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#2655 - TAL A SALIVA DE TER SIDO

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.11.17

 

TAL A SALIVA DE TER SIDO

 

Faltam-nos braços e palavras,

noites horizontais de que ainda sabemos pouco,

e saber que entre a morte

e a pressa da névoa ao desvanecer-se

há-de ficar alguma lembrança consistente de ter sido.

 

Escrevo-te agora porque sei que amanhã

nunca acabaria tudo isto

que se estende sobre ti porque é saliva.

 

 Observa a luz, da varanda,

e vê a névoa caída nesta casa

onde entre lençóis prolongo a última palavra sábia:

eco inútil deste ponto onde mora

uma fugaz febril memória de amor e de cinza.

 

Poema do poeta catalão Jordi Virallonga

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publicado às 14:32



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