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Buraka Som Sistema

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.02.09

O som dos Buraka Som Sistema na imprensa espanhola

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publicado às 18:36


Filippo Tommaso Marinetti

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.02.09

"Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de todas as classes"...

Foi com estas palavras publicadas no "Le Figaro" a 20 de Janeiro de 1909, que Marinetti, um jovem poeta impetuoso e arrogante, dava início ao movimento futurista em Itália.

 

Umberto Boccioni

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publicado às 19:09


Cesar Franck

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.02.09

Cesar Franck: Psalm 150 (Vásáry, Varnus)

 

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publicado às 18:39


Edouard Lalo

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.02.09

ÉDOUARD LALO: Symphonie Espagnole, Op. 21. 4th. Mov. Andante. Itzhak Perlman, violin.

 

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publicado às 18:28


Piotr Beczala

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.02.09

Piotr Beczala - Land des Lächelns - Dein ist mein ganzes Her

 

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publicado às 19:02


Arild Andersen

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.02.09

Arild Andersen - Hyperborean - Stillness

 

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publicado às 18:47


Leitura de outros blogs - NUS

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.02.09

Victor Vasarely

- Desculpa o meu silêncio de ontem.
- A nudez provoca quietude. Eu entendo.
- Eu não estava nua.
- Eu sei, Luísa. Tinhas apenas chegado de viagem. Conheço os teus hábitos. Saia na cadeira, corpo deitado, fotografia na mesa e olhos cheios de memórias.
- Tenho pena que saibas tudo sobre mim.
- Também eu.

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publicado às 13:23


CORRENTES d'ESCRITAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.02.09

Prémio Literário Correntes d’Escritas/Casino da Póvoa para Gastão Cruz

O livro A Moeda do Tempo (Assírio & Alvim, 2006), de Gastão Cruz, é o vencedor por unanimidade do Prémio Literário Correntes d’Escritas/Casino da Póvoa 2009, este ano dedicado à poesia e com o valor de 20 mil euros. Do júri fizeram parte Ana Luísa Amaral, Casimiro de Brito, Fernando Guimarães, Jorge de Sousa Braga e Patrícia Reis. A lista dos outros 11 finalistas pode ser consultada aqui.

[In Bibliotecário de Babel]

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publicado às 13:16


CORRENTES d'ESCRITAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.02.09

Correntes d’Escritas – obras concorrentes aos Prémios Literários já são conhecidas - P. Varzim

Correntes dEscritas  obras concorrentes aos Prémios Literários já são conhecidas - P. Varzim

90 livros de poesia e 183 trabalhos poéticos compõem as listas a concurso para, respectivamente, o Prémio Literário Casino da Póvoa e Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus. Os concursos decorrem no âmbito da 10ª edição do evento literário Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, que tem lugar na Póvoa de Varzim no próximo ano, entre 11 e 14 de Fevereiro.


Ao Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor da 20 mil euros, concorrem livros em português, editados em Portugal entre Julho de 2006 e Junho de 2008, de autores de língua portuguesa, castelhana ou hispânica. Das 90 obras, o júri, constituído por Ana Luísa Amaral, Casimiro de Brito, Jorge Sousa Braga, Fernando Guimarães e Patrícia Reis, vai seleccionar uma Lista de Finalistas, a anunciar no mês de Janeiro. O vencedor é conhecido na Sessão de Abertura do Correntes d’Escritas, a 11 de Fevereiro, sendo o prémio entregue na cerimónia de encerramento, a 14. Recorde-se que, em edições anteriores venceram Lídia Jorge (2004), António Franco Alexandre (2005), Carlos Ruiz Zafón (2006), Ana Luísa Amaral (2007) e Ruy Duarte Carvalho (2008).


Os livros concorrentes repartem-se pelas seguintes editoras: com um livro cada a Asa/Leya, a Bonecos Rebeldes, as Edições Nelson de Matos, a Graal, a Intensidez, a Pássaro de Fogo e a 7 dias 6 noites; com dois livros a Campo das Letras, a Letras e Coisas, a Livro do Dia e a Papiro Editora; com três livros a Oceanos/Leya; com quatro livros a Cosmorama, a Cotovia e a Pé de Página; com seis livros a Dom Quixote; com sete livros a Deriva; com dez livros a Assírio & Alvim e a Caminho/Leya; e com 20 livros a Quasi. Sete obras são edições de autor.


O Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus destina-se a jovens entre os 15 e os 18 anos, de língua portuguesa, castelhana ou hispânica. Este ano, o prémio é de mil euros, sendo que o vencedor vê ainda o seu trabalho publicado na edição de 2010 da Revista Correntes d’Escritas. São 183 os trabalhos em poesia a concurso, da autoria de 133 jovens, já que o regulamento prevê que cada concorrente possa entregar até dois trabalhos.


À semelhança do Prémio Literário Casino da Póvoa, também o vencedor do prémio juvenil é anunciado na Sessão de Abertura, sendo o prémio entregue durante a sessão de encerramento. O júri é constituído por Luís Diamantino, vereador do Pelouro da Cultura, e Francisco Guedes e Manuela Ribeiro, membros da organização do Correntes d’Escritas.


Entre os concorrentes ao Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, nota-se uma clara predominância de jovens residentes em Portugal, espalhados por vários regiões. O Porto e a Parede são as duas localidades que apresentam mais concorrentes: 27% e 16% respectivamente. De notar ainda que este ano o concurso conta também com vários participantes residentes na Alemanha, prova do alcance da iniciativa. De facto, só da localidade alemã de Heinsberg são provenientes 10% dos jovens.


As listas de obras e trabalhos de ambos os concursos podem ser consultadas no portal municipal.


Este ano, o Correntes d’Escritas conta com um novo galardão, desta feita para os mais novos – o Prémio Infantil Conto Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora, dirigido às escolas e aos alunos do 4º ano do ensino básico. Atendendo o pedido de várias escolas, o prazo para a entrega de trabalhos, inicialmente previsto para 15 de Dezembro, foi prolongado até 15 de Janeiro. Este prémio visa distinguir um conto ilustrado, inédito, em língua portuguesa, escrito por uma turma de alunos que frequentem o 4º. ano de escolaridade do 1º. ciclo do ensino básico, supervisionados por um professor.


No portal municipal pode consultar os regulamentos de cada um dos prémios assim como manter-se a par das muitas novidades que a 10ª edição do Correntes d’Escritas vai trazer.

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publicado às 13:07


Primeiro romance de Fernando Pinto do Amaral publicado em Março

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.02.09

O Segredo de Leonardo Volpi é o título do primeiro romance do poeta, ensaísta e professor Fernando Pinto do Amaral, a publicar em Março pela Dom Quixote, que lança ainda por essa altura A Vingança de Marcolina ou O Último Duelo de Casanova, ficção do historiador e ex-ministro da Cultura José Sasportes, Eu Sou a Charlotte Simmons, de Tom Wolfe, O Sétimo Véu, de Juan Manuel de Prada e A Filha do Destino, autobiografia de Benazir Bhutto — para além de reedições de Machado de Assis (Dom Casmurro) e Robert Wilson (A Companhia de Estranhos e O Último Acto em Lisboa).  [In Revista Ler]

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publicado às 12:58


Bandas Sonoras

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.02.09

Ennio Morricone - The Legend of 1900

 

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publicado às 00:15


...

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.02.09

 

Poder reencarnar numa pedra, num grão de pó - chora-me na alma este desejo.


In "LIvro do Desassossego"

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publicado às 13:29


Teoria sentada

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.02.09

alexandra de pinho

 

A minha idade é assim - verde, sentada.

Tocando para baixo as raízes da eternidade.

Um grande número de meses sem muitas saídas,

soando

estreitos sinos, mudando em cores mergulhadas.

A minha idade espera, enquanto abre

os seus candeeiros. Idade

de uma voracidade masculina.

Cega.

Parada.

Algumas fixam-se à sua volta.


Idade que ainda canta com a boca

dobrada. As semanas caminham para diante

com um espírito dentro.

Mergulham na sua solidão, e aparecem

batendo contra a luz.

É uma idade com sangue prendendo

as folhas. Terrível. Mexendo

no lugar do silêncio.

