria, n.º 6, Verão 1998, edição Casa Fernando Pessoa e Contexto, Editora.

Director: Nuno Júdice

O desenho da capa é de um quadro de José Escada de 1979 a óleo sobre tela "A queda do Skylab" da Colecção de Lagoa Henriques

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publicado às 11:58


Capas de revistas - Tabacaria

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.03.09

Capa da revista Tabacaria, n.º sete, Maio de 1999, editada pela Casa Fernando Pessoa e Contexto, Editora.

Director Nuno Júdice.

Na capa, obra de José de Guimarães - Máscara (pormenor) - acrílico sobre tela, 1972

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publicado às 22:08


Filippo Tommaso Marinetti

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.02.09

"Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de todas as classes"...

Foi com estas palavras publicadas no "Le Figaro" a 20 de Janeiro de 1909, que Marinetti, um jovem poeta impetuoso e arrogante, dava início ao movimento futurista em Itália.

 

Umberto Boccioni

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publicado às 19:09


Leitura de outros blogs - NUS

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.02.09

Victor Vasarely

- Desculpa o meu silêncio de ontem.
- A nudez provoca quietude. Eu entendo.
- Eu não estava nua.
- Eu sei, Luísa. Tinhas apenas chegado de viagem. Conheço os teus hábitos. Saia na cadeira, corpo deitado, fotografia na mesa e olhos cheios de memórias.
- Tenho pena que saibas tudo sobre mim.
- Também eu.

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publicado às 13:23


Takashi Murakami

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.02.09

Takashi Murakami

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publicado às 18:11


José a. Diazdel

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

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publicado às 23:26


Ângelo de Sousa - exposição de desenhos

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

Ângelo de Sousa vai expôr os seus desenhos na  Galeria Ao-Quadrado, em Santa Maria da Feira, de 31 de Janeiro até 7 de Março

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publicado às 22:47


A arte ao serviço dos refugiados

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.01.09

(1)(2)(3)

 (1) Manuel Quintana Martelo  -   Inkjet, aguatinta y aguafuerte sobre papel.

 

 (2) Juan Genovés, Decisiones, 2002 - Acrílico sobre papel.  

 

 (3) J.M.Riera i Arago, Avión en ángulo, 2000.  - Mixta sobre papel.

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publicado às 18:29


A arte ao serviço dos refugiados

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

Sebastiao Salgado, Étiópia, 1984. Fotografia a preto e branco

 

Inocente de Jordi Alumá, 2008

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publicado às 16:56


História de um rapaz - Matilde Rosa Araújo

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

Redescoberta de livros e leituras

"Ouve, Amigo, a história que te vou contar. Não é uma história triste nem alegre sequer. Nem é uma história de paz nem é uma história de guerra. É a história de um rapaz. O José.

Eu conheci José era ele um menino marinheiro, assim com a blusa à marinheira muito azul: um menino que brincava com barcos de papel.

Se ele tinha olhos azuis? Não. Nem verdes. Os seus olhos eram castanhos como as cascas dos troncos sem musgos, ora muito sérios, ora muito risonhos, nem eu o sei explicar."...


Excerto extraído do Livro de Matilde Rosa Araújo "História de Um Rapaz", editado em 1973 pela Atlântida Editora, Coimbra.


A capa e o desenho é de Maria Keil

 

 

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publicado às 10:48


Os intocáveis poderosos dos Estados Unidos e Europa

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

Quadro a óleo de Fernando Botero, da série 'Abu Ghraib' (2005)

 

Philiph Gourevitch lleva más de una década persiguiendo fantasmas. Primero fueron las oscuras sombras del genocidio de Ruanda, que llevaron a este escritor y periodista estadounidense, un año después de aquella matanza, a adentrarse en aquel país y hurgar en aquella herida en el espléndido y demoledor libro

mais aqui, aqui, aqui

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publicado às 12:55


Salvador Dalí

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

No dia 23 de Janeiro celebra-se o vigésimo aniversário da morte de Salvador Dalí que faleceu em Figueres (Girona).

O museu de Arte Moderna de Nova Iorque cedeu, para o efeito,  ao Museu Dalí de Figueres, o quadro "A Persistência da Memória" que pode ser visto até 18 de Março.

