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José a. Diazdel

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

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publicado às 23:26


Ângelo de Sousa - exposição de desenhos

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

Ângelo de Sousa vai expôr os seus desenhos na  Galeria Ao-Quadrado, em Santa Maria da Feira, de 31 de Janeiro até 7 de Março

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publicado às 22:47


Etta Jones

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

 

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publicado às 19:23


Recordar Lula Pena que conheci em Itália

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

 

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publicado às 19:15


John Updike: 1932 - 2009

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

 

O escritor norte-americano John Updike, um dos mais prolíficos autores da literatura norte-americana, faleceu aos 76 anos, vítima de cancro pulmonar. 

Considerado pela crítica um dos mais acutilantes analistas da sociedade norte-americana, Updike escreveu mais de 50 livros, muitos deles traduzidos em Portugal, como «A Feira», «A escola de música», «Casais trocados», «O centauro», «As bruxas de Eastwick», «Corre Coelho», «Coelho enriquece», «Brasil», «O terrorista».

As suas obras, várias delas distinguidas com alguns dos mais prestigiosos prémios literários - nomeadamente dois Pulitzer e dois National Book Awards - estiveram muitas vezes nas listas dos «best-sellers» nos Estados Unidos.

Sobretudo conhecido como romancista - «A Feira» foi o seu primeiro livro traduzido em Portugal - Updike escreveu também poemas e contos, fez crítica literária e escreveu um livro de memórias e um famoso ensaio sobre o jogador norte-americano de basebol Ted Williams.

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publicado às 16:22


As fases de Woody Allen

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

Os filmes essenciais na cinematografia de diretor americano famoso por criar tipos intelectuais e nova-iorquinos

1. Os filmes "piada-puxa-piada"
No início da carreira, Woody Allen achou que podia fazer sucesso contando ele próprio as piadas que escrevia. Seus primeiros filmes são calcados naquele tipo de roteiro que, no jargão da atividade, são chamados de "piada-puxa-piada". Entre eles estão, Bananas (1971) e O Dorminhoco (1973).

Bananas

O Dorminhoco

2. Em busca dos conflitos interiores
Depois, Allen passou a procurar enredos em que os conflitos entre os personagens decorressem mais de angústias interiores do que de situações concretas. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977) é exemplo dessa vertente.

3. A fauna nova-iorquina
O círculo que se move em torno dos protagonistas dos filmes de Allen é formado por uma tribo específica de personagens: artistas, intelectuais, psicanalistas, gente envolvida com o mundo da cultura da cidade que nos anos 60 roubara de Paris o título da capital cultura do mundo: Nova Iorque. Entre as obras desse tipo, está Manhattan (1978).

4. A literatura como inspiração
De forma consciente ou inconsciente, a literatura é referência nos filmes de Allen. A peça Três Irmãs, do ruso Tchekov, é uma das inspirações para uma das obras-primas do cineasta, Hannah e Suas Irmãs (1986).


Vicky Cristina Barcelona, que estréia neste mês, também tem influências literárias. O off inicial que descreve as personalidades das protagonistas Vicky e Cristina remete aos romances da romancista inglesa Jane Austen. Mas o clima que permeia o filme é o dos livros do escritor americano Henry James. O autor, nascido nos Estados Unidos e naturalizado inglês, fala recorrentemente do choque cultural entre o Velho e o Novo mundo. Em livros como As Asas da Pomba, os americanos são pintados como ingênuos na arte de cortejar, na comparação com os europeus. Em Vicky Cristina Barcelona, algo do relacionamento intenso dos europeus Juan Antonio e Maria Elena parece escapar às americanas Vicky e Cristina.

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publicado às 13:49


Bob Dylan - O Caminhante Solitário

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09
Bob Dylan em Manhattan, em 1983. Ele gosta de passear a pé pelas ruas de Nova York desde a época em que namorava Suze Rotolo, nos anos 60

Bob Dylan em Manhattan, em 1983. Ele gosta de passear a pé pelas ruas de Nova York desde a época em que namorava Suze Rotolo, nos anos 60

 

Revista BRAVO! | Janeiro/2009

O Caminhante Solitário

Gravações inéditas trazem Bob Dylan “do puro, do legítimo, do escocês”, sem interferência de parceiros ou produtores

Por Eurípedes Alcântara

 

