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A propósito da avaliação dos professores

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.09.08

A propósito do tema, em epígrafe,  de "A Dobra do Grito" retirei o seguinte post:

 

 

ANEDOTA

 

(Mário Cesariny)
Parece que a avaliação dos professores é anedota ainda maior do que se julgava. Professores de Filosofia avaliam pares de Geografia professores de Geografia avaliam disciplinas de que nunca ouviram falar por se tratar de matérias leccionadas à noite, cenário desconhecido para os professores do regime diurno. Tudo dentro da maior legalidade.
Se, um dia, for a uma consulta de ortopedia e o médico estiver a ser avaliado por um especialista em ginecologia, não me surpreenderá. Tudo é possível no país da ameijoa à Bolhão Pato.
A vontade de me rir ainda não parou. Preciso de químicos. JÁ.
 

 

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publicado às 23:04


O meu passarinho chamado Jujinha

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.09.08

O passarinho de belos olhos castanhos partiu antes que o Verão terminasse e antes que os primeiros frios de Outono caissem sobre as suas penas côr de amêndoa e assim pudesse lembrar as memórias dos dias salgados, doces e quentes das terras do Sul da Europa.

 

Voou até ao Norte e poisou nas terras frias da Jutland e aí, por alguns meses, vai construir o seu ninho, rumando depois para as terras afáveis do Sul antes da celebração da Primavera.

 

 

 

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publicado às 20:00


Exposição de Pintura e Escultura na Galeria Ao-Quadrado

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.09.08

Demiranda vai expôr na Galeria Ao-Quadrado, em Santa Maria da Feira, na Rua S. Nicolau, 26, trabalhos de pintura e escultura.

A exposição pode ser vista de 4 de Outubro até 8 de Novembro

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publicado às 19:43


Desconfianças e enganos

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.09.08

Há muito tempo que desconfio de algumas palavras e termos usados no mundo da economia, das finanças, dos negócios, da política, do futebol, da justiça, da saúde, do ensino, da cultura...

 

Há muito tempo que desconfio da inteligência, da seriedade, da bondade de comentadores, analistas e estrategas...

 

Há muito  tempo que desconfio daqueles que aparecem nas televisões  a debitarem opiniões sobre tudo, mesmo que não entendam nada  da poda....

 

Há muito tempo que desconfio daqueles que estão confortavelmente sentados em cima do dinheiro e têm o desplante de darem palpites sobre as nossas vidas, desconhecendo, em absoluto, as realidades económicas, sociais, culturais e as diversas geografias humanas de um mundo onde não penetram porque vivem em redomas confortáveis,  e distantes das vivências rudes, cruas, amargas e negras da maioria das gentes que povoam este planeta.

 

Desconfio dos "gurus" que apenas têm como objectivo ganhar muito dinheiro em livros e conferências por "ideias" desenhadas em noites de insónias, e vendidas nas feiras da ganância como banha-da-cobra.

 

Desconfio dos "engenheiros financeiros???" que constroem fortunas suportadas em estratagemas do "chico espertismo".

 

Desconfio daqueles que, com veemência, auguravam que, antes do mundo dar duas voltas sobre o seu eixo, o preço do barril do petróleo iria atingir os 200 dólares.

 

Desconfio daqueles que defenderam de forma esquizofrénica a invasão do Iraque porque era preciso descobrir e destruir armas com grande poder destrutivo e que a operação duraria o tempo de vida de uma borboleta.

 

Desconfio daqueles que vêm o mercado como se este fosse apenas o único meio de  atingirmos a redenção das nossas vidas e nada mais houvesse para além dele senão o vazio.

 

Desconfio daqueles que apenas falam de números e que nunca leram livros de história, geografia, filosofia, sociologia, poemas.

 

Desconfio daqueles que não sonham.

 

Desconfio daqueles que não brincam.

 

Desconfio daqueles que nos tratam de forma paternalista como se fossemos um bando de imbecis.

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publicado às 13:20


Outono

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.09.08

Onde guardas tu os sabores

das amoras e framboesas

 

Onde guardas tu as lâminas de

sol

que lhes deram a cor

 

Onde guardas tu o silvedo

que foi o

seio

que as amamentou

 

Onde guardas tu os

gestos delicados da

apanha

 

Onde guardas tu o

sorriso

terno dos sentidos

 

Abre as portas

as janelas

as brisas

e

mostra-me 

onde te guardas 

tu

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publicado às 13:11


Esparsa (sua ao desconcerto do mundo)

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.09.08

Os bons vi sempre passar

no mundo graves tormentos;

e, para mais m'espantar,

os maus vi sempre nadar

em mar de contentamentos.

Cuidando alcançar assim

o bem tão mal ordenado,

fui mau, mas fui castigado:

Assi que, só para mim

anda o mundo concertado.

 

Luís de Camões, trova, sec. XVI

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publicado às 22:38


Por Outras Palavras, de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.09.08

'Auto-regulação', dizem eles
 

'Auto-regulação', dizem eles

Os fiéis do Deus-mercado parecem ter descoberto de repente as virtudes do Estado Social, devidamente adaptado aos valores da religião do lucro a qualquer preço, e que, em vez de apoiar os pobres, subsidia os ricos. Já tem um Papa. Chama-se Henry Paulson e cabe-lhe a duvidosa glória de ser um dos inventores do capitalismo de casino que agora bateu no fundo provocando a crise financeira que abala a Terra Prometida e arredores.

