PORQUE O POLITICAMENTE CORRECTO CORROMPE E DESTRÓI - Desde Novembro de 2005
Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016
#2108 - Balada dos amigos separados

BALADA DOS AMIGOS SEPARADOS

 

Onde estais vós Alberto Henrique

João Maria Pedro Ana?

Onde anda agora a vossa voz?

Que ruas escutam vossos passos?

Ao norte? ao sul? aonde? aonde?

José António Branca Rui

E tu Joana de olhos claros

E tu Francisco E tu Carlota

E tu Joaquim?

Que estradas colhem vosso olhar?

Onde anda agora a vossa vida repartida?

A oeste? A leste? Aonde? aonde?

Olho prà frente prà cidade

e pràs outras cidades por tràs dela

onde se agitam outras gentes

que nunca ouviram vosso nome

e vejo em tudo a vossa cara

e oiço em tudo o som amigo

a voz de um a voz de outro

e aquele fio de sol que se agitava

sempre

em todos nós

Dançam as casas nesta noite

ébrias de sombra nesta noite

que se prolonga em plena angústia

aos solavancos do destino

e não consegue estrangular-nos

Sigo e pergunto ao vento à rua

e a esta ânsia inviolável

que embebe o ar de calafrios

Onde estais vós? onde estais vós?

E por detrás de cada esquina

e por detrás de cada vulto

o vento traz-me a vossa voz

a rua traz-me a vossa voz

a voz de um a voz de outro

toada amiga que me banha

tão confiante tão serena

Aqui aqui em toda a parte

Aqui aqui E tu? aonde?

 

POEMA DE MÁRIO DIONÍSIO RETIRADO DO LIVRO "POESIA COMPLETA" EDIÇÃO IMPRENSA NACIONAL CASA DA MOEDA 2016



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 19:17
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016
#2107 - Um poema de Mário Dionísio

MÁRIO DIONÍSIO

 

eis-te de novo minha pátria inquietante

de esquinas fugidias nua aos perigos

de novo o fosso aberto o passo instável

as porteiras olhando os vizinhos olhando

e o riso frio das ilusões denunciadas

nas clareiras do espanto abertas pelo escuro

 

de novo tu minha pátria invisível

dos pontos cardeais em chama lenta

de novo tu minha pátria forçosa

do silêncio gritante e desolado

 

de novo as portas se nos fecham e os olhos

passam de largo e fingem não nos ver

de novo sós nas ruas alvejadas e de novo

os tijolos primeiros nos degraus hesitantes

cada um em seu posto a estrada vive entre folhas que voam

cada um em seu posto ergue-se a vida ao alto

 

vem coração aqui está a tua pátria

vem coração operário de outras horas

vem ledo e forte pelos bairros tristes

nas macieiras rompem as maçãs

desponta loiro o trigo no chão negro

é entre mortos que o futuro floresce

 

POEMA DE MÁRIO DIONÍSIO IN "POESIA COMPLETA", EDIÇÃO IMPRENSA NACIONAL CASA DA MOEDA, 2016



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 18:49
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Terça-feira, 18 de Outubro de 2016
#2106 - Quem domina?

 PAUL CELAN

QUEM

DOMINA?

 

Cercada de cores a vida, comprimida por cifras.

 

O relógio

rouba o tempo no cometa,

as espadas

pescam,

o nome

doura as fintas,

a balsamina, de elmo,

cifra os pontos na pedra.

 

Dor, enquanto sombra de lesma.

Ouço que não se faz mais tarde.

Insípido e errado, nas selas,

medem também isto aqui.

 

Lâmpadas esféricas em vea da tua.

Ciladas de luz, divino-liminar, em vez de

nossas casas.

 

O gurupés do mágico

diáfano-negro

em culminação

inferior.

 

A metafonia conquistada na impalavra:

teu reflexo: o epitáfio

de uma das sombras de pensamento

aqui.

