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#1383 - Livros e leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.05.11

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publicado às 20:25


#1382 - Henryk Górecki - Symphony of Sorrowful Songs

por Carlos Pereira \foleirices, em 28.05.11

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publicado às 23:53


#1381 - Santiago Roncagliolo vence Independent Foreign Fiction

por Carlos Pereira \foleirices, em 28.05.11

 

O peruano Santiago Roncagliolo, editado em Portugal pela Teorema, venceu o The Independent Foreign Fiction Award, com o romance “Abril Vermelho”, tornando-se aos 36 anos no mais jovem escritor de sempre a vencer este galardão.

 

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publicado às 23:20

Tem toda a razão senhora ministra. Mas o verdadeiro problema da desafinação da orquestra não são os músicos, mas dos maestros incopetentes.

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publicado às 23:04

 

 

Escrita e realizada por André Badalo, a curta-metragem “Catarina e os Outros” foi produzida pela produtora algarvia Original Features e conta no elenco com Victoria Guerra, Rui Porto Nunes, Cândido Ferreira, Maria João Bastos, Philippe Leroux, Pedro Carvalho, Tiago Aldeia, Luís Garcia e Arminda Badalo.

Segundo a produtora, o Prémio de Excelência é atribuído a uma selecção de curtas-metragens a nível mundial (no caso de 2011 foram distinguidas sete, incluindo a de Badalo), por “mérito artístico e relevância social”.

Em 2010, o realizador algarvio André Badalo foi premiado no mesmo festival de Los Angeles com uma menção honrosa para o filme “Shoot me”, distribuído em 44 salas de cinema nacionais e também em Angola, Cabo Verde e Moçambique, juntamente com o filme “A Cidade”, do realizador americano Ben Affleck.

Os LAMA atribuem anualmente cerca de 300 prémios em 11 categorias, com o objectivo de “celebrar o cinema independente e as artes literárias”, segundo se lê no sítio oficial do festival.

 

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publicado às 23:30


#1378 - Lílitchka! Em lugar de uma carta

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.05.11

Vladímir Maiakóvski

 

Fumo de tabaco rói o ar.

O quarto -

um capítulo do inferno de Krutchónikh.

Recorda -

atrás desta janela

pela primeira vez

apertei tuas mãos, atónito.

Hoje te sentas,

no coração - aço.

Um dia mais

e me expulsarás,

talvez, com zanga.

No teu hall escuro longamente o braço,

trémulo, se recusa a entrar na manga.

Sairei correndo

lançarei meu corpo à rua.

Transtornado,

tornado

louco pelo desespero.

Não o consintas,

meu amor,

meu bem,

digamos atélogo agora.

De qualquer forma

o meu amor

- duro fardo por certo -

pesará sobre ti

onde quer que te encontres.

Deixa que o fiel da mágoa ressentida

num último grito estronde.

 

Quando um boi está morto de trabalho

ele se vai

e se deita na água fria.

Afora o teu amor

para mim

não há mar,

e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.

Quando o elefante cansado quer repouso

ele jaz como um rei na areia ardente.

Afora o teu amor

para mim não há sol,

e eu não sei onde estás e com quem.

Se ele assim torturasse um poeta,

ele

trocaria sua amada pelo dinheiro e glória,

mas a mim

nenhum som me importa

afora o som do teu nome que eu adoro.

E não me lançarei no abismo,

e não beberei veneno,

e não poderei apertar na têmpora o gatilho.

Afora

o teu olhar

nemhuma lâmina me atrai com seu brilho.

Amanhã esquecerás

que eu te pus num pedestal,

que incendeei de amor uma alma livre,

e os dias vãos - rodopiam carnaval! -

dispersarão as folhas dos meus livros...

Acaso as folhas secas destes versos

far-te-ão parar,

respiração opressa?