Depois de 30 anos de especulador na Wall Street, Paulson chegou a secretário do Tesouro e é dele a feliz ideia de pagar com 700 mil milhões dos contribuintes as dívidas e "activos tóxicos" acumulados por empresas falidas, acrescidos de "compensações" milionárias aos gestores que as levaram à falência, assim salvando fortunas como a sua, calculada em 500 milhões de dólares, a maior parte em acções da também falida Goldman Sachs. No Estado Providência neoliberal, quem paga quer as crises quer as soluções das crises do mercado são sempre os contribuintes. Lá como cá, chamam eles a isso (meter os lucros ao bolso e cobrar ao Estado as perdas) "auto-regulação" do mercado. 

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publicado às 17:17


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.09.08
João Tordo publica "AS TRÊS VIDAS", o seu terceiro romance.
 
Edição QuidNovi, 2008
 

 

Outros Livros do mesmo autor:

 

 

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publicado às 16:51


Homenagem: Ordem das Artes e das Letras Francesas

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.08

 

 

Embaixador disse que Lobo Antunes é um dos maiores escritores actuais

Lobo Antunes comendador

Com a mesma informalidade mostrada em Julho ao receber o Prémio Camões no Mosteiro dos Jerónimos, António Lobo Antunes tomou ontem, na Embaixada de França, as insígnias de comendador da Ordem das Artes e das Letras do governo francês.

"Condecorações como esta são a mais perigosa e mortal armadilha da idade, porque ao correr o risco de se ficar satisfeito com a própria obra não se vai longe", disse a uma plateia em que estava Mário Soares, Vasco Graça Moura e Maria João Bustorff, sua ex-mulher. Marcaram ainda presença o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, e o psiquiatra Daniel Sampaio.

 

Lobo Antunes vai lançar o 20º romance, ‘Arquipélago da Insónia’ (D. Quixote), em Outubro. Entre um e outro título multiplicam-se distinções. Só este ano arrecadou os prémios Camões (Portugal), José Danoso e Terence Moix (Espanha) e Juan Rulfo (México), este último pela primeira vez atribuído a um português.

Com a homenagem de ontem, a França quis, segundo o seu embaixador, Denis Delbourg, prestigiar "um dos mais importantes escritores da literatura contemporânea".

 

No Jornal "Correio da Manhã"

 

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publicado às 19:44


Hino ao Pássaro do Trovão

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.08

No lugar sagrado,

na casa feita de aurora,

na casa feita de crepúsculo,

na casa feita de nuvem sombria,

na casa feita de bruma e chuva, de gafanhotos, de pólen,

onde a negra bruma cerra a entrada

-senda aonde o arco-íris leva -

onde os raios rasgam o alto,

ó viril divindade!

Com teus mocassins de nuvens negras, vem até nós,

com calças e camisa e cabeleira de nuvens negras, vem até nós,

com o pensamento envolto em nuvens negras, vem até nós,

com o sombrio trovão por cima, vem voando até nós,

com a nuvem formada aos pés, vem voando até nós,

com a obscuridade formada pela nuvem negra que está sobre a tua cabeça, voando vem  até               nós,

com os raios cruzados ribombando ao alto sobre a cabeça,

com o arco-íris suspenso ao alto sobre a cabeça, voando vem até nós,

com a obscuridade formada nas asas por nuvens negras,

com a longínqua obscuridade formada na ponta das asas por chuva e bruma, voando vem                   até nós,

com os raios cruzados, com o arco-íris suspenso ao alto sobre a ponta das asas, voando                      vem até nós,

com a obscuridade próxima formada por nuvens negras, por chuva e bruma, vem até nós,

com a obscuridade da terra, vem até nós.

Que flutue a espuma à tona da água sobre as raízes do trigo alto.

Em tua honra preparei um fogo que fumega,

em tua honra consumei o sacrifício.

Oh, aquece-me os pés,

aquece-me o corpo, os membros, o espírito, a voz.

Afasta o encantamento, aquece-me, favorece-me, afasta o encantamento.

Arrancaste-o de mim, levaste-o para longe, para longe de mim.

E agora curo-me, recupero a força, recupero a frescura,

a frescura sobe-me à cabeça, a força.

Movo-me com movimentos novos, ouço com ouvidos novos, olho com olhos novos.

Caminho, livre do tormento caminho, com uma luz no coração caminho, felizmente caminho.

Quero abundância de nuvens sombrias,

quero abundância de erva,

abundância de pólen,

abundância de orvalho.

Que venha contigo até aos confins da terra o belo fermento branco,

que venham até aos confins da terra o belo fermento amarelo, o belo fermento azul,

o belo fermento de todas as espécies,

as plantas de todas as espécies,

os bens de todas as espécies,

as jóias de todas as espécies,

que venham contigo até aos confins da terra.

Que venham contigo à frente, atrás, por baixo, por cima, à volta, que venham contigo até aos                    confins da terra.

Que se consume a obra.

Avanço dentro da beleza,

com a beleza à minha frente, sim, eu avanço,

com a beleza por trás das minhas costas, sim, eu avanço,

com a beleza por cima de mim e à minha volta, sim, eu avanço.

Em plena beleza tudo se consuma, sim, tudo se consuma, sim, eu avanço.

 

Origem do Poema: América do Norte, Nação dos Navajos.

Versão de Herberto Helder.