 

POEMA DE PAUL CELAN RETIRADO DO LIVRO "NÃO SABEMOS MESMO O QUE IMPORTA", EDIÇÃO RELÓGIO D'ÁGUA, OUTUBRO DE 2014

 

 

 

 



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#2105 - Carlos Forster - You'll survive

 



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#2104 - Adam Torres - Voices - Daytrotter Session

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 18:38
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Sábado, 24 de Setembro de 2016
#2103 - Panoptique Electrical - In A Forest Forlorn

 



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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016
#2102 - David Sylvian + Robert Fripp - Damage

 



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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016
#2101 - Livros e Leituras

img006.jpg

 MÁRIO DIONÍSIO

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 12:45
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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016
#2100 - Livros e Leituras

img004.jpg

 

e a boca já do mar

emerge

para o beijo infinito

 



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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2016
#2099 - Apetece-me ouvir e recordar

 



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Domingo, 31 de Julho de 2016
#2098 - Livros e Leituras

 JULIAN BARNES

 

The Noise of Time

The Noise of Time by Julian Barnes

 

In May 1937 a man in his early thirties waits by the lift of a Leningrad apartment block. He waits all through the night, expecting to be taken away to the Big House. Any celebrity he has known in the previous decade is no use to him now. And few who are taken to the Big House ever return.

So begins Julian Barnes's first novel since his Booker-winning The Sense of an Ending. A story about the collision of Art and Power, about human compromise, human cowardice and human courage, it is the work of a true master.

Scheduled for publication in January 2016 in the UK and later in the US and Canada.



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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016
#2097 - Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho

José  Seabra Pereira venceu o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho com o livro "O Delta Literário de Macau".

Este prémio totalmente suportado pela Edilidade de Vila Nova de Famalicão é promovido pela Associação Portuguesa de Escritores.

 

José Carlos Seabra Pereira é Doutor pelas Universidades de Poitiers e de Coimbra, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Universidade Católica Portuguesa. Investiga e lecciona nas áreas de Teoria Literária e Literatura Portuguesa Moderna, de Estudos Camonianos e de Estudos Pessoanos (cadeira que criou na Universidade de Coimbra). É actualmente o Coordenador Científico do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos e vice-director da Revista Camoniana (luso-brasileira), membro eleito do novo Conselho Científico da FLUC e da Comissão Científica do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas, membro do Conselho Editorial da Babel, vice-presidente do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís.

 



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Quarta-feira, 27 de Julho de 2016
#2096 - Emily Haines & The Soft Skeleton - Crowd Surf Off A Cliff

 



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#2095 - Elena Ferrante

"Acredito que os livros, uma vez escritos, já não precisam dos seus autores. Se tiverem alguma coisa para dizer, mais cedo ou mais tarde encontram leitores; se não, não... Gosto muito desses livros misteriosos, tanto antigos como modernos, que não têm autor definido mas têm tido e continuam a ter uma intensa vida própria. Parecem-me uma  espécie de milagre de uma noite, como as prendas da Befana, pelas quais eu esperava em criança... Os verdadeiros milagres são aqueles cujos autores nunca serão conhecidos... Além disso, não é verdade que a promoção é dispendiosa? Eu serei o autor menos dispendioso da editora. Até a minha presença vos pouparei."

 

ELENA FERRANTE



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Domingo, 24 de Julho de 2016
#2094 - Questões de Semântica

Entre a espada e a parede escolhe uma sonora gargalhada ou o cinismo numa metáfora.



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 20:09
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#2093 - NOCTURNO DOS ANJOS

 XAVIER VILLAURRUTIA

 

NOCTURNO DOS ANJOS

 

Dir-se-ia que as ruas fluem serenas na noite.

As luzes não são nítidas que ajudem a revelar o segredo,

o segredo dos homens que passeiam, conhecem,

porque estão todos imersos no segredo

não ganhariam nada em fragmentá-lo

sim, é bom guardá-lo

e dividi-lo só com a pessoa eleita.

