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# 1938 - David Machado vence prémio de literatura da União Europeia

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.04.15

David Machado vence prémio de literatura da União Europeia

 

O autor português está entre os doze vencedores do Prémio de Literatura da União Europeia, destinado a escritores em início de carreira e que antes distinguiu Dulce Maria Cardoso e Afonso Cruz.

David Machado viu-se galardoado com o Prémio de Literatura da União Europeia (UE) de 2015 com a obra Índice Médio de Felicidade (Dom Quixote, 2013). O escritor português é um dos doze vencedores cujos nomes e nacionalidades foram hoje revelados na Feira do Livro de Londres por Tibor Navracsics, Comissário Europeu para a Educação, a Cultura, a Juventude e o Desporto.

 

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publicado às 18:28


# 1937 - Morreu o cantor Percy Sledge

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.04.15

 Morreu o cantor norte-americano Percy Sledge, aos 73 anos. Famoso pela canção When a Man Loves a Woman, que gravou em 1966, Sledge era um nome respeitado da soul. Morreu em casa, esta terça-feira, em Baton Rouge, Louisiana.

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publicado às 18:19


# 1936 - Günter Grass [16 Outubro 1927 - 13 Abril 2015]

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.04.15

günter grass.jpg

 

Günter Grass, Prémio Nobel da Literatura em 1999, morreu.

 

 Descascando a CebolaEm Viagem de uma Alemanha à OutraO Tambor de LataO Gato e o Rato

Escrever Depois de AuschwitzO PregadoA Passo de CaranguejoA CaixaO Meu Século

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publicado às 19:07


# 1935 - "Viagem Literária", uma iniciativa da Porto Editora

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.04.15

Bragança vai ser, dia 25 de abril, palco da primeira etapa de "Viagem Literária", uma iniciativa que pretende fomentar o gosto pela leitura e pelo pensamento e que, neste dia, contará com as participações dos escritores Luís Sepúlveda e Valter Hugo Mãe.

O espaço escolhido para este encontro, que se inicia pelas 17 horas, é o Teatro Municipal da cidade. As entradas são gratuitas.

Pela primeira vez, um evento literário compromete-se a, mensalmente, percorrer o país, de norte a sul, do litoral ao interior, passando pelos Açores e pela Madeira, indo ao encontro dos leitores e desafiando-os para uma viagem na qual participarão grandes nomes da literatura.

A "Viagem Literária", uma iniciativa apresentada, esta quinta-feira, pela Porto Editora, vai acontecer em 18 cidades e terminará em Viana do Castelo, em setembro do próximo ano. De fora ficam Lisboa e Porto, "vincando-se assim a projeção nacional deste evento que pretende envolver os públicos que, regra geral, não têm acesso à mesma oferta cultural que existe nos dois maiores centros urbanos", sublinham os organizadores.

A ideia da "Viagem Literária" é a de que, em cada cidade estejam dois escritores à conversa, tendo como moderador o jornalista João Paulo Sacadura.

A Porto Editora esclarece que "os espaços em que decorrerão as sessões serão, preferencialmente, os teatros municipais, por forma a permitir a participação de centenas de leitores", e que "os bilhetes serão gratuitos".

Depois de Bragança, a "Viagem Literária" vai passar por Vila Real, Viseu, Guarda e pelas restantes cidades, só terminando em Viana do Castelo, em setembro de 2016. Confirmadas estão já as participações de autores como Laurentino Gomes, Richard Zimler, Francisco José Viegas, José Eduardo Agualusa, José Rentes de Carvalho, Miguel Esteves Cardoso, Rosa Montero e Gonçalo M. Tavares, numa lista que vai crescer e que, a seu tempo, será atualizada.

In "Jornal de Notícias", por Ana Vitória

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publicado às 19:24


# 1934 - Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.04.15

paisagem com inundação.jpg

CANÇÃO DE BOAS-VINDAS

 

Esta é a tua mamã, este é o teu papá.

Bem-vindo sejas, carne e sangue da mamã e do papá.

Porque estás tão triste, pá?

 

Esta é a tua comida, esta é a tua bebida.

E também uns pensamentos, se a filosofia te é querida.

Bem-vindo sejas a tudo o que há na vida.

 

Esta é, praticamente limpa, a folha da tua vida.

Embora a modos que tarde, a ela sejas bem-vindo.

Sê, em todo o caso, bem-vindo.

 

                              *

 

Este ó teu cheque do mês, pagas tanto de alojamento.

Da natureza, o dinheiro é o quinto elemento.

Bem-vindo sejas a cada cêntimo.

 

Este é o teu enxame  e o teu formidável cortiço.

Bem-vindo sejas ao lugar onde além de ti

vivem quase cinco biliões de castiços.