Retirado do Livro "Rosa do Mundo - 2001 Poemas para o futuro, edição Assírio & Alvim

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publicado às 18:09


Neoliberalismo e Ordem Global

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.08

Sugestão de Leitura

 

Para melhor entender a filosofia,  estratégia e propósitos dos grandes grupos financeiros.

Chomsky critica as políticas que se traduzem no enriquecimento de pequenas minorias, ao mesmo tempo que menosprezam os efeitos sociais e ecológicos das suas medidas.

O seu objectivo principal é redefinir a democracia, não como um mercado planetário, mas como um movimento global.

 

Neoliberalismo e ordem  global - crítica do lucro, de NOAM CHOMSKY  foi publicado em 1999 e editado em Portugal em 2000 pela Editorial Notícias.

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publicado às 17:27


Sem Pénis, Nem Inveja

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.08

 O blog "Sem Pénis nem Inveja" comemorou o seu nascimento. Já tem cinco anos, feitos no dia 23 de Setembro.

Longa Vida.

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publicado às 17:13


É preciso Romance

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.08


(E. Hopper)

As gentes andam desencantadas. Com o país em regressão económica e social, o lugar é curto para afectos, escondem-se, dissimulam-se, são substituídos por queixume, maleita, choradinho e desânimo.
É preciso romance, enamoramento, entrega aos prazeres que ainda nos concedem, aos que temos dever de procurar todos os dias, entre o trabalho e o sono.As gentes andam tristes, os amigos atarefados, os pais ocupados, os filhos cansados, os professores desprotegidos, os advogados pensativos e os juízes aglomeram processos em tribunais sobrecarregados de burocrata burocracia.
As gentes andam com o passo da incerteza e da desgraça, anunciada a cada dia que ligam a televisão. Fala-se de crise ao almoço e ao jantar, de falta de dinheiro, de falta de força e alegria para rir alto.
Não há romance, o corpo pede cama sem sexo e sumo de lima sem cachaça. A alma anestesia-se com as novelas da TVI e as novidades pretas que enchem espíritos menos optimistas. Não há energia para amar com a força da onda e da música. Começam, as gentes, a não entender por que razão recorrem às consultas de psiquiatria, por que motivo estão sozinhas, por que raio têm de contar o dinheiro para pagar as contas, deixar de andar de carro, adiar férias no estrangeiro, deixar de comprar um par de sapatos porque sim.Antes do perigo anunciado pela tristeza quase imposta, é urgente o romance, a nudez, o gemido, o grito, o suor, as palavras, a entrega e o contentamento.

In: PnetMulher

 

Posted by DOBRA 

 

Post retirado do Blog "A DOBRA DO GRITO"

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publicado às 16:56


A Fala do Índio

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.08

 A 17 de Junho de 1744, os comissários da Maryland e da Virgínia negociaram com os índios das Seis Nações, em Lancaster, na Pensivânia, um tratado. Os Índios, na sequência desse tratado, foram convidados a enviar rapazes seus para o Colégio William & Mary. Os Índios, no dia seguinte, declinaram a proposta, da seguinte maneira:

 

"Sabemos que muito estimais o tipo de ensino ministrado nesses colégios, e que a permanência neles dos nossos jovens vos haveria de ficar muito cara. Estamos convencidos de que nos quereis fazer bem com a vossa proposta; e de todo o coração vos ficamos gratos. Mas vós, que sois sagazes, deveis saber que nações diferentes têm diferentes concepções das coisas, e por tal razão não havereis de levar a mal acontecer não serem as nossas ideias acerca deste tipo de educação as mesmas que as vossas. Alguma experiência disso temos tido. Vários dos nossos jovens foram outrora educados nos colégios das províncias do Norte, e viram-se instruídos em todas as vossas ciências; porém, quando voltaram ao nosso seio, mostraram-se maus corredores, e ignorantes de todos os meios de viver nos bosques... não eram bons, nem como caçadores, nem como guerreiros, nem como conselheiros; para nada tinham préstimo.

 

Ficamo-vos todavia muito gratos pela vossa afável oferta, apesar de a não podermos aceitar; e a fim de vos mostrarmos o nosso sentido de gratidão, se os cavalheiros da Virgínia nos mandarem para cá uma dúzia de seus filhos, nós tomaremos conta da educação deles, em tudo quanto sabemos os instruiremos, e deles faremos homens."

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publicado às 12:51


A Fala do Índio

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.09.08

"A Terra foi criada com a ajuda do Sol, e deveria ser deixada como era... O país foi feito sem fronteiras, e não cabe ao homem dividi-la... Bem vejo os brancos enriquecerem pelo país fora, e vejo o desejo deles de nos darem terras sem valor... A terra e eu somos do mesmo espírito. A medida da terra e a medida dos nossos corpos são as mesmas. Dizei-nos, se a tal vos atreveis, que fostes enviados pelo Poder Criador para nos falardes. Julgais por certo que o Criador aqui vos enviou a fim de dispordes de nós como julgais legítimo. Se eu pensasse que fostes enviados pelo Criador, seria levado a julgar que teríeis o direito de dispor de mim. Não me entendias mal; procurai, pelo contrário, entender por completo a minha afeição pela terra. Eu nunca proclamei que a terra é minha, a fim de fazer dela o que me aprouvesse. Quem tem direito a dispor dela é quem a criou. Requeiro pois o direito de viver na minha terra, e a vós concedo-vos o privilégio de viver na vossa."

