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#1926 - Morreu o poeta sueco Tomas Transtromer

por Carlos Pereira \foleirices, em 28.03.15

O poeta sueco Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura em 2011, morreu esta quinta-feira. Tinha 83 anos.

Tranströmer nasceu em 1931, em Estocolmo. Os seus poemas estão traduzidos em 30 línguas, incluindo português.

O autor tinha dificuldades em falar desde que em 1990 sofreu uma apoplexia e recebeu o prémio em 2011 numa cadeira de rodas. Ganhou na casa do prémio Nobel, algo que não acontecia desde 1974 quando Eyvind Johnson e Harry Martinson foram laureados.

Vasco Graça Moura traduziu o seu poema chamado "Lisboa":

 In

 

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publicado às 23:01


#1925 - Edward Elgar - Serenade For Strings In E Minor, Op 20

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.03.15

 

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publicado às 21:56

 
“Falar do processo que levou à concretização desta exposição, é falar do desenho; isto se pensarmos que na atualidade deixou de se considerar relevante aquilo que se representa ou se reconhece no desenho, para se realçar a importância do como é desenhado, do processo. No seguimento deste raciocínio, as obras a selecionar estariam à partida marcadas quanto à sua especificidade conceptual. Abrangendo grande variedade de suportes, do papel ao cartão, da tela à madeira; e de técnicas ou meios, do simples lápis riscador, ao marcador, à lata de aerossol, do uso da luz néon, ao vídeo e à forma tridimensional o desenho em manifesta pulsão”. - Paulo Moreira

Local:
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
horário:
segunda a sexta: 09h30 às 19h00
sábado: 10h00 às 17h00.

patente até 07 de maio de 2015

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publicado às 17:48

Carla Guelfenbein ha obtenido el XVIII Premio Alfaguara de Novela

 

In "El País"

 

 

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publicado às 16:42


#1922 - Invocar o nome de Deus para justificar a barbárie

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.03.15

Advogado quer legalizar execução de gays com tiro na cabeça

 

"Qualquer pessoa que voluntariamente toque noutra pessoa do mesmo sexo para fins de gratificação sexual deve ser morta com balas na cabeça ou por qualquer outro método conveniente", defende.

Lei da Supressão Sodomita. É assim que se chama a proposta de lei apresentada pelo advogado norte-americano Matthew Gregory McLaughlin e que inclui sete medidas contra aqueles que se envolvem em sodomia homossexual, que define como "um mal monstruoso que Deus todo-poderoso, que dá liberdade e independência, nos ordena a suprimir sob pena de nos destruir".

 

Ler o resto aqui

 

In "Diário de Notícias on line"

 

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publicado às 16:15


#1921 - Mia Couto é um dos dez finalistas do Man Booker Prize 2015

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.03.15

 

The ten authors on the list are:

 

 

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publicado às 17:33

Em memória de Herberto Helder [1930-2015]

Herberto  Helder

 

PREFÁCIO

 

Falemos de casas, do sagaz exercício de um poder

tão firme e silencioso como só  houve

no tempo mais antigo.

Estes são os arquitectos, aqueles que vão morrer,

sorrindo com ironia e doçura no fundo

de um alto segredo que os restitui à lama.

De doces mãos irreprimíveis.

- Sobre os meses, sonhando nas últimas chuvas,

as casas encontram seu inocente jeito de durar contra

a boca subtil rodeada em cima pela treva das palavras.

 

Digamos que descobrimos amoras, a corrente oculta

do gosto, o entusiasmo do mundo.

Descobrimos corpos de gente que se protege e sorve, e o silêncio

admirável das fontes -

pensamentos nas pedras de alguma coisa celeste

como fogo exemplar.

Digamos que dormimos nas casas, e vemos as musas

um pouco inclinadas para nós como estreitas e erguidas flores

tenebrosas, e temos memória

e absorvente melancolia

e atenção às portas sobre a extinção dos dias altos.

 

Estas são as casas. E se vamos morrer nós mesmos,

espantamo-nos um pouco, e muito, com tais arquitectos

que não viram as torrentes infindáveis

das rosas, ou as águas permanentes,

ou um sinal de eternidade espalhado nos corações

rápidos.

- Que fizeram estes arquitectos destas casas, eles que vagabundearam

pelos muitos sentidos dos meses,

dizendo: aqui fica uma casa, aqui outra, aqui outra,

para que se faça uma ordem, uma duração,

uma beleza contra a força divina?

 

Alguém trouxera cavalos, descendo os caminhos da montanha.

Alguém viera do mar.

Alguém chegara do estrangeiro, coberto de pó.

Alguém lera livros, poemas, profecias, mandamentos,

inspirações.

                 - Estas casa serão destruídas.