Idade sem amor bloqueada pelo êxtase

do tempo. Fria.

Com a cor imensa de um símbolo.


Eu trabalho nas luzes antigas, em frente

das ondas da noite. Bato a pedra

dentro do meu coração. Penso, ameaçado pela morte.

É uma raíz séca, canta-se

no calor. É uma idade cor da salsa.

Amarga. Imagino

dentro de mim. Trabalho de encontro à noite.

Procuro uma imagem dura.


Estou sentado, e falo da ironia de onde

uma rosa se levanta pelo ar.

A idade é uma vileza espalhada

no léxico. Em sua densidade quebram-se

os dedos. Está sentada.

Os poentes ciclistas passam sem barulho.

Passam animais de púrpura.

Passam pedregulhos de treva.

É para a frente que as águas escorregam.


Idade que a candura da vida sufoca,

idade agachada, atenta

à sua ciencia. Que imita por um lado

as nações celestes. Que imita

por um lado a terra

quente.

Trabalhando, nua, diante da noite.

 

Herberto Helder - Ofício Cantante, Assírio & Alvim, edição 1297, Janeiro de 2009

 

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publicado às 12:12


José Luís Peixoto

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.02.09


Asseio

Nesta época do ano, quando vivia na casa de lareiras que sempre pertencerá aos meus pais,  uma das coisas que mais gostava de fazer era atear o lume. Acender uma pinha com fósforos ou no bico do fogão. Acender um fósforo. A explosão de um fósforo na ponta dos dedos é um assunto simultaneamente intenso e frágil, como o coração de uma ave. Da chama de um fósforo pode nascer um incêndio, o inferno, ou pode nascer um lume como aquele onde me aquecia na casa dos meus pais e que ardia durante todo o dia. E coloca-se a pinha no ponto onde a construção de lenha se cruza. Depois as chamas, depois as brasas, depois a cinza.

É assim que espero que as palavras peguem.

No resto do tempo, faço como no poema de Billy Collins, que aqui deixo traduzido por mim para português:

 

CONSELHO PARA ESCRITORES


Mesmo que te mantenha a pé toda a noite,

lava as paredes e esfrega o chão

do teu estúdio antes de compores uma sílaba.


Limpa como se o Papa estivesse para vir.

O asseio imaculado é sobrinho da inspiração.


Quanto mais limpares, mais brilhante

será a tua escrita; não hesites, pois em sair

a campo aberto e lavar a face oculta

das pedras, nem de passar um trapo nos ramos mais altos

das florestas sombrias, pelos ninhos cheios de ovos.


Quando encontrares o caminho de volta para casa

e guardares as esponjas e escovas debaixo do lava-loiça,

contemplarás a luz da aurora,

o altar imaculado da tua secretária

uma superfície limpa no centro de um mundo limpo.


Então, de um pequeno copo, azul reluzente, tira

um lápis amarelo, o mais afiado do bouquet,

e cobre páginas com frases miúdas

como longas filas de formigas devotas,

que te seguiram desde o bosque.

 

Retirado do blog de José Luís Peixoto

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publicado às 18:28


O Último Português da China

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.02.09

O autor Henrique de Senna Fernandes. Em seu projeto de explorar o encontro de culturas, elevou os nativos de Macau a protagonistas de sua literatura
O autor Henrique de Senna Fernandes. Em seu projeto de explorar o encontro de culturas, elevou os nativos de Macau a protagonistas de sua literatura

 

Revista BRAVO! | Fevereiro/2009

Dois lançamentos apresentam no Brasil a literatura do macaense Henrique de Senna Fernandes, representante de um mundo em extinção, em que as culturas lusitana e chinesa dialogavam

Toca o telefone no escritório de advocacia do escritor macaense Henrique de Senna Fernandes. Chamada de São Paulo. Em Macau, ex-colônia portuguesa na Ásia e desde 1999 região administrativa especial da República Popular da China, os relógios estão no futuro — nesta época do ano, dez horas a mais em relação ao Brasil —, mas o idioma no qual se expressa o jornalista que procura pelo autor ficou no passado. "Can you speak in English?", pergunta do outro lado da linha, com voz constrangida e sotaque achinesado, uma assistente de Senna Fernandes, logo que ouve as primeiras palavras na língua da antiga metrópole.