 

Se cada um falasse uma vez só,

e com uma só palavra, aquilo que pensa,

as letras do desejo moldariam uma grande cicatriz cintilante,

uma constelação antiga, mais viva ainda que as outras.

Seria uma constelação ardente como o sexo

no corpo profundo da noite,

ou como os gémeos que pela primeira vez na vida

se olham de frente, e se abraçam para sempre.

 

A rua enche-se como um  rio de seres ávidos,

caminham, aguardam, prosseguem.

Trocam  olhares, ensaiam sorrisos,

formam pares imprevisíveis...

 

Há esquinas e bancos sombrios,

auras indistintas, formas profundas,

e súbitos vãos com uma luz que cega

e portas que cedem à mais leve pressão.

 

A rua fica deserta num instante.

Parece afugentar de si mesmo

o desejo de começar de novo.

Está paralisado, mudo, ofegante

como o coração entre dois espasmos.

 

Mas uma nova pulsação

lança ao rio da rua outros seres sedentos.

Cruzam-se,  e sobem,

voam ao rés do chão,

nadam de forma milagrosa

e ninguém se atreveria a dizer que não caminham.

 

São anjos,

desceram à terra

através de degraus invisíveis.

Vieram do mar, o espelho do céu,

em barcos de fumo e sombra,

a fundir-se e confundir-se com os mortais,

a inclinar os seus rostos entre as coxas das mulheres,

a deixar que outras mãos apalpem febrilmente os seus corpos,

e que outros corpos procurem os seus até encontrá-los

como os lábios que se fecham,

a fatigar a boca tanto tempo estagnada,

a libertar as suas línguas de fogo,

a dizer juramentos, canções, e palavras porcas

com que os homens concentram o  antigo mistério

da carne, do sangue, e do desejo.

 

Têm nomes fictícios, sinceramente divinos.

Chamam-se Dick ou John, Marvin ou Louis.

Em nada, senão na beleza, se distinguem dos mortais.

Passeiam, aguardam, e seguem.

Trocam  olhares, ensaiam sorrisos,

formam pares imprevisíveis.

 

Sorriem astuciosos ao entrar nos elevadores dos hotéis

donde ainda prarticam um voo lento e vertical.

Em seus corpos nús há vestígios celestiais,

signos, estrelas, e letras azuis.

Deixam-se cair nas camas, e afundam-se nas almofadas

que os fazem pensar um momento nas nuvens.

Mas logo fecham os olhos para se entregar aos gozos da sua misteriosa encarnação,

e quando dormem não sonham com os anjos, mas com os mortais.

 

Poema de Xavier Villaurrutia (1903-1950)

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 17:55
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#2092 - Palestina

PALESTINA

 


À tua lembrança como se aperta o teu coração!
Como ao som dessa lembrança a tua poesia flui!
Madrassas, hoje submetidas ao silêncio,
Têm a secreta eloquência que cobre de sangue as tribunas.
Elas voltam-se para o seu tempo passado
Em que o poder do seu ensino se espalhava pelo Mundo.

Tão pesada é a nostalgia que corrói o coração das pedras,
Tão triste que consome o espírito no coração do homem.
Madrassas, antigos paraísos,
De ribeiras fecundas e sonoras:
A vida fluía doce por entre as suas sombras,
Mil cores enfeitiçavam o nosso olhar na luz das palavras.

Árabes! Já caminhámos tempo de mais na obscuridade.
Vieram os invasores e devastaram a nossa terra!
Pacíficos, sim, nós éramos pacíficos.
Mas, agora, meus irmãos, despertemos
E esforcemo-nos por manter, com firmeza,
As nossas promessas na fé islâmica!

Contra o agressor,
Vomita, vulcão, vomita a tua cólera,
Porque, ó Palestina, pérola das nossas glórias,
Múltipla coroa em símbolo de dignidade,
O teu Evangelho anuncia a paz
E o teu Alcorão a justiça eterna.