 

Deixa-me ao menos

arrelvar numa última carícia

teu passo que se apressa

 

Poema de Vladímir Maiakóvski [1893-1930], traduzido por Augusto de Campos

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publicado às 20:38


#1377 - O lamento da Terra

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.05.11

Jules Supervielle

 

Um dia quando dissermos: "Era o tempo do sol,

Recordem-se, alumiava o mais pequeno ramo

E tanto a mulher idosa como a rapariga admirada,

Sabia dar a sua cor às coisas mal nelas pousava.

Seguia o cavalo corredor e parava com ele.

Era o tempo inesquecível em que estávamos sobre a Terra,

Em que fazia barulho deixar cair qualquer coisa,

Olhávamos em volta com os nossos olhos versados,

Os nossos ouvidos entendiam todas as subtilezas do ar,

E quando o passo do amigo aí vinha, logo o sabíamos;

Apanhávamos tanto uma flor como uma pedra polida,

O tempo em que não podíamos agarrar o fumo,

Ah! só isso as nossas mãos apanhariam agora."

 

Poema de Jules Supervielle [1884-1960] traduzido por Filipe Jarro e retirado do livro "Rosa do Mundo"

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publicado às 20:20


#1376 - Adormecida

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.05.11

As tuas mãos dormiam na lagôa incenso.

E pelas alamedas destruídas, loucas,

Desceu-se em minha alma a procurar as bocas

Que me rezaram Ser sôbre o teu manto extenso.

 

Vagamente desceu sôbre o silêncio, a arfar,

Combatendo de luz, a esvoaçar no ataue...

E de noite caiu Egipto em meu olhar,

Nos teus braços em cruz, sepulcros em Karnak.

 

Bocas de Faraós rezam múmias cansadas...

Tebas em mim fenece em bronze de toadas,

Apagando-se em cinza em lâmpadas sombrias.

 

E tu aormecida há tanto tempo, em pranto.

Os cisnes na lagôa embraqueceram tanto,

Que se esqueceram Côr nas tuas mãos esguias.

 

Poema de Alfredo Pedro Guisado retirado do livro "Orpheu, edições Ática, 3.ª reedição do volume I

 

 

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publicado às 23:17

Foram anunciados 50 primeiros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2011. Escolhidos entre 380 obras inscritas, entre os 50 estão os portugueses Gonçalo M. Tavares, Inês Pedrosa, João Tordo, Ernesto Manuel Geraldes de Melo e Castro e o angolano José Eduardo Agualusa.

 

Gonçalo M. Tavares está nomeado por 'Uma Viagem à Índia', Inês Pedrosa por 'Os Íntimos', João Tordo por 'As Três Vidas', Ernesto Melo e Castro por 'Neo-Poemas Pagãos'. José Eduardo Agualusa foi escolhido por 'Milagrário Pessoal'.

 

Entre os nomeados estão ainda autores brasileiros muito diversos como Adélia Prado, Cristovão Tezza, Dalton Trevisan, Arnaldo Antunes, João Paulo Cuenca, Miguel Sanches Neto ou Paulo Franchetti.

 

Um júri intermédio vai seleccionar agora os dez finalistas, que serão conhecidos em Setembro. E em Novembro serão anunciados os três vencedores do Prémio PT de Literatura.

 

No ano passado, o primeiro lugar foi para o romance 'Leite Derramado' do escritor e compositor brasileiro Chico Buarque.

 

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publicado às 14:28


#1374 - Os 20 magníficos

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.05.11

 

Com 689 000 desempregados e 204 000 "inactivos" (pessoas que desistiram já de procurar emprego), isto é, 15,5% de gente sem trabalho que os critérios estatísticos transformaram em 12,4%, o país já há muito teria soçobrado não fosse o patriótico esforço daqueles que, para compensar a calaceirice nacional, se desdobram por sucessivos postos de trabalho, correndo incansavelmente de um para outro, indiferentes à tensão arterial, ao colesterol, aos triglicerídeos e à harmonia familiar.

 

O Relatório Anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal - 2009, da CMVM, agora tornado público, refere "cerca de 20" desses magníficos, todos membros de conselhos de administração de empresas cotadas, muitas delas públicas, que "acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de 1000 lugares de administração".

