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Jorge de Sena

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.03.09

 

Glosa à chegada do Outono

 

O corpo não espera. Não. Por nós

ou pelo amor. Este pousar de mãos,

tão reticente e que interroga a sós

a tépida secura assetinada,

a que palpita por adivinhada

em solitários movimentos vãos;

este pousar em que não estamos nós,

mas uma sede, uma memória, tudo

o que sabemos de tocar desnudo

o corpo que não espera; este pousar

que não conhece, nada vê, nem nada

ousa temer no seu temor agudo...


Tem tanta pressa o corpo! E já passou,

quando um de nós ou quando o amor chegou.

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publicado às 17:51


1 comentário

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De mdsol a 04.03.2009 às 23:35

Que bom ter lido este poema!
:))

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