 

O episódio reforça a ideia de que Senna Fernandes (1923) talvez represente o último capítulo de peso da história da literatura produzida em português no continente asiático — ou, ao menos, em Macau. Assim, a publicação no Brasil de dois livros do ficcionista, Nam Van (contos, 1978) e Amor e Dedinhos de Pé (romance, 1986), já constituiria, por si só, um acontecimento editorial. Há, no entanto, algo mais a sublinhar: a obra do autor é um paradigma da expressão identitária de Macau, moldada a partir da fricção entre as tradições portuguesa e chinesa, disso resultando uma "cultura de encontro". "O macaense é precisamente o produto do equilíbrio de várias culturas, entre as quais se destacam a portuguesa, a raiz, e a chinesa, o solo. Eu sempre quis mostrar essa possibilidade de duas culturas tão díspares encontrarem uma plataforma de entendimento e de adaptação, criando um mundo novo", explicou o escritor em entrevista a BRAVO!.

A primeira providência tomada por Senna Fernandes para alcançar esse objetivo foi pôr os macaenses no centro da ação narrativa. O prodígio, conforme observa Mônica Simas em Oriente, Engenho e Arte, coletânea de ensaios de vários estudiosos sobre imprensa e literatura produzidas em português na Ásia, significou um "deslizamento subversivo" das estruturas literárias até então praticadas. Em obras como a de Jaime de Inso (1880-1967), por exemplo — oficial da Marinha lusa que serviu em Macau na década de 1920 —, os nativos da colônia não passavam de "personagens secundários".

 

Escritos com apuro técnico e cuidadosa construção de personagens, Nam Van e Amor e Dedinhos de Pé são representativos do projeto literário do autor. O volume de contos parece já querer concretizá-lo desde o título: Nam Van é a denominação chinesa da Praia Grande, o coração social e administrativo de Macau, além de "zona residencial preferida da população". Em suas cercanias, Senna Fernandes nasceu e passou parte da infância e lá foi morar quando regressou a Macau, depois de se formar no curso de direito na Universidade de Coimbra, para não falar que ele atribui ao local a inspiração de seus textos iniciais — o que vale dizer que, para além do jogo linguístico de reunir histórias em português sob um título chinês, o nome da obra relaciona as memórias espacial, coletiva e pessoal.

 

A-Chan e Manuel
No primeiro dos seis relatos do livro, A-Chan, a Tancaneira — premiado em 1950 num concurso da faculdade onde o ficcionista estudou —, a personagem principal, uma interiorana, é vendida pelos pais e acaba no litoral, trabalhando no tancar, pequena embarcação macaense guiada por mulheres. No exercício dessa função, considerada desprezível na China imperial, ela conhece o marinheiro português Manuel, a quem chama de Cou-Lou (Homem Alto). Ali estão dois destinos culturais distintos, ainda que inexoravelmente ligados à água. Não demora para que a paixão entre ambos "flua" — num encontro de dessemelhanças. Embora "feia, ignorante e açulada pela canga do rio", A-Chan conquista o navegador lusitano, que chega a se chocar com sua "submissão de fêmea amorosa que nada pedia". Ela engravida, e o futuro que se vislumbra, no final do conto, para Mei Lai, sua filha com Manuel, reflete o "mundo novo" de que fala Senna Fernandes: a menina é levada para a metrópole, onde será criada pela irmã do pai.

 

Em Amor e Dedinhos de Pé, a proposta de trazer para a boca de cena os personagens e a identidade macaenses é radicalizada. Dividido em quatro partes, o romance foi inspirado, segundo o ficcionista, "numa história antiga que escutei, entre riso e comentário jocoso, num dos serões da velha casa da minha avó". Para mimetizar, a contento, o ambiente de que trata o enredo do livro, Senna Fernandes admite que devia ter escrito certos diálogos em patoá, isto é, no dialeto local, hoje em vias de total desaparecimento. "Não o fiz porque, escrevendo sobretudo para o leitor lusófono em geral, a sua leitura tornar-se-ia difícil. No entanto, aqui e ali cedi à atração, reproduzindo frases em patoá, e noutras introduzi a construção gramatical do português falado pelo macaense."