 

POEMA DE SALIM AL-ZURKALI, TRADUZIDO POR ANTÓNIO BARAHONA



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 17:39
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016
#2091 - John Maus - Hey Moon

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 23:05
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#2090 - FOLHA

 RADE DRAINAC

 

FOLHA

 

Mudei de estação: o Outono ficou para trás e as minhas malas.

Agora o céu é duvidoso, como uma mentira inábil.

Na primeira taberna terei de esquecer

A carta melancólica que me tirou o sono.

Ocioso, arrasto-me pela rua, entre escritórios.

As andorinhas partiram e as máquinas de escrever ficaram.

No horizonte há uma grande trombeta de fumo.

Foi há pouco inventado um avião tão pequeno como uma borboleta.

Bravo! É um bom sinal.

A primeira folha de Outono caiu no meu chapéu.

 

POEMA DE RADE DRAINAC



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 19:51
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#2089 - AOS QUE VIRÃO A NASCER

 

AOS QUE VIRÃO A NASCER

 

I

 

É verdade, vivo em tempo de trevas!

É insensata toda a palavra ingénua. Uma testa lisa

Revela insensibilidade. Os que riem

Riem porque ainda não receberam

A terrível notícia.

 

Que tempos são estes, em que

Uma conversa sobre árvores é quase um crime

Porque traz em si um silêncio sobre tanta monstruosidade?

Aquele ali, tranquilo a atravessar a rua,

Não estará já disponível para os amigos

Em apuros?

 

É verdade ainda ganho o meu sustento.

Mas acreditem: é puro acaso. Nada

Do que eu faço me dá o direito de comer bem.

Por acaso fui poupado (Quando a sorte me faltar, estou perdido.)

 

Dizem-me: Come e bebe!  Agradece por teres o que tens!

Mas como posso eu comer e beber quando

Roubo ao faminto o que como e

O meu copo de água falta a quem morre de sede?

E apesar disso eu como e bebo.

 

Também eu gostava de ter sabedoria.

Nos velhos livros está escrito o que é ser sábio:

Retirar-se das querelas do mundo e passar

Este breve tempo sem medo.

E também viver sem violência

Pagar o mal com o bem

Não realizar os desejos, mas esquecê-los.

Ser sábio é isto.

E eu nada disso sei fazer!

É verdade, vivo em tempo de trevas!

 

II

 

Cheguei às cidades nos tempos da desordem

Quando aí grassava a fome

Vim viver com os homens nos tempos da revolta 

E com eles me revoltei.

E assim passou o  tempo

Que na terra me foi dado.

 

Comi o meu pão entre as batalhas

Deitei-me a dormir entre os assassinos

Dei-me ao amor sem cuidados

E olhei a natureza sem paciência.

E assim passou o tempo

Que na terra me foi dado.

 

No meu tempo as ruas iam dar ao pântano.

A língua traiu-me ao carniceiro.

Pouco podia fazer. Mas os senhores do mundo

Sem mim estavam mais seguros, esperava eu.

E assim passou o tempo

Que na terra me foi dado.

 

As forças eram poucas. A meta

Estava muito longe

Claramente visível, mas nem por isso

Ao meu alcance.

E assim passou o tempo

Que na terra me foi dado.

 

III

 

Vós, que surgireis do  dilúvio

Em que nós nos afundámos

Quando falardes das nossas fraquezas

Lembrai-vos

Também do tempo de trevas

A que escapastes.

 

Pois nós, mudando mais vezes de país que de sapatos, atravessámos

As guerras de classes, desesperados

Ao ver só injustiça e não revolta.

 

E afinal sabemos:

Também o ódio contra a baixeza

Desfigura as feições.

Também a cólera contra a injustiça

Torna a voz rouca. Ah, nós

Que queríamos desbravar o terreno para a amabilidade

Não soubemos afinal ser amáveis.

 

Mas vós, quando chegar a hora

De o homem ajudar o homem

Lembrai-vos de nós

Com indulgência.