 

Hin-Mah-too-yah-lat-kekt (Chief Joseph), dirigente da tribo dos Nez Percé

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publicado às 12:33


Sinfonia n.º 5 de Gustav Mahler - Adagietto

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.09.08

Imagens do filme "Morte em Veneza" realizado em 1971 por Luchino Visconti

 

 

 

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publicado às 01:15


Por Outras Palavras de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.09.08
 
 
A realidade, sempre ela
 

A realidade, sempre ela

Milhares de militantes socialistas romperam em aplausos quando, no sábado, em Guimarães, Sócrates garantiu que não "permitirá que o valor das pensões dos portugueses seja jogado na bolsa e entregue aos caprichos dos mercados financeiros, como quer o PSD".

Até eu, que não sou militante socialista, aplaudi. Mas, porque sou um tipo céptico, lembrei-me de ir verificar onde é que, afinal, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) aplica o dinheiro da minha reforma.

E o que descobri no sítio da Segurança Social (http://www1. seg-social.pt/inst.asp? 05.11.05) assustou-me. Saberá Sócrates que 20,67% das reservas do FEFSS (mais de 1 562 milhões de euros) se encontram aplicados em acções e "entregues aos caprichos dos mercados financeiros" e ao "jogo da bolsa"? E lembrar-se-á que o seu secretário de Estado da Segurança Social anunciou no ano passado que iria confiar outros 600 milhões à "gestão privada"?

Só espero que os não tenha confiado ao BCP e ao seu prudentíssimo fundo "Millennium Prudente", porque, se assim foi, parte deles acabou prudentemente na Lehman Brothers e já era…

 

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publicado às 23:02


Teresa Guilherme, a Sic e um programa de televisão

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.09.08
[0.719/2008]
Verdade, verdadinhaBaratas

O barbeiro repimpado na sua poltrona de Domingo à noite observa uma reposição, diz-se no anúncio, de um programa da

SIC

com a

Teresa Guilherme

e um merceeiro nortenho.

 

A coisa roda à volta da verdade e de um polígrafo, não é pornográfico no sentido próprio da palavra e só não é imoral porque quem se decide a participar fá-lo com inteira liberdade em troca de dinheiro, o mesmo conceito de moralidade que qualquer prostituta livre tem.


O único problema, dado o que ficou escrito antes, é que estamos em canal de sinal aberto, portanto acessível a todas as idades e a crueldade da verdade e o gozo dos mirones não parece ser grande lição de vida para quem ainda está em formação.


Os psicólogos saberão explicar melhor mas, e longe de querer ser moralista, parece haver aqui algo de muito perverso. No jogo da

Verdade ou Consequência

a liberdade de mentir era um bem adquirido. Neste negócio essa liberdade não existe porque qualquer mentira serve sempre para denunciar a verdade.


Vai ser um

real-show

de sucesso, não duvido. É disto que mais se gosta.


LNT

Post retirado do Blog "A Barbearia do Senhor Luís"

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publicado às 17:44


A "reentré" do Partido Socialista

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.09.08

Quando ouço os peroradores do partido socialista  que também exercem funções governamentais, esboço um sorriso impudente ao descobrir que eles são oposição ao governo quando falam na qualidade de militantes do partido, e são oposição ao partido quando falam no exercício das suas   funções governamentais.

 

E apetece-me relembrar as palavras de ordem de José Eduardo dos Santos durante a campanha eleitoral, em Angola, quando anunciava, com veemência, que era fundamental acabar com a corrupção no aparelho de estado e em outros sectores da vida social e económica do país!!!!!

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publicado às 17:29


Eduardo Lourenço (1923-) - Congresso Internacional

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.09.08

O Centro Nacional de Cultura organiza nos dias 6 e 7 de Outubro um Congresso Internacional dedicado à obra de Eduardo Lourenço. O congresso realizar-se-á na Fundação Calouste Gulbenkian

 

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publicado às 18:17


Richard Wright (1943-2008)

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.09.08

Richard Wrigt, teclista, vocalista, compositor e fundador dos Pink Floyd  em 1965, juntamente com Syd Barrett, Nick Mason e Roger Waters, nascido em Londres em 28 de Julho de 1943, faleceu no dia 15 de Setembro de 2008.

 

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publicado às 18:08


Hoje apetece-me ver e ouvir

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.09.08

BEE GEES - Músicas do filme  Melody Fair

 

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publicado às 23:14


As músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.09.08

Para a Ursinha que vai iniciar uma nova vida em Santander e em busca de um sonho. Muitas felicidades. Sê muito feliz.

 

Frank Sinatra - It Was a Very Good Year

 

 

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publicado às 16:59


As músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.09.08

 Moody Blues - Melancholy Man

 

 

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publicado às 16:48


As músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.09.08

 

Moody Blues - Nights in White satin´67

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publicado às 16:43


Boikote ao assalto

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.09.08

 De " A Barbearia do Senhor Luís" retiro este post sobre o preço dos conbustíveis:

 

 

Botão Barbearia[0.711/2008]
Boykote ao assalto Menina do gás

Manuel Pinho parece ter finalmente percebido que os preços dos combustíveis terão de ser olhados por quem tem por obrigação zelar pelos interesses dos consumidores.

Percebe-se que o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscaistenha vindo ontem dizer que o Governo não deve intervir nesta questão e sabe-se bem porquê:

 Porque a sua preocupação não é a da defesa dos consumidores e a alta dos combustíveis representa um acréscimo no IVA arrecadado;
 Porque se esquece, talvez por ninguém lho fazer lembrar, que este é um Governo do PS e não do PSD, conforme ele gostaria.

