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#909 - MIa Couto

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.07.09


“Tenho habilidade para ficar calado”

Mia Couto, pseudónimo de António Emílio – assim rebaptizado por um irmão menor incapaz de lhe reproduzir o nome próprio – terminou ontem em Lisboa uma digressão exaustiva para promover o novo romance, ‘Jesusalém’, onde tudo e todos também são rebaptizados.



"Este é um livro sobre a impossibilidade de viver um sonho por alternativa à realidade. Estas personagens fogem do seu passado para acabar perseguidas por ele, o que as impede de recomeçar. Mais do que fazer as pazes com a vida, trata-se de cortar com o passado e recomeçar em absoluto. Como se fosse possível apagar tudo e tudo recriar. Como um deus", explica.

Ao contrário da história e das personagens de ‘Jesusalém’, Mia, 54 anos, natural da Beira (Moçambique), tem uma relação privilegiada com os dias passados.

"Tive uma infância mágica, sem medos nem restrições, que me deixou, por um lado, a ilusão de que o espaço era infinito e era meu, por outro, o sentimento de emigração em relação a esse país onde fui feliz, de onde fui expulso e onde vivo até hoje a tentar voltar, nomeadamente, através deste livro. Mas, a mim, interessa reconstruir o passado e não apagá-lo-lo. De todo", recorda.

A oralidade é a marca do escritor e a reinvenção da palavra o seu cartão-de-visita: uma opção poética mais do que linguística. Tudo o mais é inventado.

"É tudo inventado, mas, depois de escrito, reconheço traços biográficos. Tal como o ‘Mwanito’ da história, tenho habilidade para ficar calado, para afinador de silêncios, e também tinha com o meu pai uma relação mais de silêncios do que de palavras", diz.

Mia Couto estreou-se em 1983 com poesia e, mais de 20 anos passados e outros tantos livros publicados, apresenta contas: "O que mudou foi uma certa ingenuidade. Não tinha apurada a habilidade da contenção que é a maior qualidade de um escritor... No momento, estou na fase do luto por estas personagens ou elas não me deixam partir para outras. E elas é que mandam!"

 

PESSOAL

O CAOS

"Escrevo de forma caótica. Muito e ao mesmo tempo. Há sempre uma obra central e outras, muitas outras que são só ideias, mas vão ser histórias, um dia, não sei quando."

A NOSTALGIA

"Só escrevo quando estou triste, mas é uma tristeza boa, uma fuga para a frente e uma ponte com o meu passado. Sempre presente."

A EXPOSIÇÃO

"O lado penoso da exposição é que nem eu sou, nem quero ser uma estrela nem tenho tempo para dar tempo. Gosto de relações próximas e pessoais."

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publicado às 12:25


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.06.09

 

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publicado às 17:18


Quase a chegar

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.05.09

Falta pouco para os muitos fãs de Stieg Larsson, entre os quais me incluo (O autor do post), deitarem mãos (e olhos, e horas de sono) ao terceiro volume da trilogia Millennium: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar.


O livro, editado pela Oceanos, estará cá fora no próximo mês. No Bibliotecário de Babel, já houve recensões ao volume 1 (
aqui) e ao volume 2 (aqui).

 

Retirado do blog "Bibliotecário de Babel"

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publicado às 00:38


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.04.09

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publicado às 16:19


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.02.09

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publicado às 17:58


História de um rapaz - Matilde Rosa Araújo

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

Redescoberta de livros e leituras

"Ouve, Amigo, a história que te vou contar. Não é uma história triste nem alegre sequer. Nem é uma história de paz nem é uma história de guerra. É a história de um rapaz. O José.

Eu conheci José era ele um menino marinheiro, assim com a blusa à marinheira muito azul: um menino que brincava com barcos de papel.

Se ele tinha olhos azuis? Não. Nem verdes. Os seus olhos eram castanhos como as cascas dos troncos sem musgos, ora muito sérios, ora muito risonhos, nem eu o sei explicar."...


Excerto extraído do Livro de Matilde Rosa Araújo "História de Um Rapaz", editado em 1973 pela Atlântida Editora, Coimbra.