 

Bem-vindo sejas à lista telefónica onde o teu nome é protagonista.

Os dígitos são o desígnio oculto da democracia.

Bem-vindo sejas ao teu direito a seres notícia.

 

                                         *

 

Este é o teu casamento, este é o divórcio.

Bom, a ordem é que não podes alterar.

Bem-vindo sejas ao casório; e mete-o onde não aleijar.

 

Esta é a tua lâmina da barba, esta é a veia do pulso.

Bem-vindo sejas ao terrorismo para teu próprio uso;

chama à peça "O Meu Médio Oriente Avulso".

 

Este é o teu espelho, a tua brancura dental.

No teu sonho há um polvo abissal.

Porquê esse grito animal?

 

                             *

 

Esta é a tua malga das pipocas, a tua televisão está ali ao lado.

O teu candidato está a passar um mau bocado.

Bem-vindo sejas ao seu arrazoado.

 

Esta é a tua varanda para veres os carros passar.

O teu cão olha-te contrito por tudo de merda sujar.

Bem-vindo sejas ao que diga para se justificar.

 

Estas são as tuas cigarras, além um passarinho,

a lágrima ao canto do olho cai dentro do chazinho.

Bem-vindo sejas a um infinito maninho.

 

                              *

 

Estes são os teus comprimidos no tabuleiro ambulante,

a tua desenganada radiografia arrepiante.

És bem-vindo a rezar daqui em diante.

 

Este é o teu cemitério, num vale que tratam bem.

Bem-vindo sejas à voz que diz "Ámen".

É o fim da linha, meu bem.

 

Este é o teu testamento e estes são uns quantos

beneficiários. Na igreja estão vazios os bancos.

Esta é a vida depois de ti, ou nem tanto.

 

                                *

 

E estas são as tuas estrelas que continuam a gostar muito

de brilhar como se nunca tivesses existido.

Lá terão as suas razões, meu menino.

 

Este é o teu post-mortem, sem sequer um rasto

de ti, especialmente do teu rosto.

Sê bem-vindo, e chama-lhe espaço.

 

Sê bem-vindo a onde não há ar para respirar. Mais,

dessa forma, o espaço assemelha-se ao que está por baixo,

e Saturno segura a coroa e a faixa.

 

Poema de Iosif Brodskii escrito em 1992 e retirado do livro "Paisagem com Inundação" edição Edições Cotovia 2001

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:31


# 1933 - Billie Holiday - All of me

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.04.15

 Billie Holiday, a grande voz do jazz, faria hoje 100 anos.

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publicado às 17:12


# 1932 - VAT 69

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.04.15

 

Era depois da morte herberto helder

Ia fazer três anos que morrêramos

três anos dia a dia descontados no relógio

da torre que de sombra nos cobriu a infância:

rodas no adro - gira a borboleta que se atira ao ar -

o jogo do berlinde o trinta e um pedradas

nas cebeças nos ninhos nas vidraças

Foi quando verdadeiramente começou

a conspiração dos líquenes cabelos e avencas

na mina onde molhámos nossos jovens pés

e tirámos retratos para morrer mais uma vez

Os nossos filhos - nós outra vez crianças -

comiam e gostavam das laranjas essas mesmas laranjas

que mordemos em tempos ao chegar nas férias de natal

no quintal que as máximas mãos deixaram já depois abandonado

Era a seguir à morte meu poeta

era na meninice havia festa e na sala da entrada

pensávamos na morte - nunca mais -  pela primeira vez

Trincávamos cheirávamos maçãs no muro sobre a praia

roubávamos o balde ou íamos atrás do homem dos robertos

Era nas férias havia o mar e íamos à missa

ouvíamos a campainha e o padre voltava-se pra nós

- orate fratres - ou íamos ao cemitério apesar do catitinha

Era depois da morte sobre a plana infância

o primeiro natal o cheiro do jornal

lido na adega ou na casa do forno

sentados pensativos sobre a terra húmida

Era na infância o sol caía enquanto água corria

entre os pés de feijão e os buracos de toupeiras

calcados prontamente pelas botas

soprava o vento e vinha a moinha da eira

o cão comia o bolo e morria debaixo da figueira

e teria sepultura com enterro e cruz e muitas flores

Havia casamentos o meu pai falava

e os noivos deitavam-nos confeitos das carroças

E os registos mistério tempo da prenhez

Era talvez no outono havia asma

havia a festa da azeitona havia os fritos

ao domingo havia os bêbados estendidos pelas ruas

havia tanta coisa no outono havia o cristovam pavia

Era a primavera o rio rápido subia

os barcos navegavam entre a vinha

e alastrava a sombra e a tarde adensava-se

num espesso e branco nevoeiro de algodão

noite dos candeeiros sombras nas paredes

e minha mãe pegava na espingarda ia à janela

e ouvia-se o chumbo no telhado lá ao longe

O leovigildo o marcolino o sítio do miguel

a sesta a monda das mulheres

a queda do bizarro exposto na igreja

isso e o almoço a saber mal

quando vinham da escola pra saber significados

Eram as despedidas de coelhos e galinhas antes das viagens

Eram as festas era o roubo dos melões

era a menstruação oculta da criada

Era talvez em tempo de tormenta

havia ferros entre a palha por baixo da galinha

que chocava os ovos dentro de um velho cesto

eram as nossas casas em adobe

e era o carnaval os bailes os cortejos

Íamos para a praia e eu lia camilo

ouvia o mar bater sem conseguir compreender

como podia estar ali se tinha estado noutro sítio

Era o tempo dos primeiros amores

eu via o pavão adoecia e só muito mais tarde lia

o trecho que me competia entre as amadas raparigas

A casa não ficava muito longe dos montes

não havia a cidade nem os outros

punham ainda em causa o meu reino de deus

senhor de tudo o que depois não tive

Era depois da morte ou era antes da morte?

Mas haveria morte verdadeiramente?

Lia o paulo e virgínia chorava e perguntava

se tudo aquilo tinha acontecido

Era o meu pai era esse sonhador incorrigível

sem nunca mais saber que havia de fazer dos dias

Eram as folhas novas eram os perdigotos

saídos não há muito ainda da casca

Era era tanta coisa

Seria realmente após a morte de herberto helder

 

Poema de Ruy Belo "Homem de Palavra[s]", 1970

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publicado às 19:51


# 1931 - Amor das palavras

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.04.15

AMOR DAS PALAVRAS

 

Amo todas as palavras, mesmo as mais difíceis

que só vêm no dicionário.

O dicionário ensinou-me mais um atributo

para o sabor de teus lábios.

São doces como sericaia.

Faz-me pensar ainda se a tua beleza não será

comparável à das huris prometidas.

No dicionário aprendi que o meu verso é

por vezes fabordão e sesquipedal.

Nele existe o meu retrato moral (que

não confesso) e o de meus inimigos,

rasteiros como seramelas sepícolas

e intragáveis como hidragogos destinados à comua.

O dicionário, as palavras, irritam muita gente.

Eu gosto das palavras com ternura

e sinto carinho pelo dicionário,

maciço e baixo e pelo seu casaco, azul

desbotado, de modesto erudito.

 

Poema de Rui Knopfli in "O país dos outros" - 1959

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publicado às 19:30


#1930 - Questões de Semântica

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.04.15

Apenas dois dedos de conversa. O que tem faltado para haver uma mão cheia de conversa?

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publicado às 19:18


#1929 - Um livro ilustrado português entre os 100 melhores de sempre

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.04.15

lustração de Bernardo Carvalho para 'Praia Mar' Fotografia © Direitos reservados

 

Segundo o especialista Martin Salisbury, há um título português entre os 100 "grandes livros ilustrados para crianças": 'Praia Mar', de Bernardo Carvalho, editado pela Planeta Tangerina.

Os títulos foram escolhidos pelo colecionador Martin Salisbury, que é professor de ilustração na Cambridge School of Art, no Reino Unido, e que publicou agora o livro100 Great Children's Picture Book onde faz uma seleção dos melhores livros ilustrados para crianças publicados entre 1922 e 2011. Segundo explicou o autor The Guardian esta é uma lista subjetiva, e inclui títulos tão diferentes como Goggles, de Ezra Jack Keats (Nova Iorque, 1969) ou Kem Byt? (título em russo que se poderá traduzir por: O que é que vou ser?) de Vladimir Mayakovksy e ilustrações de Nisson Abramovich Shifrin (1931).

Um dos 100 livros elencados é português: Praia Mar, de Bernardo Carvalho, editado em 2011, é um livro só com imagens. Segundo Martin Salisbury, "a editora portuguesa Planeta Tangerina é uma das mais inovadoras que surgiu nos últimos anos. Os seus livros são conhecidos em todo o mundo. Praia Mar começou por ser uma edição de autor, para a família e os amigos, com uma introdução de Carvalho explicando a sua relação com a praia e o mar."

 

Notícia retirada do Jornal "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

 

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publicado às 19:01


#1928 - Poderosa e incontrolável: A Troika

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.04.15

Documentário do canal franco-alemão Arte sobre as intervenções da Troika. Contém cenas eventualmente chocantes, não sendo recomendado a quem acredita na propaganda do governo. Nunca será visto num canal português.

Post retirado do blog "AVENTAR"

 

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publicado às 18:45


#1927 - Daniel Knox - "Blue Car" Official Video

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.04.15

 

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publicado às 18:03


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