Quando as coisas não dão muito certo em suas parcerias artísticas, Bob Dylan ativa um mecanismo de sobrevivência que parece ser seu estado natural. Ele some. Desaparece. Abandona tudo. Sai andando pela noite de New Orleans, Los Angeles, São Francisco, Montreal, Berlim, São Paulo... ou aonde quer que o leve a Never Ending Tour, o pé na estrada sem fim que serve de metáfora da sua vida. Nas caminhadas ele recupera um pouco daquela liberdade da juventude, quando subia a enregelada rua Thomas Paine, no Village nova-iorquino, de braços dados com a namorada Suze Rotolo apenas para "tomar um pouco de ar". Hoje ele anda só e busca sons novos, se detém a cada quebrada onde alguém toque algum instrumento. Na mais extraordinária dessas fugas, Dylan deixou o grande Grateful Dead, da lenda Jerry Garcia, no palco durante um dos ensaios do que viria a ser descrito por alguns críticos como uma bem-sucedida turnê. Não foi. Foi um porre. Um desencontro quase tão grande quanto Mick Jagger cantando Like a Rolling Stone como se a canção fosse uma homenagem a ele, ou Dylan e Paul Simon se apresentando juntos no Madison Square Garden. Os shows eram cabos-de-guerra com aquela química artificial de casais tentando se acertar com a ajuda de conselheiros externos. Dylan não via a hora de o tormento acabar — e acabou numa das caminhadas em São Francisco. Ele ouviu um velho e desconhecido tocar e cantar jazz de um jeito que descreveu mais tarde ao produtor musical Daniel Lanois como "o ruído feito por alguém dizendo uma verdade".

 

Ler resto da crónica aqui

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publicado às 13:39


Milan Kundera

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.01.09

"Oui, dit Jean qui voulait dire quelque chose de tout à fait différent."


Milan Kundera, Le livre du rire et de l'oubli

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publicado às 12:27


É A POLÍTICA, ESTÚPIDO!

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.01.09

Hoje, abre a reunião de Davos sem ilusões sobre a tísica economia. É novidade, aquela montanha suíça sempre foi lugar de esperança, quando não de euforia. Os personagens de Thomas Mann, em A Montanha Mágica, julgavam encontrar em Davos a cura da tuberculose. E muito depois disso, nestes anos recentes, aquele era o lugar dos Senhores do Universo. Querem nomes? John Thain, patrão da Merril Linch, Robert Rubin, do Citigroup, o alemão Adolf Merckle, um dos cem homens mais ricos do mundo, o magnata indiano Ramalinda Raju... Cada um deles era o que já se chamou O Homem de Davos - se o Australopithecusnos pôs de pé, o

Homo de Davos  pôs- -nos a julgar que seríamos ricos. Pois bem, os grupos de Thain e Rubin faliram, o Merckle suicidou-se, o Raju tem o passaporte cassado por trafulhices na sua empresa... E tudo aconteceu entre a reunião de Davos de 2008 e a deste ano, sempre em fins de Janeiro quando àquela montanha lhe dá para a magia. Davos vivia da frase de Clinton: "É a economia, estúpido..." Mas os homens dos números falharam. Este ano, em Davos, vão estar os primeiros-ministros da Rússia, da China, da Grã-Bretanha, da Alemanha...

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publicado às 13:17


Por outras palavras, de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.01.09
Notícias da crise
 

Notícias da crise

Pela sexta vez, o infantário "A Conchinha", de Sines, foi na semana passada assaltado e roubada toda a comida das crianças guardada nos cofres. A crise está a atingir o sector da ladroagem e é preocupante o alargamento das desigualdades entre ladrões ricos e pobres, com uns a roubar milhões e outros, cada vez mais numerosos, arriscando-se a ir presos (pois são os que costumam ser apanhados e julgados) por uns pacotes de batatas fritas e umas garrafas de leite achocolatado.

Enquanto o Estado não intervenciona também a pequena ladroagem, os infantários admitem acabar com os lanches e almoços, seguindo a engenhosa solução do Ministério da Justiça de retirar as caixas Multibanco dos tribunais (processos, juízes e funcionários serão retirados mais tarde, altura em que os tribunais ficarão, por fim, completamente seguros, sem nada que roubar). As boas notícias são que o governador do Banco de Portugal anunciou que as ajudas de 20 mil milhões do Estado aos bancos não chegam e têm que ser aumentadas e que o gestor do BPP anda por aí a dar conferências sobre como ter sucesso no mundo financeiro.

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publicado às 13:08


Crónica de Mário Crespo

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.01.09
Acção executiva
 

Acção executiva

Independentemente da verdade, José Sócrates pode já não estar em condições de continuar a chefiar o Governo. O envolvimento de familiares seus num processo de despacho governamental delicado cria-lhe fragilidades que o vão acompanhar daqui para a frente.

 

O ambiente de alegadas influências em decisões governamentais (supostas ou reais) para extorquir contrapartidas dá um carácter de favoritismo na prática governativa que, falso ou verdadeiro, lhe criam uma pressão política intolerável.

Em política, ao nível a que José Sócrates chegou, pura e simplesmente não há presunções de inocência quando há indícios insofismáveis. Não há comunicados com desmentidos nem notas da Procuradoria a dizer que hoje está tudo bem mas amanhã não se sabe, que lhe valham. Será este julgamento popular de José Sócrates injusto? É. Mas é assim. A infelicidade é que no ponto da pirâmide executiva onde José Sócrates se encontra o que parece já é, mesmo antes de o ter sido. É uma vulnerabilidade que vem com o território.