A capa e o desenho é de Maria Keil

 

 

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publicado às 10:48


Almada Negreiros

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

Redescoberta de livros e leituras

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publicado às 19:47


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.12.08

As Vozes do Rio Pamano
Jaume Cabré
PRÉMIO DA CRÍTICA LITERÁRIA CATALÃ 2005
   
«As Vozes do Rio Pamano» é um romance de fôlego acerca das complexas histórias individuais que se ocultam por detrás da história da Guerra Civil de Espanha, cujas reminiscências perduraram ao longo de toda a transição do país para a democracia e que ainda hoje se fazem sentir, marcando a memória colectiva espanhola.
Certo dia, no ano de 2001, uma professora e fotógrafa desloca-se à povoação de Torena para recolher material didáctico da velha escola que está prestes a ser demolida. Esta trivial circunstância irá desencadear a revelação de um enredo complexo, pois Tina toma posse de um caderno manuscrito que ali permanecera escondido ao longo de décadas e que contém as memórias do mestre-escola, numa carta que nunca chegou ao seu destinatário. Pouco a pouco, interpelada pelas experiências e pelos factos contados por Oriol Fontelles, Tina deixa-se envolver na memória histórica da aldeia, situada no epicentro da repressão franquista. E assim o leitor fica a saber como as coisas se passaram em Torena: assassínios e vinganças; jogos de poder e influência; medo e intimidação; combatentes da resistência, fascistas e heróis anónimos, cujas vidas permaneceram envoltas na bruma dos tempos e do esquecimento, obliteradas pela reescrita da própria história.
 

 

Tinta da China Edições

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publicado às 18:33


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 28.10.08

Agustina Bessa-Luís

Dicionário Imperfeito


Guimarães Editores, 2008

 

Orhan Pamuk

Istambul - Memórias de uma cidade


Editorial Presença, Julho/Agosto 2008

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publicado às 16:09


A lâmpada de Aladino, de Luís Sepúlveda

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.10.08
 

O novo livro de Luís Sepúlveda, "A lâmpada de Aladino", com a chancela da Porto Editora, é apresentado amanhã à tarde em Lisboa. "A lâmpada de Aladino" é um dos treze contos, histórias desenroladas em vários locais do mundo, de Hamburgo ao Rio de Janeiro passando por Santiago do Chile.

Trata-se de "um livro muito esperado pelo público", disse Manuela Ribeiro, comissária das Correntes d'Escritas, o encontro anual de escritores de línguas ibéricas da Póvoa de Varzim. "É um escritor que criou público que o acompanha e está sempre atento. Relativamente a este livro, penso que há uma maior expectativa pois o anterior, ‘O poder dos sonhos’ (2006), ficou um pouco aquém do esperado". A comissária das Correntes d'Escritas conta com o escritor na próxima edição que acontecerá naquela cidade minhota de 11 e 14 de Fevereiro próximo.

António Diegues Ramos da Livraria Byblos considera que "é um escritor com público fiel e sobre o qual há sempre uma certa expectativa". "Relativamente a este título, confirma-se isso mesmo, tanto mais que um dos contos refere-se a Portugal", disse Diegues Ramos. "Desventura final do capitão Valdemar do Alentejo" é como se intitula o conto sobre um velho marinheiro que está a morrer, mas cuja acção se passa no Oceano Pacífico. "Não sendo um conto sobre Portugal, ou sobre a região alentejana, fala de nós e isso interessará ao público", acrescentou.

"O velho que lia romances de amor" (1989) foi o título que colocou o nome de Sepúlveda na ribalta literária internacional. Um livro que dedica ao amigo brasileiro Chico Mendes, activista ambiental, e que reflecte a sua aproximação desde 1987 à organização ecologista Greenpeace.

Périplo para apresentação do novo livro em Portugal

Depois da primeira apresentação amanhã às 18h30 no El Corte Inglés, em Lisboa, Sepúlveda apresentará o livro, em acentuado ritmo em várias livrarias, "devido ao interesse manifestado, a que se procurou responder da melhor forma", segundo fonte da Porto Editora.