Como um girassol, elaborado para a bebedeira, insistente

no seu casamento solar, assim

se esgotará cada casa, esbulhada de um fogo,

vergando a demorada cabeça para os rios misteriosos

da terra

onde os próprios arquitectos se desfazem com suas mãos

múltiplas, as caras ardendo nas velozes

iluminações.

 

Falemos de casas, É verão, outono,

nome profuso entre as paisagens inclinadas.

Traziam o sal, os construtores

da alma, comportavam em si

restituidores deslumbramentos em presença da suspensão

de animais e estrelas,

imaginavam bem a pureza com homens e mulheres

ao lado uns dos outros, sorrindo enigmaticamente,

tocando uns nos outros -

comovidos, difíceis, dadivosos,

                                             ardendo devagar.

 

Só um instante em cada primavera se encontravam

com  o junquilho original,

arrefeciam o resto da ano, eram breves oa mestres

da inspiração.

                    - E as casas levantavam-se

sobre as águas ao comprido do céu.

Mas casas, arquitecos, encantadas trocas de carne

doce e obsessiva - tudo isso

está longe da canção que era preciso escrever.

 

- E de tudo os espelhos são a invenção mais impura.

 

Falemos de casas, da morte. Casas são rosas

para cheirar muito cedo, ou à noite, quando a esperança

nos abandona para sempre.

Casas são rios diuturnos, nocturnos rios

celestes que fulguram lentamente

até uma baía fria - que talvez não exista,

como uma secreta eternidade.

 

Falemos de casas como quem fala da sua alma,

entre um incêndio,

junto ao modelo das searas,

na aprendizagem da paciência de vê-las erguer

e morrer com um pouco, um pouco

                                                    de beleza.

 

Poema de Herberto Helder in "A Colher na Boca", 1961

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publicado às 22:44

 "O romance de Carlos Castán, Má Luz, agora editado em Portugal, é uma ferida em carne viva, que com muita dificuldade deixará alguém imune."

 

Entrevista publicada no Diário de Notícias

 

 

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publicado às 17:57

A editora Gradiva acaba de lançar "A Balada de Adam Henry" o novo livro de Ian McEwan traduzido por Ana Falcão Bastos.

 

 

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publicado às 15:17

 

golden slumbers.jpg

 

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publicado às 18:29


#1916 - Poema na tabacaria

por Carlos Pereira \foleirices, em 17.03.15

discurso sobre a cidade.jpg

 

Pois, senhores, falo-vos hoje da Maria de Lourdes, empregada de tabacaria e poeta. Tem vinte anos, olhos negros e tristes, vive num quarto sem janela e é orfã de pai e mãe. Não me perguntem como foi que adivinhei o segredo escondido: acreditem, apenas.

 

Há no mundo muita coisa inexplicada: guerras, fortuna, jogo, jeito para o negócio, navios da carreira de África. Matéria-prima para sonhos passados aos direitos. Aventura. Milagre.

A Maria de Lourdes tem vinte anos. (E isso que importa?). A Maria de Lourdes é poeta. (Melhor fora que tivesse voz e cantasse em programas radiofónicos). A Maria de Lourdes é triste. A Maria de Lourdes é feliz. (Será?).

 

Todos os dias, chega um navio ao porto. (É o teu, Maria?). Todos os dias se embarca para a América.(E tu, Maria, e tu, Maria?). Todos os dias se vendem maços de tabaco, bilhetes de cinema, consciências. (Cautela, Maria; cautela, Maria...):

 

Bom dia, Maria. Boa noite, Maria. Boa tarde, Maria, triste e feliz, que fazes versos a pedir desculpa. E se o milagre acontecesse? Olha o Menino, a descer pela corda frágil de um raiozinho de lua!

 

Beija-lhe os pés, Maria. O céu é para todos.

 

Esta madrugada olhei a estrela-d'alva e lembrei-me de ti, Maria. De ti, rapariguinha triste, poeta, empregada de tabacaria. Há quem diga que a Terra é redonda. Mentira, Maria - ou pelo menos não o é, se não houver sentido para o amor iconsequente.

 

E o cansaço nos ombros, Maria? E  a saudade sem nome? E Paris, cada vez mais distante? E o teu vestido azul, primaveril? E os fantasmas com passaporte para as Ilhas, acções desvalorizadas, compromissos de emprego e de família?

 

Não há nada a fazer, minha filha. (D. Quixote casou com Dulcineia que era, ao que me dizem, um óptimo partido). Das nove às sete, com intervalo para almoço, escrever poemas na Praça da República: para quê, Maria, para quê?

 

Adeus, Maria

 

Crónica de Daniel Filipe in "Discurso sobre a cidade" editado pela Editorial Presença em Setembro de 1977.

 

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publicado às 15:29

logo cineteatro antonio lamoso.jpg

jorge palma.jpg

21 de Março, 22 horas, Auditório do Cineteatro António Lamoso, Santa Maria da Feira

 

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publicado às 19:57


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