 

José Sócrates devia sujeitar-se ao julgamento popular que vem com o voto e aí saber se Portugal acredita na sua boa-fé e na ingenuidade do seu tio e primo, e se este conceito de "família" é compatível com a maneira como em Portugal se entende a função governativa. Está em jogo o bem-estar de uma população de dez milhões de pessoas e a necessidade de tomar medidas rigorosas e duras para enfrentar a crise. Está em jogo a respeitabilidade da imagem de um país que a esta hora está a ser retratado nos media estrangeiros na síntese dos que vêem a realidade de fora através dos desapaixonados despachos das agências noticiosas. Nessa óptica, o que aparece é o chefe do Governo de Portugal no centro de um furacão que envolve pagamentos avultados por favores oficiais num processo que entronca no estrangeiro com offshores de familiares metidos pelo meio. Justa ou injustamente a Standard and Poors vai adicionar este elemento à contabilidade do rating da República.

 

No mundo da banca e da finança internacionais também não há presunção de inocência. Na zona da vida pública em que José Sócrates se encontra, com a necessidade de executivo claro firme e duro que a crise exige, com a ameaça de todo o Portugal se tornar numa gigantesca Qimonda, a verdade ou mentira de uma insinuação são valores subjectivos de menor importância.

 

O momento não se compadece com as delongas da justiça à portuguesa. É preciso indagar se o povo aceita renovar a confiança em José Sócrates nestas envolventes ruidosas e cheias de incógnitas, ou se vamos continuar no "pântano" profetizado por António Guterres quando se demitiu, (curiosamente em data muito próxima do início de toda esta questão do Freeport). Alguém vai ter de tomar uma decisão executiva porque, face ao que já está escrito e dito, não chega clamar pela celeridade da justiça, que não existe, nem pedir o aval diário do até-aqui-tudo-bem-depois-se-verá da Procuradoria. José Sócrates, por si, ou Cavaco Silva, por ele, terão de tomar a única decisão possível, que é fazer o primeiro-ministro sujeitar-se ao juízo do voto antecipado que relegitimará, ou não, o seu Executivo.

Por muito, muito menos, Jorge Sampaio sujeitou Santana Lopes a esse julgamento popular.

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publicado às 16:42


José James - The dreamer

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.01.09

 

 

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publicado às 16:30


Prémio de melhor longa-metragem do ano

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.01.09

"Slumdog Millionaire", de Danny Boyle eleito melhor filme do ano


O filme "Slumdog Millionaire", do realizador britânico Danny Boyle, conquistou sábado à noite, em Los Angeles, o Prémio de Melhor Longa-Metragem do ano atribuído pelo sindicato norte-americano de produtores de cinema.

"Slumdog Millionaire" deixou para trás outros favoritos como "Batman, o Cavaleiro das Trevas", de Christopher Nolan, "A Estranha História de Benjamin Button", de David Fincher, "Frost/Nixon", de Ron Howard, e "Milk", de Gus Van Sant, segundo a revista norte-americana Variety.

O filme de Danny Boyle confirma assim as preferências da comunidade cinematográfica norte-americana para a conquista de Melhor Filme na cerimónia dos óscares deste ano, prevista para 22 de Fevereiro, em Hollywood.

"Slumdog Millionaire" decorre em Bombaim, na Índia, e conta a história de um jovem indiano iletrado que conquista a final da versão local do concurso televisivo "Quem quer ser milionário?".

 

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publicado às 16:10


Por Outras Palavras, de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.01.09
Uma personagem de Óscar Wilde
 

Uma personagem de Óscar Wilde

O ministro Santos Silva, encarregado, na economia governamental, do pelouro da refutação da Oposição, pratica habitualmente o honroso encargo com a indignação afectada de uma personagem de Óscar Wilde: "É inadmissível que andem para aí a dizer coisas do Governo que são absolutamente verdadeiras". Foi assim que, agora, no regresso ao Parlamento do Código do Trabalho, o ministro refutou indignadamente a acusação de que este fomenta a precariedade.

Garantiu Santos Silva ao país que "o Governo leva muito a sério o princípio constitucional da segurança no emprego" (a lição continua a ser a de Óscar Wilde: "Em questões muito sérias, o essencial é o estilo, não a sinceridade"). Por isso, o Governo - argumentou - terá incluído no Código "medidas de combate à precariedade". Dir-se-ia que, de facto, "só quem já está completamente perdido aceita argumentar". É que a conclusão de que o Código não leva a sério o princípio fundamental da segurança do emprego é uma constatação técnica, verificada pelo Tribunal Constitucional, não uma crítica política. E contra isso pouco podem indignação ou argumentos.

