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publicado às 20:30

 

O pintor e arquitecto Fernando Lanhas, uma das maiores referências das Artes Plásticas portuguesas, morreu no sábado, aos 88 anos, em sua casa, no Porto.

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publicado às 00:00


#1560 - Pedro Gadanho nomeado curador do MoMA de Nova Iorque

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.12.11

 

O arquitecto português Pedro Gadanho será curador do Departamento de Arquitectura e Design do Museum of Modern Art de Nova Iorque, a partir de Janeiro, anunciou a instituição cultural norte-americana.

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publicado às 22:50

O arquitecto Álvaro Siza Vieira é um dos 200 criadores de todo o mundo convidados a conceber uma "intervenção de sonho" no interior do Museu Guggenheim de Nova Iorque, iniciativa para assinalar o 50 aniversário da instituição.

In Público

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publicado às 12:33


#1138 - Gabriela Motta entrevista Siza Vieira

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.10



O português Álvaro Siza acredita que projetar um museu, biblioteca ou igreja é como propor uma utopia para o mundo. Com um currículo extenso, o arquiteto nasceu em 1933, na cidade de Matosinhos. Desde a década de 1960, vem assinando uma série de criações que o levaram, em 1992, a conquistar o Pritzker Prize, a maior premiação da arquitetura. Em maio, um de seus trabalhos será oficialmente inaugurado em Porto Alegre. É o prédio da Fundação Iberê Camargo, cujo projeto ganhou em 2002 o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza, uma das mais concorridas do planeta.

O prédio reune a produção do pintor gaúcho morto em agosto de 1994, e também serve de espaço de exposições temporárias e outros eventos. Ao conceber a sede da fundação, Siza fez questão de levar em conta essas múltiplas exigências, justamente por acreditar que "as atividades culturais não são compatíveis com uma idéia de fixação". Tal conceito também está presente em algumas de suas obras mais famosas, como o celebrado Museu Serralves, no Porto, e o Edifício Bonjour Tristesse, em Berlim.

A seguir, um pouco do pensamento de um dos principais arquitetos contemporâneos, com quem BRAVO! conversou em Porto Alegre, no ano passado, antes da inauguração da Fundação.

 

BRAVO!: Por que o senhor considera seus projetos como utópicos?

Álvaro Siza: Porque, para mim, um edifício deve responder à sua função com muito rigor, mas ao mesmo tempo deve ter a capacidade de se desligar dessa função. É nesse sentido que encaro a arquitetura como utópica­­­­ — só que se trata de uma utopia com os pés na terra. Veja, por exemplo, um convento. É feito para uma comunidade que possui regras de comportamento muito estritas. No entanto, ao longo dos anos, os conventos vêm sendo utilizados para tudo: como bibliotecas, escolas, hotéis. Tudo o que se possa imaginar cabe dentro de um convento. Ele tem a capacidade de desempenhar inúmeras funções, além da propriamente religiosa, e assim durar no tempo, não se tornar obsoleto. O meu propósito é exatamente este: o de investir na continuidade dos projetos. Não tenho a idéia de que um edifício deva durar 20 anos e, depois, ser posto abaixo.

O senhor acredita que o brasileiro Oscar Niemeyer seja também "um utópico com os pés no chão"?

Ainda há pouco li uma entrevista de Niemeyer numa revista em Portugal. Lá pelas tantas, falando de um edifício histórico, não lembro qual, ele disse: "É um edifício muito moderno. Foi construído no século tal, mas é moderno". Essa maneira de ver as coisas revela justamente a capacidade de se desprender das circunstâncias para buscar uma influência maior na vida das cidades.

E como o senhor se sente realizando um museu no Brasil, onde Niemeyer é tão onipresente?

Sinto-me bem! Os edifícios no Brasil são belos. E os de Niemeyer, não só os dele, mas os dele em especial, estão muito relacionados com a paisagem do país: Ipanema, o Corcovado, o Pão de Açúcar, aquelas curvas todas. Quem nasce num meio assim absorve isso.

Hoje a arquitetura é discutida por todos em decorrência de projetos de impacto. O que se perde com isso?

De fato, fala-se muito sobre arquitetura também em Portugal. Aliás, é relativamente recente a entrada do assunto nos jornais diários portugueses. No entanto, ainda que haja divulgação, nem sempre essa divulgação me parece bem feita, por estar bastante vulnerável a fatos externos, que não dizem respeito à arquitetura em si mesma, como interesses políticos e econômicos. De qualquer maneira, acho bom que se discuta o tema, porque a arquitetura não é feita para a contemplação de meia dúzia de pessoas.

Qual a sua relação com os projetos quando acabam?

Vou para casa.

E não volta?

Diversas vezes, não volto. Em outras ocasiões, quando volto, fico desgostoso. Projetar é algo muito intenso, exigente e absorvente. Há mesmo que se fazer um esforço de desprendimento para construir e inaugurar um edifício. Custa sempre muito quando se acaba um projeto, porque, na verdade, ele nunca está acabado. Ainda assim, deve-se aceitar que um projeto, no final das contas, faz parte do patrimônio público e, portanto, segue sua vida própria. Isso, claro, se tiver força, estrutura para agüentar o passar dos anos e as modificações que nele se processam. Se não tiver, o projeto também demonstra a sua fragilidade, a sua inviabilidade.

O senhor conhecia a obra de Iberê Camargo antes de ser chamado para projetar a fundação?

Não conhecia a obra dele nem Porto Alegre. Na verdade, o Iberê é pouco conhecido em Portugal. Claro, existem algumas pessoas, críticos de arte, que o conhecem. Eu realmente não o conhecia — o que é uma vergonha, de qualquer maneira. Mas a culpa não é só minha. Não há muita informação sobre ele em Portugal e mesmo na Europa.