 

Poema de Bertolt Brecht



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 18:12
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2016
#2088 - Ryuichi Sakamoto - The Revenant - Sound of Hugh Glass

 

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 16:13
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Sábado, 16 de Julho de 2016
#2087 - Ben Lukas Boysen - Nocturne 4

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 15:24
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016
#2086 - GOLDMAN SACHS - O BANCO QUE DIRIGE O MUNDO / La Banque qui Dirige le Monde (2012)

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 19:31
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2016
#2085 - O Valor das Palavras

Vivemos um tempo onde as palavras honestas já não têm valor.

 

Vivemos o tempo das palavras sujas, obscuras, manhosas, e cujo significado muitas vezes não entendemos.



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 18:42
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Domingo, 10 de Julho de 2016
#2084 - Céu - Perfume do Invisível (Vídeo Oficial)

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 15:53
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Domingo, 3 de Julho de 2016
#2083 - Bohren & Der Club Of Gore - Sunset Mission (Full album) HD

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 22:26
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#2082 - QUESTÕES DE SEMÂNTICA

 ANÓNIMOS, UMA IMENSA MAIORIA

 

Gritámos...

Ninguém nos ouve;

Somos invisíveis, ou já estamos mortos?



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 19:51
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#2081- EZIO BOSSO - Rain, In Your Black Eyes

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 19:26
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#2080 - EZIO BOSSO - TANGO TRISTE

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 19:16
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#2079 - O VERBO PLANTAR

"(...O verbo plantar é um verbo humilde e silencioso; um artesanato primitivo, duro, plástico e incessante; quase tão antigo como o homem; ligado a uma das actividades decisivas na luta interminável pela subsistência o cultivo da terra...)"

 

In «Que coisas são as nuvens», crónica de José Tolentino Mendonça publicada na Revista E, edição 2279, de 2 de Julho 2016

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 17:18
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Sábado, 2 de Julho de 2016
#2078 - Morreu Yves Bonnefoy, o mais célebre poeta francês contemporâneo

 Também ensaísta e tradutor de Shakespeare, Yeats ou Petrarca, foi várias vezes indicado para o Prémio Nobel da Literatura. Morreu ontem em Paris aos 93 anos

 

in "Diário de Notícias"



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 19:45
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#2077 - PRÉMIO HELENA VAZ DA SILVA 2016

EDUARDO LOURENÇO e PLANTU, Cartoonista do “Le Monde” são os vencedores do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2016

 

 

PLANTU (JEAN PLANTUREUX)

EDUARDO LOURENÇO

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 19:11
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#2076 - PRAGMÁTICO

 HENRIK NORDBRANDT

 

PRAGMÁTICO

 

As coisas que existiam antes de tu morreres

e as coisas que surgiram depois:

 

Às primeiras pertencem, antes do mais,

as tuas roupas, as jóias e as fotografias

e o nome da mulher que te deu o nome

e também morreu jovem...

Mas também um par de receitas, o arranjo

de um certo canto na sala,

uma camisa que me passaste a ferro

e que guardo cuidadosamente

debaixo da minha resma de camisas,

algumas peças de música, e o cão

sarnento que por aí anda

com um sorriso estúpido, como se ainda aqui estivesses.

 

Às últimas pertencem a minha caneta,

um perfume conhecido

na pele de uma mulher que mal conheço

e as novas lâmpadas que pus no candeeiro do quarto

que iluminam o que leio acerca de ti

em todos os livros que leio.

 

As primeiras recordam-me que exististe,

as últimas que já não existes.

 

Que sejam quase indistinguíveis

é o mais difícil de suportar.



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 18:32
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#2075 - Poema de António Franco Alexandre

 ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE

 

 

o teu amor, bem sei, é uma palavra musical,

espalha-se por todos nós com a mesma ignorância,

o mesmo ar alheio com que fazes girar, suponho, os epiciclos;

ergues os ombros e dizes, hoje, amanhã, nunca mais,

surpreende o vigor, a plenitude

das coxas masculinas, habituadas ao cansaço,

separamo-nos, à procura de sinais mais fixos,

e o circuito das chamas recomeça.