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publicado às 13:10


Assinaturas de mudanças

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.01.09

Momento em que opresidente do Estados Unidos, Barack Obama, assina  uma série de despachos executivos , entre elas a do encerramento de Guantánamo.

 

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publicado às 19:00


"Vicky Cristina Barcelona" de Woody Allen

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.01.09
Estreia, hoje, o filme "Vicky Cristina Barcelona" de Woody Allen com Javier Bardem, Penélope Cruz, Scarlett Johansson e


 

 Sinopse:

Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são as melhores amigas do mundo mas têm atitudes completamente diferentes no que toca ao amor. Vicky é sensata e está noiva de um respeitável jovem. Cristina é sexual e emocionalmente desinibida, sempre em busca de uma paixão arrebatadora. Quando Judy (Patricia Clarkson) e Mark (Kevin Dunn), parentes distantes de Vicky, se oferecem para recebê-las num Verão em Barcelona, elas aceitam imediatamente: Vicky quer passar o último mês de solteira a pesquisar para o mestrado e Cristina procura uma mudança de cenário para fugir dos destroços da sua última separação. Uma noite numa galeria de arte, Cristina, novamente em forma, instantaneamente fixa o olhar no mais intenso e provocador homem na sala, Juan Antonio (Javier Bardem), um belo pintor. Cristina fica ainda mais intrigada quando Judy lhe segreda que Juan Antonio teve uma relação tão explosiva com a sua ex-mulher, Maria Helena (Penélope Cruz) que até se tentaram matar. Mais tarde, quando Vicky e Cristina estão a jantar, Juan Antonio aproxima-se da mesa delas com uma proposta ousada: voarem com ele numa viagem de fim-de-semana para a cidade provincial de Oviedo, onde sugere que explorem as maravilhas culturais, bebam bons vinhos, e façam amor juntos. Vicky considera a proposta ofensiva mas Cristina fica encantada com o estilo directo de Juan e com o seu carisma e convence Vicky a acompanhá-los... [ptgate.pt]

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publicado às 18:44


A arte ao serviço dos refugiados

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.01.09

(1)(2)(3)

 (1) Manuel Quintana Martelo  -   Inkjet, aguatinta y aguafuerte sobre papel.

 

 (2) Juan Genovés, Decisiones, 2002 - Acrílico sobre papel.  

 

 (3) J.M.Riera i Arago, Avión en ángulo, 2000.  - Mixta sobre papel.

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publicado às 18:29


José Luís Peixoto

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

Estou apaixonado

Pelo meu romance.


No passado dia 7 de Janeiro, escrevi a primeira palavra daquele que começa a ser o meu próximo romance.

Este romance parte de uma ideia que tive em finais de 2005 e que, desde então, se tem vindo a multiplicar pelo infinito. Em 2007 e 2008, dediquei-me à investigação acerca de alguns temas importante para o mundo do romance. Fi-lo utilizando os mais diversos meios e constituiu uma descoberta pessoal que contruibuiu para que o projecto do romance se adensasse ainda mais.

E chegou o dia 7 de Janeiro.

Por muito boas razões, tive de interromper a escrita do romance na semana passada. Espero retomá-la amanhã. Já chamei as personagens para junto de mim. Algumas já começaram a chegar.

Neste blog, irei dando conta de algumas das questões e dos temas que me forem passando pela cabeça e pelos olhos ao longo da escrita deste meu próximo romance. Assim, mais tarde, poderemos lembrar-nos de como éramos.

No final de cada post, escreverei o número de páginas que, nesse determinado momento, considere (praticamente) finais. Começo já a fazer essa contagem.

Espero que me possam acompanhar.

 

Post retirado do blog de José Luís Peixoto

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publicado às 22:28


Al Berto

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09


SEM TÍTULO E BASTANTE BREVE


  tenho o olhar preso aos ângulos escuros da casa
      tento descobrir um cruzar de linhas misteriosas, e com elas quero construir um templo em forma de ilha
      ou de mãos disponíveis para o amor
     
na verdade, estou derrubado
      sobre a mesa em fórmica suja duma taberna verde, não sei onde
      procuro as aves recolhidas na tontura da noite
      embriagado entrelaço os dedos
      possuo os insectos duros como unhas dilacerando
      os rostos brancos das casas abandonadas, à beira-mar
      dizem, que ao possuir tudo isto
      poderia ter sido um homem feliz, que tem por defeito interrogar-se acerca da melancolia das mãos
      esta memória lâmina incansável
    
 um cigarro
      outro cigarro vai certamente acalmar-me
      que sei eu sobre tempestades do sangues? e de água?
      no fundo, só amo o lado escondido das ilhas
      amanheço dolorosamente, escrevo aquilo que posso
      estou imóvel, a luz atravessa-me como um sismo
      hoje, vou correr à velocidade da minha solidão

 

Poema de Al Berto in O MEDO

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publicado às 17:54


Alexandre O'Neil

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

PARA WALT WHITMAN NOS TEMPOS DO MACCARTHYSMO

 

 

Já não te podem suportar, Walt Whitman.
Como os doentes que na doença se comprazem e não
                    [toleram que lhes demonstrem a saúde.
Como quem à luz incomparável do real se sente albino
e proclama a noite em pleno dia,
assim eles te rejeitam, ó patriarca, te tornam episódico,
porque   não   querem   que   tenhas   ainda   muito   mais
                                                              [ consequências,
porque não podem, inconfundível como és, aproveitar-te
para aumentar a confusão.