Sexta-feira o escritor chileno fará três apresentações em Lisboa, às 12h30 na Livraria Bulhosa, ao Campo Grande, às 16h00 na Bertrand do Chiado e às 19h30 na FNAC do Colombo.

No sábado "A lâmpada de Aladino" será apresentado em Oeiras na Bulhosa pelas 12h30, seguindo o escritor para o Porto onde falará sobre estes contos na Bertarnd das Antas às 16h00 e na FNAC do NorteShopping às 19h00. Domingo estará em Braga, na Bertrand às 12h30; em Vila Nova de Gaia no El Corte Inglés, às 18h00, e à noite, pelas 21h30, no Diana Bar, na Póvoa de Varzim.

Luís Sepúlveda foi já distinguido com vários prémios, entre eles, o Prémio Gabriela Mistral de Poesia (1976), Prémio Rómulo Gallegos de Novela (1978), Primer Prémio de Novela Corta Juan Chabás (1990), Prix France de Culture (1992) e Prémio Internazionale Ennio Flaiano (1993).

Entre as suas obras, refira-se "Encontro de amor num país em guerra", (1997), "Nome de toureiro" (1994), "História de uma gaivota e de um gato que a ensinoua voar" (1996) "Patagonia Express" (1996) e "Uma História Suja" (2004).

Notícia retirada do Jornal Público

Ver  Bibliografia no Portal da Literatura

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publicado às 00:21


Poema de Itabira

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.10.08

No deserto de Itabira

a sombra de meu pai

tomou-me pela mão

Tanto tempo perdido.

Porém nada dizia.

Não era dia nem noite.

Suspiro?

Vôo de pássaro?

Porém nada dizia.


Longamente caminhamos.

Aqui havia uma casa.

A montanha era maior.

Tantos mortos amontoados,

o tempo roendo od mortos.

E nas casas em ruína,

desprezo frio, umidade.

Porém nada dizia [...]

No deserto de Itabira

as coisas voltam a existir,

irrespiráveis e súbitas.

O mercado de desejos

expõe seus tristes tesouros:

meu anseio de fugir;

mulheres nuas; remoros.

Porém nada dizia [...]

Que cruel, obscuro instinto

movia sua mão pálida

sutilmente nos empurrando

pelo tempo e pelos lugares

defendidos? [...]

A pequena área da vida

me aperta contra seu vulto,

e nesse abraço diáfano

é como se eu me queimasse

todo, de pungente amor.

Só hoje nos conhecemos!

Óculos, memórias, retratos

fluem no rio do sangue [...] Senti que me perdoava

porém nada dizia.

As águas cobrem o bigode,

a família, Itabira, tudo.


Poema de Carlos Drummond de Andrade, Antologia Poética, Dom Quixote, 2001

 

 

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publicado às 21:58


Depois da Rússia

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.10.08

Há um tempo para as palavras.

Do inaudível ouvido

Tamborila a vida

Os seus altos direitos [...]

É tempo do mal ardente

E das súplicas em surdina.

Tempo de ser irmão sem terra.

Tempo de ser órfão do mundo.


Poema de Marina Tsvetáeva, extraído do Livro Depois da Rússia, edição Relógio D'Água, 2001

 

 

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publicado às 21:21


Eça de Queirós

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.10.08

A Editorial Caminho vai lançar em dois volumes a edição completa da Correspondência de Eça de Queirós que chega às livrarias a 27 de Novembro.

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publicado às 17:18


Bomarzo

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

"...Inquieta luz do mundo..."

 

Do livro Bomarzo, de Miguel Angelo Buonarroti

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publicado às 22:05


Lugares de afecto

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

 

"Está deitado, só, de costas para o mar, num canapé instalado na paria. O vento está forte. O céu está claro, nem um vestígio de nuvens, o mar reflecte a luz resplandecente do sol, o rosto suaviza-se."