 

Revela a CMVM que, por cada um destes lugares, os laboriosos turbo-administradores recebem, em média, 297 mil euros/ ano, ou, no caso dos administradores-executivos, 513 mil, havendo um recordista que, em 2009, meteu ao bolso 2,5 milhões de euros.

Surpreendente é que, no meio de tanta entrega ao interesse nacional, estes heróis do trabalho ainda encontrem nas prolixas agendas tempo para ir às TV exigir salários mais baixos e acusar desempregados, pensionistas e beneficiários dos "até" (como nos saldos) 189,52 euros de RSI de viverem "acima das suas possibilidades"

 

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publicado às 14:19


#1373 - The National - Fake Empire

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.05.11

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publicado às 00:22


#1372 - A descoberta de um poeta italiano - Franco Loi

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.05.11

Franco Loi

 

 Vittorio Avella, director responsável pela Academia del libero Merlo Maschio, de Itália, oferece-me, sempre, alguns livros de poetas italianos, quando se desloca a Santa Maria da Feira.

 

Desta vez trouxe-me, entre outros,  um livro do poeta Franco Loi, escrito em língua lombarda e com tradução em italiano, e do qual retiro o seguinte poema.

 

Ah quanta gente che piange, quanta che muore!

Come sei duro, buon Padre, nella vita!

Quanta fatica per resistere nella quiete del fiato!

Si muove la gente come bisce piene di tormenti

tra face che spiano la vita e la memoria,

e uomini che trasformano in veleno il bere dell'aria,

e Tu che nel silenzio te ne stai accovacciato

e mi diventa sangue anche la storia.

 

Poema de Franco Loi retirado do livro "Níul rosa cun di buff de scur, editado por Il Laboratorio/le edizioni, 2009

 

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publicado às 20:54


#1371 - Fragmentos de Píndaro

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.05.11

 

e torna ágil o sentido, e tão longa a vida, na sua demora precipitada:

 

Por fim, pensei: deixar-me-ei eternamente abalar pelos sofismas dos bens falantes, quando nem sequer estou certo de que as opiniões que apregoam, e que, com tanto ardor, tentam forçar os outros a adoptar, são exactamente as suas? As suas paixões, que regem a sua doutrina, o seu interesse em fazer acreditar nisto ou naquilo, tornam impossível perceber aquilo em que eles próprios acreditam. Será possível procurar boa fé em chefes de partido? A sua filosofia destina-se aos outros; precisava de uma para mim. Procurá-la-ei com todas as minhas forças enquanto ainda é tempo, a fim de adquirir uma regra fixa de conduta para o resto dos meus dias. Eis-me na idade madura, na plenitude do entendimento. Já me vou aproximando do declínio. Se espero mais tempo, já não poderei servir-me de todas as minhas forças nas minhas deliberações tardias; as minhas faculdades intelectuais já terão perdido eficácia, farei menos bem o que hoje posso fazer o melhor possível: o momento é favorável; se chegou a época da minha reforma externa e material, que ela seja também a época da minha reforma intelectual e moral. Fixarei, de uma vez por todas, as opiniões, os princípios, e serei para o resto da minha vida o que achar que devo ser, depois de ter reflectido bem.

 

[J. J. Rousseau, Os devaneios do caminhante solitário, tradução de Henrique de Barros, Lisboa, 1989, pp. 36-37]

 

Retirado do livro 'Fragmentos de Píndaro', de Friedrich Holderlin, edição Assírio & Alvim, 2009

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publicado às 15:19


#1370 - As tapeçarias de Pastrana

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.05.11

In "El País"

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publicado às 14:51


#1369 - "Eles comem tudo", de Manuel António Pima

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.05.11

 

Fala-se muito, nem sempre com honestidade, do chumbo do PEC 4 e da "crise internacional", atirando para as suas costas a responsabilidade da intervenção financeira externa e de todo o cortejo recessivo de consequências desastrosas que irá acarretar para a economia e para o país.