Esta, mais esta, série de declarações antagónicas feita praticamente no mesmo dia por diferentes membros do mesmo Governo sem que haja uma resposta política de alto nível que demonstre a concertação de políticas, passa para a opinião pública a imagem do Deus-dará onde Ministros e Secretários de Estado dizem tudo e o seu contrário e permite que os do costume, neste caso a GALP e compª, continuem a gozar com os consumidores e as entidades reguladoras a preocuparem-se unicamente com a defesa dos tachos bem pagos que detêm.

Manuel Pinho desta vez tem toda a razão.

Menina do gásO Governo existe para governar e governar implica tomar todas as acções necessárias para defesa dos governados. Há que entender que os consumidores estão cada vez menos burros e acomodados e não adianta virem os opinadores do costume, como um talCamilo da rádio, com a conversa de que os preços dos combustíveis têm de oscilar no consumidor conforme a variação diária do preço das matérias primas, porque isto não acontece em mais nenhum sector da economia.

Mal estaríamos se os preservativos variassem diariamente de preço consoante as oscilações que se verificam no mercado da borracha.

Não podemos andar ao sabor dos lucros aspirados pelos monopólios, mesmo que nos queiram fazer crer que é isso o tal funcionamento do mercado de que tanto gostam de falar. Se um dia a GALPvoltar a ter problemas (o que se espera que nunca aconteça) não hesitará em recorrer ao Estado para lhos resolver, tal se observa noutros casos actualmente nos EUA.

As acções que Manuel Pinho avisou só pecam por ser tardias.
LN

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publicado às 16:15


Empresa de construção leva operários ao teatro

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.09.08

 Empresa de obras públicas de Braga promove, juntos dos seus trabalhadores idas ao teatro e organiza simpósios de escultura.

A primeira inciativa da empresa, hà 14 anos, foi a instituição de um Prémio Literário

inicialmente dirigido apenas a autores do distrito de Braga. O concurso adquiriu dimensão nacional há três anos (distinguindo os escritores Nuno Júdice, Filomena Marona Beja e Gastão Cruz) e hoje atribui um prémio monetário no valor de 15 mil euros, superior, por exemplo, ao galardão da Associação Portuguesa de Escritores.

Esta notícia pode ser lida na secção de cultura do "JN", de hoje.

 

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publicado às 15:56


Tudo se vende, tudo se compra

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.09.08

Duas mulheres vendem virgindade
Natalie Dylan quer pagar os estudos
 

 

Duas mulheres vendem virgindade

 

 

 

 

“Quando era mais nova era 100% a favor do romance, até de esperar até ao casamento. Mas vivemos numa sociedade capitalista e por que razão não hei-de capitalizar a minha virgindade”, disse Natalie Dylan, de 22 anos.

Segundo o canal de televisão CBS, Natalie já recusou uma oferta de 250 mil dólares e avisa que não vai com um brutamontes qualquer. “Valorizo a inteligência”, disse em entrevista à cadeia de televisão norte-americana.

“Não tenho qualquer dilema moral com a venda da minha virgindade”, acrescentou a jovem morena de olhos castanhos, que quer o dinheiro para pagar os estudos e licenciar-se como conselheira matrimonial.

Para a modelo italiana, natural de Nápoles, terra de Sofia Loren, a virgindade é um meio para pagar as aulas de representação e comprar uma casa em Roma. "Estou ansiosa para ver quem vai sacar do dinheiro para me possuir", disse Raffaela Fico, citada pelo tablóide britânico "Ther Daily Telegraph".

 

"Não sei o que é ter sexo", disse Raffaela Fico, de 20 anos, em entrevista à revista Chi. E, pelos vistos, a menina nem exige que lhe apareça um Adónis milionário."Se não gostar do homem com quem tiver sexo, bebo um copo de vinho e esqueço o assunto", disse.

A família garante que, apesar do ar sensual e das poses sexy com que vai preenchendo os sonhos de muitos homens, Raffaela é pura e casta, em respeito pelos mandamentos da fé católica, românica e apostólica. "Ela nunca teve um namorado. Juro pela alma da minha mãe", disse o irmão de Raffaela. "Ela é uma católica devota que reza todos os dias ao padre Pio", acrescentou.

Leilão online no "Rancho das Coelhilhas"

No caso Natalie Dylan, a revelação do leilão foi feito no polémico programa de Howard Stern. A virgindade da jovem de San Diego está a ser leiloada, online, no sítio da internet do bordel americano “Rancho das Coelhinhas”, onde já trabalha a irmã. Em bunnyranch.com, é possível ficar a conhecer melhor a mulher de 21 anos que quer fazer negócio com a virgindade.

“Acho que é uma grande ideia”, disse Dennis Hof, proprietário do “Rancho das Coelhinhas”, em declarações ao “Daily News”. “Porquê perder a virgindade com um gajo qualquer no banco de trás de um Toyota quando se pode capitalizar e pagar os estudos”, acrescentou.

Já em 2005, uma modelo peruana, de 18 anos, também leiloou a virgindade. Pretendia angariar dinheiro para pagar as despesas médicas da família, mas acabou por mudar de ideias, quando já tinha uma proposta de 1,5 milhões de dólares (1,05 milhões de euros). 