Do livro "Uma cana de pesca para o meu avô, de Gao Xingjian, publicações D. Quixote, 2001

 

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publicado às 13:23


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

 

A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio, Edição Companhia das Letras, 1997, Editora Schwarcz, Lda, Brasil

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publicado às 15:55


Palavras mágicas do respeito

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

 

"(...) Há palavras mágicas. Juiz é uma palavra mágica. Como Deus, como morte, como criança e outras mais. São palavras que suscitam respeito, diga-se o que se disser. Além disso , juiz causa arrepios na espinha, mesmo quando não temos nada a censurar-nos e estamos inocentes como uma pomba. Toda a gente sabia que o juiz era Mierck. A história dos pequenos mundos tornara-se conhecida - deliciar-se a comer ovos cozidos, de gema mal passada, em frente de um cadáver! - e também o desprezo que manifestara pela garota, nem uma palavra, nem um gesto de compaixão. Seja como for, mesmo detestado, para todos aqueles brutamontes ele era o juiz: aquele que detém o poder de nos mandar meditar entre quatro paredes por meio de uma simples assinatura. Aquele que se entende com o carrasco. Uma espécie de papão para adultos. ..."

 

Excerto extraído do livro "Almas Cinzentas" - Prémio Renaudot 2003 - de PHILIPPE CLAUDEL, edição Asa Editores, 2004

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publicado às 15:10


Livros

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

 O duelo mais aguardado em França

 

O livro mais esperado em França é lançado hoje. Ennemis Publics(Flammarion/Grasset) reúne a correspondência entre Michel Houellebecq e Bernard-Henri Levy.

 

Informação recolhida no blog "LER"

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publicado às 13:25


Leituras - Roberto Saviano

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.10.08

 

LEITURAS

 

ROBERTO SAVIANO, escreveu GOMORRA - Viagem ao império económico e ao sonho de domínio da Camorra. O livro (o primeiro), ao denunciar as actividades criminosas da máfia napolitana e  que cita nomes e lugares obriga-o a viver oculto e sob protecção policial permanente, depois de ter sofrido ameaças de morte por parte da máfia napolitana.


Roberto Saviano nasceu na cidade italiana  de Napóles em 1979. É membro do grupo  de estudos sobre a camorra e a ilegalidade e colaborador dos periódicos IL MANIFESTO e IL CORRIERE DEL MEZZOGIORNO.

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publicado às 12:03


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.09.08
João Tordo publica "AS TRÊS VIDAS", o seu terceiro romance.
 
Edição QuidNovi, 2008
 

 

Outros Livros do mesmo autor:

 

 

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publicado às 16:51


Neoliberalismo e Ordem Global

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.08

Sugestão de Leitura

 

Para melhor entender a filosofia,  estratégia e propósitos dos grandes grupos financeiros.

Chomsky critica as políticas que se traduzem no enriquecimento de pequenas minorias, ao mesmo tempo que menosprezam os efeitos sociais e ecológicos das suas medidas.

O seu objectivo principal é redefinir a democracia, não como um mercado planetário, mas como um movimento global.

 

Neoliberalismo e ordem  global - crítica do lucro, de NOAM CHOMSKY  foi publicado em 1999 e editado em Portugal em 2000 pela Editorial Notícias.

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publicado às 17:27


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.09.08

A ÁRVORE GENEROSA, de

 

Shel Silverstein, de 1992, e editado em Portugal pela BRUAÁ EDITORA, em Março de 2008.

 

 A história contada por Shel Silverstein toca tanto crianças como adultos com as suas mensagens de generosidade e partilha.


Shel Silverstein foi provavelmente o autor americano para crianças mais popular do século XX.

Foi um artista verdadeiramente singular e multifacetado. Shel Silverstein foi escritor, poeta, ilustrador, dramaturgo, letrista (compôs “A Boy Named Sue” para Johnny Cash) e cantor. No entanto, são os seus livros para crianças que deliciaram milhões de leitores por todo o mundo, que o vão tornar internacionalmente conhecido como um dos autores para crianças mais populares e amados de todos os tempos, muitas vezes comparado a Edward Lear, Dr. Seuss e A.A. Milne.

