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#2648 - Poema em que dos meus cuidados se trata

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.10.17

 UWE KOLB (17 DE OUTUBRO DE 1957)

 

POEMA EM QUE DOS MEUS CUIDADOS SE TRATA

 

I

O papel do vento no fim do mundo

ainda é desconhecido, mas qundo o crânio descoberto

se ergue nesta atmosfera e o herói abandonado avança

por ruas mais quentes

dominado pelo desejo de chegada,

o caminho torna-se corrida, espera

a alma (qual relógio de quartzo ou de pedra milenária

à discrição e poupado desde aquele primeiro

som próprio),

chamada, exigida e inabalável

afastando o casaco, o cachecol, os sapatos húmidos, palavra

a palavra, tabu a tabu,

descansando, descodificando de onde, de dentro de onde,

para poder inventar -

... as matérias da infância. De facto não se assemelham.

Adulto, ousa aqui, sendo o mesmo,

descoberta e ermitério.

 

2

No meio da corja de eunucos modestos

de desistentes no meio deste povo azul,

pregar a pátria: a consciência

com o nome de dúvida fraterna,

a folha negra, brilhante, que se levanta

como olhar, fala, riso dos

sempre e ainda obrigados a encher frigoríficos.

 

3

Tão minúsculo começa o poema, enfaticamente

asfixia, nada explica além de si próprio,

remetido, como sempre, à sua resistência

às duas supralínguas alemãs,

continua agora arritmicamente (infelizmente, amor)

aterra por fim despedaçado e desviado:

tempo e lugar já não se podem escolher,

são ilha como balão preso

e tudo o que se experimentou em Patmos.

 

Poema de Uwe Kolbe, poeta alemão

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publicado às 19:58



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