 

é um país subtil, o olho franco das mulheres,

há nos passeios garrafas com leite apenas cinzento,

os teus pais disseram: o melhor de tudo é ser engenheiro,

morrer de casaco, com todas as pirâmides acesas,

viajar de navio de buenos aires a montevideu.

esta é a viagem que não faremos nunca, soltos

na minuciosa tarde dos lábios,

ágil pobreza.

 

permanentemente floresce o horizonte em colinas,

os animais olham por dentro, cheios de vazio,

como um ladrão de pouca perícia a luz

desfaz devagarmente os corpos.

ele exclama: quando me libertarás da tosca voz dormida,

para que seja

alto e altivo o coração das coisas? até quando aguardarei,

no harmonioso beliche, que a tua visão cesse?

 

POEMA DE ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 15:46
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Quinta-feira, 30 de Junho de 2016
#2073 - Nils Frahm - Some

 



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#2073 - Maxence Cyrin - Where Is My Mind

 



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Terça-feira, 28 de Junho de 2016
#2072 - Livros e Leituras - UMA CAUSA IMPROCEDENTE

 Cláudio Magris

 

"...A morte destina-se aos museus. A todos, não só a um Museu de Guerra. Cada exposição - quadros, esculturas, objetos, maquinaria - é uma natureza-morta e a gente que se aglomera nas salas, enchendo-as e esvaziando-as como sombras, exercita-se na futura estância definitiva no grande Museu da Humanidade, do mundo, em que cada qual é uma natureza--morta. Rostos como fruta colhida da árvore e disposta num prato..."

 

Excerto de "Uma causa improcedente" de Claudio Magris, editado pela Quetzal, Abril 2016

 

______________________________________________________________________

Claudio Magris nasceu em Trieste, em abril de 1939. É romancista, ensaísta, germanista, e colabora regularmente com revistas e jornais europeus, nomeadamente o Corriere della Sera. Depois de uma passagem pela Universidade de Freiburg, foi professor de Língua e Literatura Germânicas na Universidade de Turim. Atualmente dá aulas na sua cidade natal. Magris exerceu também o cargo de Senador entre 1994 e 1996.

Os seus livros contribuíram para o conhecimento literário da cultura europeia – ele foi o criador do conceito de Mitteleuropa. Claudio Magris é um dos candidatos favoritos ao Prémio Nobel da Literatura e um dos mais influentes intelectuais dos nossos tempos.

 



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Quinta-feira, 23 de Junho de 2016
#2071 - David Machado vence o Prémio Salerno Libro d'Europa

 

 David Machado, com o romance "Índice Médio de Felicidade" publicado em 2013 pela Editora Dom Quixote, foi o vencedor do Prémio literário

«Prémio Salerno Libro d´'Europa»



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Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
#2070 - POESIA É ACTO

REMCO CAMPERT

 

 

POESIA É ACTO

 

Poesia é acto

de afirmação. Afirmo

que vivo e que não vivo só.

 

Poesia é futuro: pensar

na próxima semana, em outro país

e em ti mesmo quando velho.

 

Poesia é minha respiração, empurra

meus pés às vezes hesitantes

sobre a terra que pede movimento.

 

Voltaire acometido de varíola

salvou-se ingerindo entre outras coisas

120 litros de limonada: isso é poesia.

 

Ou então a ressaca. Quebrada

nas rochas não se deixa derrotar,

refaz-se: e isso é poesia.

 

Cada palavra que se escreve

é um atentado contra a velhice.

Afinal a morte vence, isso é certo,

 

mas a morte é apenas silêncio na sala

depois de ressoar a última palavra.

A morte é emoção.