As comemorações contam ainda com a publicação de 3 livros, de 3 autores distintos, que permitem compreender melhor todo o percurso artístico, as suas obsessões, e  a sua importância no movimento surrealista.

 

 

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publicado às 12:18


Leitura de Outros Blogues

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

VIEIRA DA SILVA



Vieira da Silva nasceu em Lisboa, em 1908.
Em 1911, morre o seu pai e instala-se com a mãe na casa do avô materno. Recebe lições de música, pintura e desenho. Estuda escultura na Escola de Belas Artes de Lisboa. Vai com a mãe para Paris e frequenta a Academia La Grand Chaumière e o atelier de Bourdelle. Em 1930, Casa com o pintor Arpad Szenes e em 1933 dá-se a sua primeira Exposição individual, em Paris.

Em 1940, o estado português recusa-lhe a nacionalidade. Parte com o marido para o Brasil. Participa em várias exposições e em 1947, regressa a Paris.
Recebe a nacionalidade Francesa em 1956 e em 1960, recebe do estado Francês o grau de Chevalier de L’Orde des Arts et des Lettres.

Em 1964, morre a mãe e realiza o seu primeiro vitral. Em 1975, realiza dois projectos de cartazes alusivos ao 25 de Abril. Em 1985, morre Arpard Szenes. Em 1988 dá-se a inauguração da estação do Metro da Cidade Universitária em Lisboa, decoração por si concebida. Em 1990 surge a Fundação Vieira da Silva-Arpad Szenes. Em 1991, recebe o Officer de la Légion d’Honneur.

Morre em Paris em 1992.

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publicado às 18:28


Sofía Ruiz

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09

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publicado às 13:38


Irene Bou

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09

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publicado às 13:37


Descoberta de novos pintores

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09

Marleen Pauwels

 

Alejandro Botubol

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publicado às 13:13


António Joaquim - Desenhos à pena

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.01.09

 

Identificação dos desenhos,  de cima para baixo:

 

- Monumento ao espírito feirense, do escultor José Aurélio, em S. João de Vêr, Santa Maria da Feira;

 

- Praça de Armas do Castelo de Santa Maria da Feira;

 

- Fontenário de Nasoni, séc. XVIII, Quinta da Torre, S. João de Vêr, Santa Maria da Feira

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publicado às 19:08


Oreste Zevola

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.12.08

1799

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publicado às 12:39


Inma Almendro

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.12.08

Inma Almendro

 

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publicado às 10:12


Secretos Registos

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.10.08

Alexandra de Pinho

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publicado às 18:21


Elogio da Máscara

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.10.08
Tecidos e resina de poliéster sobre gesso
15x30x10cm
Alexandra de Pinho

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publicado às 18:16


Umbigos

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.10.08

Alexandra de Pinho

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publicado às 18:12


Presenças – O elogio da revelação

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.10.08
 

 

Inaugura na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, no próximo sábado, 25 de Outubro, pelas 17h30, a exposição de pintura “Presenças - O elogio da revelação”, de Rui Alexandre.
Segundo o artista esta exposição “…mostra assim meu percurso, marcado por momentos de sombra mas também de luz, representados sobretudo através da cor. Tal como eu gradualmente evoluo, também a minha obra se transforma.”
A exposição vai estar patente até 23 de Novembro de 2008 e pode ser visitada de segunda a sábado, das 12h00 às 23h00 e domingo das 15h00 às 23h00.
 
Retirado do blog "bibliotecadafeira"

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publicado às 17:36


Luminis

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

Alexandra de Pinho

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publicado às 13:20


Robert Rauschenberg

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.05.08

Robert Rauschenberg faleceu aos 82 anos de idade, na Florida. Considerado um dos  mais importantes pintores do Mundo, esteve recentemente em Portugal aquando da inauguração da sua exposição que esteve patente ao público entre 26 de Outubro de 2007 e 30 de Março deste ano no Museu de Arte  Contemporânea de Serralves.

Parte das obras expostas em Serralves, estão actualmente a ser exibidas no Museu Haus der Kunst, em Munique e depois seguirão para o Museo d'Arte Contemporanea Donna Regina, em Nápoles, Itália.

 

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publicado às 12:57


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