 

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publicado às 13:14


Bem-vindos à Idade Média (Manuel António Pina)

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.09.08

Na Itália, a comediante Sabina Guzzanti arrisca-se a apanhar 5 anos de cadeia por ter dito uma piada sobre o Papa que, nos termos do Tratado de Latrão (assinado por Mussolini e Pio XI em 1929), é uma "pessoa sagrada e inviolável". Por sua vez, na Alemanha, o pastor protestante Clemens Bittlinlger foi posto sob protecção policial em virtude das ameaças de morte que tem recebido de católicos por ter escrito uma canção com perguntas ao Papa sobre a proibição do uso do preservativo.

Apesar de tudo, a comediante e o pastor têm mais sorte do que o Rato Mickey, que foi, no mês passado, condenado à morte pelo clérigo islâmico Muhammad Al-Munajid em directo na TV Al-Majd da Arábia Saudita e não terá direito a julgamento nem a protecção policial. O Tratado de Latrão é omisso quanto a ratos, mas parece que, de acordo com a"Sharia", Mickey é um "soldado de Satã, guiado por ele" e, sendo "impuro", "deve ser morto em qualquer circunstância". Como disse recentemente o Papa em França, as religiões são a "garantia da liberdade" e "da autonomia das coisas terrenas". Além de que criam "consensos éticos".

 

Crónica de Manuel António Pina - Por Outras Palavras - publicada no "JN"

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publicado às 13:01


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.09.08

A ÁRVORE GENEROSA, de

 

Shel Silverstein, de 1992, e editado em Portugal pela BRUAÁ EDITORA, em Março de 2008.

 

 A história contada por Shel Silverstein toca tanto crianças como adultos com as suas mensagens de generosidade e partilha.


Shel Silverstein foi provavelmente o autor americano para crianças mais popular do século XX.

Foi um artista verdadeiramente singular e multifacetado. Shel Silverstein foi escritor, poeta, ilustrador, dramaturgo, letrista (compôs “A Boy Named Sue” para Johnny Cash) e cantor. No entanto, são os seus livros para crianças que deliciaram milhões de leitores por todo o mundo, que o vão tornar internacionalmente conhecido como um dos autores para crianças mais populares e amados de todos os tempos, muitas vezes comparado a Edward Lear, Dr. Seuss e A.A. Milne.

Nascido em Chicago a 25 de Setembro de 1930, Sheldon Allan Silverstein começou desde cedo a escrever e a desenhar já que, como ele próprio disse: “ Preferia ter sido jogador de basebol ou ter sido um sucesso com as miúdas. Mas como não conseguia jogar nem dançar dediquei-me à escrita e ao desenho. Tive sorte em não ter ninguém por quem copiar ou que me impressionasse. Acabei por desenvolver um estilo próprio.”

Silverstein publicou as suas primeiras histórias no jornal militar Pacific and Stripes , enquanto servia o exército americano na Coreia, nos anos 50. O seu trabalho chamou a atenção da Playboy, onde colaborou durante seis anos, e ganhou notoriedade internacional com o desenho que representa um prisioneiro acorrentado à parede pelos pés e pelos punhos dizendo a outro acorrentado: "Pssst! Tenho um plano!". Em 1961, estreou-se com o livro Uncle Shelby`s ABZ Book.

Shel Silverstein nunca pensou em escrever para crianças – o que não deixa de ser surpreendente para um artista cujas obras para crianças acabaram por ser traduzidas em mais de 30 línguas. Nos anos 60, o seu amigo Tomi Ungerer, também ele um escritor para crianças, cuja carreira estava a florescer, apresentou Silverstein à sua editora, a lendária Ursula Nordstrom da Harper Collins. Desta ligação acabou por resultar a publicação dos seus dois primeiros livros infantis “Lafcadio, the lion that shot back” em 1963 e “A árvore generosa” (The giving tree) em 1964 que o vem a consagrar. Este último teve inicialmente vendas bastante modestas, mas rapidamente a parábola sobre um menino e uma árvore tornou-se uma referência para leitores de todas as idades. Décadas depois da sua publicação, com mais de cinco milhões e meio de cópias vendidas, “A árvore generosa” tem um lugar cativo no top de vendas dos clássicos de sempre.

O livro “Where the Sidewalk Ends”, a primeira coleção de poemas de Shel Silverstein, publicado em 1974, tornou-se num clássico instantâneo. Mais duas colectâneas se seguiram: “A Light in the Attic” em 1981 e “Falling Up” em 1996. Ambos dominaram o top de vendas durante meses, com “A Light in the Attic” Shel bate todos os recordes prévios com a sua permanência de 182 semanas no primeiro lugar da lista do New York Times.

Em 1984, ganha um Grammy Award for Best Children's Album com o livro “Where the Sidewalk Ends“

Embora as suas histórias façam parte dos catálogos infantis, Silverstein é um desses poucos autores que se pode afirmar serem, de facto, para todas as idades. Dono de um traço preciso, ele mostra no próprio desenho a sua visão do mundo: dizer muito com extremamente pouco.

Na parte final da sua vida, Silverstein concentra-se na escrita teatral, escrevendo peças como The Lady or the Tiger, Gorilla, Wild Life, etc.

Silverstein também escreve com o seu amigo David Mamet o filme Things Change em 1988.

No entanto, é a sua poesia que continua a ser a sua mais valia. Os seus versos deram às crianças permissão para, momentaneamente, serem adultos e (também importante) deixaram os adultos experimentar a nunca simples perspectiva das crianças.

Até à sua morte em Maio de 1999, continuou a criar peças de teatro, canções, poemas, histórias, ilustrações e acima de tudo, como disse ele próprio “ a divertir-se”.