Nascido em Chicago a 25 de Setembro de 1930, Sheldon Allan Silverstein começou desde cedo a escrever e a desenhar já que, como ele próprio disse: “ Preferia ter sido jogador de basebol ou ter sido um sucesso com as miúdas. Mas como não conseguia jogar nem dançar dediquei-me à escrita e ao desenho. Tive sorte em não ter ninguém por quem copiar ou que me impressionasse. Acabei por desenvolver um estilo próprio.”

Silverstein publicou as suas primeiras histórias no jornal militar Pacific and Stripes , enquanto servia o exército americano na Coreia, nos anos 50. O seu trabalho chamou a atenção da Playboy, onde colaborou durante seis anos, e ganhou notoriedade internacional com o desenho que representa um prisioneiro acorrentado à parede pelos pés e pelos punhos dizendo a outro acorrentado: "Pssst! Tenho um plano!". Em 1961, estreou-se com o livro Uncle Shelby`s ABZ Book.

Shel Silverstein nunca pensou em escrever para crianças – o que não deixa de ser surpreendente para um artista cujas obras para crianças acabaram por ser traduzidas em mais de 30 línguas. Nos anos 60, o seu amigo Tomi Ungerer, também ele um escritor para crianças, cuja carreira estava a florescer, apresentou Silverstein à sua editora, a lendária Ursula Nordstrom da Harper Collins. Desta ligação acabou por resultar a publicação dos seus dois primeiros livros infantis “Lafcadio, the lion that shot back” em 1963 e “A árvore generosa” (The giving tree) em 1964 que o vem a consagrar. Este último teve inicialmente vendas bastante modestas, mas rapidamente a parábola sobre um menino e uma árvore tornou-se uma referência para leitores de todas as idades. Décadas depois da sua publicação, com mais de cinco milhões e meio de cópias vendidas, “A árvore generosa” tem um lugar cativo no top de vendas dos clássicos de sempre.

O livro “Where the Sidewalk Ends”, a primeira coleção de poemas de Shel Silverstein, publicado em 1974, tornou-se num clássico instantâneo. Mais duas colectâneas se seguiram: “A Light in the Attic” em 1981 e “Falling Up” em 1996. Ambos dominaram o top de vendas durante meses, com “A Light in the Attic” Shel bate todos os recordes prévios com a sua permanência de 182 semanas no primeiro lugar da lista do New York Times.

Em 1984, ganha um Grammy Award for Best Children's Album com o livro “Where the Sidewalk Ends“

Embora as suas histórias façam parte dos catálogos infantis, Silverstein é um desses poucos autores que se pode afirmar serem, de facto, para todas as idades. Dono de um traço preciso, ele mostra no próprio desenho a sua visão do mundo: dizer muito com extremamente pouco.

Na parte final da sua vida, Silverstein concentra-se na escrita teatral, escrevendo peças como The Lady or the Tiger, Gorilla, Wild Life, etc.

Silverstein também escreve com o seu amigo David Mamet o filme Things Change em 1988.

No entanto, é a sua poesia que continua a ser a sua mais valia. Os seus versos deram às crianças permissão para, momentaneamente, serem adultos e (também importante) deixaram os adultos experimentar a nunca simples perspectiva das crianças.

Até à sua morte em Maio de 1999, continuou a criar peças de teatro, canções, poemas, histórias, ilustrações e acima de tudo, como disse ele próprio “ a divertir-se”.

 

“Todos sentiamos que estar com ele era um privilégio único. Em suma, eu acho que ele era o meu herói"
David Mamet.

“Ele tinha um génio que transcendia sexo e idade. A sua obra provavelmente tocou mais pessoas do que qualquer escritor da segunda metado do século XX.”
Robert Warren - Director da Harper Collins's Children's Books

“O poeta laureado das crianças”
Megan Rosenfeld

 

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publicado às 21:36


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.09.08

 

 

Eduardo Mendoza nasceu em Barcelona em 1943.

Autor de uma vasta obra, iniciada em 1975 com a VERDADE SOBRE O CASO SAVOLTA com o qual obteve o "Prémio da Crítica" e se transformou numa obra "fundadora" da nova literatura espanhola.