As grandes pontes fraternais que lançaste, vão-nas
                                                                      [demolindo.

O amor sem limites que te trouxe até nós,
o teu orgulho de uma humildade insuportável,
de uma humanidade formidável,
perante as grandes e pequenas coisas deste mundo,
tudo isso vão eles negando e rejeitando,
e o seu ideal será dizer, um dia,
que nunca exististe, que não foste
mais do que, como nos filmes, mera coincidência.

Ó Walt, no país que foi o teu já não há ruas
como os versos por onde caminhaste até nós,
até este «nós», ruas largas, mas de fraternidade,
ruas percorridas por uma simpatia, uma saúde, uma
                                                                  [alegria
que só esperavam mais rostos p'ra se demonstrar...

Que eu viaje, respire, viva
— escrevo hoje como escrevi um dia —
no teu verso democrático, ó Walt Whitman!
Como as sequóias  que cresceram através dos séculos
até nos nossos dias se elevarem
cm majestosas catedrais,
assim também não foi em vão que tantas vozes cresceram
até na tua, muito alto, verdejarem.

*

Não sei porquê, Walt, a teu respeito
me lembro duma garrafa
que no país que ainda é teu há anos enterraram.

Tinha filmes, livros, notícias completas
deste tempo que é e não é nosso.
garrafa lançada ao mar do tempo
p'ra que os futuros homens, descobrindo-a,
soubessem o que fomos...

 

Poema de Alexandre O'Neil, In Poemas com endereço

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publicado às 17:43


A arte ao serviço dos refugiados

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

Sebastiao Salgado, Étiópia, 1984. Fotografia a preto e branco

 

Inocente de Jordi Alumá, 2008

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publicado às 16:56


Mário Soares no EL PAÍS

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

El mundo le necesita tanto como Estados Unidos

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publicado às 13:15


IL MERLO [O MELRO]

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

 

 

O Melro (Il Merlo) é um poema de Guerra Junqueiroeditado em Itália em 2004 pela Academia del Libero Merlo Maschio, Saviano (Nápoles) Itália,  e foi-me

oferecido pelo meu amigo Vittorio Avella, director responsável.

 

Vittorio Avella

O poema deste belíssimo livro está impresso em  bilingue - português e italiano - e tem ilustrações de Oreste Zevola.

Um forte abraço ao Vittorio de quem já tenho saudades.

 

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publicado às 11:36


A Arte Pop, de Simon Wilson

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

Redescoberta de livros e leituras

A Arte Pop. de SIMON WILSON, com 62 ilustrações a cor, publicado em 1974 pela Thames and Hudson Ltd. - Londres e traduzido para a língua portuguesa por Maria Luiza Ferguson Marques para Editoral Labor, S.A., Barcelona

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publicado às 11:09


História de um rapaz - Matilde Rosa Araújo

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.01.09

Redescoberta de livros e leituras

"Ouve, Amigo, a história que te vou contar. Não é uma história triste nem alegre sequer. Nem é uma história de paz nem é uma história de guerra. É a história de um rapaz. O José.

Eu conheci José era ele um menino marinheiro, assim com a blusa à marinheira muito azul: um menino que brincava com barcos de papel.

Se ele tinha olhos azuis? Não. Nem verdes. Os seus olhos eram castanhos como as cascas dos troncos sem musgos, ora muito sérios, ora muito risonhos, nem eu o sei explicar."...


Excerto extraído do Livro de Matilde Rosa Araújo "História de Um Rapaz", editado em 1973 pela Atlântida Editora, Coimbra.


A capa e o desenho é de Maria Keil

 

 

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publicado às 10:48


Edward Grieg

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.01.09

 

 

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publicado às 00:55


Kol Nidrei, de Max Bruch

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.01.09

Kol Nidrei Max Bruch (1.st part)

 

 

 

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publicado às 00:46


José de Almada Negreiros sobre Fernando Pessoa...

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.01.09

..."Começo por Fernando Pessoa.

Não recordo ter estado alguma vez com Fernando Pessoa e mais outros. Ou lembro vagamente. Lembro-me apenas de ter estado anos com ele e mais ninguém connosco. O poeta Américo Durão lembra-se de ser eu o único do "Orpheu" tu-cá-tu-lá com Fernando Pessoa. Sou comovidamente grato a este testemunho público daquele poeta, tanto mais que devo não ter sido o mais assíduo companheiro de Fernando Pessoa, e o facto de os do "Orpheu" não se tratarem por tu, torna bem significativo o da sua aberta recordação. Há verificável impossível salvo do poeta.