No entanto, raramente (para não dizer nunca) se ouve falar, no discurso político da "troika" partidária que se voluntariou para a capatazia das medidas "austeritárias", do papel da agiotagem financeira nacional e internacional seja na "crise" - que provocou e de que é a principal beneficiária - seja no processo que conduziu ao "resgate" (ah, as palavras!) do país.

 

Ora, se a nacionalização das fraudes financeiras do BPN e BPP já constituía um escândalo dificilmente explicável, fica agora a saber-se pelo DE que, desde o início da "crise", em 2008, o Estado, ao mesmo tempo que cortava impiedosamente nos recursos das classes médias e mais desfavorecidas, deu 6 mil milhões de euros de apoios à banca, ascendendo actualmente as garantias públicas ao sistema financeiro a 35 mil milhões. Além disso, como se sabe, ainda irá parar aos bolsos da banca uma fatia de 12 mil milhões dos 78 mil milhões do empréstimo de FMI, BCE e UE.

 

Não, não são os portugueses quem "vive acima das suas possibilidades", como constantemente bradam os banqueiros e seus factótuns nos media. Os bancos é que vivem acima das possibilidades dos portugueses.

 

In

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publicado às 14:15


#1368 - A.M. Pires de Cabral vence Grande Prémio de Conto da APE

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.05.11

 

O escritor A.M. Pires de Cabral venceu o Grande Prémio de Conto “Camilo Castelo Branco”, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), com a obra “O Porco de Erimanto”, anunciou esta terça-feira a organização.

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publicado às 15:19


#1367 - Philip Roth ganha o prémio Man Booker Internacional 2011

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.05.11

 

Philip Roth ganha prémio Man Booker Internacional 2011

 

A "short-list" dos candidatos incluía o britânico Philip Pullman, autor de livros infantis, o chinês Su Tong, os americanos Anne Tyler e Marilynne Robinson, o australiano David Malouf. Fazia também parte da lista o nome do britânico John le Carré, apesar deste ter pedido para não ser incluído.

“A imaginação [de Roth] não só transformou a nossa ideia da identidade judaica, como reanimou a ficção, e não apenas a ficção americana”, disse Rick Gekoski, presidente do júri que atribuiu o Man Booker. “A sua carreira é extraordinária porque ele começa num nível alto e continua sempre a subir. Com 50 e 60 anos, quando a maior parte dos escritores estão em declínio, ele escreveu uma série de romances da mais elevada qualidade”.

Roth agradeceu o prémio e afirmou que um dos prazeres que tem enquanto escritor é que o seu trabalho seja lido internacionalmente “apesar de todas as dores de tradução que isso implica”.

 

The Man Booker International Prize Finalists

The Man Booker International Prize 2011 List of Finalists announced

The Finalists' List was announced by the chair of judges, Rick Gekoski at a press conference held at the University of Sydney, on Wednesday 30 March 2011 at 10:00 (EST).

Each of the Finalists' are listed below, click through to read a full biography.

The Man Booker International Prize winner will be announced at the Sydney Writers' Festival on 18 May and the winner will be celebrated at an awards ceremony in London on 28 June 2011.

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publicado às 15:08

 


Alguns Prémios Nobel da Literatura, como Derek Walcott e Wole Soyinka, escritores como Ernesto Cardenal, Juan Gelman, José Manuel Caballero Bonald, Tomás Segovia, Luis García Montero, Suzanne Vega e Nuno Júdice, assim como algumas figuras conhecidas da cultura, mandaram um manifesto à Unesco a pedir para nomearem a cidade espanhola, Granada, Capital Mundial da Poesia.

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publicado às 16:58


#1365 - Poesia, saudade da prosa - novo livro de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.05.11


Um novo livro de Manuel António Pina, uma antologia poética feita pelo próprio autor, vai ser lançada nas próximas semanas.

