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#1711 - M. Ward - Hold Time

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.06.12

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publicado às 20:43


#1710 - A Whisper in the Noise - Your Hand

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.06.12

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publicado às 20:28


#1709 - Heather Woods Broderick - The Colors

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.06.12

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publicado às 20:11


#1708 - Zelienople - The Southern

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.06.12

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publicado às 20:09


#1707 - Pássaros

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.06.12

Eu não sei o nome destes pássaros que viajam alto.

Anjos? Não. Ouve-se-lhes bater o coração.

 

Os nazis distribuíam sopa aos pobres

(vejo na TV como quem diz "nem tudo foi mau").

Revejo-me numa foto de 70

dando sopa aos pobres de Cangombe. - "Tu és nazi,

pergunto?"

 

Não te compete a ti explicares-te, rapaz

sobretudo quando escreves versos

e pensas que em qualquer caso vale sempre a pena

adiar um pouco mais a morte.

E nem nunca mesmo ninguém explicou se um império que morre

morre de imortalidade ou de morte natural.

 

Tranquiliza-te: a besta que és

tu a suportas cada vez menos. Isso é bom, tão sério sendo?

 

 

Poema de J.H. Santos Barros [Angra do Heroísmo, 1946 - Mérida, Espanha, 1983]

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publicado às 19:26


#1706 - Janis Crunch & Haruka Nakamura - Requiem (Homage For Ravel)

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.06.12

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publicado às 19:22


#1705 - As sombras da alma

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.06.12

"As histórias que os outros contam sobre nós, e as histórias que contamos sobre nós próprios: quais são as que mais se aproximam da verdade? Será assim tão evidente que são as próprias? Será que cada um é uma autoridade para si próprio? Contudo, essa não é verdadeiramente a questão que me ocupa. A verdadeira questão é: haverá, nessas histórias, uma diferença entre verdadeiro e falso? Em relação a outras histórias sobre aspectos exteriores ela existe, de facto. Mas o que sucede quando nos dispomos a compreender alguém na sua interioridade? Será que essa viagem algum dia terá fim? Será que a alma é um espaço habitado por factos? Ou será que os supostos factos não passam das enganadoras sombras das nossas histórias?"

 

Comboio Nocturno para Lisboa - Pascal Mercier

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publicado às 17:25


#1704 - Corpo vestido de borboletas transparentes

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.06.12

Vejo-te nua

a dançar

em cima de um banco

no meu jardim

 

Pergunto-te, porque estás nua?

 

Respondes com um gesto largo

um encolher de ombros

e um sorriso magnífico

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publicado às 01:46


#1703 - Questões de semântica

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.06.12

Não esperes para ver o fim da história. As várias histórias, sendo diferentes, tendo personagens diferentes, têm sempre o mesmo final.

São histórias que não acabam bem nem acabam mal. Não acabam, porque os argumentistas são todos do mesmo lado da história.

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publicado às 19:55


#1702 - Discurso sobre a reabilitação do real quotidiano

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.06.12

no país no país no país onde os homens

são só até ao joelho

e o joelho que bom é só até à ilharga

conto os meus dias tangerinas brancas

e vejo a noite Cadillac obsceno

a rondar os meus dias tangerinas brancas

para um passeio na estrada Cadillac obsceno

 

e no país no país e no país

onde as lindas raparigas são só até ao pescoço

e o pescoço que bom é só até ao artelho

ao passo que o artelho, de proporções mais nobres,

chega a atingir o cérebro e as flores da cabeça,

recordo os meus amores liames indestrutíveis

e vejo uma panóplia cidadã do mundo

a dormir nos meus braços liames indestrutíveis

para que eu escreva com ela, só atá à ilharga,

a grande história do amor só até ao pescoço

 

e no país no país que engraçado no país

onde o poeta o poeta é só até à plume

e a plume que bom é só até ao fantasma

ao passo que o fantasma - ora aí está -

não é outro senão a divina criança (prometida)

uso os meus olhos grandes bons e abertos

e vejo a noite (on ne passe pas)

diz que grandeza de alma. Honestos porque.

Calafetagem por motivo de obras.

É relativamente queda de água

e já agora há muito não é doutra maneira

no país onde os homens são só até ao joelho

e o joelho que bom está tão barato

 

Poema de Mário Cesariny (1923-2006)

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publicado às 21:09


#1701 - Leitura de outros blogs

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.06.12

 

Retirado do blog

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publicado às 19:43


#1700 - Philip Roth vence Prémio Príncipe das Astúrias de Letras

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.06.12

 

O escritor norte-americano Philip Roth foi agraciado com o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras 2012, derrotando na última fase de votações o outro finalista, o japonês Haruki Murakami.

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publicado às 16:45


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