Devo a Fernando Pessoa (repito: pela primeira vez na minha vida) a alegria de ver noutrem a oposição e não o costumado contrário nosso alheio. Obrigado Fernando. Não há aqui de quê agradecer. Também o sei. Desculpe. É a afectividade. Carinho.

De parte a parte, em ambos nós nada havia de contrários pois que nenhum dependia dessas classificações engendradas a título social para o sossego e a comodidade de uns tantos. Não. Éramos poetas. Perdão: apresentávamo-nos para poetas. Antes de bons ou maus poetas bebíamos já ambos o delirante veneno de não pertencermos a nada e sermos cá. Partíamos logo desde o respeito muito bem pesado por tudo quanto a outros lhes era forçoso participar no quotidiano. Não ter este forçoso era o nosso carimbo de poetas. Mas para melhor fazer entender o carimbo, direi que isenção que significa poeta tem arrumo na nomenclatura social e na mesma palavra que faz de réu em desclassificado.

Foi neste momento que dei a Fernando Pessoa um pequeno papel muito dobrado e que ainda o dobrei mais deante dele. Desdobrou-o com o mesmo cuidado com que o dobrei, e leu: Quer o queiramos quer não, nós (o artista) estamos muito longe de pertencer à comunidade". Assinado: Cézanne."...

Texto retirado do livro de Almada Negreiros "Orpheu", edição Ática

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publicado às 00:15


Há dias assim...

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

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publicado às 20:04


Almada Negreiros

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

Redescoberta de livros e leituras

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publicado às 19:47


INTENÇÕES

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

 


Vieira da Silva

Nos livros, podemos encontrar ideias, se pegarmos neles com os olhos cheios de intenções.

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publicado às 19:16

“Aconteceu uma coisa terrível na Educação: tudo tem de ser divertido, nada pode dar trabalho” - afirmações da escritora Alice Vieira em entrevista ao jornal Público.

 

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publicado às 18:46


Tereza Coelho (1959-2009)

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

«Pessoalmente, gostaria que as mulheres parassem de contar a vida delas, que ser escritor não fosse uma obsessão nacional e que se tornasse mais difícil publicar.»

 

Tereza Coelho, editora das Publicações Dom Quixote e do escritor António Lobo Antunes, morreu.

 

Ex-jornalista, considerada uma das melhores da sua geração, trabalhou no semanário “Expresso”. Foi a primeira directora da revista “Elle” e integrou a equipa que fundou o PÚBLICO. Saiu depois para o “Independente”, para ser directora da revista “Livros”, distribuída com este semanário (que mais tarde passou a ser vendida em banca como “Os Meus Livros”).


Tereza Coelho nasceu a 2 de Março de 1959, em Quelimane, em Moçambique, e veio para Portugal aos 14 anos. Viveu na Figueira da Foz e mais tarde veio estudar para Lisboa, onde se licenciou em Línguas e Literatura, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


Abandonou a longa carreira de jornalista e de crítica literária e foi trabalhar com Zita Seabra na editora Bertrand. Mais tarde mudou-se para as Publicações Dom Quixote, onde se dedicava a editar António Lobo Antunes e outros escritores portugueses, como Mário Cláudio. Nesta editora publicou o polémico livro “Eu, Carolina”, de Carolina Salgado.


Foi também tradutora de várias obras da escritora Marguerite Duras, de quem era amiga. É autora dos livros “António Lobo Antunes – Fotobiografia” (Publicações Dom Quixote, 2004), “A Sexualidade Traída” que escreveu em conjunto com Francisco Allen Gomes (Âmbar) e “Moda em Portugal nos Últimos 30 anos” (edições Rolim) e “Tentação” (Publicações Europa-América) – a adaptação do guião do filme “Tentação”, de Joaquim Leitão, para novela a pedido do produtor Tino Navarro.


Tereza Coelho foi casada com o professor Eduardo Prado Coelho, de quem se divorciou. Era casada com o escritor e jornalista Rui Cardoso Martins, com quem teve dois filhos.


Com Rui Cardoso Martins escreveu o argumento para uma longa-metragem, que está actualmente em rodagem, com realização de João Mário Grilo.

 

Post retirado do blog "Ciberescritas"

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publicado às 16:44


Santa Maria da Feira, 20 de Janeiro, Feriado Municipal

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09
Festa das Fogaceiras'09

 

A Festa das Fogaceiras é uma tradição secular que, em 2005, completou quinhentos anos, marcados pela devoção do povo das Terras de Santa Maria.
A mais emblemática festividade do Concelho de Santa Maria da Feira teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado Fogaça.
S. Sebastião, que segundo a lenda padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se, assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira.
No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo. Assim nasceu a Festa das Fogaceiras.
Cumprida em cada dia 20 de Janeiro, esta promessa constitui uma referência histórica e cultural para as Terras de Santa Maria.
 