 

 

 
 
Novo livro de Manuel António Pina publicado nas próximas semanas
 
 

"É uma selecção que ele fez sobre os poemas de sua autoria que considera mais marcantes. São apenas 80 páginas mas permitem um olhar bastante profundo sobre o seu universo poético", revelou ao JN Manuel Rosa, editor da Assírio & Alvim

Intitulado "Poesia, saudade da prosa", o título vai ser apresentado durante a Feira do Livro do Porto, em data ainda a anunciar.

A Assírio & Alvim prevê publicar ainda nos próximos meses um novo livro de poesia de Manuel António Pina, o primeiro nos últimos oito anos. "Pelas indicações que tenho, encontra-se mesmo a ultimá-lo", adiantou o editor.

 

In "JN"

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publicado às 16:50


#1364 - Manuel António Pina ganha prémio Camões

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.05.11

 

O escritor português Manuel António Pina ganhou o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. A decisão foi consensual e unânime numa reunião que durou menos de meia hora, disseram os membros do júri no final da reunião na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Manuel António Pina (Sabugal, 18 de Novembro de 1943) é um jornalista e escritor português.

O autor licenciou-se em Direito em Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas. É actualmente cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.

A sua obra é principalmente constituída por poesia e literatura infanto-juvenil. É ainda autor de peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco.

Está traduzido em França (francês e corso), EUA, Espanha (espanhol, galego e catalão); Dinamarca, Alemanha, Holanda, Rússia, Croácia e Bulgária.

 

Prémios

(1978)Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (“Aquele que quer morrer”); (1987)Prémio Gulbenkian 1986/1987 (“O Inventão”); (1988)Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália (“O Inventão); (1988)Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil); (1993)Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas; (2002)Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários” ("Atropelamento e fuga"); (2004)Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa (crónicas publicadas na imprensa em 2004).

2004 - Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2003 (Os livros).

2005 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros)

2011 - Prémio Camões

 

 Bibliografia

1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil)

1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia)

1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil)

1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil)

1978 - Aquele que quer morrer (poesia)

1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia)

1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia)

1983 - "Os dois ladrões" (teatro)

1984 - "Nenhum sítio" (poesia)

1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil)

1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil)

1986 - Os piratas(ficção)

1989 - "O caminho de casa" (poesia)

1987 - "O inventão" (teatro)

1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia)

1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia)

1993 - "Farewell happy fields" (poesia)

1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil)

1994 - "Cuidados intensivos" (poesia)

1994 - "O anacronista" (crónica)

1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil)

1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro)

1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia)

1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil)

2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia)

2001 - "A noite" (teatro)

2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil)

2002 - "Poesia reunida" (poesia)

2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro)

2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica)

2003 - Os livros (poesia)

2003 - "Os papéis de K." (ficção)

2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil)

2005 - "Queres Bordalo?" (ficção)

2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil)

2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas)

2008 - "Gatos" (poesia)

2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro)

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publicado às 22:20


#1363 - Gem Club - Acid & Everything

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.05.11

 

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publicado às 00:34


#1362 - Gem Club - Flax

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.05.11

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publicado às 23:49

 

A biblioteca municipal, no âmbito da programação de artes plásticas vai apresentar, a 14 de Maio de 2011, às 17h00, a exposição de escultura de Paulo Neves.

Para conhecer melhor a sua obra e o seu percurso poderá consultar o site: www.paulonevesescultor.com.

A exposição vai estar patente até 3 de Julho de 2011 e pode ser visitada de segunda a sábado, das 12h00 às 23h00 e domingo das 15h00 às 23h00.

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publicado às 16:25


Ver programa aqui

 

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publicado às 11:51


#1359 - Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.05.11

 

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publicado às 10:46

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publicado às 16:04


#1357 - PRÉMIO DE REVELAÇÃO APE/BABEL

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.05.11

Cidália Maria Bicho, Palmira Silva Baptista e Vera de Vilhena venceram ex-aequo o Prémio de Revelação APE/Babel na categoria de literatura para a infância e juventude, anunciou esta segunda-feira a Associação Portuguesa de Escritores (APE).