 

É desse modo que a própria língua de Macau torna-se também uma das protagonistas do livro, lapidada num coloquialismo que não abre mão do acento literário, como se vê na seguinte passagem: "Pensa que não queria ser como as outras? Ter o direito de me divertir, de dançar e não ser o jarrão de todas as festas, de ser amada? Não, não interesso a ninguém. Pensa que não queria apresentar-me melhor, despegar-me destes horríveis vestidos que trago, que me dão uma figura de espantalho?".

 

No romance, Francisco da Mota Frontaria, o Chico-Pé-Fede — descendente de uma família de lorcheiros "que tanto se tinham distinguido no tráfico de mercadorias pelos diversos portos da China e na luta contra os piratas" —, tem sua trajetória cruzada com a de Vitorina Cidalisa Padilla Vidal, dita Varapau-de-Osso, a "mulher mais feia" da cidade. Numa trama tecida de maneira hábil, várias histórias vão adensando o núcleo central. O tempo recua na segunda parte até chegar ao presente da primeira e daí partir para as restantes, retratando a Macau do início do século 20, com seus bairros lusitanos e outros tipicamente chineses, e a reviravolta na vida dos personagens principais. Tal como ocorre com tantos outros casais da ficção do escritor macaense, também Francisco e Vitorina são bastante diferentes — o que representa mais um nível de aprofundamento do livro —, mas a complexa condição de marginalidade de ambos promove sua aproximação.

"Uma língua só tem sucesso quando é amplamente utilizada. Apesar de ser idioma oficial em Macau, o português não é o que se fala muito", lamenta Senna Fernandes. De fato, consta que nos dias atuais menos de 1% da população domine o idioma luso. Diante desse quadro, o macaense afirma que a literatura de língua portuguesa produzida por escritores asiáticos "caminha para a extinção". Isolados, muitos dos ficcionistas e poetas de expressão lusitana daquele continente permaneceram, e permanecem, distantes de algumas das principais conquistas literárias do idioma. Mas o vigor de obras como Nam Van e Amor e Dedinhos de Pé deixa na ponta da língua portuguesa um gosto amargo — trazido pelo temor
de que uma literatura que foi capaz de produzir livros desse porte possa deixar de existir.




Rinaldo Gama é editor do caderno Aliás, do jornal O Estado de S. Paulo, autor de O Guardador de Signos: Caeiro em Pessoa.

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publicado às 18:21


...Que o povo morra à fome e de cólera

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.02.09

Sete milhões de pessoas que vivem no Zimbabué precisam urgentemente de ajuda humanitária para sobreviverem à fome, de acordo com dados oficiais da ONU.


No entanto, Robert Mugabe, o presidente, celebrou o seu 85.º aniversário  com grande pompa e opulência  onde não faltaram produtos de marcas de grande luxo:


- 2000 garrafas de champanhe (Moët & Chandon e  61 Bollinger);

- 8000 lagostas;

- 100Kg de gambas;

- 4000 porções de caviar;

- 3000 patos;

- 16000 ovos;

- 3000 tartes de chocolate e baunilha;

- 8000 caixas de bombons Ferrero Rocher;

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publicado às 17:57


Está bem... façamos de conta

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.02.09
Está bem... façamos de conta


Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.


Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.


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publicado às 17:49


Prémio Biblioteca Breve 2009

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.02.09

 

A escritora espanhola (Barcelona) Clara Usón ganhou o prémio Biblioteca Breve com a obra Corazón de Napalm.

O  Prémio Biblioteca Breve 2009, que no ano  passado foi ganho pela nicaraguense Gioconda Belli e que está dotado com 30.000 euros. A este prémio concorreram 398 novelas.

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publicado às 18:18


Takashi Murakami

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.02.09

Takashi Murakami

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publicado às 18:11


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.02.09

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publicado às 17:58


Luigi Cherubini

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.02.09

 

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publicado às 17:49


Andrew Bird

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.02.09

 

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publicado às 13:21


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