Post retirado do blog "bibliotecadafeira"

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publicado às 16:31


Augustina Bessa-Luís

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

"As viagens inventaram-se para quem está triste.

Se não houvesse pessoas tristes, não havia agências de viagens.

Que julgam que o infante D. Henrique fez ao criar a Escola de Sagres?

Um ponto de partida para se poupar à melancolia."

 

Augustina Bessa-Luís

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publicado às 16:20


A Luz da Madrugada

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

 

SEM SAÍDA


Da tua sombra nasce a minha luz

do teu puro silêncio a minha fala

e ainda é o teu olhar que me seduz

no presságio do sono que me embala


Queria poder amar-te sem motivo

já sem corpo nem alma nem passado

quando só tu me provas que estou vivo

no teu sorriso mais que desesperado


Vem ter comigo, vem, enquanto a vida

nos abandona à flor do seu segredo:

ambos sabemos que não há saída


fora do nosso amor - ainda é cedo

e a noite é uma criança distraída

até ficarmos sós: não tenhas medo

 

Poema de Fernando Pinto do Amaral, do Livro "A Luz da Madrugada", Publicações Dom Quixote, Setembro de 2007

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publicado às 15:59


Na hora da despedida

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

Estão previstas mais de mil festas em todo mundo para celebrar a despedida de Bush, considerado o pior presidente dos Estados Unidos.

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publicado às 13:40


O passarinho de Arhus

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

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publicado às 13:26


Festival para gente sentada

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

Festival para Gente Sentada-13 e 14 de Fevereiro - Santa Maria da Feira

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publicado às 13:09


Estados de alma

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.09

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publicado às 12:59


Joana Carneiro, nova directora musical da Berkeley Symphony

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.01.09

A nomeação foi feita por videoconferência, ao fim da tarde de ontem: a maestrina portuguesa Joana Carneiro é a nova directora musical da ,Berkeley Symphony na Califórnia, EUA, sendo a terceira pessoa a ocupar a posição e substituindo Kent Nagano, que assumia o cargo desde 1978.

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publicado às 22:28


Bicentenário do nascimento de Edgar Allan Poe

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.01.09

Cumpre-se, amanhã, o bicentenário do nascimento de Edgar Allan Poe.

 

Ler aqui o poema "CORVO" traduzido por Fernando Pessoa

 


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publicado às 22:28


Novo filme de Manoel de Oliveira estreia em Berlim

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.01.09


O novo filme de Manoel de Oliveira, "Singularidades de uma rapariga loura", passará em estreia mundial na 59.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, em Fevereiro, anunciou a organização do certame.

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publicado às 22:17


Prémio Literário da Fundação Inês de Castro

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.01.09

Teolinda Gersão,  autora de "A mulher que prendeu a chuva" foi, ontem, distinguida com a segunda edição do Prémio Literário da Fundação Inês de Castro, sedeada em Coimbra.

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publicado às 22:05


Ralph Vaughan Williams

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

Ralph Vaughan Williams: Tallis Fantasia

 

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publicado às 22:29


Gabriel Fauré

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

Faure - Vladimir Ashkenazy - Pavane

 

 

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publicado às 22:07


"O silêncio de Lorna" no auditório da biblioteca

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 18 de Janeiro, pelas 21h30, o filme " O silêncio de Lorna" de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne , será exibido no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.

 

 

Sinopse:

Para se tornar proprietária de um bar com o namorado Sokol, Lorna, uma jovem albanesa a viver na Bélgica, deixa-se envolver nos planos de Fabio, que lhe propõe um casamento falso com Claudy para conseguir nacionalidade belga. Mas Fabio quer mais do que isso: quer que Lorna volte a casar com um mafioso russo disposto a pagar uma grande quantia de dinheiro para obter nacionalidade belga. E, para que este segundo casamento se concretize, planeia matar Claudy. Conseguirá Lorna permanecer em silêncio?

 

Post retirado do blog "Biblioteca da Feira"

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publicado às 21:18


Eugénio de Andrade

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

Uma nova edição de ‘À Sombra da Memória’

Na próxima segunda-feira, dia 19, Eugénio de Andrade faria 86 anos. Assinalando a data, a Fundação do poeta (Rua do Passeio Alegre, 584, Porto) lançará, a partir das 18h30, uma nova edição do livro À Sombra da Memória, com um texto inédito de Gonçalo M. Tavares, que será lido durante a sessão, assim como outros textos de Eugénio de Andrade. A entrada é livre.