 

A decisão foi tomada por unanimidade por um júri composto por Alice Vieira, Cristina Norton, Rui Cardoso Martins e presidido por José Correia Tavares, o qual decidiu não premiar ninguém na categoria de ficção narrativa por entender que os originais não preenchiam os requisitos mínimos do regulamento, disse à agência Lusa fonte da associação.

À categoria de literatura para a infância e juventude concorreram 23 autores. Este prémio reporta-se a 2009 e é o único da APE que não envolve qualquer recompensa monetária, garantindo apenas a publicação dos textos e o pagamento de direitos de autor.

“As Três Fortunas do Lobo Lobão e outros contos tradicionais”, de Cidália Maria Lourenço Simão Ferreira Bicho (Loulé), “Carrossel de Sonhos, de Palmira Martins da Silva Baptista (Vila Nova de Gaia) e “Coisandês”, de Vera Vilhena (Mafra), são os títulos premiados que a Babel, enquanto editora associada, irá publicar.

Além destes prémios, a APE atribui ainda os de Ensaio, Poesia e Romance e Novela.

Manuel Gusmão venceu o Grande Prémio de Ensaio “Eduardo Prado Coelho” APE/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, com o livro “Tatuagem Palimpsesto, da poesia em alguns poetas e poemas” (Assírio e Alvim). O galardão, no valor de 7500 euros, foi entregue ao escritor em Abril.

O Grande Prémio de Poesia, patrocinado pelos Correios de Portugal (CTT), contemplou este ano Pedro Tamen, pela obra “O Livro do Sapateiro” (D. Quixote).

No valor de 5000 euros, não há ainda data marcada para a entrega deste prémio, segundo a APE.

Por atribuir está o prémio Romance e Novela APE/Ministério da Cultura, no valor de 15.000 euros, e que, segundo a associação, não deverá ser conhecido antes de finais de Junho.

 

In "JORNAL PÚBLICO"

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publicado às 15:41


#1356 - Artur Barrio vence Prémio Velázquez

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.05.11

 

O artista português, radicado no Brasil, Artur Barrio, venceu o Prémio Velázquez das Artes Plásticas 2011, no valor de 125 mil euros, anunciou esta terça-feira a ministra da Cultura espanhola, Ángeles González-Sinde.


In "Público"

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publicado às 15:29


#1355 - Alerta europeus!

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.05.11

 

1. Festejou-se ontem o Dia da Europa, com a União a entrar numa decadência profunda, dificilmente disfarçável. Os grandes valores europeus - como a unidade e a solidariedade - estão, como dizemos, pelas ruas da amargura. Os egoísmos nacionalistas reaparecem em força - e perigosamente - e os populismos, demagógicos e sem princípios, contaminam países que se consideravam sensatos, como a Finlândia, a Eslováquia e o Reino Unido. Vamos, alegremente, a caminho de novos e perigosos conflitos que põem em causa a paz e em que uma faúlha se pode transformar em guerra aberta. Os povos europeus já se esqueceram do que foram os anos trágicos de 1939-45?

 

É certo que não temos hoje um Hitler nem sequer um Mussolini. Nem passámos ainda por uma guerra preparatória, como foi a tão cruel guerra civil espanhola! Mas, como se viu no passado, uma simples fogueira pode gerar um grande incêndio, sem quase nos apercebermos, como sucedeu no ano fatídico de 1939. Precisamos pois de evitar, sem perda de tempo, que um ou vários conflitos aparentemente menores, nos voltem a empurrar nesse caminho.

 

É caso para se alertarem os Povos da Europa. Não deixemos morrer um projecto de paz, de liberdade, de justiça social e de bem-estar para todos - único no mundo - como é a União Europeia. Atenção: não temos hoje líderes à altura, nos grandes países europeus, tenho-o escrito repetidamente. Merkel, Sarkozy, Berlusconi, Cameron, para só citar os maiores, são políticos de vistas curtas, sem alma nem valores, que não vêem sequer a médio prazo... Só os seus interesses politiqueiros imediatos os movem.