 

Este livro foi publicado por EDIÇÕES ASA II em Fevereiro de 2008


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publicado às 11:42


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.09.08

 

MANUEL MUJICA LAINEZ nasceu em Buenos Aires em 1910 e morreu em 1984.

Durante a juventude viveu dois anos em Paris.

Para além do seu trabalho de jornalista, escreveu romances, contos, biografias, poemas, crónicas de viagem e ensaios.

Vários dos seus romences e contos foram adaptados ao cinema e à televisão.

O romance BOMARZO deu origem a uma ópera de Alberto Ginastera que ganhou o PRÉMIO PULITZER.

BOMARZO foi galardoado com o PRÉMIO NACIONAL DE LITERATURA  ARGENTINO, em 1963, e o PRÉMIO JOHN F. KENNEDY, em 1964.

 

O livro foi editado em Portugal pela Sextante Editora, Lda em Maio de 2008

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publicado às 13:23


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 17.08.08

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publicado às 18:45


Os livros que estou a ler

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.07.08

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publicado às 16:57


Os livros que estou a ler

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.07.08

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publicado às 12:58


...

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.05.08

2006/05/20

Os livros que estou a lêr

Os livros que estou a lêr

A CASA QUIETA, de Rodrigues Guedes de Carvalho, Romance, Dom Quixote, 2005;

CULTURA - Tudo o que é preciso saber - de Dietrich Schwanitz, Dom Quixote, 2004.

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2006/04/27

Saul Bellow

SAUL BELLOW (1915-2005) um dos grandes escritores norte-americano do sec. XX considerado tão ou mais importante que F. Scott Fitzgerald, William Faulkner ou Ernest Hemingway. Falecido a 5 de Abril de 2005, aos 89 anos, deixou uma vasta obra de ficção que somaria três National Book Awards, um Pulitzer e o Prémio Nobel de 1976.

Estreara-se com "DANGLING MAN" em 1944 (NA CORDA BAMBA, Dom Quixote, 1976). O seu último livro data do ano de 2000, "RAVELSTEIN"(Teorema, 2001, tradução de Rui Zink).

Além destes, destaque para "A VITIMA" (Texto Editores, 2006), e "ADVENTURES OF AUGIE MARCH" (1953).

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publicado às 16:40


...

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.05.08

2008/04/03

||| Este ofício de poeta [Jorge Luis Borges]

"... O grande escritor e sonhador inglês Thomas de Quincey escreveu - em alguma dos milhares de páginas dos seus catorze volumes - que descobrir um problema novo é quase tão importante como descobrir a solução para um problema velho. Isso, porém, não posso eu oferecer-vos: só posso oferecer-vos perplexidades de longa data. Mas, para que hei-de preocupar-me com isto? O que é a história da filosofia, senão uma história das perplexidades dos Hindus, dos Chineses, dos Gregos, dos Escolásticos, do Bispo Beerkeley, de Hume, de Schopenhauer, e por aí fora? Pretendo apenas partilhar convosco estas perplexidades."...

Jorge Luis Borges, do Livro Este ofício de poeta, edição Editorial Teorema
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2008/04/02

||| Da leitura dos Livros

"... SEI, COMO TODOS NÓS SABEMOS, como pesa o tempo vencido sobre alguém que se aventura a descrevê-lo. É um eco a esfumar as palavras, uma ironia que nos contempla de longe, um pudor."...

José Cardoso Pires, LAVAGANTE, Edições Nelson de Matos
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2008/02/22

||| Lavagante de José Cardoso Pires

Já está à venda "Lavagante", um texto inédito de José Cardoso Pires, Edições Nelson de Matos, Colecção Mil Horas de  Leitura.

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2008/02/20

O Fundamental e o acessório

"... Apesar dos meus vezos, e foram numerosos, continuei a ser dos que pensam que as únicas coisas indispensáveis à vida humana são o ar, o comer, o beber  e a excreção, e a busca da verdade. O resto é facultativo."

Jonathan Littell, as BENEVOLENTES
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2008/02/18

As Benevolentes, de Jonathan Littell

E é assim que a história começa...