 

 

 



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Terça-feira, 21 de Junho de 2016
#2069 - Epitáfio para todos aqueles que preferem morrer a serem mortos

 

 

 A morte espreita

A morte espera por eles os que fogem da morte

 

Os que fogem do medo

A morte espreita

A morte espera por eles os que fogem da morte

 

Os barcos, jangadas que transportam sonhos em vez de gente

A morte espreita

A morte espera por eles os que fogem da morte

 

E quando os sonhos naufragam a morte espera por eles os que fogem da morte



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Domingo, 19 de Junho de 2016
#2068 - Sem título

 Já caminhei muito caminho;

Para trás ficaram as sombras

que aprisionei em molduras


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#2067 - Auto-retrato em 3X4

 JOÃO MELO

 

AUTO-RETRATO 3X4

 

Sou um homem de muitos silêncios e raras eloquências,

inesperadas paixões programadas,

alguns medos, optimismos inúteis

e, principalmente, uma vasta e apaziguadora preguiça.

O meu coração está preso desde uma tarde distante

a uma só mulher,

excepto nos interlúdios.

Escrevo cada vez mais desesperadamente.

Às vezes tenho pensamentos incestuosos.

Se não fossem as consequências,

juro que cometeria um pequeno crime.

A vida trespassa-me como uma faca,

mas não consigo agarrá-la.

 

Poema de João Melo



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 16:07
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Sábado, 18 de Junho de 2016
#2066 - The serial killer

JOÃO MELO

 

- O seu nome?

- Qual deles?

- Bem, como é que você se apresenta?

- Depende...

- Depende?

- Sim, depende. Não sabe o que é depender?

É...

- Sei,sei. Mas depende de quê?

- Ora, não imagina? Do contexto, das minhas conveniências...

- Explique-se melhor...

- Já vi que a senhora é ingénua.

- Sou escritora.

- Ah, está bem... E posso saber  porquê que quer saber o meu nome? Desculpe, mas não posso deixar de fazer esta pergunta...

- É simples. Tenho de escrever uma estória sobre

- Sobre mim? Quer dizer que eu vou passar a ser uma personagem literária e não apenas um indivíduo? Sem falsas modéstias, eu não acho que a minha vida seja tão emocionante assim... De certo modo, é mesmo muito chata!...

- Na verdade, não é bem sobre si.  A sua vida será apenas o pretexto que pretendo utilizar para demonstrar que, qundo os países estão em crise, a líbido dos povos aumenta, podendo mesmo ficar completamente descontrolada. É uma tese inovadora - reconheço -,  mas estou plenamente convencida da sua justeza.

- Concordo. Em tempo de crise, os homens descobrem as suas três vocações realmente essenciais: rezar, roubar e fornicar.

- As crises são, sobretudo, morais...

- É a sua opinião. A minha...

- Ora, segundo me disseram, o senhor é um exemplo desse, digamos assim, «acirramento sexual» típico das situações de crise.

- Faço o que posso, faço o que posso... Mas vale mesmo a pena contar a minha vida aos seus leitores?

- É evidente que sim. Mas, por favor, não percamos tempo. Quanto mais depressa me responder, mais depressa este conto termina...

- Costuma dizer-se que quem conta um conto acrescenta um ponto...

- Tentarei ser o mais justa e objectiva possível. Diga-me lá: como é que você se chama?

- Tenho um nome de guerra, mas só o uso em ocasiões especiais.

- Alguém lhe chamou, uma vez, porco machista...

- Isso é um slogan. Não é um nome.

- É angolano?

- Sim. Mas poderia ser malaio. Esquimó, não, por causa do frio.

- Descreva-me a sua família.

- A extensa ou a restrita?

- Como são as suas relações coma sua mãe?

- Esteja sossegada, que não desejo matá-la.

- A sua mulher já o traiu alguma vez?

- O amor tem de ser testado, nem que seja só de vez em quando...

- Quantas mulheres é que já levou para a sua cama?

- É a escritora que quer saber isso ou é a mulher?