 

Adeus

Como se houvesse uma tempestade
escurecendo os teus cabelos,
ou, se preferes, minha boca nos teus olhos
carregada de flor e dos teus dedos;
como se houvesse uma criança cega
aos tropeções dentro de ti,
eu falei em neve - e tu calavas
a voz onde contigo me perdi.
Como se a noite se viesse e te levasse,
eu era só fome o que sentia;
Digo-te adeus, como se não voltasse
ao país onde teu corpo principia.
Como se houvesse nuvens sobre nuvens
e sobre as nuvens mar perfeito,
ou, se preferes, a tua boca clara
singrando largamente no meu peito.

 

parte do post foi publicado por o "Bibliotecário de Babel" às 11:22 de Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

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publicado às 19:01


Antony - The Crying Light

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09
A propósito do novo álbum "The Crying Light", o Ípsilon falou com um dos regressos mais esperados do ano

No novo álbum "The Crying Light", Antony revela-se com aquela voz inigualável mas também diferente, com uma música mais elegante e intimista.

Em entrevista ao Ipsílon que publicamos na edição em papel de 6ª feira, 16, esclareceu que levou quase três anos a lançar o novo álbum - depois de "I Am A Bird Now" (2005) - porque é um insatisfeito, um perfeccionista, ao mesmo tempo que disse que nunca olha para as suas canções como sendo amarguradas. "Para mim, estão imersas em esperança".

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publicado às 13:34


A revelação do mundo

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

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publicado às 13:28


Mendelssohn-Bartholdy - Bicentenário do seu nascimento

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

 

 

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publicado às 13:20


Os intocáveis poderosos dos Estados Unidos e Europa

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

Quadro a óleo de Fernando Botero, da série 'Abu Ghraib' (2005)

 

Philiph Gourevitch lleva más de una década persiguiendo fantasmas. Primero fueron las oscuras sombras del genocidio de Ruanda, que llevaron a este escritor y periodista estadounidense, un año después de aquella matanza, a adentrarse en aquel país y hurgar en aquella herida en el espléndido y demoledor libro

mais aqui, aqui, aqui

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publicado às 12:55


Salvador Dalí

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.01.09

No dia 23 de Janeiro celebra-se o vigésimo aniversário da morte de Salvador Dalí que faleceu em Figueres (Girona).

O museu de Arte Moderna de Nova Iorque cedeu, para o efeito,  ao Museu Dalí de Figueres, o quadro "A Persistência da Memória" que pode ser visto até 18 de Março.

As comemorações contam ainda com a publicação de 3 livros, de 3 autores distintos, que permitem compreender melhor todo o percurso artístico, as suas obsessões, e  a sua importância no movimento surrealista.

 

 

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publicado às 12:18


...

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.09

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publicado às 23:08


Georges Simenon

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.09

A redescoberta de leituras antigas, afectos e recordações:

 

 

Maigret e o Homem do Banco, de Georges Simenon, editado pela Livraria Bertrand, Lisboa e com a tradução de João Belchior Viegas, e capa da autoria de José Cândido.

 

O último parágrafo do livro foi concluído em  19 de Setembro de 1952 e publicado em 1953 com o título  original francês "Maigret et l'homme du Banc".

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publicado às 17:52


Fernando Pessoa

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.09

A influência da nova geração sobre a vida portuguesa?

Nenhuma, porque não há vida portuguesa.

 

Fernando Pessoa, 1916

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publicado às 17:36

 

 

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publicado às 17:24


Poesia completa de Herberto Helder

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.09

Ofício Cantante - Poesia Completa (Assírio & Alvim) em breve nas livrarias. O volume de 624 páginas inclui, entre vários inéditos, todos os poemas do já esgotado A Faca Não Corta o Fogo, lançado em 2008. [In. Revista Ler]

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publicado às 13:39


Obscenidades

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.09

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publicado às 13:34


Por Outras Palavras, de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.09
Do drama à comédia
 

Do drama à comédia

A crer nas alegações dos arguidos, que a comunicação social tem abundantemente referido, quem está a ser julgado no processo Casa Pia é o Ministério Público, a Magistratura Judicial (que os pronunciou), a Polícia Judiciária, o Instituto de Medicina Legal, os peritos médicos que observaram as crianças, as próprias crianças, as testemunhas, a comunicação social, a opinião pública e o Mundo em geral; e as vítimas são os arguidos. Um imenso "complot" universal terá sido organizado para congeminar uma maléfica "fantasia" e, com obscuros fins, acusar meia dúzia de inocentes.

Não queria estar na pele do colectivo que julga o processo, a quem, se assim foi, se pede, não que dê uma sentença, mas que encarne o Bem e faça a Revolução, mandando extrair certidões para meter na cadeia dois terços das instituições do país e dois terços do próprio país. Na verdade, o que, no caso, está a ser julgado é a Justiça portuguesa e a sua independência. O grande júri em nome de quem é suposto a Justiça ser administrada tem razões para estar perplexo com o folheto de cordel em que o processo está a ser transformado.

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publicado às 13:20

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