"IRMÃOS HUMANOS, DEIXEM-ME CONTAR-VOS como foi que se passou. Não somos seus irmãos, replicarão os que me lêem, e não queremos saber. E é bem verdade que se trata de uma história sombria, mas também edificante, um verdadeiro conto moral, garanto-vos eu. Corre o risco de ser um tanto comprida, afinal de contas passaram-se muitas coisas, mas caso os leitores não estejam demasiado apressados, com um pouco de sorte o tempo há-de chegar. E depois isto diz-vos respeito: acabarão por ver bem que vos diz respeito. Não pensem que procuro convencer-vos seja do que for; bem vistas as coisas, as opiniões do leitor são da sua conta. Se me decidi a escrever depois de todos estes anos, é para esclerecer as coisas para mim mesmo e não para os que me lêem. Durante muito tempo, cada um de nós rasteja nesta terra como uma lagarta, na expectativa da borboleta esplêndida e diáfana que traz em si. E depois o tempo passa, a ninfose não chega, ficamos larva, constatação aflitiva, que havemos de fazer com ela? O suicídio, bem entendido, continua a ser uma opção. Mas, para dizer a verdade, o suicídio tenta-me pouco. Pensei longamente nele, é evidente; e se tivesse de me valer desse recurso, eis como procederia: poria uma granada bem apertada contra o meu coração e partiria numa viva explosão de júbilo. Uma pequena granada redonda que despoletaria com delicadeza antes de soltar a cavilha, sorrindo ao pequeno som metálico da mola, o último que ouviria, exceptuadas as pulsações do meu coração nos meus ouvidos. E depois a felicidade enfim, ou em todo o caso a paz, e as paredes do meu escritório enfeitadas com os meus retalhos."...


DO LIVRO "AS BENEVOLENTES" DE JONATHAN LITTELL - DOM QUIXOTE
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2008/02/15

Leituras

Dança, Dança, Dança de Haruki Murakami - Casa das Letras;

Obra Breve (Poesia Reunida) de Fiama Hasse Pais Brandão - Assírio & Alvim;

Aprender a rezar na Era da Técnica de Gonçalo M. Tavares - Editorial Caminho
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2008/01/29

Leituras

A SOMBRA DO VENTO de Carlos Ruiz Zafón, D. Quixote; O MEU CHAPÉU CINZENTO (Pequenas Geografias) de Olivier Rolin, Edições ASA
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2007/04/11

Os livros que estou a ler e recomendo

Crónica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami, da Casa das Letras;

Cemitério de Pianos, de José Luis Peixoto, da Bertrand Editora;

Combateremos a Sombra, de Lídia Jorge, da Dom Quixote.

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2006/08/14

O Mercador e o Génio

Conta-se, Ó Auspicioso Rei, que havia outrora um mercador muito rico, com negócios em várias cidades, Certo dia, montou a cavalo e partiu para recolher fundos em algumas cidades. Incomodado pelo ardor do sol, que o oprimia, sentou-se então à sombra de uma árvore, tirou da mala algumas tâmaras e uns pedaços de pão. Enquanto comia as tâmaras ia atirando os caroços ora para a esquerda, ora para a direita. Nisto, apareceu-lhe um génio, figura enorme, que avançava para ele de sabre em punho, dizendo: "Levanta-te para que eu te mate como tu mataste o meu filho!" Atónito, o mercador perguntou-lhe: "Como é que matei o vosso filho?", ao que o génio respondeu: "Ao comeres tâmaras e atirares os caroços, um deles acertou no peito do meu filho, que ia a passar e morreu."

"O Mercador e o Génio", in

As Mil e Uma Noites

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2006/08/13

Os livros que estou a lêr

A NOITE DO ORÁCULO - Paul Auster - Colecção VOZES DO MUNDO - Edições Asa;

LONGE DE MANAUS - Francisco José Viegas - Colecção FINISTERRA - Edições Asa;

O (DES)CAMINHO PARA SANTIAGO - Cees Nooteboom - Colecção VOZES DO MUNDO - Edições Asa;

A VÍTIMA - Saul Bellow - Colecção GRANDES AUTORES - Texto Editores

Posted by carlos pereira at 22:36:08

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