 

“Todos sentiamos que estar com ele era um privilégio único. Em suma, eu acho que ele era o meu herói"
David Mamet.

“Ele tinha um génio que transcendia sexo e idade. A sua obra provavelmente tocou mais pessoas do que qualquer escritor da segunda metado do século XX.”
Robert Warren - Director da Harper Collins's Children's Books

“O poeta laureado das crianças”
Megan Rosenfeld

 

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publicado às 21:36


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.09.08

 

 

Eduardo Mendoza nasceu em Barcelona em 1943.

Autor de uma vasta obra, iniciada em 1975 com a VERDADE SOBRE O CASO SAVOLTA com o qual obteve o "Prémio da Crítica" e se transformou numa obra "fundadora" da nova literatura espanhola.

 

Este livro foi publicado por EDIÇÕES ASA II em Fevereiro de 2008


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publicado às 11:42


Más notícias para os neo-liberais

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.09.08

A Administração republicana, de Bush, nacionalizou – sim, nacionalizou – os dois grandes bancos norte-americanos especializados em crédito à habitação, antes que fossem nas águas da chuva. Uma operação que custou aos cofres do Estado – aos contribuintes, digo eu – cerca de 170 000 milhões de euros (cento e setenta mil milhões de euros). A partir daqui, a tradição deixou de ser o que era.

 

Post retirado do blog do Tomás Vasques "Hoje Há Conquilhas, Amanhã não sabemos"

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publicado às 23:45


António Lobo Antunes recebe condecoração

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.09.08

António Lobo Antunes

Comendador da Ordem das Artes e Letras

Lobo Antunes condecorado em França

O escritor António Lobo Antunes vai ser condecorado com as insígnias de Comendador da Ordem das Artes e das Letras, no próximo dia 18 de Setembro, pelo governo francês, numa cerimónia que terá lugar na Embaixada de França, em Lisboa.



De acordo com fonte da embaixada, a cerimónia está prevista para as 18h30 do dia 18 de Setembro, numa recepção marcada no Palácio dos Santos na capital portuguesa. A esta cerimónia de homenagem e condecoração vai presidir o embaixador francês, Denis Delbourg e dezenas de convidados.

 

Segundo a mesma fonte, “o governo francês pretende homenagear um dos mais importantes escritores da literatura contemporânea”.

 

A distinção de Comendador é a mais elevada da Ordem das Artes e das Letras, que também inclui os níveis de Cavaleiro e Oficial, e é atribuída pelo governo francês a personalidades da área da cultura por “méritos excepcionais”, informa a mesma fonte.


Notícia publicada no "Correio da Manhã"

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publicado às 23:38


Prémio Literário para António Lobo Antunes

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.09.08

Literatura: Júri do prémio Juan Rulfo destaca na obra de Lobo Antunes " profunda reflexão sobre experiência interior dos seres humanos"

Guadalajara, México, 09 Set (Lusa) - O júri do Prémio de Literatura em línguas romances da Feira do Livro de Guadalajara, antes Juan Rulfo, atribuído a António Lobo Antunes, realçou na obra do escritor português "uma profunda reflexão sobre a experiência interior dos seres humanos".

Fizeram parte do júri escritores e académicos de Espanha, Estados Unidos, França, Reino Unido, México e Peru, que vêem no autor de "Exortação aos crocodilos" "um dos mais originais e criativos" autores "da literatura contemporânea em línguas romances".

A presente edição, a número 18, foi a primeira a que concorreram ao prémio escritores em qualquer língua romance e a primeira que distinguiu um português.

A porta-voz do júri, a espanhola María Luisa Blanco, leu a acta final, na qual se descreve a obra de Lobo Antunes (Lisboa, 1942) como uma exploração do papel do homem "no marco da violência, da luta anti-colonial e da transição política de Portugal" a partir de meados dos anos 60.

O autor de "Memória de elefante" (1979) e "Fado alexandrino" é o terceiro escritor de língua portuguesa a receber o galardão, depois dos brasileiros Nélida Piñón (1995) e Rubem Fonseca (2003).

Nos dois anos anteriores o prémio foi atribuído aos mexicanos Fernando del Paso (2007) e Carlos Monsiváis (2006).

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publicado às 23:32


Prémio António Champalimaud de Visão 2008

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.09.08
Prémio António Champalimaud de Visão 2008 entregue a dois cientistas norte-americanos
 
A Fundação Champalimaud entregou o Prémio "António Champalimaud de Visão 2008" aos cientistas Jeremy Nathans e King-Wai Yau, que vão receber um milhão de euros, revelou a fundação em comunicado.
 

Segundo a mesma fonte, numa cerimónia realizada no Mosteiro dos Jerónimos e na presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, de José Sócrates, primeiro-ministro, Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud e Alfred Sommer, presidente do júri, os cientistas norte-americanos Jeremy Nathans, professor de Biologia Molecular, Genética e Oftalmologia, e King-Wai Yau, professor de Neurociências e Oftalmologia, receberam o prémio de 1 milhão de euros, que vão partilhar.

 

Os dois cientistas desenvolvem o seu trabalho na Johns Hopkins University, uma das “mais prestigiadas instituições do mundo”. A mesma fonte esclarece que o Prémio “António Champalimaud de Visão 2008” “distingue um conjunto de descobertas fundamentais que vieram mostrar como a luz é convertida pela retina nos sinais nervosos que são a base da visão humana”.