- Tem problemas políticos?

- Não.

- E com o fisco?

- Também não.

- Ou com a Igreja?

- Sou ateu, graças a Deus.

- Tem inimigos?

- E se os tiver?

- Diga-me porquê que escreveu esta frase: «Foder é um dever revolucionário!»?

- Adivinhe. Ou então invente. A escritora é você...

- Mas não há mesmo nada de errado  consigo?

- Até conhecê-la, não...

- Bolas! A sua vida não tem nenhum enredo!

- Eu avisei-a... Aliás, só a literatura é que precisa de enredo. A vida não passa de uma sequência de acasos e coincidências...

- Não posso escrever sobre si sem uma boa intriga. O que é que os meus leitores vão dizer?

 

- Mata-me! Mata-me!

 

- Quer mesmo saber o meu nome?

- Hum...

- Chamam-me The Serial Killer. Acha apropriado?

 

Conto de JOÃO MELO

 

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 23:07
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#2065 - Sem título

 

Tu és um imenso mar e

eu uma singela e frágil canoa

 


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publicado por Carlos Pereira \foleirices às 23:03
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#2064 - Euphoria - Silence in everywhere

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 18:20
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Sexta-feira, 17 de Junho de 2016
#2063 - MAOMÉ E A MONTANHA

 ROSA  ALICE BRANCO

 

MAOMÉ E A MONTANHA

 

Guardo o mais absoluto segredo
das pedras que rolam no fundo dos leitos
embora nada saiba,
nada ouse saber.
Vou pelo olhar até ao rio,
o rio vem a mim
e ambos caminhamos deslumbrados
para fora de nós.

O cantar da água
corre nos meus olhos exactamente como corre
a manhã
até que o sol a prumo
faz de mim o desenho do rio
que vejo,
o mapa das veias
onde o corpo nasce de novo.

À vinda procuro a minha sombra.
O coração que me há-de trazer de volta
demora-se no rio
como se nele corresse
uma sede de olhar.

Os pés colam-se à margem.
Do outro lado as casas vão mudando
de expressão
mais lentamente do que a água corre.
O sol abraça-me pelas costas
e deixa-se escorregar como crianças
que riem,
que não distinguem a voz seca do tempo.

É noite à lareira da casa.
Os objectos acendem-se:
também eles mudam de rosto
como tudo o que é iluminado por amor.
Aproximo-me de longe,
venho do rio,
o rio vem de mim.

Rosa Alice Branco, in 'O Único Traço do Pincel' , 1997

 

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 18:21
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2016
#2062 - Moonface - "Julia with Blue Jeans On" (Live at St. Pancras Old Church)

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 22:28
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#2061 - Desesperança

O medo esborratara-lhe a alma

O vento assobiava uma canção de amor sarcástica

Cabeças espreitavam por entre as frestas da janela, a casa espiada

 Um limão sobre a mesa

Um corpo rugoso sentado, as mãos cansadas sobre as pernas

Um virar de cabeça na direcção do nada

Uma nódoa na parede

A alma um calendário

A melancolia um ponto escondido no armário

Um cravo murcho e cabisbaixo vergado pela vergonha

Um olhar azul magoado

Um fio de água

A serpente no copo

A taça vazia

O coração remendado

Gotas de suor eruginosas

Sulcos esculpidos na pele, a idade do corpo, a idade do medo

Fugir parada

A pancada no corpo

A saudade da idade jovem e de um tempo de rara felicidade

 

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 16:03
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#2060 - Questões de Semântica

 

O Poder é a fisga e nós o bando de pardais

 



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 15:30
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2016
#2059 - PRÉMIO PRINCESA DAS ASTÚRIAS DA LITERATURA 2016 PARA RICHARD FORD

 

 RICHARD FORD

 

 

 

 Richard Ford, escritor americano, vence o Prémio Princesa das Astúrias da Literatura 2016



publicado por Carlos Pereira \foleirices às 15:18
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