Em que medida o projeto reflete a obra de Iberê?

Não reflete tanto, não. Até porque a obra de Iberê, como a de qualquer artista que tenha uma coleção, não é algo muito estanque, fechado. Ao longo do tempo, por exemplo, será confrontada com o trabalho de artistas que foram próximos a ele ou que o influenciaram. E um museu precisa levar em conta essa dinâmica. Assim, não é possível desenhar a sala tal para o quadro tal. O projeto arquitetônico deve exibir uma certa neutralidade, uma certa flexibilidade, e permitir que se montem exposições de acordo com a sensibilidade e os objetivos de quem as organiza. Atividades culturais não são compatíveis com uma idéia de fixação.

 

Gabriela Motta é crítica e curadora, autora de Entre Olhares e Leituras: Uma Abordagem da Bienal do Mercosul (Zouk Editora, 2007). In Revista Bravo

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publicado às 23:59


Norman Foster, Príncipe das Astúiras

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.05.09

O arquitecto inglês Norman Foster foi galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes, "pelo seu original domínio dos espaços, da luz e da matéria".

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publicado às 13:05


Um forte abraço ao Bernardo

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.11.08

Machina Mundi ou a Casa da Explicação do Universo 

Concebida como parte de um conjunto de dez casas, cada uma destinada a um canto de Os Lusíadas, de Luís de Camões, a casa Machina Mundi é dedicada ao Canto X. Neste trecho, o poeta descreve a explicação dada pelas ninfas aos argonautas Portugueses sobre o funcionamento do universo de acordo com a ideia de Machina Mundi. 

Bernardo Rodrigues interpretou esta encomenda, inicialmente destinada aos jardins de um solar do século XV no Ribatejo, como uma casa que está de acordo com as leis de que o universo é uma "máquina etérea e elementar", "sem princípio nem fim". E projectou um espaço simultaneamente do passado, do presente e do futuro, com reminiscências tanto às novas tecnologias, como os sistemas de energias renováveis, como ao pensamento clássico renascentista, evocando arquitectos deste período como Bruneleschi. 

E conferiu um valor cénico à casa, cuja forma se assemelha tanto a uma ave como a uma nave espacial. Esta solução permitiu extravasar os limites de tempo e espaço geralmente associados a uma habitação: por um lado dá- -lhe uma conotação de algo fora do espaço tradicionalmente conhecido para habitar e acentua o seu carácter etéreo. Por outro, evoca a "intemporalidade" por sugerir tanto o futuro (nave espacial) como o passado ou e o eterno (a ave). 

Por outro lado, a forma esférica da cúpula, que domina a volumetria da casa, remete para as definições de universo contemporâneas a Camões, como a baseada em Ptolomeu, que sugeriam que o universo era constituído por uma esfera, cujo centro era a Terra e a partir da qual giravam planetas e estrelas. 

A casa é organizada a partir desta grande cúpula, de cerca de quinze metros de diâmetro, para onde os espaços sociais e "públicos" da casa convergem no piso da entrada, esta forma aloja salas e cozinha, e em particular a mesa de refeições, colocada no centro geométrico da projecção circular da esfera. Duas piscinas, uma interior e outra exterior, completam este nível. No piso imediatamente superior localizam-se dois quartos, numa plataforma que sustenta a cúpula, e a biblioteca/sala de leitura, estes últimos em forma circular e já dentro da cúpula. O último piso é ocupado por um quarto, na plataforma de base, e por uma grande espiral, que vai fechando a cúpula.

Os interiores destes espaços são pontuados de acontecimentos, ora subtis ora dramáticos, mais uma vez com forte carácter cénico e simbólico: a título de exemplo, a sala de leitura tem uma frincha no sentido norte-sul que deixa entrar um raio de luz que aponta para a piscina exterior. Noutras ocasiões, este feixe vai inundar a cúpula de luz, criando um efeito cintilante, semelhante ao céu inebriado de estrelas.

A cúpula é totalmente revestida a painéis solares, extremamente finos, que recebem a luz e a transformam em energia eléctrica para alimentar a casa. Estas superfícies, que aludem a asas de uma ave pela forma e agrupamento, têm a particularidade de se adaptarem ao movimento do Sol optimizando esta fonte de energia natural e inesgotável. É uma opção que reflecte as escolhas de Bernardo Rodrigues em enfatizar a casa enquanto sistema ou máquina, mas também de a tornar o mais sustentável possível do ponto de vista de consumo energético.

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publicado às 22:52


Siza Vieira

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.10.08

O arquitecto português Álvaro Siza Vieira vai receber a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects (RIBA), recompensando o conjunto do seu trabalho ao longo de cinco décadas. Esta distinção, comunicada ontem no final de uma reunião do conselho da entidade britânica, contou com a aprovação da rainha de Inglaterra, Isabel II.

 

Notícia publicada no "Correio da Manhã"

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publicado às 15:56


Conversar sobre arquitectura

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.05.08

"Pensar espaço público, Desenhar contexto urbano, Construir cidade".

Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Yehuda Safran, os arquitectos;

Bernardo Rodrigues e Tiago Figueiredo, os coordenadores;

Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira;

17 de Maio de 2008;

17 horas.

 

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publicado às 19:37

"Desenhar espaço público, pensar contexto urbano, construir cidade". Estes são os temas que servirão de pretexto para uma conversa na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira no dia 17 de Maio, às 17 horas. Esta conversa/conferência pretende reflectir sobre arquitectura enquanto primeira forma de arte pública.

 

Yehuda Safran é crítico,  e professor na Universidade de Columbia, Nova Iorque.

 

Esta conversa/conferência será moderada pelo arquitecto Bernardo Rodrigues.

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publicado às 20:15


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