 

O trabalho liderado por Jeremy Nathans veio revelar as sequências genéticas que codificam os pigmentos visuais humanos, tendo identificado os seus mecanismos de acção e a forma como mutações nestes genes originam patologias da retina.

 

A investigação da equipa de King Wai Yau demonstrou como a absorção de luz por estes pigmentos gera os sinais eléctricos que formam a visão e que regulam os nossos ritmos biológicos. Estas descobertas são centrais para o nosso conhecimento actual sobre o funcionamento da Visão, abrindo assim caminhos para novas abordagens terapêuticas, conclui o comunicado.

 

Notícia extraída do Jornal de Negócios online

 

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publicado às 23:21


Tribunal põe, GNR dispõe

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.09.08

A crónica de Manuel António Pina POR OUTRAS PALVRAS publicada no JN de hoje

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publicado às 16:04


Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.09.08

 

MANUEL MUJICA LAINEZ nasceu em Buenos Aires em 1910 e morreu em 1984.

Durante a juventude viveu dois anos em Paris.

Para além do seu trabalho de jornalista, escreveu romances, contos, biografias, poemas, crónicas de viagem e ensaios.

Vários dos seus romences e contos foram adaptados ao cinema e à televisão.

O romance BOMARZO deu origem a uma ópera de Alberto Ginastera que ganhou o PRÉMIO PULITZER.

BOMARZO foi galardoado com o PRÉMIO NACIONAL DE LITERATURA  ARGENTINO, em 1963, e o PRÉMIO JOHN F. KENNEDY, em 1964.

 

O livro foi editado em Portugal pela Sextante Editora, Lda em Maio de 2008

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publicado às 13:23


Recordações, apenas!

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.09.08

Recordo.

Apenas recordo,

sem mágoas, ou tristeza profunda.

Recordo sem traumas

nem feridas nas escamas da alma.

O coração às vezes chora,

mas ninguém vê as lágrimas.

Não preciso que vejam as lágrimas -

são apenas pequenas pedras de sal que rolam pelas faces -

e caem no chão

indiferentes a quem por cima delas

passa.

Recordo apenas os amigos,

breves instantes,

duma viagem que chegou ao fim.

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publicado às 16:42


Revista LER

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.09.08

 

 

Já está disponível o novo n.º da Revista Ler

 

 

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publicado às 16:28


Apropósito da Ossétia do Sul

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.09.08

 Em 24 de Abril de 2008 postei o meu palpite:

 

2008/02/24

 
 
 
 

||| Kosovo vs Bosman

O Kosovo pode vir a ser a versão política do "Caso Bosman".
Escrito por carlos pereira em 18:03:26 
 

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publicado às 15:41


Desconfiar

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.09.08

Somos controlados pela Via Verde, pelo Cartão Único, pelo trajecto dos cartões de crédito, pelos cartões magnéticos dos hotéis, pelo acesso às nossas contas e impostos, pelos registos nas cartas de condução, pelas fichas clínicas (que não são sigilosas), pela ficha de cliente de uma loja – e agora também pelo chip electrónico na matrícula dos automóveis. A nossa vida está na mão de pessoas que não conhecemos mas que nos conhecem bem e que se escondem nos arquivos do Estado. Não é uma invenção da China, do Dr. Salazar ou da velha URSS – é um sistema de vigilância criado pelas ‘democracias liberais’. Há quem argumente que ‘quem não deve, não teme’, lema dos pobres de espírito para quem a vida não vale nada. Entrámos na era da desconfiança. Também nós devemos desconfiar.

Post retirado do blog "A ORIGEM DAS ESPÉCIES" 

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publicado às 20:02


Pasmem

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.09.08

 Post retirado do Blog "A BARBEARIA DO SENHOR LUÍS"

 


Almofada PSDO papel de um líder da oposição é falar. Se é oposição não pode governar, dificilmente poderá legislar e raramente poderá fazer qualquer outra coisa pelo seu País que não seja apresentar alternativas às políticas a que se opõe.

Em Portugal existe uma líder da oposição a quem não basta o papel de inutilidade funcional e que ainda se tornou notícia porque um dia destes vai falar na escolinha dos pretendentes a políticos do PPD/PSD.

Há três dias que a notícia é a de que Manuela Ferreira Leite vai quebrar o silêncio, o que cria uma onda de excitação sem par e abre todos os noticiários.

Há coisas fantásticas, não há? 

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publicado às 19:44


Destinos

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.09.08


 A melancolia  rasgava-lhe os ouvidos como bisturis que procurassem o vento que soprava da sua alma e imprimissem nos plátanos as palavras que, por pudor e vergonha, ficaram aprisionadas na garganta e por lá ficaram esquecidas. Apenas pequenos tremores denunciavam essa angústia como se fosse ervas altas bailando, quando sopradas pelas brisas mornas da primavera.

Esquecera que as palavras são para ser ditas, gritadas e não afogadas por sentimentos de culpa e medo. 

Dizes que apenas sentes o vento quando este quer falar contigo e trazer-te notícias de um mundo que quiseste esquecer; e choras a raiva dos pássaros perdidos, gaguejas palavras novas que nunca ouviste ou leste e enterras os pés na terra molhada com receio de não resistires aos apelos e aos afagos dos mundos por onde o vento andou.

E olhas os plátanos e descobres nas suas folhas as palavras, os rostos e os afectos e percebes que o teu corpo se anima e voa para cumprires o teu destino.

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publicado às 18:45


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