 

Pondere-se a notícia, logo desmentida, publicada na revista alemã Der Spiegel, a propósito da ameaça grega de sair da Zona Euro e talvez mesmo da União. Causou o pânico entre os Grandes Estados europeus que se reuniram em petit comité, sem nada transparecer, como de costume, para o eleitorado. Foi, aliás, desmentida, no dia seguinte, pelo primeiro-ministro grego, Papandreou. Mas o pânico espalhou-se, o que demonstra as fragilidades e os receios da União Europeia que hoje temos...

 

Outro exemplo: a recusa da França do Presidente Sarkozy de receber uma centena de imigrantes vindos da Tunísia, de passagem pela ilha italiana de Lampedusa. Berlusconi, furioso - e desta vez com razão - ameaçou sair da União. Sarkozy deslocou-se a Itália para apaziguar Berlusconi e, como não encontraram uma solução a contento de ambos, resolveram propor o fim do Tratado de Schengen, ou seja: voltarmos às fronteiras cerradas no espaço europeu. Imagine-se! Duas grandes conquistas da União Europeia - a moeda única e o desaparecimento voluntário das fronteiras - poderiam ser sacrificados, segundo os líderes europeus, apenas para satisfazer interesses menores, meramente circunstanciais. O que revela bem a fraqueza dos lÍderes que hoje governam a Europa e o seu desinteresse efectivo pelo projecto comunitário.

 

In "DN"

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publicado às 15:22


#1354 - A Lírica de Borges

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.05.11

 

 

Autor argentino deixou uma vasta herança poética para humanidade

Por André Nigri

 

 

Os três poemas aqui selecionados são de Jorge Luis Borges. Mais conhecido por sua prosa, Borges nutria pela poesia uma paixão avassaladora. Antes da prosa de ficção, era em versos que procurou se afirmar. Em 1981, quando seu nome estava cotado para o prêmio Nobel de literatura - conquistado pelo búlgaro Elias Canetti -, vários estudiosos chegaram a dizer que o melhor de Borges está em sua poesia. Depois de cego, Borges não abandonou a poesia, mas passou a freqüentá-la menos, sempre utilizando o formato de um soneto. Basta lembrar que o livro predileto do autor argentino era A Divina Comédia, de Dante, toda ela escrita em versos.

 

    

Os Justos

Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.
O que acarinha um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.

Jorge Luis Borges, in "A Cifra"
Tradução de Fernando Pinto do Amaral

 

 

O Apaixonado

Luas, marfins, instrumentos e rosas,
Traços de Dúrer, lampiões austeros,
Nove algarismos e o cambiante zero,
Devo fingir que existem essas coisas.
Fingir que no passado aconteceram
Persépolis e Roma e que uma areia
Subtil mediu a sorte dessa ameia
Que os séculos de ferro desfizeram.
Devo fingir as armas e a pira
Da epopeia e os pesados mares
Que corroem da terra os vãos pilares.
Devo fingir que há outros. É mentira.
Só tu existes. Minha desventura,
Minha ventura, inesgotável, pura.

Jorge Luis Borges, in "História da Noite"
Tradução de Fernando Pinto do Amaral

 

 

Não és os Outros

Não há-de te salvar o que deixaram
Escrito aqueles que o teu medo implora;
Não és os outros e encontras-te agora
No meio do labirinto que tramaram
Teus passos. Não te salva a agonia
De Jesus ou de Sócrates ou o forte
Siddharta de ouro que aceitou a morte
Naquele jardim, ao declinar o dia.
Também é pó cada palavra escrita
Por tua mão ou o verbo pronunciado
Pela boca. Não há pena no Fado
E a noite de Deus é infinita.
Tua matéria é o tempo, o incessante
Tempo. E és cada solitário instante.

Jorge Luis Borges, in "A Moeda de Ferro"
Tradução de Fernando Pinto do Amaral

 

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